sexta-feira, 10 de julho de 2009

Uma Babaquice às Sextas

Não tinha como escapar...
LIBERTOU-SE O MENINO
Livre. Finalmente o pequeno menino negro aprisionado no corpo do astro pop deformado e ensandecido pode voar para a sua Neverlândia imaginária, agora real.
O pequeno prodígio havia sido aprisionado naquele corpo por causa do seu talento.
O ícone da pós-modernidade, rei do pop, o insuperável, inimitável e inatingível astro sufocou na angústia do seu pequeno ser, ainda tão inocente, tão bonito, tão angelical quanto antes.
Michael foi vitimado pela sua própria perfeição e morreu de fadiga, na insana tentativa de superar o insuperável, ou seja: ele mesmo. O pequeno príncipe havia sido engolido pelo próprio astro em que vivia.
O que o mundo vela em Los Angeles é a fétida carcaça zumbi do rei do pop; do ídolo amalgamado pelas deformidades insanas da humanidade consumista.
O menino não está mais lá.
Jaz um corpo disforme, alvejado e plastificado pelo insaciável monstro capitalista, ele mesmo um zumbi que se nega a morrer.
O menino Michael se foi, para fazer a alegria dos celestes corais de anjos infantes. Agora, além de cantar glória a Deus, eles dançam sobre as nuvens nos passos do moonwalker.
Elvis não morreu. Michael também não morrerá. O astro-monstro sabe disso.
Vai em paz, Michael!

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