domingo, 28 de junho de 2015

AINDA HÁ ESPERANÇA!

Depois de um Flamengo X Vasco deprimente, não só pela derrota mas, principalmente, pelo horroroso espetáculo apresentado por ambos os times, vejo uma entrevista do Valdívia do Internacional - que foi quem fez o gol da vitória colorada contra o Santos.

E ele explica porque não vibrou com
o gol: "Foi um golaço mas, foi sem querer."

Deus conserve esses raros seres futebolistas com essa cabeça!

PARALELO 7


Em "Deu pra ti", Kleiton e Kledir cantam "Quando eu ando assim, meio down, Vou pra Porto e Bah! Trilegal!, Coisas de magia, sei lá, Paralelo Trintaaa...".

Tudo bem, o Paralelo 30 passa em cima de Porto Alegre.
Mas, o da canção se refere a um boteco famoso lá deles.

Inspirado pela música, fui fuçar minha nova região e encontrei algumas pérolas de cultura inútil:

• A Paraíba, onde o sol, desinibido, nasce primeiro, tem uma área de 56 mil kilômetros quadrados. A Holanda e mais metade da Bélgica cabem no estado. (Me recuso a fazer paralelos irônicos.)

João Pessoa está no Paralelo 7 (Águia - muito mais charmosa que o 30 - Camelo) e, que eu saiba, até agora nenhum compositor local explorou essa faceta. E, também, ainda não vi nenhum boteco ou restaurante navegando nessa latitude.

Assim sendo, proponho a um espírito empreendedor a criação da "Paralelo 7 - BookStore". (Porque, claro, pra dar certo tem que ter a língua colonizadora no nome.)

Perguntará o arguto leitor:
-Por que uma 'book-store' e não um boteco?
Responderá o locutor que vos fala:
-Se for boteco será prejuízo na certa pois, certamente, o beberemos todo. Se for uma livraria (perdão, book-store) a intoxicação será benéfica.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

DUNGA E A HIPOCRISIA DA MÍDIA

O refratário deu hoje uma declaração, sobre a seleção de 94, que fez a delícia dessa mídiazinha politicamente correta:
"Nosso grupo era burro e tinha sorte, enquanto os outros eram bons, mas tinham azar. Eu até acho que eu sou afrodescendente de tanto que apanhei e gosto de apanhar. Os caras olham pra mim: vamos bater nesse aí, e começam a me bater, sem noção, sem nada, não gosto dele, começam a me bater".

Rapidinho a CBF, certamente numa atuação vibrante de seu chefe de delegação, divulgou as desculpas:
"Quero me desculpar com todos que possam se sentir ofendidos com a minha declaração sobre os afrodescendentes. A maneira como me expressei não reflete os meus sentimentos e opiniões".

Fora ele um pouco mais independente poderia ter afirmado que "Até acho que sou crioulo de tanto que eu apanho."

Ou alguém ainda pensa que os negros têm tratamento igualitário nesse nosso país tropical, alegre, miscigenado e amistoso?

ARGENTINA X COLÔMBIA


Um zero a zero que prendeu a atenção.
Com direito a show do Ospina - goleiro colombiano - e a Argentina se classificando nos pênaltis.
E, melhor (ou pior), os comentários dos famigerados analistas.

Dentre as pérolas que me invadiram os ouvidos, algumas são impactantes. ("Impactantes"?? Socorro! Estou sendo infectado pela babaquice televisiva!)

Seguem as que me proporcionaram intenso prazer de xingar a televisão:

Futebol é jogo de contato.
Dããã...

Recomposição rápida e compacta.
Deve ser a velocidade que o cara leva pra botar as calças.

A compactação foi falha.
O cara demorou pra botar as calças.

O time joga sem a bola.
Onze representantes do Pinel.

O jogo está divertido.
"Divertido"?? Jogo tem que ser emocionante. Se não, é uma bosta.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

ELBA 63 EM BOM ESTADO.


Elba Ramalho, feínha como sempre, mas numa energia que me fez buscar o aerolyn algumas vezes, pulou durante mais de duas horas ontem na véspera do "Maior São João do Mundo".

150.000 testemunhas no local e sabe-se lá quantas mais pela televisão, incluindo o locutor que vos fala e a sábia-que-me-acompanha.

A veínha deitou, rolou, trouxe gente competente para o "auxílio luxuoso" e levou a galera à loucura.

Interessante ressaltar: uma recente amiga, que nos orientou domingo passado, afirmou com total conhecimento de causa: "Alguns shows atraem gente violenta; outros atraem pessoas 'do bem' que curtem tudo numa boa."

A Elba, pelo apresentado, certamente está nas do 'bem'.

(Ainda não achei nenhum vídeo do evento. Assim que me aparecer, prometo que ponho as imagens.)

DÁ-LHE CHICÃO!!

O Papa Francisco lançou a Laudato Si - sua primeira encíclica.

Devo confessar que nunca, até hoje, tinha lido nem duas linhas (e são milhares delas) de nenhuma encíclica papal.
E fui cair logo nessa que versa sobre ecologia - assunto que, a princípio, me dá sono.

Só que o Chicão é phoda - com 'ph' de pharmácia.


Pra quem não quiser, seguem alguns trechos selecionados cujos, espero que dêem o que pensar aos milhares e milhares de leitores deste blog:

47. A isto vêm juntar-se as dinâmicas dos mass-media e do mundo digital, que, quando se tornam omnipresentes, não favorecem o desenvolvimento duma capacidade de viver com sabedoria, pensar em profundidade, amar com generosidade.

Neste contexto, os grandes sábios do passado correriam o risco de ver sufocada a sua sabedoria no meio do ruído dispersivo da informação. Isto exige de nós um esforço para que esses meios se traduzam num novo desenvolvimento cultural da humanidade, e não numa deterioração da sua riqueza mais profunda.

A verdadeira sabedoria, fruto da reflexão, do diálogo e do encontro generoso entre as pessoas, não se adquire com uma mera acumulação de dados, que, numa espécie de poluição mental, acabam por saturar e confundir. Ao mesmo tempo tendem a substituir as relações reais com os outros, com todos os desafios que implicam, por um tipo de comunicação mediada pela internet.

Isto permite seleccionar ou eliminar a nosso arbítrio as relações e, deste modo, frequentemente gera-se um novo tipo de emoções artificiais, que têm a ver mais com dispositivos e monitores do que com as pessoas e a natureza.

Os meios actuais permitem-nos comunicar e partilhar conhecimentos e afectos. Mas, às vezes, também nos impedem de tomar contacto directo com a angústia, a trepidação, a alegria do outro e com a complexidade da sua experiência pessoal.

Por isso, não deveria surpreender-nos o facto de, a par da oferta sufocante destes produtos, ir crescendo uma profunda e melancólica insatisfação nas relações interpessoais ou um nocivo isolamento.

109. O paradigma tecnocrático tende a exercer o seu domínio também sobre a economia e a política. A economia assume todo o desenvolvimento tecnológico em função do lucro, sem prestar atenção a eventuais consequências negativas para o ser humano. A finança sufoca a economia real.

Não se aprendeu a lição da crise financeira mundial e, muito lentamente, se aprende a lição do deterioramento ambiental.

Nalguns círculos, defende-se que a economia actual e a tecnologia resolverão todos os problemas ambientais, do mesmo modo que se afirma, com linguagens não académicas, que os problemas da fome e da miséria no mundo serão resolvidos simplesmente com o crescimento do mercado.

Não é uma questão de teorias económicas, que hoje talvez já ninguém se atreva a defender, mas da sua instalação no desenvolvimento concreto da economia.

Aqueles que não o afirmam em palavras defendem-no com os factos, quando parece não preocupar-se com o justo nível da produção, uma melhor distribuição da riqueza, um cuidado responsável do meio ambiente ou os direitos das gerações futuras.

Com os seus comportamentos, afirmam que é suficiente o objectivo da maximização dos ganhos. Mas o mercado, por si mesmo, não garante o desenvolvimento humano integral nem a inclusão social.

Entretanto temos um «superdesenvolvimento dissipador e consumista que contrasta, de modo inadmissível, com perduráveis situações de miséria desumanizadora», mas não se criam, de forma suficientemente rápida, instituições económicas e programas sociais que permitam aos mais pobres terem regularmente acesso aos recursos básicos.

Não temos suficiente consciência de quais sejam as raízes mais profundas dos desequilíbrios actuais: estes têm a ver com a orientação, os fins, o sentido e o contexto social do crescimento tecnológico e económico.

123. A cultura do relativismo é a mesma patologia que impele uma pessoa a aproveitar-se de outra e a tratá-la como mero objecto, obrigando-a a trabalhos forçados, ou reduzindo-a à escravidão por causa duma dívida.

É a mesma lógica que leva à exploração sexual das crianças, ou ao abandono dos idosos que não servem os interesses próprios.

É também a lógica interna daqueles que dizem: «Deixemos que as forças invisíveis do mercado regulem a economia, porque os seus efeitos sobre a sociedade e a natureza são danos inevitáveis».

Se não há verdades objectivas nem princípios estáveis, fora da satisfação das aspirações próprias e das necessidades imediatas, que limites pode haver para o tráfico de seres humanos, a criminalidade organizada, o narcotráfico, o comércio de diamantes ensanguentados e de peles de animais em vias de extinção?

Não é a mesma lógica relativista a que justifica a compra de órgãos dos pobres com a finalidade de os vender ou utilizar para experimentação, ou o descarte de crianças porque não correspondem ao desejo de seus pais?

É a mesma lógica do «usa e joga fora» que produz tantos resíduos, só pelo desejo desordenado de consumir mais do que realmente se tem necessidade.

Portanto, não podemos pensar que os programas políticos ou a força da lei sejam suficientes para evitar os comportamentos que afectam o meio ambiente, porque, quando é a cultura que se corrompe deixando de reconhecer qualquer verdade objectiva ou quaisquer princípios universalmente válidos, as leis só se poderão entender como imposições arbitrárias e obstáculos a evitar.

144. A visão consumista do ser humano, incentivada pelos mecanismos da economia globalizada actual, tende a homogeneizar as culturas e a debilitar a imensa variedade cultural, que é um tesouro da humanidade.

Por isso, pretender resolver todas as dificuldades através de normativas uniformes ou por intervenções técnicas, leva a negligenciar a complexidade das problemáticas locais, que requerem a participação activa dos habitantes.

Os novos processos em gestação nem sempre se podem integrar dentro de modelos estabelecidos do exterior, mas hão-de ser provenientes da própria cultura local.

Assim como a vida e o mundo são dinâmicos, assim também o cuidado do mundo deve ser flexível e dinâmico. As soluções meramente técnicas correm o risco de tomar em consideração sintomas que não correspondem às problemáticas mais profundas.

É preciso assumir a perspectiva dos direitos dos povos e das culturas, dando assim provas de compreender que o desenvolvimento dum grupo social supõe um processo histórico no âmbito dum contexto cultural e requer constantemente o protagonismo dos actores sociais locais a partir da sua própria cultura.

Nem mesmo a noção da qualidade de vida se pode impor, mas deve ser entendida dentro do mundo de símbolos e hábitos próprios de cada grupo humano.

178. O drama duma política focalizada nos resultados imediatos, apoiada também por populações consumistas, torna necessário produzir crescimento a curto prazo.

Respondendo a interesses eleitorais, os governos não se aventuram facilmente a irritar a população com medidas que possam afectar o nível de consumo ou pôr em risco investimentos estrangeiros.

A construção míope do poder frena a inserção duma agenda ambiental com visão ampla na agenda pública dos governos. Esquece-se, assim, que «o tempo é superior ao espaço» e que sempre somos mais fecundos quando temos maior preocupação por gerar processos do que por dominar espaços de poder.

A grandeza política mostra-se quando, em momentos difíceis, se trabalha com base em grandes princípios e pensando no bem comum a longo prazo. O poder político tem muita dificuldade em assumir este dever num projecto de nação.

205. Mas nem tudo está perdido, porque os seres humanos, capazes de tocar o fundo da degradação, podem também superar-se, voltar a escolher o bem e regenerar-se, para além de qualquer condicionalismo psicológico e social que lhes seja imposto.

São capazes de se olhar a si mesmos com honestidade, externar o próprio pesar e encetar caminhos novos rumo à verdadeira liberdade.

Não há sistemas que anulem, por completo, a abertura ao bem, à verdade e à beleza, nem a capacidade de reagir que Deus continua a animar no mais fundo dos nossos corações.

A cada pessoa deste mundo, peço para não esquecer esta sua dignidade que ninguém tem o direito de lhe tirar.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O MAIOR SÃO JOÃO DO MUNDO


Nunca achei - e continuo não achando - graça em festas juninas.
“Anarriê”, “anavantu”, “balancê” e outras tantas, tenho a maior preguiça. Mas, o brasileiro festeiro, simpático e alegre (espalha pra ver se volta a colar) faz questão dessas manifestações.

Assim sendo, lá fomos nós para o “Maior São João do Mundo!”.

Campina Grande é uma cidade bonita, bem cuidada e, como o povo nordestino é realmente festeiro, simpático e alegre, recebe a turistada com a maior competência.

Segundo confiáveis informações colhidas, para o comércio, o São João é melhor do que o Natal. E, com certeza, é mesmo! Um mês de festa culminando com um feriado na quarta-feira 24 que faz com que a cidade tenha no período, por baixo, uns doze domingos. Hotéis lotados, gente de todos os cantos, incontáveis ônibus e vans despejando turistas a granel.

Sítio de São João, Feira de Artesanato e terminamos no Parque do Povo. Percurso mais do que suficiente para comprovar o título de “maior do mundo”.
Uma loucura inenarrável.

Seis da tarde, ainda em preparativos para os shows da noite, o parque já estava apinhado de gente dançando nas “Ilhas de Forró”. Essas ilhas são pequenos espaços (que devem abrigar ‘somente’ umas mil pessoas) onde trios de zabumba, acordeon e triângulo botam pra quebrar em decibéis mais altos que qualquer decolagem de 747. E a galera feliz, comportada e provavelmente a caminho da surdez, se divertindo numa boa.

O palco principal, que iria receber Joverlaine e Mania de Sertanejo, GG e Banda Forró do Gordinho entre outros, já estava quase pronto e o povo não parava de chegar.
O anúncio da programação foi suficiente pra gente se pirulitar rapidinho e cair na - ótima - estrada de volta pra JP.

(E, a bem da verdade, devo confessar que ano que vem vou voltar.)

sexta-feira, 19 de junho de 2015

É DESSE JEITO QUE SE SAI DA CRISE?


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terça-feira, 16 de junho de 2015

FLAGRANTES DA VIDA VIRTUAL

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Um exemplo completo e acabado da coerência que assola alguns (muitos) seres feicibuquianos. São autênticos e fiéis seguidores da Filosofia-Suzaninha (amiga da Mafalda) após ler as notícias do jornal: -"Ainda bem que o mundo fica tão lá longe!"

sábado, 13 de junho de 2015

CONSTATAÇÕES DE FIM DE SEMANA

Dispensando as piadinhas velhas e recorrentes devo declarar que: casamento é muito bom.
O chato é o treinamento.

O treinamento pode ser definido tanto como o longo tempo que um casal pode levar até "encaixar o jogo" quanto o, mais penoso, longo tempo gasto em tentativas variadas.
Só depois de ultrapassadas essas chaturas é que começamos a desfrutar as reais delícias do casamento.

As alegrias da cumplicidade cultivada, as reclamações que já se tornam parte do folclore íntimo, as singelas delicadezas aprendidas com a convivência e exercitadas pelo simples prazer de receber o retorno de carinhos previsíveis - porém indispensáveis -
e a saudade.

Sentir saudade é muito bom!

Faz com que a gente consiga sedimentar o amor, a confiança, a certeza e muitas outras emoções (aparentemente menores) que variam de casal para casal mas que, com absoluta certeza, são tão importantes quanto as consideradas fundamentais.

A distância também dá margem a comportamentos interessantes.
"Opa! Tô sozinho, que liberdade!"
Posso espreguiçar deitado sem chutar ninguém, posso ver futebol o dia inteiro, posso comer na hora que quiser, posso tomar cerveja sem ninguém me patrulhar, posso fumar com a janela fechada, posso xingar a televisão e rir sozinho sem que seja preciso dar explicações que dificilmente serão entendidas.
Posso também arrotar e peidar sem ameaças de excomunhão.

E aí você faz tudo isso e, surpreso, descobre que prefere não ficar sozinho e, mais surpreso ainda, constata que casamento é muito bom.

OLHA O GAJO!


Eliminatórias da Eurocopa, Armênia X Portugal, a Armênia sai na frente, Cristiano Ronaldo empata de pênalti e faz o segundo chegando com precisão milimétrica entre o zagueiro e o goleiro.

E faz o terceiro. E que terceiro!
Mata de canhota uma bola alta (com uma categoria que fez lembrar Pelé) e manda, do meio da rua, um petardo de direita no ângulo.

Continua mascaradaço como comprovam as imagens dele abraçando os companheiros sem tirar os olhos do telão. (Cujas não aparecem nesse vídeo)

Mas, ele pode.


A QUEM INTERE$$A?

Dando uma geral nas opiniões de lá e de cá, dou de cara com o artigo "A mídia e os atentados de todos os dias" de Luciano Martins Costa.

Ele fala sobre a morte do almirante Júlio de Sá Bierrenbach:
"A História registra o papel relevante que cumpriu, como ministro do Superior Tribunal Militar, por resistir ao arquivamento do processo sobre o atentado do Riocentro, ocorrido em 30 de abril de 1981. Ele foi também umas das fontes de informações que chegaram a jornalistas, por um tortuoso caminho, e que permitiram desvendar aquele que teria sido o mais brutal dos crimes da ditadura."

E muito mais.

E aí vem o comentário abaixo:

Gilson Raslan disse...
... Em 2008 o mundo encontrava-se a um passo do abismo. Para a crise não atingir em cheio o nosso país, o então Presidente Lula ocupou todos os espaços da mídia para concitar os brasileiros a consumir, consumir e consumir, o que evitaria a crise a chegar forte até nós, com fechamento de empresas e consequente perda de empregos.
O povo atendeu o Presidente e saiu às compras. A consequência desse comportamento foi um aumento record de emprego, de renda e de produção.
De um ano para cá, a mídia substituiu o otimismo do governo por um pessimismo sem tamanho e, com claro objetivo de minar o governo, concita a população a não consumir, a não se endividar, porque a crise chegou forte ao país. Resultado: o consumo caiu, a produção de bens declinou e o desemprego está subindo.
Não há dúvida de que a campanha da mídia atingiu o governo, mas atingiu mais fortemente o empresariado e a própria população que acreditou no catastrofismo dela.
A mídia transformou a MAROLINHA no governo Lula, em um TSUNAME no governo Dilma.
A troco de que a mídia se comporta assim?

E aí eu repito a pergunta: A troco de quê?

Como entender que, ao incentivar a ideia de uma crise catastrófica, os grandes interessados no consumo estejam - conscientemente - dando um tiro no pé?

Aguardo profundas análises econômicas.
(Intrincadas teorias da conspiração também são bem vindas.)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

MAIS UM SHOW DE CAPA

Em cima da mais recente babaquice da moda, o Meia Hora deu mais um show ontem.


terça-feira, 9 de junho de 2015

domingo, 7 de junho de 2015

PENTELHAÇÕES ESPORTIVAS

Domingão com chuvas intermitentes, praia rápida e... Televisão.

Pra começar, o Wawrinka parece que acordou tarde, botou uma camiseta e correu pra Roland Garros ainda de pijama. Demorou pra acabar de acordar e depois faturou o torneio.
Com direito ao Ronaldo (argh!) Fenômeno na arquibancada. (Certamente exausto de tanto pular de um lado pro outro para tirar o cu da reta.)

Em seguida, a trepidante seleção da CBF vai enfrentar os perigosíssimos mexicanos em preparação para a empolgante Copa América.

Dunga, com aquele sotaque miserável, emitiu um raro comentário inteligente: "Quando ganhamos a Copa América de 2007 vocês diziam que ela não valia nada. Agora ela virou um campeonato muito importante. Não me importo. Vamos entrar para ganhar."

Aí entram os famigerados analistas; uma fonte inesgotável de lugares comuns. Agora com a incensada participação do "Capita" - forma pretensamente íntima e realmente idiota com que o Carlos Alberto é tratado no Sportv. Esse cidadão é, como "ista", inversamente proporcional ao que foi em campo.

Ontem, Barcelona X Juventus, passei pela torturante experiência de optar entre Galvão na Globo e Neto na Band. Antes que o vômito fosse inevitável tirei o som e me deliciei com as imagens de um jogaço.

Hoje, ainda faltando uma hora para a exibição da seleção da CBF, já escutei asneiras suficientes. Tiro o som e fico com um olho no poker e outro nas imagens.

Tá dura a vida de quem gosta de esportes na TV.

sábado, 6 de junho de 2015

QUE JOGO ESQUISITO É ESSE?


Onde a torcida aplaude jogadores do time adversário?

Onde acontecem pouquíssimas faltas e, quando acontecem, os adversários se desculpam e se abraçam?

Onde o juiz é respeitado mesmo quando manda, por três vezes, repetir uma falta sem importância porque havia sido batida no local errado?

Onde Zagallo joga com a 7 e Garrincha com a 11?

Claro que os velhos e antenados leitores já mataram a charada:
final da Copa de 1958.

Cuja está, na íntegra com narrações de Jorge Cury pela rádio Nacional e Pedro Luiz pela Bandeirantes de São Paulo, à disposição aqui:

Trabalho espetacular de Carlos Augusto Marconi, um especialista em telecinagem que, a partir de um filme russo, levou anos até concluir esse verdadeiro quebra-cabeças com a edição do som ambiente e das narrações de rádio (que têm um tempo diferente do real) em cima das imagens.

E aí, algumas constatações são irresistíveis:

• Uma pérola da propaganda na voz "marcante" de Jorge Cury: "Brahma Chopp traz mais alegria a seus momentos de prazer!";
• Quase ao final, a citação à Juscelino que, de Brasília em construção, "ouve o jogo pela Nacional", como sendo um grande desportista que havia destinado dois milhões para que a seleção pudesse ir à Suécia disputar o mundial;

• Vavá, considerado somente um "atacante rompedor", dribla com categoria, tabela e faz lançamentos precisos;
• Os suecos "cintura-dura" tocam a bola com precisão e Liedhom, depois de dar dois cortes desconcertantes na zaga brasileira, coloca no canto de Gilmar;
• Didi, nesse jogo, erra muito, não acerta nenhuma bola no gol e entra para a história por causa da atitude: após o primeiro gol da Suécia, vem andando com a bola debaixo do braço até o meio de campo acalmando os companheiros;
• Garrincha põe Vavá duas vezes na cara do gol e o Brasil vira o jogo ainda no primeiro tempo;
• Todo o time brasileiro volta para marcar. Pelé rouba bola na meia lua da defesa, Garrincha marca junto com Djalma Santos, etc;
• No segundo tempo Pelé faz 3 a 1 depois de um chapéu antológico que todos já cansamos de ver. Mas, o que raramente vemos é um time continuar buscando o gol depois de ter uma vantagem dessa;
• Mesmo com Zito e Didi atuando em escala menor, o time brilhou como nunca. E, pra mim, Garrincha foi o rei do rock. Como voltaria a comprovar em 62.

É pra ver e rever sempre que estivermos com gastura dessa coisa ridícula que hoje nos é apresentada como sendo futebol.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

FRASES DA SEMANA

A pontualidade é um crime
sem testemunhas.
Juca Abdal

Vou a Tel Aviv cantar para
um Israel palestino.
Gilberto Gil

... Nessas coisas, mudam-se apenas as moscas, mas, até que elas comecem a voar, há um tempo de ar respirável. E sempre resta a doce ilusão de que o crime não compensa.
Alberto Helena Júnior (sobre FBI, FIFA, CBF, etc)

Aqui sou o Rei Sol.
Eurico Miranda

Se houver um Deus ele morre de vergonha de mostrar a sua criação humana para os amigos.
Leonardo Sakamoto 

terça-feira, 2 de junho de 2015

TORCENDO PARA O ERRO


Marin preso, Del Nero correndo para o aconchego, Teixeira indiciado, Blatter renunciando. Essas e tantas outras auspiciosas notícias relacionadas deveriam alimentar a esperança de que alguma coisa realmente viesse a acontecer em relação ao futebol e suas mais do que nefastas ligações.

Mas, diga lá experiente leitor: você acredita que alguma ação relevante vá acontecer?
De minha parte, estou que nem o personagem do comercial da Tigre:

-Mas é o FBI que está investigando!
-Hmm... Não.

-Mas a PF indiciou o Ricardo Teixeira!
-Ah...! Não.

-Vai ter CPI!
-AAH! Então... Não.

Mas, sigo torcendo para poder escrever aqui - sem ser psicografado - que eu estava errado.
(E continua valendo a pergunta: "E agora, redigrôbo?")