sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

CURIOSIDADES RUBRO NEGRAS - 24

 
O Vôlei do Flamengo formou sua primeira equipe profissional/feminina, no final da década de 40.

A equipe foi pentacampeã brasileira nos anos de 1948, 1949, 1950, 1951 e 1952, o que a levou ao título de Campeão dos Campeões.
A partir dessa proeza, as meninas do vôlei rubro-negro receberam o apelido de Rolinho Compressor e mereceram os elogios dados pelo técnico da época, Zoulo Rabelo. -"Jamais alguém defendeu o Flamengo com tanto amor e dedicação como estas moças."

Essa mesma equipe, formada por Carmem Castelo Branco, Marina Menezes, Leila Peixoto, Norma Telles, Maria Pequenina Azevedo, Marlene Guedes, Carmen Marques Pereira, Maria Rosa O'Shea, Lígia Cossenza, e Vilma Fernandes, foi a primeira a viajar para fora do país quando participou dos campeonatos do Peru, nos anos de 1953 e 1956, e venceu todas as partidas que disputou.

As meninas do vôlei rubro-negro mantiveram o domínio da modalidade até o final da década de 1960.

O time feminino de volei rubro negro sempre contou com grandes jogadoras e muitas delas defenderam as cores da seleção brasileira.

Na década de 70 tivemos, com o manto, jogadoras como Isabel, Jaqueline, Regina Vilela, Ana Lúcia e Ida. Em tempos mais recentes o Mengão contou com atletas apaixonadas pelo clube e brilhantes como Virna e Leila, crias da casa diga-se de passagem.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

HINOS


Que a Marselhesa é o hino mais bonito que existe, acho que pouca gente discorda. Bonita a melodia, bem entendido. Porque a letra é um roteiro de filme de terror como a maioria absoluta dos hinos mundo afora.

Olha só as primeiras estrofes:

Avante, filhos da Pátria,
O dia da Glória chegou.
Contra nós, da tirania
O estandarte ensanguentado se ergueu.
Ouvis nos campos
Rugirem esses ferozes soldados?
Vêm eles até aos nossos braços
Degolar nossos filhos, nossas mulheres.
Às armas cidadãos!
Formai vossos batalhões!
Marchemos, marchemos!

... O hino é enorme e a letra só vai acumulando sangue.

Em contrapartida, apesar da melodia bem fraquinha, o hino da Austrália é de uma singeleza total:



Aliás, o nosso também tem letra boba (como todos) e uma das melodias mais bonitas. Pra mim, está no top 3 - depois da Marselhesa e antes do Star-Spangled Banner.
Ou seja, em se tratando de hinos, o melhor é curtir a música e esquecer a letra.


ATUALIZAÇÃO

Nosso prezado Paulo Emílio mandou um comentário que não merece ficar escondido:
(Obs.: Achei o maior barato o"yumi" yumi" yumi" de Vanuatu.)

Legal, Tiago. Também acho que os três hinos que você mencionou são bonitos. 

Outro hino de que gosto é o Hino Real da Tailândia, que é tocado em cerimônias em que estão presentes membros da família real, e nos cinemas antes de começar toda sessão: 
www.youtube.com/watch?v=5dkBVLTbhKI (instrumental) 
www.youtube.com/watch?v=SQiZ0CL8wqs&list=UUcPICezrpobw-5x7Q1STpFA&feature=c4-overview (cantado) .

Gosto também do Hino Nacional de Vanuatu: 
www.youtube.com/watch?v=qOq8-v5SMK8 .

E do da Malásia: 
www.youtube.com/watch?v=cRBnDZMZ9Tk .

Já o Hino Hacional da Tailândia tem certa graça cantado em tailandês:
www.youtube.com/watch?v=ARFd_4VUGXw .

Abração.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

ESTILOS

Acho espetaculares as competições de skate, ski e várias outras deslizantes afins.
Duro é aguentar os narradores e comentaristas com suas vibrações intensas e constantes acopladas a descrições ininteligíveis:

-“Lá vai Rony, UÁÁÁÁU! Rocket air! Vai pro overbet, UÓÓÓÓRL! Double back perfeito, UÁÁÁÁU! Frontside flip, UÁÁÁÁÁU! O que você me diz, Geninho?”
-“UÓÓÓÓÓRL! Você viu o Rony voando baixo?”
-“UÁÁÁÁÁÁU!”
-“UÓÓÓÓRL!”

Nos esportes de inverno trocam-se os “uááááus” e "uóóóórls" por um estilo mais clean, entende?
Fica, geralmente, assim:
-“Lá vai Gerard, ÔÔÔU! Triple cork, HMMM!
O que você me diz, Swenson?”
-“Muita segurança nos aéreos, ÔÔÔU!”
-“HMMM!”
-“ÔÔÔU!”

Melhor tirar o som.

sábado, 25 de janeiro de 2014

GIMME THAT WINE



Seguindo na onda do Blood, Sweat & Tears, essa é ótima para um sabadão besta...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

SAUDADE? ARREPENDIMENTO?

A saudade é provocada por lembranças, procede?

Lembranças estas que, talvez, possam evocar um sentimento de perda, de querer de volta, ou outras bobagens no gênero.
Ainda bem, não fui premiado com essa cruz. (Já basta o nome.)

Em mim, a tal da saudade tem a fugacidade de um flash. Então, dada a rapidez da sensação, seja boa ou ruim, não provoca nada mais do que a lembrança pura, simples e fotográfica.

O que me livra de outro sentimento correlato - o totalmente dispensável arrependimento, que é a mola mestra das religiões: “Arrependei-vos, infiéis!”
Katzo! Arrepender de quê? Por quê?
Se está feito, está feito. Nada vai mudar.

Arrependimento não serve pra nada.
Ou, por outra, pode servir para alimentar a saudade.
E aí, vira um círculo vicioso cujo, graças a Deus, não me pegou.

CURIOSIDADES RUBRO NEGRAS - 23

 
"Craque, o Flamengo faz em casa."
 
O slogan mais famoso do Flamengo foi criado pelo jornalista Geraldo Mainenti. Título de uma reportagem da revista Manchete Esportiva, em 4 de abril de 1979, a frase virou bordão desde então. Entrevistando astros como Zico, Leandro, Junior, Adílio, Andrade, Julio Cesar, Tita, Rondinelli, entre outros, o repórter fez história.

"Essa matéria foi sugerida por mim, diante do evidente sucesso do trabalho feito nas categorias de base do Flamengo, que já mostrava resultados significativos. O Flamengo ganhara no ano anterior (1978), a Taça Guanabara, o Campeonato Carioca e o Torneio Internacional de Palma de Malorca, na Espanha. Naquela altura, de 1979, já vencera o primeiro turno do Campeonato Estadual e defendia uma invencibilidade de mais de 30 jogos", explicou Geraldo.
 
O estatístico Marcelo Leme de Arruda, em minuciosa pesquisa feita antes da Copa do Mundo de 2010, mostrou que o Clube de Regatas do Flamengo foi a agremiação que, até então, mais havia cedido jogadores à Seleção Brasileira em partidas oficiais, com 117 convocações.
 
 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

SAKAMOTO-SAN SABE DAS COISAS

Batata frita. Onion rings. X-Salada. X-Bacon. X-Egg-Bacon-Salada. Dogão com cheddar. Milkshake com caramelo. Refrigerante. Guaraná Jesus. Suco de caixinha. Coxinha. Risoles. Bolovo. Enroladinho de queijo e presunto. Salame. Copa. Costelinha de porco. Feijoada. Bife à parmegiana. Picanha com farofa. Porção de calabresa. Frango a passarinho. Torresmo. Ovos com bacon. Joelho de porco. Cupim casqueado. Leitão a pururuca. Virado a paulista. Dobradinha. Sarapatel. Barreado. Maniçoba. Vaca atolada. Moqueca baiana. Acarajé. Salada russa. Polpetone. Lasanha. Pizza de quatro queijos com borda de catupiry. Fogazza. Pastel especial com ovo. Rosca recheada de linguiça. Pudim. Bolo de chocolate. Brownie. Donut. Bomba. Sonho. Biscoito recheado. Waffle. Salgadinho. Ovinho de amendoim. Amendoim japonês. Paçoca. Doce de leite. Churros com doce de leite. Bombom de cupuaçu. Bombom recheado com licor de cassis. Cerveja. Cervejinha. Chope. Caracu com ovo. Cachaça. Tequila. Vodka. Uísque com gelo. Uísque sem gelo. Licor de jenipapo. St. Remy (o horror, o horror…). Campari. Martini. Bebida que Pixxxca. Caipirinha. Caipiroska. Cosmopolitan. Marguerita. Kir Royal. Bombeirinho. Cigarro. Cigarro de palha. Charuto. Cigarro de cravo…
- E maconha?
- Nunca! Meu corpo é um templo. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

COSTAS QUENTES


Desde quando a igreja católica se posiciona assim?
(Nada como ter o Poderoso Chicão botando pra quebrar...)

EM CARTA ABERTA AO POVO DE DEUS, OS BISPOS DO MARANHÃO CONVOCAM PARA O DIA 2 DE FEVEREIRO CAMINHADA SILENCIOSA EM DEFESA DA VIDA. VEJA A CARTA DOS BISPOS SOBRE A SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA NO ESTADO:

Ao Povo de Deus e a todas as pessoas de boa vontade

"Justiça e paz se abraçarão" (Sl 85,11)"

Ainda estão vivas em nós a forte emoção e dor, provocadas pelos últimos acontecimentos no Estado do Maranhão – a morte violenta da Ana Clara, criança de seis anos que faleceu após ter seu corpo queimado nos ataques a ônibus; os cruéis assassinatos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas; o clima de terror e medo vivido na cidade de São Luís.

A nossa sociedade está se tornando cada vez mais violenta. É nosso parecer que essa violência é resultado de um modelo econômico-social que está sendo construído.

A agressão está presente na expulsão do homem do campo; na concentração das terras nas mãos de poucos; nos despejos em bairros pobres e periferias de nossas cidades; nos altos índices de trabalhadores que vivem em situações de exploração extrema, no trabalho escravo; no extermínio dos jovens; na auto-destruição pelas drogas; na prostituição e exploração sexual; no desrespeito aos territórios de indígenas e quilombolas; no uso predatório da natureza.

Esta cultura da violência, aliada à morosidade da Justiça e à ausência de políticas públicas, resulta em cárceres cheios de jovens, em sua maioria negros e pobres. O nosso sistema prisional não reeduca estes jovens. Ao contrário, a penitenciária transformou-se em uma universidade do crime. Não nos devolve cidadãos recuperados, mas pessoas na sua maioria ainda mais frustradas que veem na vida do crime a única saída para o seu futuro.

Vivemos num Estado que erradicou a febre aftosa do gado, mas que não é capaz de eliminar doenças tão antigas como a hanseníase, a tuberculose e a leishmaniose.

É verdade que a riqueza no Maranhão aumentou. Está, porém, acumulada em mãos de poucos, crescendo a desigualdade social. Os índices de desenvolvimento humano permanecem entre os mais baixos do Brasil.

Não é este o Estado que Deus quer. Não é este o Estado que nós queremos! Como discípulos missionários de Jesus, estamos comprometidos, junto a todas as pessoas de boa vontade, na construção de uma sociedade fraterna e solidária, sem desigualdades, sem exclusão e sem violência, onde a "justiça e a paz se abraçarão" (Sl 85,11).

A cultura do amor e paz, que tanto almejamos, é um dom de Deus, mas é também tarefa nossa. Nós, bispos do Maranhão, convocamos aos fieis católicos e a todas as pessoas que buscam um mundo melhor a realizarem um gesto concreto no próximo dia 2 de fevereiro, como expressão do nosso compromisso com a justiça e a paz. Neste dia – Festa da Apresentação do Senhor, Luz do mundo, e de Nossa Senhora das Candeias –, pedimos que se realize em todas as comunidades uma caminhada silenciosa à luz de velas, por ocasião da celebração. Às pessoas comprometidas com esta causa e às que não puderem participar da celebração sugerimos que acendam uma vela em frente à sua residência, como sinal do seu empenho em favor da paz.

Invocando a proteção de Nossa Senhora, Rainha da Paz, rogamos que o Espírito nos oriente no sentido de assumirmos nossa responsabilidade social e política para construirmos uma sociedade de irmãs e irmãos que convivam na igualdade, na fraternidade e na paz.

Centro de Formação de Mangabeiras-Pinheiro - MA, 15 de janeiro de 2014

Dom Armando Martin Gutierrez 
Dom Carlo Ellena 
Dom Élio Rama 
Dom Enemésio Lazzaris 
Dom Franco Cuter 
Dom Gilberto Pastana de Oliveira 
Dom José Belisário da Silva 
Dom José Soares Filho 
Dom José Valdeci Santos Mendes 
Dom Sebastião Bandeira Coêlho 
Dom Sebastião Lima Duarte 
Dom Vilsom Basso 
Dom Xavier Gilles 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

PESSOA INTERESSANTE!

Madrugada dessas, em agradável conversa com a sábia que me acompanha, lembrei de um esquete antigo em que o Luis Fernando Guimarães está numa boate onde se apresenta uma mulher dançando num pseudo strip tease.
E ele lá no fundo, aos berros: -“Gostoosa! Tesãão!!”
Um cara ao lado, chateado, fala com ele:
-“Pô, cara, é minha mulher.”
E ele, com aquela cara miserável, prossegue no mesmo tom:
-“Interessaante! Pessoa interessaante!!”

Rá-rá-rá, mais cerveja e ela me sai com essa:
-“Fulana de Tal é a pessoa mais interessante que eu conheço.
Quem é a pessoa mais interessante que você conhece?”
-“Fácil. É o Veríss...”
-“Não vale. Você só conhece o que o Veríssimo escreve.
Não conhece a pessoa.”
-“Então, sou eu.”
-“Também não vale. E, além do mais, você não é essa interessância toda...”
-“Sou sim!” (Afinal, se eu não me achar interessantíssimo, o quêqueutô fazendo nesse disco?)
-“Deixa de preguiça. Tem que ser alguém que você conheça, mas tem que ser sem julgamento de amor, amizade, etc. Pessoa interessante pelas ideias, pelas posições, pelos questionamentos.”

Pronto. Estabeleceu as regras e esculhambou de vez com a minha avareza cognitiva (vide post mais abaixo).
Aí, danou-se: é um grande esforço separar a afinidade e a amizade do racional e factual. Depois de muitas divagações cheguei a duas, para mim, surpreendentes conclusões:

1. A grande dificuldade que tenho em fazer essa separação é diretamente proporcional à facilidade de aceitar como interessantíssimos os (poucos) amigos que coleciono;

2. Dentro das regras estabelecidas, as pessoas mais interessantes que eu conheço não necessariamente têm as mesmas ideias que eu em relação a um monte de assuntos. O que, dependendo do desprendimento momentâneo, pode tornar a conversa um ótimo exercício de convivência ou uma chatura inenarrável.

-“Arrã... Última cerveja, tá?”

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

OFÉLIAS

O texto a seguir foi escrito em 2000. De lá pra cá poderíamos acrescentar mais um monte de asneiras.
Mas, acho que essas bastam.

Seguem algumas frases, previsões e afirmações feitas no decorrer dos tempos, que dão total razão a Millôr Fernandes quando ele afirma que o ser humano é inviável.

Claro, algumas podem ter sido distorcidas ao longo do tempo.
As coisas deveriam funcionar mais ou menos como aquela brincadeira de telefone sem fio. Lembra? Forma-se uma fila, o primeiro diz, rapidamente, uma frase no ouvido do segundo e assim por diante. O último então diz o que ouviu e confronta com o primeiro. Normalmente saem coisas assim: o primeiro diz “Ontem fui ao cinema” e o último entende “Odilon tem enfizema.”

Mas, vamos lá. Começamos com algumas citações ótimas para serem usadas em determinadas reuniões.

Nietzche teria afirmado em 1888 que “Quando uma mulher se torna erudita é sinal de que há algo errado com seus órgãos genitais.”
Cerca de 80 anos antes, Napoleão Bonaparte saiu-se com esta:
“Que idéia louca é essa de pedir igualdade para as mulheres?
Elas não passam de máquinas produtoras de filhos.”

A coisa vem de longe; Aristóteles, no século 4 antes de Cristo era definitivo: “A mulher é inferior ao homem.”
Ainda na linha politicamente incorreta temos o editorial da revista Harper’s em 1853: “Nada mais antibíblico do que permitir que as mulheres votem.”

E Thomas Jefferson, em 1787, pontificava: “Acho que um negro dificilmente seria capaz de acompanhar e compreender as investigações de Euclides.”
Legal, hein?

E as previsões!
Não escapam nem os próprios criadores como, por exemplo, Auguste Lumière, inventor do cinema, em 1895: “Meu invento pode ser explorado como uma curiosidade científica por algum tempo, mas não tem futuro comercial.”

E os catastróficos enganos: “Não gostamos do som deles. Além do mais, conjuntos com guitarras estão saindo de moda.” - frase de um executivo da gravadora Decca, explicando porque não contratou os Beatles. Certamente ele estava se baseando numa previsão da conceituada revista Variety, em 1956: “Até julho o rock’n’roll estará fora de moda.”

Executivos fornecem farto material de besteiras e, bom para eles, caem no anonimato. Um, da Metro, dando seu parecer sobre um teste de Fred Astaire: “Não sabe representar nem cantar e é careca. Dança um pouco.”

Lorde Kelvin, físico e presidente da Real Sociedade Britânica de Ciência, afirmava em 1900: “O raio-X é uma mistificação.”
Um pouco depois, em 1902, Henry Adams, historiador, era enfático: “Pelos meus cálculos, o mundo acaba em 1950.”
Na mesma época, H.G.Wells afirmava (acredito que com uma boa dose de humor): “Minha imaginação se recusa a crer que um submarino possa fazer outra coisa além de sufocar sua tripulação e afundar no mar.”

O início do século 20 foi pródigo em previsões. Erasmus Wilson, em 1900: “Quando acabar a Exposição de Paris, ninguém vai ouvir falar mais em luz elétrica.”
E o eminente Marechal Ferdinand Foch dizia, em 1912: “O avião é um brinquedo interessante, mas sem qualquer utilidade militar.”
Outra pérola científica (?) é fornecida pelo etnólogo alemão Hermann Gauch, em 1933: “Os pássaros podem aprender a falar com mais facilidade porque seus bicos têm uma estrutura nórdica.”

Erros fatais:
Rei Luis XVI, pouco antes de ser deposto e guilhotinado, em 1793: “O povo francês não é regicida.”
Marechal Hindemburg, em 1931: “Hitler é um sujeito esquisito que jamais chegará a chanceler.”
E em 1958, Oswaldo Guzoni, chefe de vendas da Odeon era categórico sobre o disco “Chega de Saudade” de João Gilberto: “Isso é uma merda.”

Mais recentemente tivemos a ministra Zélia Cardoso de Mello explicando a primeira medida do governo Collor: “É preciso que se entenda que isso não é um confisco.”
E, claro, não poderia faltar pelo menos um futurólogo, o Namur, em 1992: “O governo Collor vai dar certo.”

Para terminar, uma afirmação publicada em 1887 no Penn’s Art Journal que, de certo modo, já se tornou realidade: “A máquina de escrever é apenas uma curiosidade mecânica.”

domingo, 19 de janeiro de 2014

CHICLETÃO




Grande sucesso de Los Hermanos, Anna Julia foi escrita por Marcelo Camelo para a então estudante de jornalismo da PUC-Rio, por quem ele era apaixonado.

A música é um chicletão que, raro evento, foi traduzida para diversas línguas tendo sido, inclusive, uma das últimas músicas gravadas por George Harrison. Jim Capaldi apresentou a ele a versão e gravaram esse vídeo onde o George Harrison aparece por espetaculares 4 (quatro) segundos.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

CURIOSIDADES RUBRO NEGRAS - 22


Vêm aí os campeonatos estaduais.

O Flamengo é o clube com mais títulos do Campeonato Carioca com 32 conquistas, uma a mais do que aquele outro que costuma virar a mesa quando cai para a segundona, terceirona, etc.
São cinco tricampeonatos - 1942-43-44, 1953-54-55, 1978-79-79 (No ano de 1979 foram disputados dois Estaduais, e o Flamengo ganhou os dois. O primeiro, posteriormente chamado de Especial, foi dividido em dois turnos.), 1999-2000-01 e 2007-08-09;

três Tríplices Coroas (Campeonato Carioca, Taça Guabanara e Taça Rio) - 1978, 1996 e 2011;

cinco campeonatos invictos - 1915, 1920, 1979, 1996 e 2011;

o maior ganhador de títulos (26) após o profissionalismo do futebol carioca em 1933 e o maior ganhador de títulos (13) após a fusão do Estado do Rio de Janeiro com a Guanabara em 1979.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

RUÍDOS MATINAIS

Dividem-se em categorias: os externos - motores, buzinas, sirenes etc se você estiver na cidade e pios, coaxares (boa essa, hein?) e barulhos não identificados se você estiver no mato.

E os internos que também são divididos entre os seus e os da pessoa amada. Esses são, sem dúvida, os mais intrigantes. Resmungos, fungadas, espirros, pigarros formam a linha de frente das manhãs de qualquer ser humano normal.

Mas os melhores ruídos são as palavras. Em sua maioria absoluta, resultam em grunhidos que só o tempo e a convivência conseguem traduzir.
Eu, por exemplo, levei um tempão para decifrar o significado de “Cqqqrrrmmmqjjqtt?” e respondia com um seco “Brrmmqstfghss” até entender que era uma simples e gentil oferta de um queijo quente.
O tempo e a convivência. Que dupla mais endiabrada essa que cria dialetos, estabelece regras de comunicação inimagináveis e, quase sempre, colabora para o início de um dia menos chato.
Enfim, cada um tem as manhãs do seu jeito. O que me faz lembrar de um grande amigo cujo, insuflado por uma animada senhorinha a fazer exercícios matinais, retrucou com solenidade:
“Posso não. De manhã eu tusso.”

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

AVAREZA COGNITIVA


Nome danado de chique para um mal corriqueiro que assola todos nós, a hipótese da "avareza cognitiva" mostra que nosso cérebro busca caminhos fáceis para resolver problemas.

O problema a seguir é do cientista computacional Hector Levesque, da Universidade de Toronto:
Jack olha para Anne, porém Anne olha para George;
Jack é casado, mas George, não.
Uma pessoa casada está olhando para uma pessoa solteira?

A) Sim
B) Não
C) Não é possível determinar





 

Mais de 80% das pessoas escolhem C. Mas a resposta correta é A.
A explicação é lógica: Anne é a única pessoa cuja situação é desconhecida.
É preciso considerar as duas possibilidades, casada ou solteira, para determinar se há informação suficiente para chegarmos a uma conclusão.
Se Anne fosse casada, a resposta seria A: ela seria a pessoa casada que olha para a pessoa solteira (George).
Se Anne fosse solteira, a resposta continuaria a ser A: neste caso, Jack seria a pessoa casada que olha para Anne, a solteira.
Esse processo de pensamento é chamado de raciocínio totalmente disjuntivo - o raciocínio que considera todas as possibilidades. O fato de o problema não revelar se Anne é ou não é casada sugere às pessoas que elas não contam com informações suficientes, e elas acabam fazendo a inferência mais fácil, C, sem analisar todas as possibilidades.
A maioria consegue usar o raciocínio totalmente disjuntivo se informada explicitamente que ele é necessário (por exemplo, quando não há uma opção "não é possível determinar"). Mas grande parte não o faz automaticamente.

Daí para o pré-conceito é um pulinho: Gorda = Antiestética, Gulosa
Aluno Bagunceiro = Doidão, Problemas em Casa
E assim por diante.
Numa época em que a velocidade é considerada a mãe de todas as virtudes, fica bem difícil dar uma paradinha pra pensar.
Mas, deveria ser obrigação.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

BBB

Bobo, Bajulador e Brega.

Se o mundo ocidental de hoje é medido por seus eventos, depois de assistir o Golden Globe Awards e a Bola de Ouro da Fifa, esse é o resumo do momento. Cujo, convenhamos, só vem piorando.

Na Bola de Ouro, perguntas idiotas, respostas imbecis e um oceano de lugares comuns balbuciados por jogadores que, ainda bem, não fazem com a bola o que fazem com as palavras. (Se fizessem, não teriam lugar nem nos aspirantes do Olaria.)

O Golden Globe me pareceu a redenção do universitário sertanejo e afins. Mulheres enfiadas em roupas que provocam vergonha alheia além do execrável Bono Vox trajando um par de óculos merecedor do prêmio máximo da breguice universal.

Mas é disso que o povo gosta, né não?

E, como a rêdigrobo domina vários canais da Tv a Cabo, começa hoje meu período de hibernação televisiva.
(É que, a conselho médico, não posso nem escutar as poéticas ponderações “Biais”.)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

CURIOSIDADES RUBRO NEGRAS - 21


Pirillo chegou ao Flamengo em 1941 com a missão de substituir o grande Leônidas da Silva e logo conquistou o seu lugar no time.

Nas 228 partidas em que atuou pelo clube, ele marcou 207 gols com média de 0,91 gols por jogo.
É também o quarto maior artilheiro atrás de Henrique (216 gols em 412 partidas), Dida (264 gols em 357 partidas) e Zico (509 gols em 732 partidas).

Conquistou o tricampeonato carioca de 1942, 43 e 44 ao lado de lendas como Zizinho, Perácio, Domingos da Guia, Newton e Jurandir.

Gaúcho de Porto Alegre, Silvio Pirillo (ou Sylvio Pirilo?) nasceu em 26 de julho de 1916 e faleceu na capital gaúcha em 22 de abril de 1991.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

PREOCUPAÇÃO


É alarmante a quantidade de pessoas
(cujas eu respeito), que andam dizendo
ou escrevendo que estão “focadas”
em sabe-se lá o quê, pra quê ou por quê.


Tristes tempos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

TROCA-LETRAS

Voltando de férias (se é que essa folguinha de fim de ano pode ser chamada assim), vamos tratar de um assunto profundo e instigante.

São vários os exemplos de músicas que têm suas letras trocadas pela galera.
A mais recorrente é a melô da gordinha relutante: “Na madrugada a vitrola rolando um blues, tocando B.B.King sem parar” que virou “trocando de biquíni sem parar”.

Tem também a do Tim Maia: “Eu e você, você e eu... Juntinhos!” que, nas madrugadas do Sion, virou “Eu e você, você e eu... Judite!” (são os malefícios do álcool na juventude);

Tem do Djavan: “Amar é um deserto e seus temores” virou “Amar é um deserto e três tenores”;

dos Paralamas: “Alagados, Trenchtown, Favela da Maré” virou
Há lagartos, cristal, Favela da Maré”;

do Belchior: “É você que ama o passado e que não vê” virou
“É você que é mal-passado e que não vê”;

e Caetano Velloso com a duplamente premiada “Menino do Rio”:
dragão tatuado no braço” virou “dragão com a toalha no braço
e, logo em seguida, a pérola ecológica: “Coração de eterno flerte, adoro ver-te” virou “...adoro verde”.

Pra finalizar, o non sense total: “Canta a primavera, pá, cá estou carente” virou “Canta a primavera, pá, castor carente”.

(Otimista incorrigível que sou, aguardo colaborações.)