quarta-feira, 30 de julho de 2014

A MORTE - ESSA INCOMPREENDIDA.

 
Os antenados leitores certamente já cansaram de ver vídeos, powerpoints, e-mails sobre como o planeta Terra é infinitamente menor do que um micro-nano-cocô em relação ao universo - conhecido!

Acompanham, invariavelmente, frases de efeito sobre como somos pequenos além de nefandos guias de autoajuda sobre nosso desenvolvimento espiritual, sobre como devemos ser ecologicamente corretos, sustentáveis e blghlfgrfngss...

Quando essa chatura acontece comigo, costumo chegar na janela e olhar as pessoas na rua.
Ou, muito melhor, se estiver no litoral, olhar para o mar.
Em ambas as situações a impressão que me fica é a mesma:
ali, a poucos metros, estão universos tão ou mais complexos do que a Via Láctea (outro micro-nano-cocô na conjuntura universal);
cada um no seu cada um.

E penso também na seguinte situação: se temos um formigueiro na horta e as formigas estão comendo as plantas, mandamos ver num formicida ou jogamos gasolina e ateamos fogo.
Em minutos destruímos uma intrincadíssima sociedade formigal, vida que segue e ninguém garante que a mesma coisa não possa acontecer com a humanidade.

Dada essa imensidão, no meu modo de ver é uma grande pretensão, arrogância, medo do desconhecido ou simples burrice pensar que não existem outras formas de vida no universo.
Como comprovam os incontáveis ovnis que pululam nos céus do mundo inteiro.

Porém, acho que esses caras são tão perdidos como nós.
Em escala de tempo universal eles devem estar uns quinze minutos à nossa frente tanto em bobeira e curiosidade quanto em tecnologia.
Aí eles chegam, olham, catalogam, concluem que devem ter coisas mais interessantes em outros lugares e se pirulitam.
Não vale nem gastar o “formicida”. Ainda bem.

E, finalmente, chego ao tema do título.
Como somos de uma ignorância imensurável, o medo da morte sobrepuja tudo. Então, tome de religião, comunicação com espíritos, vidências, reencarnações e tantas outras tentativas de aplacar o atávico medão do desconhecido.
Que resultam em nada é claro.
Mas, para muitos, servem de muletas nesta dura jornada mente adentro.

Minha muleta é mais otimista: não concebo, ao me libertar dessa vidinha, ficar zanzando por aqui.
Tem um puta dum infinito me esperando lá fora e eu vou ficar no cu do universo, em torno desse planetinha, zumbizando, remoendo besteiras e pentelhando os incautos?
Só se for de jeito nenhum!

domingo, 27 de julho de 2014

DOMINGÃO GELADO

 
Dos monumentos que conheço (infelizmente Sharon Stone e Giselle Bündchen não fazem parte da lista), as Pirâmides chegam um nariz na frente do Corcovado e do Arco do Triunfo cujo dá um vareio na Torre Eiffel.

Mas, o importante é que os monumentos não dependem do público. Esteja você sozinho ou em companhia de centenas de pentelhos, os monumentos continuarão sendo monumentais.

Agora, olha pro Maracanã vazio. É muito bonito, muito “arena” mas, sem gente, não passa de uma bobagem modernosa. E cara.
Ou seja, estádios dependem de público para serem monumentais. Senão viram um coliseu sem leões.

A troco de quê esse bla-bla-bla?

É que a rêdigrobo resolveu mostrar na tarde de hoje, Atlético PR X Fluminense na Arena da Baixada... Vazia! Por conta de sei lá qual punição do TJD.

Troquei de canal e fui ver o ruinzinho Corinthians X Palmeiras no Itaquerão cheião.

sábado, 26 de julho de 2014

EXCEÇÃO QUE CONFIRMA A REGRA

Tenho pra mim que todo político, por definição, já é merecedor de severas desconfianças e incontáveis - péssimas - certezas.

Entretanto alguns (que não enchem os dedos de u’a mão) como o cidadão Cristovam Buarque, de quem reproduzo abaixo mais um texto da melhor qualidade, formam no meu time das exceções.

Desculpe David Luiz

Cristovam Buarque

Os EUA tiveram uma guerra civil que custou cerca de 600 mil vidas. A Alemanha foi derrotada duas vezes no período de 27 anos e a França foi ocupada pelos alemães. Outros países tiveram grandes traumas por terremotos e maremotos.

Nossos traumas foram derrotas no futebol: para o Uruguai, em 16/7/1950, e Alemanha, em 8/7/2014. Sofremos por causa dos 7 a 1 no futebol, mas esquecemos dos 103 a Zero para a Alemanha em Prêmios Nobel.
A realidade social não nos traumatiza porque nossos grandes problemas foram banalizados.

Consideramos tragédia ter o quarto melhor time de futebol do mundo, mas não nos traumatiza quando, no dia 1/3/11, a UNESCO divulgou que estamos em 88º lugar em educação; nem quando, em 15/3/13, o PNUD divulgou que estamos em 85º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano; ou quando o Banco Mundial nos coloca como o 8º pior país em concentração de renda; ou ainda quando soubemos que somos o 54º país em competitividade no mercado mundial; ou quando o IBGE divulgou, em 27/9/13, o aumento no número de adultos analfabetos entre 2011 e 2012.

Nenhum trauma aconteceu quando a Transparência Internacional nos reprova em corrupção; ou quando vemos que, no ano passado, 54 mil brasileiros foram assassinados no país e outros 50 mil mortos no trânsito.

Não nos traumatiza o fato de que 50 milhões de brasileiros - desalojados históricos pelo modelo econômico - passariam fome se não fossem as pequenas transferências de renda, como se eles fossem abrigados depois de uma inundação.

Não nos choca a destruição de 9% a mais de florestas em 2013 do que em 2012.

Sofremos com as derrotas no futebol porque elas não foram banalizadas, são exceções na nossa trajetória de vitórias.

Não nos traumatizam os desastres sociais porque nos acostumamos a eles e nos acomodamos. Por isso, não exigimos de nossos líderes políticos o mesmo que exigimos dos jogadores e técnicos.

Ao ouvir David Luiz pedir desculpas porque não foi “capaz de fazer seu povo feliz, pelo menos no futebol”, pensei que deveria pedir desculpas a ele, porque sou parte da seleção brasileira de líderes políticos e não consigo fazer o necessário para facilitar a vida de cada brasileiro em busca de sua felicidade.

O político não proporciona felicidade, como um artilheiro que faz gols, mas deve eliminar os entulhos sociais, tais como, transporte público ineficiente, fila nos hospitais, escolas sem qualidade e violência descontrolada, que dificultam o caminho de cada pessoa em busca de sua felicidade pessoal.

Esses entulhos sociais que povoam o Brasil provam que nós, os políticos brasileiros, não estamos ganhando a Copa do Bem Estar, base necessária, embora não suficiente, para a felicidade de cada pessoa.

Por isso, eu e todos os políticos com mandatos, não David Luiz, devemos pedir desculpas por não eliminarmos os entulhos que dificultam a busca da felicidade por cada brasileiro.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ARIANO SUASSUNA *1927 ↑2014



“No meu entender o ser humano tem duas saídas para enfrentar o trágico da existência:
o sonho e o riso”.




E lá se foi mais um gênio da raça.
E seguimos nós cada vez mais pobres.
Tá danado!



quarta-feira, 23 de julho de 2014

CONTEMPLATIVO E DISTANTE

É assim que vou ficar em relação ao Flamengo enquanto esse cidadão estiver, por pouco tempo, espero, no comando do time.

Posso até queimar a língua e ele evitar o rebaixamento. O que não posso é concordar com a contratação desse cidadão - de conduta mais do que duvidosa - depois da cafajestada feita com o Jayme de Almeida.

Vou mais longe.
Pra mim, a diretoria que assumiu com a proposta de arrumar as finanças do clube está sendo atropelada pelos aproveitadores de sempre. Leia-se a oposição, sempre pronta a atrapalhar tudo para seguir com suas falcatruas. Vi o Márcio Braga, na televisão, declarar que os ex-presidentes tinham se reunido com as torcidas organizadas e estavam exigindo mudanças e blfrgghrssh...
Reunido com as torcidas organizadas? Não precisa falar mais nada.

Adoraria ver uma diretoria que tivesse força para encarar até uma segundona desde que o clube de maior torcida no mundo assumisse, finalmente, seu papel no futebol mundial.
Mas, não.
Vamos seguir na mesma ladainha e, pra piorar, com o profexô.

Dunga na seleção e Luxa no Flamengo.
Onde vamos parar?

sexta-feira, 18 de julho de 2014

NÃO CAPTEI A MENSAGEM

 
Sexta-feira, fim de dia, chegando a hora da cerveja, gritaria(zinha) na rua e lá vou eu pra janela tentar entender o que se passa.

O que se passa são umas trinta pessoas, velas acesas numa mão e celular na outra, bandeira do PSTU, uma viatura policial para garantir a paz e o direito de manifestação e palavras de ordem como: “Viva o povo palestino, Israel estado assassino!”

Não entendi bem o espírito da coisa.
O que o PSTU tem a ver com a Palestina?

Para aumentar a minha confusão, eles engatam, a duras penas, mais um grito: “Yankees fora daqui e Dilma fora do Haiti!” e seguem marchando bravamente.

Pelo visto, ou a falta do que fazer anda grassando nas alterosas ou eles "foram ao álcool" bem mais cedo do que o costume.
Fotografo a cena e vou eu à cerveja.

JOÃO UBALDO RIBEIRO *1941 ↑2014

Esse blog está parecendo coluna de necrológios.
Mas, esse povo insiste em morrer nas horas mais inapropriadas.

Agora foi o João Ubaldo.

Sou orgulhoso proprietário de “Vencecavalo e o outro povo” numa cópia xerox conseguida na calada da noite dos idos de 70.
Era leitura oculta e obrigatória que sustentava longas conversas de boteco.

Curiosidade: fui procurar imagem do cidadão e ele aparece sorrindo em todas as que encontrei.
Que este baiano de Itaparica siga nesse clima pela eternidade.

JOHNNY WINTER *1944 ↑2014

E lá se foi mais um do time “músico venerado por outros músicos” – estilo Roy Orbison, Jimi Hendrix e mais alguns, poucos.

Albino doidaço, segundo Ronnie Wood (dos Stones) era o negro mais branco que ele conhecia.

Como podemos comprovar nesse vídeo:


quinta-feira, 17 de julho de 2014

A BOLA DE OURO DA PROPAGANDA NA COPA

 
Como sempre, 90% das propagandas referentes à Copa foram de uma pieguice e pachequice ímpares.

Algumas poucas se salvaram e, pra mim, a da Volks para o Gol foi disparada a melhor.

Seguem os originais (gols de Pelé em 1958, de Branco em 1994 e de Carlos Alberto em 1970) e a espetacular produção da AlmapBBDO.








segunda-feira, 14 de julho de 2014

SE SERVIR PRA ISSO...


... E eles (além de muitos outros) realmente forem emprestar suas e$pecialidade$ em lugares mais adequados, o vexame não terá sido em vão.

Mas, infelizmente, duvido muito.

domingo, 13 de julho de 2014

A COPA TEM DOIS VENCEDORES

 
Embora não seja mais o “Maraca-véio-de-guerra”, Alemanha e Argentina fizeram um jogo digno da grandeza que já teve esse estádio que agora é (argh!) arena.

A melhor definição do jogo foi, ainda no primeiro tempo, do PVC:
“A Alemanha tem o controle da bola, mas não tem o controle do jogo”. A Argentina se defende e, nos contra-ataques, voa na jugular alemã.

Um ótimo OXO, prorrogação (a oitava nessa Copa!).
A Alemanha, apesar de ter passeado terça-feira contra o Brasil, parece mais cansada do que a Argentina que encarou prorrogação na quarta-feira contra a Holanda.
Mas, aos 8 do segundo tempo (123 de jogo), Mario Götze (que entrou descansadinho) faz um golaço, define o jogo e comprova todas as previsões de Paul Breitner.
(Aqui: www.youtube.com/watch?v=H1Sp12LdUh8)

Obs.1: Guardiola, pra mim o segundo vencedor desta Copa, deve estar explodindo de orgulho. Os dois últimos campeões mundiais - Espanha 2010 e Alemanha 2014 - jogam no seu estilo.

Obs.2: Resultado à parte, mesmo não tendo feito um bom jogo, entre as muitas impressionâncias que o Messi apresenta, uma me chama mais atenção: a velocidade do arranque.
Cansei de ver o Garrincha jogar no Maracanã e treinar em General Severiano; quando ele dava o toque para a direita e arrancava, ninguém chegava nem perto.
O Messi é o mais próximo que já vi do “tortim”. Ele fica andando ali pelo meio de campo, a bola chega, ele domina e, quando arranca, é um inferno para o(s) marcador(es).

Obs.3: A imagem do Corcovado, no final do primeiro tempo, com o sol atrás do Cristo, foi emblemática.



DÁ UM CHÊITÔÔ!

 
Encerramento: música em tom solene com acompanhamento de batucada, 32 casais de mestre-sala e porta-bandeira, cada um com a bandeira de um país, mulatas sambando, etc.
Achquiii... Foi muito legal!

Aí entram Carlinhos Brown, Shakira, sei lá mais o que, provocam muita vergonha alheia e esculhambam a festa.

Obs.: Justiça seja feita - a Fifa é podre, mas os vídeos e vinhetas desta Copa, tirante o chatíssimo ôôô, êêê, áááá, foram, todos, de arrepiar. Não sei quem são os responsáveis pelas excelentes produções. Se bobear, é de alguma agência de um sobrinho de um cunhado do Blatter. Mas, é bom.

TORCENDO PERO NO MUCHO

 
Não só pelo futebol apresentado, mas pelo marketing perfeito retratado por todas as atitudes no decorrer dessa Copa, incluindo o uniforme que não vai ser usado hoje, vou torcer pela Alemanha.
Como pode ser comprovado pela foto acima – da janela do meu “escri”.

Pero, não fico nem um pouco chateado se a Argentina jogar bem e ganhar. Afinal, um time com Messi, Di Maria, Mascherano, Higuaín, Agüero, etc, dá gosto de ver.

Claro que vai ser um saco aturar os hermanos. (Não gosto nem de imaginar o Rio de Janeiro hoje.)

Mas, graças a Deus não fomos à final contra eles - ou contra qualquer um, incluindo Costa Rica - pois a surra seria pule de dez.

sábado, 12 de julho de 2014

PÁ DE CAL

 
Depois do hino a capela, da torcida coxinha, dos “problemas emocionais”, do “psicológico”, do “acidente de percurso”, da carta da Dona Lúcia (será que vem outra?), do safadíssimo vídeo “vazado” em que Felipão falava sobre como demos azar (!), do futebol precário, da falta de tática, da falta de um esquema de jogo (que se resumiu a chutões pra frente), a seleção da CBF afundou num vexame que, conforme vi numa faixa levantada por um torcedor, fez com que Barbosa, 64 anos depois, finalmente possa descansar em paz.

A seleção da CBF, num mínimo do que se esperaria de um anfitrião, não teve nem a educação de ficar em campo para respeitar a entrega de medalhas aos adversários no final do jogo. O que comprova o que já escrevi antes: a nossa arrogância futebolística é diretamente proporcional à nossa viralatice encroada e estimulada pelos intere$$e$ que todos conhecemos.

Ou essa arrogância termina agora ou vamos continuar arrumando desculpas e vendo os adversários jogando futebol enquanto nos afundamos em estatísticas e saudades do passado.

Obs.: Detesto comentaristas que adoram posar de independentes, isentos, críticos ferozes, mas que, quando estão cara a cara com os criticados, se encolhem.

Detesto, muito mais ainda, concordar com o Tra(rgh)jano mas, hoje ele explicitou uma atitude recorrente desses comentaristas que me incomoda muito, há muito tempo. Mais ou menos assim: “Não concordo com quem fica falando das atitudes da imprensa esportiva sem citar nomes.”

É o que faz, frequentemente, o colega dele, Mauro Cezar Pereira que adora falar, com ironia, sobre como os “coleguinhas da mídia” se comportam mal - sem jamais citar nomes.

O que é um claro exemplo da primorosa definição de Sandro Vaia: “Existe na nossa narrativa política e no imaginário do eleitor brasileiro, a indefinível e confortável figura do 'eles' - aqueles seres melífluos, estranhos, misteriosos e sem identificação em quem podemos jogar as responsabilidades que nós mesmos não temos coragem de assumir.”


sexta-feira, 11 de julho de 2014

MEUS RESPEITOS À DONA LÚCIA

 
Dona Lúcia caiu na boca do povo.

Suposta autora de uma suposta carta de apoio à Felipão, enviada via e-mail para a FIFA e, por essa, encaminhada à CBF, Dona Lúcia, coitadinha, não esperava tanta repercussão após o Parreira ter a cara de pau de ler, na íntegra, os parabéns, elogios, consolos, afagos e outras coisas inacreditáveis perpetradas pela autointitulada "brasileira anônima" - na mesma entrevista em que sete (!?) integrantes da comissão técnica consideravam os 7 a 1 como um mero acidente de percurso.

Assim sendo, rápida e convenientemente, teria solicitado anonimato à CBF com o singelo argumento de que “Não queria virar uma celebridade, mas, sim, apenas expressar meu apoio ao comandante da equipe depois da dolorosa derrota para a Alemanha”.

Caso o antenado leitor se dê ao trabalho de entrar no site da FIFA para tecer algum construtivo comentário, deverá ir ao fundo da página e lá clicar em “Entre em contato com a FIFA”.
Feito isso, irá se deparar com as várias instruções e a mais importante: “somente serão aceitas mensagens escritas em um dos quatro idiomas oficiais da FIFA (inglês, espanhol, francês e alemão)”.

Ou seja, a nossa “Pacheca”, filial da “Velhinha de Taubaté”, versão feminina do “Fagundes o Puxa-Saco” (criação imortal do Laerte) é também versátil em, pelo menos, mais um idioma.
Fodinha essa Dona Lúcia, hein?

Pra quem tem estômago, segue a íntegra do que, então, só pode ser a tradução da edificante mensagem:

    "Professor Felipão, acabo de ver a coletiva dada pelo senhor. Mais uma vez vi diante da câmera um homem íntegro e corajoso. Fiquei muito triste ao constatar que o ser humano muitas vezes é de uma crueldade sem limites.
    Tive esse sentimento ao ouvir os jornalistas lhe perguntarem sobre a dívida do senhor com a nação brasileira. E o senhor mesmo sofrendo mais do que qualquer um ali com toda humildade que lhe é peculiar, deu uma resposta muito coerente. Parabéns.
    O senhor é um grande homem e um ser humano ímpar. É claro professor que eu como os demais brasileiros gostaríamos de estar comemorando outro resultado, porém sei que ninguém perde por vontade própria. Meu e-mail é só para agradecer a grande felicidade que o senhor e seu grupo proporcionaram para a nossa nação. Bom trabalho nos próximos anos.
    Tenho certeza que o senhor comandará com extrema competência. Dizem que as mulheres não entendem de futebol, porém entende de seres humanos. Portanto, envio um abraço com todo carinho para o senhor e toda sua equipe. Fique com Deus. Lembre-se que o sonho pode durar uma noite, mas alegria vem ao amanhecer.
    Quero dizer com essa citação que tudo vai passar e ficará bem. Saiba que como eu, há várias pessoas que estão acompanhando essa seleção que tem o privilégio de ser comandada pelo senhor. Receba um abraço de uma brasileira anônima, que não conhece muito de futebol, mas que o admira muito o trabalho do senhor".

A COPA DAS MARCAS JÁ TEM VENCEDOR

Alemanha (Adidas) X Argentina (Adidas) e Brasil (Nike) X Holanda (Nike) fazem os últimos jogos desta Copa.

Assim, qualquer que seja o país campeão, a Adidas é a vencedora da Copa das Marcas com 69 pontos ganhos.
Em segundo a Nike com 58 e em terceiro a Puma com 29.

Teorias conspiratórias já se aquecem à beira do gramado...

quinta-feira, 10 de julho de 2014

LUCIDEZ PÓS-DERROTA

 
Em meio a um impressionante desfile de imbecilidades variadas que vão das inevitáveis teorias conspiratórias à “Desastre histórico:
Ô partidinho seca-pimenteira esse PT”, passando por incontáveis "istas" repetindo "Eu avisei" até ficarem roucos, seguem três textos que são oásis na babaquice, mais do que nunca, reinante na mídia.


Janio de Freitas – 10/7/2014

A variedade dos adjetivos foi pequena. Não por escassez vocabular de quem os emitiu nos jornais e nas emissoras, mas porque o acontecimento não suscitava mais do que palavras com força dramática. E todas serviram para conduzir à mesma ideia, também expressa com pequena variedade: é preciso mudar tudo no futebol brasileiro, que seja o fim de uma era, é o momento de iniciar uma ressurreição. A ideia é o que importa e é boa. Para torná-la real, nada seria mais eficiente do que começar pelos que a propõem.

A imprensa e os jornalistas são muito democráticos: têm a convicção de que tudo e todos são sujeitos à crítica. Desde que não sejam a imprensa e os jornalistas.
...
O jornalismo brasileiro está precisando de uma reviravolta mais ou menos como a pedida no futebol.


Romário – 9/7/2014

... O meu sentimento é de revolta.
Estou há quatro anos pregando no deserto sobre os problemas da Confederação Brasileira de Futebol, uma instituição corrupta gerindo um patrimônio de altíssimo valor de mercado, usando nosso hino, nossa bandeira, nossas cores e, o mais importante, nosso material humano, nossos jogadores.
Porque não se iludam, futebol é negócio, business, entretenimento e move rios de dinheiro. Nunca tive o apoio da presidenta do País, Dilma Rousseff, ou do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Que todos saibam: já pedi várias vezes uma intervenção política do Governo Federal no nosso futebol.

Em 2012, eu apresentei um pedido de CPI da CBF, baseado em um série de escândalos envolvendo a entidade, como o enriquecimento ilícito de dirigentes, corrupção, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e desvio de verba do patrocínio da empresa área TAM. O pedido está parado em alguma gaveta em Brasília há dois anos. Em questionamento ao presidente da Câmara dos Deputados, sr. Henrique Eduardo Alves, ouvi como resposta que este não era o melhor momento para se instalar esta CPI. Não concordei, mas respeitei a decisão. E agora, presidente, está na hora?

Exceto por um vexame como o de ontem, o Brasil não precisaria se envergonhar de uma derrota em campo, afinal, derrotas fazem parte do esporte. Mas, vergonha mesmo devemos sentir de ter uma das gestões de futebol mais corruptas do mundo.


Luis Fernando Verissimo – 10/7/2014

... E Argentina e Alemanha farão a grande final, no domingo.
Todos torcendo pela América contra a Europa, nossos irmãos continentais contra os nossos algozes, nossos co-colonizados contra os senhores do mundo etc. A esta altura, só nos resta a hipocrisia.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

É A NEGRA!

 
A Argentina travou o Robben e a Holanda travou o Messi.
Resultado, um jogo truncado com as defesas levando vantagem em todas.
Só no segundo tempo da prorrogação os dois times correram mais riscos, se mandaram com mais vontade, mas o jogo acabou indo para os pênaltis, o Romero pegou dois, virou herói e a Argentina vai para a negra contra a Alemanha.

Obs.1: Antigamente era “melhor de três”, agora é “play off”. De qualquer maneira, a Argentina foi campeã em 1986 vencendo a Alemanha e tomou o troco em 1990 perdendo para a Alemanha.

Obs.2: Os valorosos “istas” passaram todo período pré-copa louvando o ataque argentino e desfazendo da defesa.
“É fraca”, “É desentrosada”, etc.
E a Argentina chega invicta à semi final tendo levado 3 gols.

Obs.3: Paixões à parte, ainda bem que não vamos cruzar com a Argentina. Apesar do, até agora, bom comportamento das torcidas em geral, mesmo numa disputa de terceiro lugar, a chance de uma batalha campal, dentro e fora de campo, seria muito grande.

E SE FOSSE O CONTRÁRIO?

 
All in que não teríamos essa classe.
A nossa arrogância futebolística é diretamente proporcional à nossa viralatice encroada e estimulada pelos intere$$e$ que todos conhecemos.

Jogadores alemães mandam mensagens de consolo para o Brasil após 7 a 1

Os alemães vêm se destacando na Copa do Mundo não apenas pelo futebol, mas pelas demonstrações de carinho e amor ao Brasil e suas belezas naturais.
Desta vez os jogadores da seleção alemã mandaram mensagens de força aos atletas da seleção brasileira, que foi derrotada nesta terça-feira, por 7 a 1 pela Alemanha.

"Respeite a amarelinha com sua história e tradição. O mundo do futebol deve muito ao futebol brasileiro, que é e sempre será o país do futebol", ressaltou Podolski em mensagem publicada em seu Twitter oficial.

Já Özil demonstrou o carinho pelo Brasil e pela seleção em seu facebook. O alemão escreveu: "Vocês têm um país maravilhoso, um povo fantástico e jogadores incríveis - esse jogo não pode destruir seu orgulho!"

O Facebook oficial da seleção da Alemanha demonstrou apoio ao Brasil relembrando a derrota da própria Alemanha em sua casa na Copa de 2006.
"Desde 2006 sabemos como é doloroso perder uma semifinal no próprio país. Desejamos tudo de bom e o melhor para o futuro de vocês".

terça-feira, 8 de julho de 2014

MENGÔÔÔ!

 
Gerd Wenzel, excelente comentarista da ESPN, contou outro dia:
um velho técnico alemão dizia que futebol é igual xadrez - ganha quem conseguir o domínio do meio do tabuleiro.
E, meio de campo, é o que o Brasil nunca teve nessa Copa.

Numa sequência apavorante de gols aos 10, 22, 24, 25 e 29 do primeiro tempo, a Alemanha demoliu a seleção brasileira.
A ponto de uma daquelas que invadem nosso espaço a cada quatro anos, perguntar: -"Eles estão jogando com mais gente?"

Minha filha mais velha me liga depois do quinto gol dizendo que vai parar de assistir. Respondo que, em vez de ficar olhando o Brasil, ela veja só o futebol e a aula que a Alemanha está dando.

E, num Mineirão já se esvaziando, os coxinhas, antes de irem pra outra balada, dão a xingadinha de praxe na grande culpada pela derrota: a Dilma, é claro.

Segundo tempo, o Brasil não assusta, a Alemanha, com o resultado garantido, se fecha e, à falta do que fazer, faz mais dois com Schürrle. No finzinho Oscar faz um e a torcida alemã grita, feliz da vida, “Brâ-cil!”.

Daí... Sou Chuváinstáiguer desde pequenininho.
De preferência contra a Argentina.

Obs.1: A Alemanha, a partir de 2006, fez um trabalho de reconstrução de seu futebol e provou que esse trabalho foi bem feito.
A partir desse vexame absurdo, seria uma benção se a inevitável (?) reconstrução do futebol brasileiro, desde as bases e, principalmente, até a cúpula, fosse detonada. Mas, depois de anos e anos de Havelanges, Teixeiras e Marins, sei que não vou viver para ver isso.

Obs. 2: Pensem o que quiserem: fiquei feliz pelo Miroslav Klose ter batido o recorde do gordim vira-casaca.

Obs.3: Felipão e os jogadores brasileiros serão crucificados.
Mas, a esmagadora maioria ganha a vida fora do Brasil.
Ou seja, semana que vem... Arrã...

Obs.4: Mesmo com a obrigatória entrevista piegaça ao final do jogo, acho que o David Luiz é o grande cara brasileiro dessa Copa.

Obs.5: Aos que, porventura, se sintam incomodados com o título desse post, devo informar que nós, velhos, torcemos muito mais pelos nossos times do que para a seleção - por conhecermos melhor a diferença, muito antiga, entre seleção brasileira e seleção da CBF.
E a Alemanha esbanjando competência, tanto na preparação quanto no marketing (leia-se Adidas), conquistou a nação rubro negra.


NÃO TEM PREÇO...

Desde o final do jogo contra a Colômbia até cinco minutos atrás, todos os programas esportivos se dedicaram a analisar a escalação do Brasil sem Neymar.

Todos os que vi e ouvi - e a sábia que me atura é testemunha de que foram muitos - se debruçaram em intrincadas combinações que envolviam Maicon, Daniel Alves, Luis Gustavo, Paulinho, Fernandinho, Willian, Hernanes, Fred, Jô, Hulk, a liberação dos alas, o desenvolvimento do jogo e tantas outras baboseiras.

Não vi nenhum, absolutamente nenhum, “ista” falar sobre a possibilidade do Bernard sair jogando.

Pois bem.
Após a divulgação da escalação entra no ar o Juca Kfouri e diz (olhando pra mim!): -“Estou muito feliz com essa solução que é o que sempre pregamos nesses dias.”

Pra mim é a definitiva comprovação de que o óleo de peroba também é o principal acessório dos "istas".

ONDE ESTÃO OS WALLYS?

Dois são canhotos nesta foto:

PRÉ-REQUISITO

 
Como sabemos todos, o óleo de peroba é um importante acessório de uso diário dos políticos em geral, uma vez que a cara de pau é condição básica no exercício dessa função.
Mas, eles sempre conseguem surpreender.
Como no exemplo a seguir e em incontáveis outros.

(Na foto o ínclito candidato na companhia de Zezé Perrella, aquele senador dono do “helipóptero”)


05/03/2014

Na Sapucaí, Aécio Neves critica infraestrutura para Copa

O pré-candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, foi à Sapucaí na primeira noite de desfiles para aplaudir o empresário José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, homenageado pela Beija-Flor, e aproveitou para criticar o governo federal ao falar sobre as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo e as verbas para a segurança pública.”De tudo o que foi prometido em termos de infraestrutura para a Copa, 23% de obras ficaram no meio do caminho, por incompetência do governo federal. Espero que pelo menos dentro do campo o Brasil arrebente”.

06/07/2014

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse neste domingo (6), durante o Festival do Japão, em São Paulo, que há uma tentativa de apropriação da Copa do Mundo para o campo político. “Alguns acham que podem confundir Copa do Mundo com eleição”, afirmou. “O brasileiro está suficientemente maduro e consciente para perceber que são coisas absolutamente diferentes. Falo isso porque vejo que há uma certa tentativa de apropriação desses eventos para o campo político.”

segunda-feira, 7 de julho de 2014

INVASÃO

 
Mulheres.
De quatro em quatro anos, sem a menor cerimônia, elas invadem nosso território futebolístico.

Interessante situação: se você assistir o jogo só com sua companheira, ela se comporta bem, torce até direitinho, presta atenção, etc. Mas, basta mais uma presença feminina - somente uma - para ligar alguma chave oculta e elas se soltam.
Aí, são arrumações, decorações, roupinhas para o evento, salgadinhos, bebidinhas e conversas completamente inadequadas à ocasião.
-Blusinha mais bunitinha!
-Pois é, comprei hoje de manhã num camelô, cêcridita?

Brasil X Colômbia, hino, comentários vários sobre os jogadores que passam pela tela cantando em close, todas falam ao mesmo tempo (como é de praxe em conversas [?] femininas), aparece o James Rodríguez e, junto com ele, a pergunta fundamental:
-Esse é que é o fodinha deles?

Começa o jogo e vem a indefectível pergunta técnica:
-Pra que lado a gente está atacando?

O jogo rola, elas se emocionam, um adversário dribla e ameaça um chute que poderia ser perigoso. Elas emitem, em uníssono, um GNP (Grito Ninja Paralisante), o colombiano se atrapalha e o perigo é desfeito.

Felizes, a atenção se desvanece e as conversas degeneram:
-Minina, você está sumida!
-Trabalhando muito. Seu cabelo está ótimo, hein?
-Ah, nem te conto. Descobri uma cabeleireira fantástica e blfrghsstfg...

A gente aumenta o volume da televisão, Galvão se esgoela (elas não admitem publicamente, mas adoram e inventam desculpas esfarrapadas - qualidade de imagem, etc, para ouvir o vetusto pentelho) e elas não estão nem aí.
Levantam pra checar a mesa dos salgadinhos, oferecem, entram na frente da TV, buscam mais caipirinha, aprontam uma balbúrdia digna, imagino, de um salão de beleza.

Gol do Brasil.
Mais um GNP, pulos, abraços, “De quem foi, de quem foi?”, “Ai, tenho que fazer xixi!” e outras manifestações afins.

Pênalti, os jogadores se posicionam em torno da meia lua e acontece o diálogo definitivo:
-Por que eles ficam ali atrás?
-Ah, minha filha, aquilo é uma terra sagrada que ninguém pode pisar.

Brasil vence, “Tadinho do Neymar”, “Quer mais caipirinha?”, “Ainda bem que não teve disputa de pênaltis, não aguento disputa de pênaltis!”, “Quando é o próximo jogo?”, “Precisamos combinar, hein?”.

Como só faltam dois jogos e é só de quatro em quatro anos, a gente agueeenta!