quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ESSE BONDE NÃO SAI DOS TRILHOS

Político é igual motorista de táxi: detesta andar sozinho. (Você já viu algum político chegar a algum lugar sem uma comitiva de puxa-sacos ao redor?)

Então, custava eles terem ido dar uma voltinha em Santa Teresa? Pelo menos a gente ficava livre de alguns.

Enquanto isso a Rorizinha sai livre, leve e solta depois de ter sido flagrada recebendo grana do mensalão do DEM.
A defesa (?) dela foi: “Em 2006 eu era uma cidadã comum. Não era deputada, não era funcionária pública, não tinha parentes no primeiro escalão do governo. Portanto não estava submetida ao Código de Ética do Parlamento”.

É pouco?
Então, que tal o comentário de um parlamentar que não foi identificado
(é claro): “- Votei contra. Aconteceu antes de ela ser deputada. Então se descobrirem que ela colou na escola ela perde o mandato? Isso é um absurdo.”

Um primor de lógica. Lógica do planalto, bem entendido.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

PEDOFILIA PUBLICITÁRIA

É a definição que me ocorre para esses insuportáveis VT’s que usam crianças idiotas falando, com seus sorrizinhos e vozes irritantemente infantis (é claro), coisas como “Conheça as novas iniciativas do Itaú para continuar sendo um banco sustentável para você.”

Não consigo imaginar um ser humano adulto, com QI acima de 12, optando por entregar seu rico dinheirinho a quem tem coragem de pagar uma fortuna incalculável por campanhas imbecis como essas.

Mas, pra variar, devo estar errado. Ou não?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

INFAME

BULLYING É AQUELA COISA QUE A
GENTE USA PRA FAZER CAFÉLLYING.

(Valeu, Dênis.)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

LOVE IS IN THE AIR

Desafiando a ira da grande maioria devo confessar que acho esse fêicibúqui um saco. No ano passado, depois de ser encarado por diversos bons amigos como algo próximo a um ET por não fazer parte desse negócio, me rendi e fui ver como era.

De cara fui brindado com inúmeros convites de amizade (a maioria de gente que nunca vi na vida) que fizeram com que eu me sentisse válido, lúcido e inserido no contexto. Aí, comecei a frequentar a bendita página e achei um pouco estranho as pessoas postando coisas no estilo “acabei de acordar”, “daqui a pouco vou tomar banho”, “estou com preguiça”, “agora vou fazer um bolo de chocolate” e outros absurdos no gênero. Mas, tudo bem. Cada doido com sua mania.

Depois veio uma enxurrada de solicitações, fulana cutucou beltrano, sicrano curtiu aquilo e sei lá o que mais. Com a consultoria da minha caçula cibernética consegui me livrar da maioria dessas esquisitices - fazendas e que tais.

Um belo dia descubro que o amigo que mais havia insistido na minha presença nesse treco, tinha desaparecido. Liguei pra ele e fui informado que “Ah, não! Tô de saco cheio dessa babaquice”. Como eu também já estava, aproveitei o incentivo e consegui a proeza de cair fora. Claro que vocês, ligadaços, nunca devem ter tentado isso. Mas, devo informar que é uma proeza mesmo! O caminho pra ficar livre do treco é calhordamente tortuoso e, quando finalmente você consegue sair, os caras ainda ficam te mandando e-mails melosos tipo “Por que você abandonou? Fizemos alguma coisa? Volte, volte!”.  Bleargh.

Uns dois meses atrás, amigos de velha data resolveram criar um grupo fechado para que a galera se corresponda, troque fotos, etc. E lá voltei eu à famigerada rede.

Uma coisa boa é que, me parece, por ser mais fácil escrever lá (compartilhar é o verbo) do que mandar e-mails, os indignados estão dando plantão nos murais. O que diminui (um pouco) a quantidade de e-mails ridículos que costumamos receber com as indignações da semana.

Mas, o que mais me impressiona é o amor. Como amam essas pessoas! Todo mundo ama, tresloucadamente, todo mundo.
Além dos cachorros, dos gatos, dos periquitos, das periquitas e tudo mais que possa ser amado. O dia inteiro.

Sei não. Acho que vou cair fora de novo...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

CHATURINHA CINEMATOGRÁFICA - 5

Dirigido por Anthony Mann, Cimarron (1960) é um faroeste confuso e cheio de idas e vindas. Com Glenn Ford (espetacularmente retratado nessa capa do Almanaque do Globo Juvenil) e Maria Schell, teve também a participação de um certo Vic Morrow no papel de Wes Jennings.

Vic Morrow fez sucesso, de 1962 a 1967, no papel do Sargento Chip Saunders na série Combat. O piloto da série foi dirigido por Boris Sagal que já havia dirigido alguns capítulos de Peter Gunn, Cidade Nua, Além da Imaginação e muitos outros.

A chaturinha é: o que Vic Morrow e Boris Sagal tiveram em comum além da participação em Combat?

(Resposta na 6a. feira ou a qualquer momento - dependendo dos nossos viciados de plantão.)

Atualização - 14:15h
Não sei se essa foi fácil ou se o google está mais rápido ou se os nossos viciados estão mais viciados. De qualquer maneira, quem quiser saber a resposta é só ir nos comentários.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

MENDIGO CARECA

Semana passada o excelente Xico Sá (http://xicosa.folha.blog.uol.com.br/) publicou um texto sobre a possível inexistência de mendigos carecas. Um primor de falta de assunto levado com total competência.

Pois bem: eis que no fim da tarde vou comprar cigarro e dou de cara com o cidadão da foto. Complicado foi fotografar sem que ele percebesse. Mas (benesses da tecnologia), vim andando como se estivesse checando importantíssimos recados no celular e...
Taí o tão procurado mendigo careca cujo, normalmente, pontifica nas imediações do São Pedro em Belo Horizonte!

obs.: o que parece um banquinho na frente dele são os pertences do cidadão - que incluem folhas de papelão e um providencial casaquinho que é pra ele não constipar...

domingo, 21 de agosto de 2011

FLAMENGO 2 X 2 LEANDRO DAMIÃO

Futebol é mesmo uma coisa impressionante. Na quarta-feira passada o Flamengo deu vergonha de ver. Hoje, com a volta de Ronaldinho, Renato Abreu e Luis Antônio, além da benéfica ausência do Thiago Neves, o time foi maravilhosamente irreconhecível.

O Flamengo, acredite se quiser, acertou muito mais passes do que errou, teve mais posse de bola, mostrou esquema de jogo e marcou implacavelmente - no primeiro tempo.

Seria melhor nem entrar em considerações sobre a atuação do “profexô”. Mas, não tem jeito: o time está ganhando, o Internacional tem um jogador expulso e ele coloca mais um atacante - o que serve pro Inter equilibrar o jogo.

Com um golaço de bicicleta, além de um passe genial de calcanhar para o primeiro gol, Leandro Damião prova que é craque.

Quanto ao “profexô”, mais uma vez, tivemos a prova que ele é uma besta auto-super-valorizada.

obs.: show de imagens da RBS.

RRRESUMO DA SEMANA - 10

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

CENTRAL PARK, QUASE TRINTA ANOS

Em 19 de setembro de 1981, Paul Frederic SIMON (Newark, 13/10/1941) & Arthur Ira GARFUNKEL (Forest Hills, 5/11/1941) reuniram mais de 500.000 pessoas no Central Park e cometeram um dos maiores e melhores shows da história da música contemporânea.

Tropecei nessa data anteontem. Como não existe a menor chance da minha ansiedade permitir mais um mês de espera, vamos logo comemorando 29 anos e 11 meses de tão importante acontecimento.

Fugindo dos lugares mais comuns (Mrs. Robinson, Sound of Silence, etc), seguem alguns - ótimos - momentos:

America



Me and Julio down by the Schoolyard



Late in the Evening



Kodachrome / Maybellene

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

TUDO PELO NOSSO BEM ESTAR

Dependo de óculos para enxergar de perto - de longe ainda está dando pro gasto - o que me obriga a visitar o oísta a intervalos regulares. Mais ou menos de ano em ano, ou seja, intervalos bem menos regulares do que gostaria o dedicado profissional da visão.

Mas, a questão é a seguinte: vocês já se deram ao trabalho de observar a quantidade de óticas que existem ao nosso redor?

Outro dia contei, em 01 (HUM) quarteirão, 10 (DEZ) óticas quase que vizinhas de porta.

Uma googlada rápida me informa que, segundo levantamento do ano passado, existem mais de 26.000 pontos de venda no país. Registrados.

Claro que perde para as pet shops: em 2009 eram mais de 45.000 e estima-se que cheguem a 50.000 ainda esse ano. O que talvez se explique pelo fato de, em a coisa se complicando, o gúti-gúti pode ser treinado para cão-guia.

Back to the cold cow: considerando a concorrência, os custos de instalação, aluguel do ponto, funcionários, equipamentos, propaganda, impostos, impostos, impostos, impostos e impostos, não consigo imaginar nenhuma conta que feche.
Ou a margem de lucro é estratosférica ou, se bobear, em breve teremos um ministério dozóio. Gordo!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

BARBEIRAGENS

Motoristas de táxi e barbeiros não formam, como pode parecer a princípio, uma redundância. Até porque os taxistas, antigamente apelidados, em algumas regiões, de “marretas”, no geral melhoraram bastante o desempenho na direção.
Enquanto isso os barbeiros evoluíram para cabeleireiros e outras denominações que dependem do grau de frescurite e do tamanho do desfalque que irão provocar no seu bolso.

Mas, uma coisa eles continuam tendo em comum: as soluções para todos os problemas nacionais, internacionais, esportivos, políticos, técnicos, sentimentais ou qualquer outro assunto que você, desavisado passageiro ou prisioneiro da cadeira, tiver a má idéia de trazer à baila. (Putz! “Trazer à baila”...)

Diz a lenda que o Elias Kalil (presidente do Galo mineiro na década de 80), quando perguntado pelo barbeiro como queria que fosse cortado o cabelo, respondia: “- Calado!”.
Curto e grosso. Mas, cheio de razão.

Por outro lado, temos que reconhecer a complicada realidade do cidadão: o dia inteiro entre pentes, escovas, tesouras, navalhas, maquininhas, espelhos e televisão, televisão, televisão – de 8 às 20h.
É de endoidar. Aí, tome falação no ouvido da vítima. Se for pra fazer a barba então, munido de uma navalha que mais parece um bisturi no gogó do incauto, ele pode falar o que quiser e bem entender.

Assim sendo, como me restam poucos cabelos, aguardo o dia em que não vou mais precisar dos préstimos de tão valorosa classe e, por enquanto, vou tentando conduzir a coisa num estilo, digamos, um pouco mais suave do que o Kalil.
- E aí meu camarada, como vai querer o cabelo?
- Bem curto que é pra demorar mais tempo preu ter que voltar aqui...

sábado, 13 de agosto de 2011

BLUES WEEK - 6

Tom Waits (1949)

Talvez alguém queira trucar o Tom Waits nessa lista.
Mas, olha só: se vocês só escutarem ele cantando, com certeza vão imaginar um cidadão de pele escura que nasceu e cresceu no Mississipi.
Mas ocorre que ele é branquelo, nasceu e mora na Califórnia, é casado com Kathleen Brennan - mãe de seus três filhos e co-letrista de parte do seu trabalho musical.

Flutua entre rock, jazz, folk, blues (é claro) e sabe-se lá o que mais.
E é bom de bola em todos.
Esse vídeo é de uma apresentação na TV dinamarquesa em 1976 – aos 27 anos de idade!





E pra finalizar, Ike and Tina Turner com “ A Love Like Yours”.

Ike Wister Turner (1941/2007) and Anna Mae Bullock (1939)

A baixinha, ainda com os cabelos alisados e as marcas de pancada do marido escondidas por maquiagem, virava uma gigante no palco.
O falecido Ike Turner podia ser um cafajeste etc, mas também era um tremendo de um músico e guitarrista.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

BLUES WEEK - 5

B.B. King (1925)

É incrível como esses caras têm, praticamente, a mesma história:
Riley Ben King nasceu no Mississipi, o pai caiu fora quando ele tinha quatro anos, a mãe casou de novo mas continuou muito pobre, ele foi criado pela avó, cantava no coro da igreja e começou a tocar guitarra aos doze. Aos vinte e dois se mandou para Memphis com a guitarra e US$ 2,50 no bolso. Tocou pra lá e pra cá, arrumou um emprego na rádio WDIA onde ganhou o nome artístico de “Blues Boy King”.
Daí em diante é história.

Considerado pela Rolling Stone um dos melhores guitarristas do mundo (as eternas listas...), costuma usar poucas notas. Segundo ele mesmo, “-Posso fazer uma nota valer por mil”. O que podemos comprovar nesse vídeo do “The Antoine Fuqua's Music Documentary on the blues: Lightning in a Bottle”, gravado na Radio City Music Hall / New York 2OO4.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

BLUES WEEK - 4

Pinetop Perkins (1913/2011)

Nascido, pra variar, no Mississipi, Willie “Pinetop” Perkins morreu agora em março. Em fevereiro ganhou o Grammy por "Pinetop Perkins & Willie ‘Big Eyes’ Smith - Joined At The Hip" e se tornou o artista mais velho - até agora - a faturar o prêmio.

Foi amigo do Robert Johnson, tocou com Deus e todo mundo, inclusive na banda do Muddy Waters como podemos ver aí embaixo no Blues Week - 2 e, diz a lenda, era analfabeto!

Este vídeo foi gravado no The Broken Spoke – Austin/ Texas em 2007.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

DIVAGAÇÕES

Diga lá, profundo leitor: em que você pensa ao chegar à varanda e respirar uma agradável brisa noturna, olhando para um céu de brigadeiro com estrelas brilhando o quanto, ainda, podem?

Opção 1: – "Arrã..."

Opção 2: – "Que delícia de noite!"

Opção 3: – "Será que vai chover?"

Opção 4: – "Esse jardim tá precisando de um trato."

Na verdade a sua opção não importa. Importa se você, agora, tenha parado pra pensar na sensação ou, tomara, tenha vivido essa sensação recentemente. O que te passou na cabeça é simplesmente resultado de um bom ou mau dia, do seu astral no momento, das suas expectativas para amanhã, etc, etc, etc.

Tá cheirando à auto-ajuda? Errrôôôuuu!!!
É nada mais do que a constatação de que hoje, 10 de agosto, aqui nas alterosas, tivemos o primeiro dia climaticamente coerente com o que o mês costuma nos oferecer.

Tá cheirando à panfletagem ecológica? Errrôôôuuu!!!
É nada mais do que respirar fundo (e tragar, como se fosse um delicioso cigarro mentolado, toda a adorável poluição da cidade) olhando pro mundão besta.

Tá cheirando à bobagem? Acertôôôuuu!
É nada mais do que falta do que fazer enquanto o jogo do Flamengo não começa e tendo muito no que pensar...

ALEMANHA 3 X 2 BRASIL

Desfalcado de Ronaldinho Gaúcho e Willians, o Brasil tomou uma chinelada da Alemanha nesse amistoso que mostra o quanto o Mano Menezes gosta de viver perigosamente.
Só peguei o segundo tempo mas, pelo que me informou o porteiro, não perdi nada do primeiro. E os tais “melhores momentos” confirmaram a análise do cidadão.

Götze, o Neymar deles, deu show e fez um golaço. O nosso, doentinho, fez um no final e, rigorosamente, mais nada. O meio de campo brasileiro com Ralf, Fernandinho e Ramires (quêqueísso???)
foi uma brincadeira de mau gosto. O Ganso entrou aos 25 do segundo tempo e tudo o que conseguiu foi ganhar um retumbante cartão amarelo.

Chuváinstáiguer, com a elegância de sempre, mandou no jogo. E, pra finalizar a tortura, os alemães roubavam a bola dos brasileiros com mais facilidade do que qualquer gabinete ministerial rouba no planalto.

BLUES WEEK - 3

John Lee Hooker (1917/2001)

Nascido no Mississipi, filho de um sharecropper – algo próximo de um meeiro da agricultura americana, a mãe enviuvou logo cedo, casou de novo com um cantor de blues que ensinou o pequeno John a tocar guitarra – o que foi um erro doméstico e um acerto musical, pois o pequeno John fugiu de casa aos 15 anos e nunca mais deu as caras no lar. Deu as caras no mundo.

Dono de um estilo único, ele desenvolveu o chamado “Talking Blues” (que talvez seja o primórdio do rap) e deitou e rolou como podemos constatar no vídeo a seguir.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

BLUES WEEK - 2

Muddy Waters (1915/1983)

É cada coisa!
McKinley Morganfield ganhou o apelido de Muddy Waters porque, quando ele era minino piqueno lá no Mississipi, adorava brincar na lama. (Muddy Waters = Águas Lamacentas)
Além dessa importantíssima revelação, temos que acrescentar o fato do cidadão ser considerado uma das maiores influências em estilos musicais como: blues, rhythm & blues, rock 'n' roll, hard rock, folk, jazz e country. E ainda, entre muitas outras façanhas, ter ajudado Chuck Berry a gravar seu primeiro disco.

Esse vídeo foi gravado em Dortmund–Alemanha / 1976.

NERDS, TOMEM SEUS LUGARES!

iPhone 5 pode chegar em agosto
exame/tecnologia – São Paulo – 21/6/2011
Notícias não oficiais indicam que o iPhone 5 terá novo design em forma de cunha e que a Apple pode anunciá-lo já em agosto.

Como disse Havelock Ellis, “O que chamamos de progresso é apenas a substituição de um aborrecimento por outro”.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

BLUES WEEK - 1

Outro dia, num agradável boteco, atravessávamos a fase 1: empenhados na solução dos problemas brasileiros (as fases seguintes pulam para os problemas mundiais e, daí em diante, para a baixaria pura e simples) quando inadvertidamente a conversa passou para música, para blues, para reminiscências (que fim levou Tom Waits??)
e acabou na ideia de fazer uma semana de blues aqui.
Com o auxílio luxuoso do Alcione, é claro!

Então, pra começar, e seguindo as instruções de nosso prezado
Al “Blues Guru”, vamos de Robert Johnson (1911 / 1938) - o cara que é considerado pelo Eric Clapton como "o mais importante cantor de blues que já viveu".

domingo, 7 de agosto de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

PELO RETORNO DO PAPO CABEÇA!

No decorrer de uma ilustrativa conversa sobre reminiscências adolescentes, fui devidamente informado que “papo cabeça” caiu em desgraça. Não se usa mais nem a nomenclatura - o que dirá o ato em si! (Mas, não era exatamente o que estávamos fazendo...?)

Ocorre que sou um saudosista do papo cabeça. Minha teoria é que fomos, todos, contaminados pela urgência, pelo atribulado dia a dia de nossas tão atarefadas vidas e, insuflados pela mídia em geral (que paga qualquer preço para que paremos de pensar), colocamos o papo cabeça no fundo da gaveta - ao lado do pinguim da geladeira.
O que significa que ainda há esperança. O papo cabeça pode voltar como uma coisa, sabe assim, “kitsch”?!

Claro que, num papo cabeça que se preze, existem procedimentos a serem observados.

Pra começar, um papo cabeça ideal comporta quatro pessoas. Dessas, a metade deve ter opiniões antagônicas; melhor ainda se forem dois casais onde as mulheres discordarão firmemente dos homens e vice-versa mais ainda.

O assunto não interessa. Pode ir da importância da embalagem de desodorante na masturbação feminina ao último escândalo do planalto central. Fundamental é que o assunto seja esticado, deturpado, adulterado até que ninguém mais saiba como começou. (É evidente que tudo deve ser regado à cerveja ou vinho ou o que quiserem, acompanhado de muitos tira-gostos que poderão, dependendo do rumo da conversa, ser utilizados como armas.)

Normalmente o assunto deve descambar para algo próximo - porém suportável - à terapia de grupo; onde são reveladas idiossincrasias várias, surpresas por coincidências inesperadas, mal disfarçado asco por discordâncias atávicas, mas, no geral, acabam todos saindo satisfeitos, com a sensação de uma noite agradável e com um monte de coisas pra pensar no dia seguinte. (As que sobreviverem à densa névoa das lembranças embaçadas pelo álcool e sentimentos diversos.)

De qualquer maneira, seguidas as convenções sociais básicas, o resultado vai sempre ser, sem sombra de dúvida, da melhor qualidade.

Complicado é arrumar quem concorde...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

FICA VERMELHA, CARA SEM VERGONHA!

Já falei da Amil aqui:  Uma Babaquice às Sextas 
E agora vem mais essa. O tratamento visual, a sequência de imagens, a trilha sonora e até o irritante tonzinho da locução são os mesmos! (Não sei quem é pior - se a agência que copia ou o cliente que aprova.)

Bank of America - 2009


Amil - 2011


(Valeu, Jorge Cruz.)

INACREDITÁVEL


Com tantos absurdos em tão pouco espaço, parece coisa planejada.
Mas, fica aí guardado o femonemo!

(Valeu, Rodrigo.)

FLAMENGO 1 X 0 CRUZEIRO - QUERIAM O QUE?

O Cruzeiro conseguiu a proeza de errar mais passes que o Flamengo. Coisa assustadora.

O argentino deles é craque, mas o nosso (enquanto esteve em campo) foi mais eficiente. O Cruzeiro não tem jogada – levantou umas trinta bolas na área e mais nada.

Ronaldinho, pra variar, colocou o Deivid na cara do gol. Difícil seria ele perder. Igual contra o Grêmio quando ele colocou a bola na cabeça do Thiago Neves. Cujo também conseguiu, hoje, a proeza de perder a bola em todos (TODOS) os dribles que tentou.

Vão ser duros os próximos dias de Papai Joel e suas renas (não tão) amestradas. E vão ser duros, pra mim, os próximos dias aturando a falação do profexô.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

DEEP FOREST

No início dos anos 90, Michel Sanchez e Eric Mouquet montaram o Deep Forest. Muito cult, muito assim, entende?

Pra mim o Deep Forest, bem lá no deep, era uma picaretagem caprichada - usando os “povos da floresta”, búlgaros, pigmeus ou qualquer outra coisa diferente que produzisse sons que pudessem ser devidamente adaptados para vender aos ocidentais ávidos por parecerem alternativos, entende?

De qualquer maneira, é inegável que, na época, eles embalaram incontáveis e deliciosas noites regadas a uísque com cerveja e outras milongas mais. Também é inegável que Marta’s Song, Freedom Cry, Hymn e muitas outras são muito boas de ouvir.

obs.: sempre achei que Marta’s Song fosse cantada por uma criatura centenária, enrugada, coberta de peles, por aí.
Ledo e Ivo engano como podemos constatar nesse vídeo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

TÁ TUDO EXPLICADO!

Neurônio canibal faz dieta fracassar
iG São Paulo | 02/08/2011 13:29

Cientistas descobriram o motivo que explica o fato de ser tão difícil emagrecer e ele está todo no cérebro. Em testes feitos em ratos, os pesquisadores perceberam que a privação de alimento induz a um processo nos neurônios chamado de autofagia – as células do hipotálamo comem as reservas de gordura de outras células.

Quer dizer: se até as células têm reservas de gordura...
Mulheres obcecadas, vocês sífu!

Obs.: e os ratos, hein?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

TOSTÃO

Tenho total e inabalável admiração pelo nosso prezado Eduardo Gonçalves de Andrade.
Não só como jogador – um dos maiores que tive a felicidade de ver jogar – mas, também, como cronista e ser humano.
E, na coluna de ontem, mais uma vez ele provou o acerto de minhas convicções além de dar uma aula sobre o que Carlos Drummond de Andrade dizia sobre a literatura em geral: “Escrever é a arte de cortar palavras.”

Se não, vejamos.
Sobre a “farra do boi” da Copa 2014, disse o cidadão:
“Ontem, começou, oficialmente, a festança e a gastança da Copa de 2014, com tudo pago pela Prefeitura e pelo governo estadual do Rio de Janeiro, com a presença e o apoio dos amigos, novos e antigos. Todos querem mamar nas tetas do poder.”

Sobre a “voadora” que o goleirinho do Sport deu no pescoço do adversário:
“A agressão do jogador Gustavo, do Sport, ao atleta Elivélton, do Vasco, pela Taça BH de Juniores, mesmo mais grave do que outras, tem a ver com a violência que existe na sociedade, nas ruas, nas arquibancadas e nos gramados. As partidas são, a cada dia, mais tumultuadas, com cotoveladas, pontapés e ofensas. Muitos chamam isso de futebol competitivo, emocionante e intenso.”

Sobre o histórico Flamengo 5 X 4 Santos:
“O espetacular jogo entre Santos e Flamengo foi atípico e uma exceção. Neymar e Ronaldinho foram magistrais, facilitados pela péssima atuação individual e coletiva da maioria dos defensores.
O gol de Neymar foi tão bonito quanto os maiores gols de Pelé.
Os jovens, encantados, ficaram perplexos. Parecia outro esporte, que existia apenas na imaginação dos saudosistas e dos românticos.
Os mais velhos, assim como eu, emocionados, lembraram dos grandes jogos entre o Santos, de Pelé, e o Botafogo, de Garrincha.”

Sobre o tão propalado fair-play:
... “Quanto mais violência nos gramados, mais se fala em fair play. Jogar a bola para fora, quando o adversário está no chão, o que deveria ser um ato espontâneo, de solidariedade e de delicadeza, se tornou uma obrigação, muitas vezes, sem motivo. Alguns jogadores se aproveitam para simular contusões graves. É o árbitro que deve decidir se para ou não o jogo.”

Sobre o doping e a carreira dos atletas em geral:
“O esporte de alto rendimento é um espelho da sociedade. Não é um bom lugar para incorporar os valores éticos. O atleta, pressionado e sonhando com a glória, costuma usar de todos os meios para levar vantagem. Mesmo com tantos exames, os atletas continuam se dopando.
O ser humano não nasceu santo. Nasce, cresce e corre atrás do prazer. É a sociedade que tem de impor limites para desmedidas ambições humanas, por meio de educação, exemplos e punições.
Os atletas se preparam somente para vencer. Além da tristeza, os derrotados se sentem moralmente culpados, como se tivessem feito algo incorreto.”

CQD...