sexta-feira, 31 de julho de 2009

Uma Babaquice às Sextas

Uma pérola televisiva.
Musiquinha de flauta, ator(?) com carinha de bom moço, flores, borboletas e o principal: um texto idiota declamado com voz roucomorna e "emoção profunda".


Eu não estou sozinho nesta jornada que começou lá atrás com meu pai, minha mãe, meu código genético.
Ao meu redor, tudo vai mudando, nenhum detalhe permanece igual e, no meio disso, eu cresço, eu vivo, eu luto. Por mim, por quem está ao meu lado, pelo meu planeta.
Eu nunca estou sozinho nesta terra do sempre.
Se caio, eu levanto. Eu recuo depois avanço.
A vida segue seu curso. Às vezes calma, às vezes turbulenta e eu vou em frente.
Mas tem um detalhe: eu não vou sozinho, não.


Isso, não vai mesmo não! Leva o pai, a mãe, o código genético, o redator, o diretor do VT e o infeliz que aprovou essa bobagem...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

LÁ, COMO CÁ?

Deu n’O PÚBLICO de Lisboa:

Fátima Felgueiras absolvida de todos os crimes no processo do futebol
30.07.2009 - 12h23 Lusa
O Tribunal de Felgueiras absolveu hoje Fátima Felgueiras de todos os crimes de que era acusada no denominado processo do futebol. A autarca estava acusada neste processo de sete crimes de participação económica em negócio e um de abuso de poderes sob a forma continuada. Havia, ainda, outros nove arguidos.

Comentários
30.07.2009 - 13h54 - Osga, Parede
Esta personagem, que fugiu á justiça, esteve de férias no Brasil durante o tempo que lhe apeteceu, nós a pagar,regressou e tinha a campanha eleitoral montada, voltou a ser eleita,e enfim,palavras para quê, são os artistas a que temos direito, gente sem princípios, sem escrupulos, que sabe que enquanto estiverem na política, nada lhes acontece, por isso fazem o que bem entendem, ninguém os condena.
30.07.2009 - 13h50 - Zé Tuga, Portugal
Isto é um país de gente séria a quem os tribunais não se cansam de arquivar os crimes. A seguir ao mafioso da costa vem a fatinha, quem é o freguês que se segue?


Por aqui, o ex-juiz de futebol Edílson Carvalho, réu confesso de ser integrante de um grande esquema de manipulação de resultados, está com o processo suspenso desde 2007...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

PERCIVAL ULYSSES COX

RESULTADO DA TREPIDANTE ENQUETEComo fazem as ESPN´s e SPORTV's da vida, vamos somente aos percentuais (e o pior é que nem soma 100!):
12% > Pai da Courteney Cox. (Até podia ser... E, por puro sadismo, batizou a criança de "Courteney")
12% > Avô do presidente da Claro, João Cox. (Putz!)
37% > Acertou... Acertaram... (A maioria acertou... 37% acertaram...?)
25% > Lendário músico americano. (Procede... Três nomes esquisitos...)
12% > Fundador da P.U.C. (Cês tão de sacanagem...)

TÔ NESSA!

Artista inglês decide 'começar do zero' e vende todos os seus pertences

O artista plástico inglês Jasper Joffe, de 33 anos, criou uma obra um tanto incomum.
A partir desta quarta-feira (29) estará em andamento “The sale of a lifetime” (A venda de uma vida inteira), que consiste em vender tudo o que lhe pertence – de suas próprias obras de arte até a televisão, as panelas e os álbuns de família.

Só devem permanecer intactas as roupas que ele veste. Se Joffe conseguir vender tudo, vai ganhar 126 mil euros (quase US$ 180 mil).

Também tô vendendo tudo. Se o comprador conseguir parar de rir, devo faturar uns US$ 1800. Serviu...

terça-feira, 28 de julho de 2009

CRÔNICAS TAILANDESAS - 1

Tão pensando o que? O “Haja” é internacional!
Como prova a colaboração do nosso ilustre Paulo Emílio de Medeiros cujo se propõe, ainda que anarquicamente, a mandar suas impressões do outro lado desse mundinho besta.

TAILÂNDIA: SURPRESAS E ENCANTOS
Paulo Emílio de Medeiros

As linhas a seguir foram extraídas de texto escrito em 1925 por alta personalidade da família real da Tailândia, quando o país ainda se chamava Sião. O documento é bem escrito e leitura interessante sobre faceta do temperamento do tailandês de então. Dizia o príncipe:

Todo funcionário público siamês tem, em relação à noção de planejamento, uma de três atitudes – ou todas as três:
- desencorajamento, porque acha que será impossível executar o plano, em razão de dificuldades financeiras, burocráticas ou outras;
- ridicularização, porque, para o siamês médio, é ridículo planejar alguma coisa antes do início do trabalho. A previdência não é uma virtude siamesa;
- rejeição, porque o plano não foi feito por ele, e isto é razão suficiente para rejeitá-lo, não importando se é um bom ou mau plano.

É claro que, com a modernização do país, muita coisa mudou. Mas alguns traços dessa descrição permanecem válidos. O texto citado é apenas uma peculiaridade, dentre tantas que fazem a vida na Tailândia um repertório de surpresas e encantos. O dia-a-dia incorpora com freqüência aspectos que seriam curiosos ou estranhos no Brasil, mas que, depois de algum tempo de vida na Tailândia, são encarados pelo estrangeiro como normais.

Há algo na atmosfera do país que torna tudo corriqueiro. Não é à toa que a frase nacional é “mai pen rai”, que significa “não tem importância” e é dita pelo menos uma vez por dia, diante de acontecimentos que, no Brasil, fariam pessoas ter um ataque histérico. Como, por exemplo, encontrar um caranguejo vivo passeando pela sua sala de jantar.
É, qual o problema? Foi um caranguejo, e não uma bomba atômica. Na verdade, foram dois sacos plásticos grandes cheios de caranguejos vivos, trazidos de presente dentro de uma mala, por uma tailandesa que veio do sul da Tailândia, de avião. Não é preciso nenhum Hercule Poirot para concluir que o coitado se desgarrou de seus irmãos durante uma separação, feita na sala, dos almoços em potencial, para enviar uma parte a alguns conhecidos. Deve ter ficado algumas horas desapercebido em um canto (talvez debaixo da mesa). Como resolver a situação? Ora, até que apareça alguém que saiba lidar com o assunto, coloque um balde de plástico invertido sobre o caranguejo e vá dormir, embalado pelo tec-tec das pinças do bichinho contra a parede do balde. Não há nem necessidade de dizer mai pen rai.

O pouco usual também pode ocorrer em algo tão simples quanto uma ida ao restaurante. Por exemplo, o estrangeiro foi a um determinado restaurante de comida tailandesa em Bangkok e, ao sair, se depara com um cômodo que não fica claro se é uma loja de souvenirs ou um aposento privado dos donos do restaurante. Há muitas prateleiras com objetos, o que parece reforçar a alternativa loja. Mas a mulher que se encontra ali, vestida em um estilo vagamente chinês, não tenta lhe vender nada e olha para você com um olhar enigmático, que leva imediatamente a imaginação, alimentada por tantos filmes, a pensar em uma consumidora de ópio...
Está bem, talvez eu tenha ido longe demais - mas coelhos de pelúcia na vitrine, no meio de quinquilharias orientais, também é demais!

Não vou nem falar de um restaurante que se chama Cabbages and Condoms (Repolhos e Camisinhas). Ah, bom, já que comecei, é melhor continuar. Foi criação de um ex-Ministro da Tailândia, que se destacou por campanhas educativas a favor do uso de camisinhas; tanto, que o nome dele, Mechai, passou a ser sinônimo de camisinha. O nome do restaurante busca realçar a idéia de que comprar uma camisinha deve ser algo tão simples e descomplicado quanto comprar repolho. (É claro que há países onde comprar uma camisinha é mais fácil que comprar um repolho...) Na frente do restaurante, há um manequim de Papai Noel, cuja roupa é inteiramente feita de camisinhas vermelhas e brancas. Dentro, a decoração das mesas é feita com camisinhas coloridas, sob um tampo de vidro. E, junto com o café, em vez de oferecerem, como cortesia, um chocolate, trazem uma camisinha. (Confesso que, na minha idade, preferiria o chocolate... Deixa pra lá: mai pen rai.)

Ao viver na Tailândia, a gente aos poucos vai se descobrindo mais adaptável e menos surpreendido. Ou, se surpreendido, dali a pouco engata um mai pen rai: mais cedo ou mais tarde as coisas se ajeitarão, não vale a pena esquentar a cabeça. No meio dos engarrafamentos de trânsito em Bangkok, praticamente não se escuta uma buzina.
Por trás desses comportamentos, está, além da sabedoria do povo tailandês, certamente a presença do budismo, com sua doutrina que prega o desapego e ensina a evitar as emoções exacerbadas. Também a aspectos mais materiais da cultura tailandesa o estrangeiro vai se adaptando. Como ao arroz do tipo “unidos venceremos”, feito sem qualquer tempero, pois a comida - deliciosa - já tem tempero suficiente.

Mas o emprego do mai pen rai pelo estrangeiro é talvez o indicador mais seguro de que uma mudança importante - e bem-vinda - aconteceu.

P.S.: Uma boa leitura, que data da década de 1950 mas ainda permanece atual, é um livro intitulado Mai Pen Rai Means Never Mind (An American Housewife's Honest Love Affair with the Irrepressible People of Thailand), de autoria de uma americana chamada Carol Hollinger. Encontra-se à venda, usado, na Amazon (e zerinho na Tailândia).

VAI QUE É SUA, MÉRI GROSSI!

Leonard Cohen passou 15 anos longe dos palcos.
Depois de amanhã, 30/7, ele aparece num concerto em Lisboa.
Mais de quarenta anos depois do álbum de estréia ("The Songs of Leonard Cohen"), o escritor-poeta-compositor permanece uma das mais importantes e enigmáticas figuras da música.
Aos 73 anos, o - assim batizado pelo jornal inglês Guardian - "mafioso armado com uma guitarra", resolveu voltar assumindo, sem pudor, a motivação financeira.
Preço dos ingressos: de 30 a 75 euros. (E a galera, por aqui, pagando o triplo para sacolejar com os axés da vida...)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

BMB's UNIDOS SEMPRE SERÃO VENCIDOS!

Não sei quem é esse cidadão Adelécio, mas gostaria muito de saber.
Como disse o Morici, que me mandou esse texto, "Essa doeu..."
E dói mesmo, a gente se ver tão bem retratado.

Sarney e Eu
por Adelécio Freitas *

Há algumas semanas recebi um email sobre uma manifestação na frente do Congresso Nacional pedindo “Fora Sarney”. Fiquei bastante animado, encaminhei o email para toda a minha lista de contatos e pensei que finalmente as pessoas iriam se indignar e reagir à tanta sujeira. No dia da manifestação me bateu uma preguiça... Após um longo dia de trabalho o cansaço me venceu, e afinal, quem iria sentir a minha falta?

No dia seguinte eu procurei, eufórico, notícias sobre a tão falada manifestação que foi toda planejada em comunidades virtuais e bastante divulgada pelo twitter. Para a minha surpresa não existia nenhuma manchete, nem ao menos uma nota de rodapé. Resolvi entrar em uma das comunidades do orkut que organizaram a manifestação, e para a surpresa de todos, apenas cinqüenta pessoas se dispuseram a ir para a frente do Congresso. Apenas 50 pessoas? Sendo que eu sozinho divulguei para mais de 1000? Que povo mais acomodado, pensei indignado, porque será que eles não foram?
Não demorou muito para a ficha cair. Eles não foram pelo mesmo motivo que eu não fui. Eu esperava que “alguém” iria no meu lugar. Recostei-me na poltrona em frente à televisão e olhei para a janela do meu apartamento, que refletia a minha imagem. Fiquei olhando para mim e para a minha confortável inércia. Foi quando eu tive a arrebatadora visão daquilo que sempre procurei e nunca encontrei: o meu verdadeiro papel na sociedade. “Que bunda-mole!!!”.

Finalmente, depois de tantos anos de crise existencial, pude perceber que eu era uma peça importante na sociedade, um legítimo Bunda-Mole Brasiliense(ou BMB). Existem bundas-moles municipais e estaduais, mas eu tenho orgulho de dizer que sou um bunda-mole federal!
Nas minhas viagens de férias sempre algum engraçadinho vinha falar: “De Brasília né...Já tem conta na Suíça?”. Eu ficava indignado, falando que eu era um funcionário público concursado, que pagava os meus impostos, enquanto o povo que roubava vinha de fora e blá blá blá.

Mas agora eu vejo com nitidez que eu tenho um papel importante nesse cenário. Eu como um legítimo BMB ajudei a criar esta barreira de proteção que mantém os verdadeiros FDP livres para fazerem o que bem entenderem. Eu acho que as coisas estão bem do jeito que estão. Tenho dinheiro todo mês para pagar a prestação do meu carro 1.0 e do meu apartamento de dois quartos, freqüento uma academia para queimar o meu excesso de ociosidade, tenho meu smart phone comprado na feira do Paraguai e no final do ano ainda vou ficar um mês em uma casa de praia alugada junto com a minha família para a incrível experiência de assarmos como batatas na areia... Mais BMB impossível!

Nas sextas-feiras, eu me sento com os meus amigos em um barzinho e depois do terceiro copo de cerveja soltamos toda a nossa indignação contra a patifaria que rola solta em Brasília, cada um conta um caso de um amigo próximo que enriqueceu da noite para o dia às custas do dinheiro público (o difícil é disfarçar aquela pontinha de admiração pelo “ixperto”). Depois traçamos os planos para endireitar o país. Planos que vão embora pelo ralo do mictório antes de pagar a conta. BMB de carteirinha!

Os anos passam e as conversas vão mudando: PC Farias, anões do orçamento, precatórios, privatizações, dólar na cueca, mensalão, sanguessugas, vampiros, Lulinha Gamecorp, Daniel Dantas, o dono do castelo, Petrobras, e agora a cereja do bolo, ele, o único, o inigualável Sarney! Sarney é como um ícone do atraso nacional (clientelismo, fisiologismo, nepotismo, coronelismo, apropriação da máquina pública, desvio de verbas públicas etc), mas o que seria do Sarney sem a legitimidade dos BMB´s? O que seria da ilha da fantasia, dos cabides de emprego, dos lobistas, do QI (quem indicou), dos cargos de confiança, dos funcionários fantasmas, dos atos secretos sem a nossa apática presença? O BMB precisa ter o seu papel reconhecido, somos nós que deixamos tudo correr frouxo, somos nós que damos uma cara de democracia a este coronelismo em que vivemos. O nosso poder aquisitivo acima da média nacional protege o Congresso e os palácios da miséria e da violência que fervilham em nosso entorno.

Bundas-Moles, vamos exigir os nossos direitos! Precisamos finalmente mostrar a nossa cara. Nunca antes na história deste país o bundamolismo foi tão grande. Seja ele de centro, de esquerda ou de direita. Bundamolismo no movimento estudantil chapa-branca, nos sindicatos que só vão para a frente do Congresso para pedir aumento e nos artistas que se acomodaram no conforto dos patrocínios oficiais.
Vamos exigir que se crie em Brasília o museu do bundamolismo nacional na esplanada dos ministérios, uma enorme bunda branca de concreto, que irá combinar muito bem com a arquitetura de Niemeyer.

Somos testemunhas do surgimento de uma geração despreparada, tanto para a cooperação quanto para a competição, sem espírito empreendedor, fadada à eterna submissão ao “salvador da pátria” de plantão.
Assistimos de nossos computadores, quando estamos fazendo cera no trabalho, ao maior atentado à democracia desde o golpe de 64, mas desta vez o golpe não está sendo feito com armas. Está sendo feito com a ridicularização das instituições, com a banalização dos escândalos, com a desmoralização da ética e com a idiotização do contribuinte.

A bundamolização é muito mais eficaz do que o autoritarismo, ela pode ser eletrônica, através de novelas, videocassetadas, big brothers e cultos picaretas. Pode ser química, com cerveja, maconha ou anti-depressivos. E também pode ser ideológica, com receitas milagrosas, e debates calorosos que sempre desaparecem em um clicar do mouse. Vivemos em uma sociedade anestesiada e chapada, sem rumo, imersa em ilusões baratas. O bundamolismo nos une, não segrega ninguém, é a democracia verdadeira, que brilha por debaixo de uma crosta de hipocrisia e ignorância. E como toda ideologia que se preze, nós temos o nosso avatar, o nosso guru. Aquele que nos trás para a realidade e mostra quem realmente somos, revela o nosso eu profundo, a nossa essência.

Obrigado Sarney, só você para tirar as minhas dúvidas e me mostrar o mundo real por trás das ilusões. Sarney, nós somos duas faces da mesma moeda. Somos Yin e Yang. Nós somos os pilares deste país, um não existiria sem o outro. A sua cara de pau só existe porque do outro lado está a minha babaquice.

Bundas-Moles de todo o país uni-vos! Vamos celebrar a nossa mediocridade, vamos sair às ruas gritando: Viva Sarney! Viva Collor! Viva Maluf! Viva Roriz! Viva Renan Calheiros! Viva Jader Barbalho! Viva Romero Jucá! Viva Delúbio! Viva o presidente que não viu nada! Viva a República das bananas do Brasil!
Mas isso é pedir demais para um bunda-mole. Vou voltar para a minha poltrona porque o Jornal Nacional já vai começar.

* um BMB legítimo.

FLASH

Mirtes era uma adorável anta empacotada numa linda e libidinosa embalagem, o que garantia sua sobrevivência social. Ainda por cima errava regularmente a colocação dos erres: iorgute, bicabornato, por aí. Mas era alegre, bem humorada e tinha um coração maior, muito maior do que sua ignorância. Pensando bem, é maldade dizer ignorância. Mais apropriado seria definir como preguiça aliada à nossa moderna e espetacular combinação de educação e cultura: televisão, revistas de fofocas e cadernos femininos dominicais.

-“Ah, você entendeu, né?” Era como ela respondia aos poucos que reclamavam quando o incômodo das incongruências enunciadas suplantava o enlevo visual apresentado. Não dava a mínima importância a essas coisinhas. Estava sempre com a mente ocupada por questões de real relevância como a cor do esmalte que iria combinar com a blusinha que acabara de comprar (12% de desconto!). E, para felicidade geral, acertava sempre no esmalte, na blusinha, no perfume e em toda a gama de requisitos que envolvem a sedução, a provocação e todas as demais variáveis possíveis e gostosamente imagináveis.


Vicente era um inconseqüente aprisionado na cadeia familiar. Esperto e inteligente, desde os vinte e poucos anos já comandava os negócios da família o que envolvia atividades no comércio, pequenos investimentos, pequenas negociatas entre pretensos amigos, enfim, um emaranhado de não tão pequenas coisas que se aglutinavam em considerável fortuna. Por falta de vocações próximas (os irmãos, ao perceberem as habilidades de Vicente, confortavelmente se recolheram ao simples desfrute da boa vida) ele centralizava as decisões e, ao contrário do que acontece normalmente, o patrimônio da família aumentava. A inconseqüência - ou permanente adolescência - era mantida sob atento autocontrole. O trabalho era prioridade, guardadas as proporções que a idade e a intensa vida social permitiam.
Conheceram-se num seminário de negócios onde ela fazia um bico de recepcionista. Vicente ficou espantado com a reação dela após a cantada de praxe:
-Tudo bem, mas caminha hoje, se tiver, é só pra mimir.
-Por que, está com algum problema?
-Eu, nenhum. Você é que deve ter problema: como é que um sujeito tão bonito e charmoso fala para uma moça tão bonita e charmosa como eu, “E aí, gata, quer jantar e algo mais?” e, pra piorar, com essa cara mais burocrática...?
À Mirtes podiam faltar diversos requisitos, mas praticidade e presença de espírito certamente sobravam. Vicente ficou olhando pensativo para aquela mulher que normalmente significaria apenas mais uma marca na guarda da cama e constatou que sua vida estava uma bela bosta. Sim porque, afinal, ele era bonito e charmoso, mas seus relacionamentos amorosos ultimamente se limitavam a abater recepcionistas e perdidas na noite. Aquelas criaturas que, em sua grande maioria, não representavam mais do que um suculento bife para o almoço, jantar ou ceia.

Ela sorria, simpática e desafiadora. Ele baixou o facho e imediatamente incorporou os ensinamentos de seu velho pai, passando a tratar Mirtes (que se apresentara como Mônica) da maneira que as mulheres devem ser tratadas, conforme as palavras do velho Oswaldo:
-“Nem com muito desprezo que possa parecer arrogância nem com muita atenção que possa parecer necessidade. Fica ali se equilibrando e estudando a presa. Descobrindo o ponto fraco, ataque firme e decidido. Não falha.”
E não falhou. No fim da noite, aninhada no peito dele, ela explicou que achava Mirtes horrível, preferia Marina.
-Mas você disse que se chamava Mônica!
-É mesmo? Hmmm, Mônica também é bonito... Pede café?
-Café?
-É, café, tô com vontade, AAAiii!!!
-Que foi???
-Uma largatixa!!!
Vicente já voava à direita de Júpiter seguindo para Plutão e a largatixa passou lisa.
Ele estava em completo êxtase porque a noite tinha sido perfeita. Mirtes, Mônica, Marina, não importa, era alegre, viva e engraçada. E deliciosa.

Como convém à vida real nada foi rápido nem avassalador. Simplesmente eles foram se vendo mais e mais até que o inevitável compromisso começou a pairar no ambiente.
Nessa altura do campeonato Vicente já estava ciente das diferenças entre ele e Mirtes em questões de como conduzir as respectivas vidas. Ele era o rei do planejamento e ela a rainha do deixa-andar. Ele prezava o linguajar correto e ela primeiro falava e depois, bem depois, às vezes se dava ao trabalho de pensar no que havia falado. O que provocava em Vicente uma certa canseira, mas as qualidades de Mirtes suplantavam esses pequenos percalços e, mais importante, eles estavam irremediavelmente apaixonados.

Vicente criou clima, levou para jantar, pediu champagne e romanticamente, propôs a co-habitação. Mirtes, em seu melhor estilo trator, mais uma vez surpreendeu:
-Topo, mas dona de casa nem pensar. Aliás, uma amiga minha que mexe com shopping me chamou pra conversar. Acho que vai pintar trabalho...
Vicente não resistiu e citou o filósofo Nazareth Murtinho, baluarte do pensamento urco (povo que habita o sopé do Pão de Açúcar):
-O que mexe com shopping é plano econômico ou terremoto. Qual deles a sua amiga pratica?
-Ah, você entendeu, né?
É, ele entendeu.

Já havia entendido também que, na maior parte do tempo, era difícil conversar com a Mirtes. Ela mantinha, normalmente, três ou quatro assuntos no ar, não terminava nenhum e sempre interrompia quando ele tentava alcançar o final de uma frase. Mas, talvez isso fosse parte de um plano cósmico para que ele, Vicente, assimilasse a fina arte da paciência, ruminava com seus botões. Mirtes não dava a menor pelota pra nada, mas ficava furiosa quando percebia que Vicente não estava prestando atenção nela. O que era mais um complicado capítulo do aprendizado dele.

A procura do apartamento, escolha dos móveis, decoração etc, por pouco não levaram o pobre Vicente à loucura. Mirtes não parava quieta, mudava de idéia o tempo todo, aprontando uma confusão digna de show de rock na praia.
Aí o Vicente teve uma idéia que, pelo menos na teoria, era perfeita: começou a passar e-mails para a Mirtes. Assim ele poderia expor seus pensamentos sem interrupções.
Não adiantou coisa nenhuma.
Mirtes abria os e-mails tarde da noite, passava os olhos e deixava pra lá. Se considerasse algum assunto mais importante, ligava pra ele não importando a hora, destruindo assim a teoria e a paciência do cidadão.

Empanturraram os amigos e parentes com variadas comidas e bebidas, ouviram educadamente os discursos bobos, riram de todas as piadinhas sem graça, Mirtes quase enfartou quando o Pereira ameaçou vomitar no tapete, Vicente deu uma dura no Seu Oswaldo quando ele cismou de se engraçar para uma tia (horrorosa) da Mirtes, tiraram todas as fotos que deviam tirar, acalmaram a vizinhança e foram dormir. Felizes, exaustos e casados.

Pouco tempo depois a rotina começou a cobrar seus pesados tributos. Mirtes por qualquer motivo queria discutir a relação, Vicente implicava com tudo e as coisas se complicavam. Para resolver as férias, uma conversa que se presume agradável, recheada de sonhos e expectativas, só faltaram convocar uma arbitragem independente.
Por razões obscuras, Vicente queria viajar em janeiro. Mirtes abriu os trabalhos declarando que achava melhor viajar em fervereiro. Vicente, que já não andava perdoando mais nada, retrucou que fervereiro era um mês muito quente, até fervia... Ela sacou e, em vez do “Ah, você entendeu, né?”, disse que ele era muito visceral. Ele, maldoso, perguntou o que significava visceral. Ela mandou à merda e amuou. Viajaram no final de fevereiro.

Em 15 de novembro nasceu Marina.
Entre charutos, o que Vicente achava uma idiotice mas os amigos achavam chique, ele brincava dizendo que se tivesse nascido um menino ia ter que chamar Deodoro.
Dona Odete, mãe da Mirtes e Dona Vanda, mãe do Vicente, pontificavam entre fraldas, roupinhas, sapatinhos, hipoglós e demais acessórios de recém nascidos. Mirtes ainda estava meio zoadinha, mas alerta o suficiente para proteger a cria contra os perigos da babância de avós, tios, tias e simpatizantes em geral.

Mirtes se revelou mãe dedicada e, por incrível que pareça, passou a prestar mais atenção nas coisas e a planejar com exatidão os intrincados horários de mamadeiras, banhinhos e todas essas chaturinhas que as mães costumam fingir que adoram. Vicente anda pela rua portando o tradicional sorriso bobo e o olhar perdido dos pais estreantes.
Tudo, ou quase tudo, está perfeito.
O quase é por conta da perda instantânea da privacidade do casal. Agora, enquanto a Marina, Dona Odete, Dona Vanda, Seu Oswaldo e as infindáveis visitinhas não dão uma folga, Vic Visceral e Mimi Terremoto se encontram nas salas da internet para falar sacanagens e lembrar os bons tempos que - os dois não comentam mas sabem muito bem - não vão voltar.

sábado, 25 de julho de 2009

A PROPÓSITO DO "CHEGÔ A HORA"...

Há mais de um mês recebi esse texto do bom amigo Morici. Relutei em postar por não saber quem é o autor - daqui há pouco começa a aparecer como sendo do Jabor(gh)...
É de uma realidade cruel:
Nós, brasileiros somos assim :
- Saqueamos cargas de veículos acidentados nas estradas.
- Estacionamos nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
- Subornamos ou tentamos subornar quando somos pegos cometendo infração.
- Trocamos votos por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
- Falamos no celular enquanto dirigimos.
- Trafegamos pela direita nos acostamentos num congestionamento.
- Paramos em filas duplas, triplas em frente às escolas.
- Violamos a lei do silêncio.
- Dirigimos após consumir bebida alcoólica.
- Furamos filas nos bancos, utilizando as mais esfarrapadas desculpas.
- Espalhamos mesas e churrasqueiras nas calçadas.
- Pegamos atestados médicos sem estar doentes, só para faltar ao trabalho.
- Utilizamos carteira de estudante falsa para pagar meia-entrada;
- Fazemos gato de luz, de água e de TV a cabo.
- Registramos imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, só para pagar menos impostos.
- Compramos recibos para abater na declaração do imposto de renda e pagar menos imposto.
- Mudamos a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
- Quando viajamos a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pedimos nota de 20.
- Comercializamos objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
- Estacionamos em vagas exclusivas para deficientes.
- Adulteramos o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
- Compramos produtos piratas com a plena consciência de que são piratas.
- Substituimos o catalisador do carro por um que só tem a casca....
- Diminuimos a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
- Emplacamos o carro fora do nosso domicílio para pagar menos IPVA
- Frequentamos os caça-níqueis e fazemos fezinha no jogo de bicho.
- Levamos das empresas onde trabalhamos, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis, papel.... como se isso não fosse roubo.
- Comercializamos os vales transportes e vale refeição que recebemos das empresas onde trabalhamos.
- Falsificamos tudo, tudo mesmo. Só não falsificamos aquilo que ainda não foi inventado.
- Quando voltamos do exterior, nunca falamos a verdade quando o policial pergunta o que trazemos na bagagem.
- Quando encontramos algum objeto perdido, a maioria não devolve.
E queremos que os políticos sejam honestos....
Nos escandalizamos com a farra das passagens aéreas e outros roubos mais!
Estes políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo... Ou não?
Então, antes de “cansar” e/ou fazer “minutos de silêncio”, “abraços na lagoa” e outras tantas inutilidades, talvez fosse melhor lutarmos todos por uma melhor educação, a começar por nós mesmos.

CHEGÔ A HORA DESSA GENTE BRONZEADA MOSTRÁ SEU VALÔ-Ô-Ô!

Tá lá pra quem quiser ver e tem muuito mais.
No http://www.transparencia.org.br/ você pode acompanhar o fabuloso desempenho do nosso podre poder.
E aí, volto a perguntar: alguém, em sã consciência, acha que alguma coisa vai mudar? Talvez nossos bisnetos possam responder.

Praticamente um terço dos deputados federais apresenta ocorrências na Justiça ou em Tribunais de Contas. Dos 513 parlamentares, 163 estão nessa situação, o que corresponde a 32% dos membros dessa Casa.
Dos 81 senadores, 30 (37%) têm ocorrências na Justiça e/ou Tribunais de Contas.

(E não se engane não, patriótico leitor: quem ainda não tem “ocorrências” só está provando que é mais profissional do que os outros.)

Um total de 55 deputados federais (10,7% da Casa) detém concessões de radiodifusão, direta ou indiretamente.
O Senado é a Casa Legislativa brasileira com o maior número proporcional de detentores de concessões de rádio e TV – no total são 23 senadores, ou 28,4% do total da casa.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

NEGUINHO NÃO PERDOA NADA!

Num vídeo do IG, Claudio Furokawa, Professor do Instituto de Física da USP, ensina como gelar mais rapidamente latas de refrigerante, cerveja, etc. O método é conhecido – gelo, álcool e sal.
Ele ensina didaticamente, mostrando a variação de temperatura, explicando sobre as quantidades, os componentes, as reações químicas, etc.
Aí, vem o comentário destruidor:
22/07/2009 - 16:57 Enviado por: Zé
Grandes bosta, hein japinha…

Se for pra gelar refri ou vodka, coloca o gelo dentro de uma invenção muito útil chamada “copo”… Usa o sal pra temperar a carne, e o álcool pra temperar as mina…
Se for pra gelar cerveja, economiza no gelo, sal e álcool e compra cerveja gelada, se não tiver no mercado, usa uma invenção muito útil chamada “motoboy” que ele traz…

Uma Babaquice às Sextas

Consciente do risco de perder uma considerável parcela de meus milhares e milhares de frequentadores, a babaquice de hoje deve provocar a ira de todos os proprietários de gúti-gútis-fofuchos-gracinhas-da-mamãe-au-au-au...
Mas, vejam que exemplo de humanidade! Que fofura! Que admiravelmente amoroso!
(Como dizia Léo Jaime, "Troque seu cachorro por uma criança pobre, sem parente, sem carinho, sem rango, sem cobre... Tem muita gente por aí que tá querendo levar uma vida de cão, eu conheço um garotinho que queria ter nascido pastor alemão!")
Adivinhe o que há em comum entre estes dois cachorros?
Resposta: Nada, além do fato de ambos serem cachorros!
O primeiro é um animal doente, sujo e que vive nas ruas... Com certeza ninguém quer um bicho desses por perto! É um cão que perambulava nas ruas de Resende em outubro de 2005. Enxotado por todos, rodeando um açougue, sob o olhar indiferente dos que passavam. Com aspecto repulsivo, fedorento, com sarna, com sede e certamente, com muita fome.
Ao contrário, o segundo cachorrinho é amigável e tem saúde. Farofa, responde quando é chamado. Gosta de brincar, adora o dono dele! Quando passa na rua as crianças vem fazer carinho porque ele é fofinho! Farofa conhece a coleira e adora passear todo dia! Fica feliz quando toma banho, tem caminha e brinquedos!
Eles não tem mesmo nada em comum!
Apesar de ser o mesmo cachorro em épocas diferentes!
Farofa foi recolhido na rua em outubro de 2005.
Passou três meses sendo cuidado por veterinários. Foi fotografado no dia 1 de junho de 2006, na nova casa. Agradecemos a todos os que se recusaram a socorrer Farofa, porque nos deram a oportunidade de sentir a felicidade de salvar a vida de um ser tão admiravelmente amoroso.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

TESTE SUA CULTURA INÚTIL

Enquete nova aí do lado: "Quem é Percival Ulysses Cox?"
Você sabe a resposta correta? Então participe e encha o saco do seu vizinho ignorante.
Não sabe a resposta correta? Então chuta qualquer uma e encha o saco do seu vizinho nerd.
(Alguém ainda usa conhecer o vizinho...? Taí um bom tema para a próxima enquete.)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

MOMENTO FUTEBOL

Talvez a grande inovação dos últimos anos no nobre esporte bretão seja a jogada de falta na intermediária quando a bola é lançada em linha reta para o gol e o atacante só desvia de cabeça. Para o goleiro é mortal - não há reflexo que dê conta. Para a defesa é um inferno pois o zagueiro corre atrás do atacante. O sucesso da jogada se deve à qualidade do batedor, à qualidade do atacante e, principalmente, a muito treino.
Fico imaginando o Didi batendo nesse estilo para o Vavá ou Amarildo. Ou o Gerson para o Pelé. Ou o Júnior para o Zico.
As copas de 58, 62 e 70, além do (muito mais importante) Campeonato Mundial de Clubes, teriam sido bem mais fáceis.

FICA VERMELHA, CARA SEM VERGONHA!

Dois rápidos retratos da "curtura" brasileira:

1. Gilberto Dimenstein, mês passado na Folha de S. Paulo
(conforme oportuna dica do meu amigo Alcione)
Giulia Olsson tem 14 anos e estuda no ensino médio na Flórida. Nos últimos meses, ela vendeu limonada na rua, lavou carros, disparou e-mail por várias partes do mundo para arrecadar dinheiro destinado à orquestra sinfônica de Heliópolis, a maior favela de São Paulo. Conseguiu levantar R$ 30 mil. Giulia está, nesse momento, ensinando violino para as crianças da sinfônica e vai se apresentar na Sala São Paulo.
É uma lição para celebridades como Ivete Sangalo e Caetano Veloso, entre outras celebridades brasileiras, que vêm conseguindo dinheiro público para seus shows. Todas essas celebridades fariam melhor a elas mesmas e ao país se, como Giulia, pelo menos compartilhassem suas experiências com estudantes.
Enquanto uma menina de classe média se empenha em ajudar uma comunidade, transformando dinheiro privado em ação pública, a Lei Rouanet tem permitido o contrário - dinheiro público voltado a interesses privados.

2. Régis Bonvicino no Ig
Lamento, José Miguel Wisnick, mas, não me refiro a Gilberto Gil, que, em suas aulas na Faculdade de Letras da USP, você insiste em “ensinar” aos seus alunos, em vez de estudar Murilo Mendes, João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade ou Haroldo de Campos - poetas que, de fato, construíram parte do que se entende por poesia (e cultura erudita) no Brasil. Lamento professor não falar de MPB - a “arte” dos pobres de espírito, daqueles que - ainda - preferem Caetano Veloso (argh!) a Fernando Pessoa.

terça-feira, 21 de julho de 2009

WALTER CRONKITE É O QUINTO DA DEATHLIST 2009

Segundo o Pedro Doria (http://pedrodoria.com.br/),
“Ele foi a voz ‘oficial’ dos EUA – uma voz que seguia a tradição de não se curvar ao governo. Era um grande editor de jornal, homem seriíssimo. É bom que não exista mais ninguém como Cronkite, com tanto poder por representar quase sozinho informação confiável. Por outro lado, no tempo de Internet, com uma multiplicidade de vozes, a cacofonia às vezes faz ficar difícil descobrir que informação é confiável.”
(Não entendeu o que é "Deathlist"? Tem um post mais lá embaixo que explica.)


EQUATORIANA LEILOA VIRGINDADE

MADRI - Uma equatoriana de 28 anos que vive na cidade espanhola de Valência decidiu leiloar sua virgindade para ter condições de continuar estudando e adquirir "alguma estabilidade financeira", segundo um anúncio divulgado na internet. O lance inicial está fixado em 15 mil euros.

15 mil euros???
Sei não... com esse "jeitinho", essa carinha e esse sorrisinho...
Se levar 100, já tá no lucro!

TABELA REALISTA

Como todos sabem, propaganda é uma coisa que qualquer um sabe fazer melhor do que qualquer publicitário. E, raridade, quando esse um reconhece que não sabe, conhece sempre alguém que faz de graça. Em meio a essa comédia, existe uma tabela de preços do Sindicato das Agências de Propaganda, tabela essa que é aviltada, em primeiro lugar, pelos próprios publicitários. Só essa conversa já renderia um metro e meio de postagem. Então pra resumir, segue uma tabela realista como sugestão para os que ainda insistem em exercer essa função.
Serviço
Logomarca 7.000,00
Logotipozinho, logomarcazinha, marquinha e marquinhazinha (também válido para logotipo bem pequenininho, símbolo, desenho pra colocar no cartão e elipse em degradê) 5.250,00
Nome do Logotipo 4.500,00
Impresso 1.255,00
Folheto 1.255,00
Convitezinho 450,00
Panfleto 450,00
Um folder rapidinho 2.250,00
Prospecto 555,00
Jeitinho aqui 250,00
Folhinha pra tirar xerox mesmo (cópias não inclusas) 450,00
Uma faixa aí 1.000,00
Cartaz "Que você já pega pronto no print artist" 560,00
"Botar um design" no meu site 5.300,00
Uma letra girando assim, ó 350,00
Cartãozinho mixuruca 250,00
Só pra não passar em branco (Folder de aniversário de 50 anos da empresa) 8.000,00
Site (Não interessa a quantidade de paginas, nem o que tem dentro. Site é site, ué) 15.000,00
"Igualzinho a esse aqui, só vai colocar o meu timbre ao invés do dele aqui em cima, entendeu? Pra não dar trabalho mesmo…" 1.000,00
Sem muitos detalhes 650,00

Quando começar a frase com: (Acrescentar R$)
"Eu tenho um sobrinho que faz assim…" 4.500,00
"O chefe do departamento já escolheu até a letra e a cor, agora ficou fácil" 350,00
"Não, não... Você não vai ter trabalho nenhum. É só colocar no computador" 350,00
"Na verdade o serviço já está pronto! É só colocar um pouco de design" 750,00
"É só uma firula mesmo, né?" 450,00
"Pra enfeitar o pavão…" 360,00
"Na verdade é porque eu não tenho tempo pra fazer..." 2.500,00
"Eu confio em você, vê aí alguma coisa..." (não sabe nem o nome da empresa) 5.500,00
"Depois a gente vê uma maneira de te compensar…" 240.000,00
"Vê aí o que você faz pra mim?" 8.500,00
"Nossa, mas é só um site! Isso tudo?" 9.000,00
"POR PÁGINA??????" (cada vez que a pessoa repetir essa frase) 345,00
"Ah, tá. Mas nisso já estão incluídas as fotos e as modelos né?" 1.500,00
"É só esticar aqui, ó" 60,00
"Coisa simples" 2.500,00
"Não, você não entendeu é simples mesmo" 3.500,00
"É, você não entendeu mesmo" 4.500,00
"Só uma galeria de fotos. Quantas fotos? Ah, umas 100..." 980,00
"Ué, mas é só digitar como tá aqui no jornal." 980,00
"Escaneia daqui da revista mesmo" 200,00
"Eu quero um site" (Mecânico free-lancer) 2.800,00
"DUZENTOS E CINQUENTA REAIS???" Mais R$ 50,00 a cada grito de desespero
"Pode pegar o logo do nosso site, não tem problema nenhum. É só clicar com o botão direito do mouse em cima e ir em 'salvar como'..." 890,00
"COMO ASSIM, SEM A IMPRESSÃO???" 1.200,00
"E quanto você cobra assim? Pra um site, é. Completo! Sim eu sei, mas mais ou menos? Tira uma média, site completo!" 8.500,00
"Ah mas eu achei a mesma coisa por R$ 30,00 cada página. E é serviço de confiança. O que a gente pode fazer pra chegar nisso?" 300,00
"Pois é mas eu estou vendo com outras pessoas…" 1.500,00
"E fica pronto quando? Pode me mandar uma prévia por email hoje à noite?" 5.000,00
(Numa Sexta-feira 17:55) "Ok, me entrega na segunda até umas 10h, tá?" 8.000,00
"É que meu prazo já está estourado, sabe como é, né?" 4.580,00

Serviços extras depois do trabalho pronto:
"Aumenta essa letra?" 180,00
"Coloca esse amarelo mais vivo?" 180,00
"Troca esse vermelho por azul?" 600,00
"E se a gente mudasse o menu pra cá? Tô achando isso meio parado…" Valor do site X 5
(Depois de pedir insistentemente pelo estetoscópio na capa do manual médico) "É mesmo, né? Não ficou muito legal…" 6.000,00
"Puxa mais pra cá... Isso, agora mais pra lá... Isso, troca essa cor... Inclui essa foto… Podia mudar aqui, né? Troca essa fonte... Aumenta um pouco... Hmmm… Parece que piorou, não estou entendendo…" 58.000,00

segunda-feira, 20 de julho de 2009

MUCHO PUCHO EM MACHU PICCHU

Só em filme americano o cidadão sai pela rua gritando: -Táxi!!! Táxi!!! E acha. Mas a minha vontade era essa. Sair igual doido berrando por um táxi que me tirasse daquela espelunca andina. Pra piorar a situação o trem de volta só partiria no dia seguinte pela manhã. Se tudo corresse bem.

A altitude já havia cobrado seu preço: mal estar, fôlego ainda pior do que o normal (sim, ofegante leitor, é possível) e uma caganeira digna de um épico de Cecil B. DeMille - culpa do almoço de cortesia incluído num passeio anterior. Ainda assim havíamos chegado em razoável estado físico e mental na aprazível cidade de Aguas Calientes. (Aprazível? Cidade? Aquilo não passa de um camelódromo que, para ser promovido a um reles povoado, ainda vai ter que melhorar muito.)

Caso eu tivesse seguido minhas naturais desconfianças, teria me informado melhor sobre a “cidade”, o tempo de permanência e as condições do tão iluminado passeio. Ansiedade pelas férias, falta de paciência para ficar escutando infindáveis dicas sem a menor importância e excesso de confiança na agência de turismo são desculpas improcedentes. Quem sonha em abraçar a carreira de turista profissional, não pode se dar a essas fraquezas.

Resultado: lá estava eu, às seis horas da madrugada, instalado num trem tal e qual o da Estrada de Ferro Vitória a Minas com a diferença de ser falado em castelhano. Sem legendas.

O “Vitória a Minas” segue desvendando paisagens até então, por mim, só vislumbradas nos livros de história e geografia - capítulo América do Sul. O que não deixa de ser uma sensação interessante. Minha adorável companheira está se preparando para entrar em transe profundo. Esperta escapatória para o mau cheiro reinante e também uma prévia do que os próximos dias me reservavam.
-Te contei que a Cristininha teve uma revelação em Machu Picchu?
-Três vezes. Quatro com essa.
-Pois é. Não vejo a hora de incorporar essas energias.
-Pe-la-môr-dê-Deus, numa hora dessas, incorporações energéticas são admitidas somente para fins de contenção intestinal.
-Ai, de manhã você é intragável.
-Não sou não. Intragável é esse chá.
-Nós vamos fazer uma energização lá em cima, né? A Cristininha falou que o lugar é mágico.
-Ô, vida! Será que dá pra fumar na janela?
-Não fuma não... Olha o aviso.
-Que aviso?
-Ali, ó. No cartaz.
-Aquilo é anúncio de vacina pra febre amarela!
-Tá. Mas não pode fumar aqui dentro. Quer apostar?
-Não. Saco.

No vagão, as pessoas parecem compartilhar do mesmo objetivo. Todo mundo sabe que o chá peruano vendido em supermercados não dá barato, mas os outros brasileiros ali presentes (Maioria de paulistas - como viajam os paulistas! Parece japonês...) ingerem e mascam quantidades industriais do produto local e ostentam aquele mal disfarçado ar de expectativa juvenil: “Olha como sou mais zen do que você!”.
A paisagem assume as características de todas as paisagens vistas pela janela de um trem: plantações, casas, animais, seres humanos, tudo parece parado no tempo. Incluindo o trem, parado há já uns vinte minutos. Procuro por informação e escuto algo próximo do seguinte: -“Por supuesto que no tenemos una situación de descarrillo y en poco tiempo lograremos empezar el camino una vez que nuestros servicios son tan cojonudos pero mira en lo vulgo no existe convicción el gobierno es una vergüenza y obstnfgsss...”
Pelo menos me é permitido descer e fumar um abençoado cigarrinho em paz.

Da estação até o ônibus que nos transportará aos píncaros do esoterismo sul-americano é forçoso atravessar um corredor com, por baixo, umas trinta e oito barraquinhas vendendo bijuterias, flautinhas, penduricalhos, ponchos, etc. Com olhos de águia, minha arguta companheira examina todas as ofertas. Literalmente, todas. Acha tudo muito comum, não compra nada e somos brindados com os piores lugares no ônibus.
Depois de mais alguns quilômetros subindo em ziguezague e de pagas todas as taxas, começa a, para mim torturante, para ela maravilhosa, escalada rumo ao topo das energias concentradas. O guia até que é simpático, mas passados quinze minutos numa trilha projetada para lhamas... Do Sucesso!, (perdão, foi irresistível) tivera eu fôlego e alegremente extirparia sua jugular cantarolando El Condor Pasa. (Bará-rararará-rarararááá... Ba-rarááá... Ba-rara-rarááá...)

Elevando mais ainda o meu desespero, minha translúcida companheira propõe que abandonemos o grupo e rumemos para o alto da montanha onde se desenha uma cabaninha de pedra já bem gasta de tanto ser sensibilizada e fotografada.
-Ah, anda, lá é que é o lugar, anda, respira, vamos, Uh! Uh! Puxa, você está sentindo a vibração?
-Estou. Na verdade sinto uma vibração ancestral. Todo o meu ser, nesse exato instante, está vibrando e me empurrando em direção a uma cerveja gelada.
-Aaah, nããão! Você não vai estragar esse passeio maravilhoso!
-Tá bom, tá bom. Claro que não. Imagina.
Muitos minutos depois, suando, estirado numa grama rala e fria, tossindo e amaldiçoando não só Manko Kapaq como todos os seus descendentes, consigo recuperar o mínimo de oxigênio exigido para me manter vivo.
-Esse lugar é mesmo especial. A espiritualid...
-Péralá! (Minha paciência, ainda que consideravelmente maior do que meu fôlego, se esgota.) Qual espiritualidade? O último espírito que se aventurou por aqui desistiu depois de contemplar esses milhares de turistas o dia inteiro abelhudando tudo, fazendo xixi atrás das pedras e entrando em alfa pra tentar fazer contato. Não dá. Congestiona o astral. Por mais bem disposto e iluminado que seja, não há espírito que agüente!
-Cara, você não tem jeito mesmo.
No trem de volta, uma cutucada carinhosa:
-Cê tá acordado?
-Hein?
-Você estava sorrindo. Tava sonhando com quê?
-Nada, não sei.
Mentira. Eu estava sonhando com o nível do mar e o cassino do Sheraton de Lima.

BABAQUICE ANUNCIADA

Pombo constrói ninho em canhão
da Segunda Guerra Mundial
Ave escolheu como nova casa canhão de artilharia anti-aérea.


A partir dessa notícia de tão fundamental importância, tô só esperando aparecer um powerpoint com um primor de pieguice.
Bom pra por na sexta-feira...

DÁ VONTADE DE CHUTAR A TELEVISÃO

Alguma alma caridosa pode explicar por que TODOS, absolutamente TODOS os comerciais de creme dental e/ou de escovas de dente são tão completamente idiotas?
E isso, como prova a reprodução ao lado, vem dos primórdios da propaganda!
Hoje temos uma profusão de "O meu dentista disse...", "O quê? Doze problemas bucais??", além de imagens de famílias imbecilizadas e sorridentes onde o "Papai sempre se preocupa com o sorriso", a "Mamãe cuida da saúde das crianças" e os pimpolhinhos retardados pulam como coelhos em chapa quente. E, é claro, todos ostentam a mesma (in)expressão facial do Felipe Massa.

domingo, 19 de julho de 2009

DANDO TUDO DE SI...

Intervalo de Cruzeiro X Corinthians, a dinâmica “repórtera” de campo corre para perguntar ao jogador que vai saindo:
-Ô Jonathas, você sabe por que o seu gol foi anulado?
-Num sei não. E você, sabe?
-Hmmm... Também não. Eu não 'tava vendo o lance...
Corte rápido.
(Valeu, Muxyba.)

sábado, 18 de julho de 2009

OLHA A DELORES AÍ, GENTE! (TE CUIDA, PROTÓGENES)

Ex-agente britânico causa espanto ao se vestir como mulher
O ex-agente secreto britânico David Shayler, de 43 anos, provocou espanto no Reino Unido ao viver vestido como mulher. Shayler, que quer ser chamado de "Delores Kane", trabalhava na agência de contra-inteligência MI5.
Amigos e familiares acreditam que ele sofreu um esgotamento mental. Eles teriam notado que algo não estava bem com David Shayler depois que ele disse que era 'O Messias'. "Em meu coração, eu sei que sou Cristo e estou aqui para salvar a humanidade", teria dito
Shayler, que também declarou que o mundo vai acabar em 2012.
(Esses "amigos e familiares" que "teriam notado" são bem retardados, né não?)
Nessas áreas, esse negócio de trabalhar demais pode ser complicado. Já pensou se o Protógenes endoida e resolve sair por aí de Odete?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

NUM ‘DIANTA, PÊIFI. NUM PAGO PENFÃO NEM INDENIVAFÃO.

Juiz declara penhora de bens de Romário por dívida com Zagallo
O ex-jogador foi condenado a indenizar Zagallo e Zico após ter colocado charges dos dois nas portas dos banheiros do Café do Gol, restaurante já extinto na Barra da Tijuca.

HAJA...

Preparem-se, amigos. Segunda-feira, dia 20, é o Dia do Amigo. O que significa uma enxurrada de e-mails melosos e idiotas sobre essa data boba. Mais vale ler o excelente artigo do Max Gehringer sobre amigos e amigos profissionais. Segue um trecho:
“Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional. Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita. Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro. Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores.
... Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de amadores.”

COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

(Valeu, Hugo.)

Uma Babaquice às Sextas

(Recomenda-se a leitura com fundo de musiquinha de flauta e espírito elevado...)
COISAS QUE APRENDI SOBRE A VIDA COMENDO CHOCOLATE
Se há uma pedra no meio do caminho, um bombom ajuda a superar.
Encontros secretos são como chocolate, saborosos e marcantes.
Dinheiro não pode comprar amor, mas pode comprar muito chocolate.
Sogras são como calda de chocolate, um pouquinho já é o suficiente.
Flores e champanhe podem enfeitar o palco, mas é o chocolate quem dá o show.
Algumas trufas valem mais que 1 kg de qualquer coisa.
Sobre chocolate: um é pouco, dois é bom, três é ótimo, quatro é maravilhoso, cinco é...
Você nunca realmente conhece uma pessoa até que divida uma caixa de bombons com ela.
O verdadeiro amor permanecerá depois que os bombons acabarem, mas não se descuide e previna-se com outra caixa.
Os problemas do mundo parecem menores quando se come um chocolate.
E lembre-se: se a vida é uma caixa de bombons, saboreie intensamente um a um.
REPASSANDO COM CARINHO

(Putz! Nunca falta o danado do "repassando com carinho"!)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

DEATHLIST

Para os ingleses a morte pode render um trocado sem precisar sair por aí com metralhadora nas mãos. O site www.deathlist.net faz um ranking das 50 celebridades mais apostadas no empacotamento para 2009. Entre vários, alguns eu achava que já tinham se mandado, como Claude Levi-Strauss (101), Dino de Laurentiis (91) e Mickey Rooney (89), estão por aí ainda.
No topo aparece o Ronald Biggs, lembra? O do assalto ao trem que viveu muito tempo no Rio. Pois é, o cidadão tá lá, firme. Em 3º. e 4º. lugares, Brasil-sil-sil: Oscar Niemeyer(102) e João Havelange(93).
Com o fino humor inglês, Elizabeth Taylor aparece tendo como profissão “esposa”, Betty Ford, “proprietária de clínica” e o Biggs como "embaixador".
O site está buscando quebrar seu recorde de 2008 quando acertou 14 empacotamentos.
É grande a expectativa para esse resto de ano.

PEDRO SIMON, CRISTOVAM BUARQUE, CADÊ VOCÊS?

Em minha opinião, no meio de outros 79 inacreditáveis e estapafúrdios "representantes" do povo, vocês seriam, talvez, os últimos baluartes de um mínimo de moralidade nessa, cada dia mais imoral e amoral, casa da mãe Joana.
E... Cadê vocês??? Cadê atitude??? Cadê presença??? Cadê justificar os votos dos seus já convenientemente esquecidos eleitores???
Então, acho que a grande campanha para 2010 - quando estaremos ungindo deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente - seja mesmo a “Não Reeleja Ninguém”. No mínimo poderemos tentar substituir essa corja por outra que nos engane melhor. Porque pra mim não resta dúvida: ao não reelejer nenhum podre parlamentar atual, estaremos trocando as moscas e torcendo para que a merda feda menos. ("feda" é esquisito, né não?)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ELOGIO É BOM E TODO MUNDO GOSTA!

Um rápido recado aos milhares e milhares de leitores deste blog:
cliquem aí no link Observador e sintam-se tão inchados como eu!
Depois, é claro que vocês vão viciar nele também.
(Normal e admissível.)

PORTUGUÊS MASTURBA-SE EM PARQUE INFANTIL ESPANHOL

Deu no C’rreio d’ Manhã:
(r´comenda-se a leitura com s’taque p’rtuguêsh)
Um pedófilo português foi detido anteontem à noite junto a um parque infantil de Sevilha, em Espanha, quando observava várias crianças a brincarem e se masturbava. Segundo fontes da polícia espanhola, António F.A.P, de 28 anos, já estava sentado há vários minutos num banco do jardim, com as calças para baixo e a acariciar-se nos órgãos genitais, no momento em que foi detido por um agente da Guardia Civil que se encontrava de folga.
Segundo as autoridades espanholas, o suspeito já cumpriu pena de prisão efectiva em Portugal por crimes de abuso sexual de menores e foi apanhado recentemente, em Espanha, por duas situações semelhantes à de anteontem. No entanto, nas ocasiões anteriores, depois de ouvido por um juiz, acabou por sair em liberdade. Mas a prática de exibicionismo nunca parou.
Comentários:
15 Julho 2009 - 10h38 helena r. Um vicioso que não faz nada na vida a roçar-se em bancos de jardim e a aliciar crianças, castrá-lo é a solução.
15 Julho 2009 - 10h13 henry Pronto tinha que vir o tuga a envergonhar! Eu moro em espanha e aqui ha imensos tugas que so dao vergonha!!
15 Julho 2009 - 09h45 Luis Castro A Pena a aplicar a uma pessoa deste tipo é prisão perpetua, mas numa cela bastante desconfortavel, cheia de espinhos.
15 Julho 2009 - 09h39 Maria de beja P/calar a boca de mta "boa gente".Há tb portuguêses k n/prestam, como em todas as raças e k vão la p/fora fazer porcaria

IN$TINTO MATERNO

Janet quer a guarda dos filhos de Michael Jackson
Janet tem instinto materno.
As crianças se dirigem a ela em busca de conforto.


Muuito conforto...!

O PÊIFI NÃO PAGOU A PENFÃO E FÍFU

Romário passa a noite em delegacia
com mais dois que não pagaram pensão

terça-feira, 14 de julho de 2009

LAURINDA

Se dá certo com a "Rêdi Grobo", com a IURD e com a Íris Abravanel, vâmu nóis tamém!
NOVELINHA EM CINCO CAPÍTULOS.
Quem suportar até o final está apto a assistir até as mexicanas.

São Cristóvão, Olaria, Bonsucesso.
Parece até campeonato carioca da segunda divisão mas é o trecho que estou seguindo pela avenida Brasil afora, um sol de rachar, ar condicionado estragado, vento quente entrando pela janela da Van, gente espremida nos bancos, conversas disparatadas, motorista irritado, enfim, tudo o que pode ser chato, desagradável e desconfortável está sendo.
Me pergunto: “O-quê-queu-tô-fa-zen-do-nes-se-dis-co?”


O fato é que tudo começou com a melhor das intenções (e delas o inferno está cheio): ajudar uma deliciosa senhorinha necessitada. Claro que elas, as intenções, envolviam, além da satisfação que as boas ações produzem, a expectativa de envolvimentos outros, em travesseiros, lençóis, banheiras de hidromassagem e toda a parafernália dos motéis que gritam prazeres incontidos ao longo desse longo caminho.

Parada de Lucas, Irajá, Coelho Neto.
Alguns passageiros descem mas entram outros iguais ou piores.
-Aí, xará! Vai uma laranjada?
-Não, obrigado.
-É só dôrreal.
-Tô a fim não.
-Falô, qué ficá cum sede é pobrema seu.
E o afável cidadão se vira, amuado, para a mocinha com cara de atendente de supermercado que está quietinha no seu canto. -E aí, gatchinha, indo praonde?
A gatchinha resmunga qualquer coisa, vira a cara e o afável desiste, provando que Deus existe.
Volto a remoer minhas dores.
A deliciosa senhorinha, codinome Laurinda, estava num bar do centro, local de happy-hour yuppie onde, após alguns minutos já estávamos trocando confidências e coincidências de pensamentos.
-Pô, sabe que rola uma energia legal entre nós?
-Também estou achando. Deve ser um lance cármico.
Essa eu tinha escutado há pouco tempo e encaixou certinho.
Resumindo, ela morava com a mãe em Laranjeiras e trabalhava em Itaguaí. Como uma nuvem, flutuou pela minha cabeça a suave suspeita de se tratar de uma consumada masoquista, pois Itaguaí fica mais longe do que a Indochina. Entretanto, mais suaves do que as suspeitas, suas mãos acariciavam mansamente o meu braço. Mais um pouco de energia positiva>beijinho, ascendentes>mordidinhas-na-orelha, lua em Urano>dançando-coladinho, poder dos cristais>beijo-de-língua e eu já estava definitivamente arpoado.

Fazenda Botafogo, Guadalupe, Deodoro.
Três horas da tarde, horário de verão, asfalto derretendo, tudo parado. Blitz.
Armados para a mãe de todas as guerras, os bravos mantenedores da lei e da ordem provocam, no Rio, um engarrafamento digno de São Paulo debaixo de chuva.
-Sabe, amanhã é um dia importante pra mim, preciso dormir cedo.
-Quêisso, com você, todos os dias são importantes. (Eu estava bem no jogo...)
-Bobinho! É que amanhã eu tenho que entregar um plano de ação na Secretaria de Obras e preciso revisar tudo. Sabe, tem que ficar tudo bem feito.
-Eu reviso com você.
-Jura? (Jurei e dancei.)
-Então faz assim: vamos passar lá em casa, te dou os papéis e nos encontramos em Itaguaí amanhã à tarde. Tenho que entregar às 4 horas. Depois estou livre...
A idéia de revisarmos juntos foi docemente ignorada (-Vamos tomar a saideira?) e, navegando nas nuvens diáfanas das promessas implícitas, lá fui eu pra Laranjeiras e depois pra casa com um calhamaço de papéis debaixo do braço.

Realengo, Bangu, Vila Kennedy.
OS MORADORES DA VILA KENNEDY AGRADECEM AOS POLÍTICOS POR 35 ANOS DE ENCHENTES SEM NENHUMA PROVIDÊNCIA TOMADA.
Este cartaz, na beira da Avenida Brasil é mais contundente do que qualquer reportagem investigativa das nossas vigorosas revistas semanais. Mas, divago.
Era muita coisa. Atravessei a noite cortando, reescrevendo, tentando entender aquele palavrório que não iria servir para coisa nenhuma a não ser, é claro, como meu passaporte para as delícias que se desenhavam no horizonte. Durante a madrugada, pensamentos impuros me assaltavam: - Mulher nenhuma vale isso, vou dormir e que se dane. - Que sinônimo posso usar para “outrossim”? - Mas ela é muito boa... - Por que eu não fui pra outro bar? - “Tarifas redimensionadas”! É muito cinismo - Mas como é cheirosa...

Santíssimo, Campinho, Itaguaí.
Dezprasquatro, putz, não posso me atrasar.
-Por favor, onde fica a Secretaria de Obras?
-Primeira à esquerda e mais dois quarteirões.
-Falô, ‘brigado.
Que calor! E agora? Cadê a Laura? (bem melhor que Laurinda e ela não reclamou)
Pô, quatroemeia! Eu sabia que esse negócio não ia acabar bem. Meu carro pifando logo de manhã, agora aqui todo suado, com sono e por que ela não atende a porra do celular? Quinzeprascinco. Vou matar essa infeliz. Não. Vou é jogar essa papelada no lixo e sumir.
Brancos e macios, os braços surgem por trás e me envolvem.
A voz quente sussurra no meu ouvido.
-Que bom que você está aqui!
-Pôxa, o que aconteceu? E a sua reunião? Toma o relatório, será que ainda dá tempo?
-Sabe, eu me enganei, a reunião é depois de amanhã.
-Mas por que não me avisou? Passei a noite toda por conta dessa maldita revisão!
-A bateria do celular acabou. Puxa, você foi tão legal, cadê seu carro?
-Hmghrglglhmm...
-Ótimo, então vamos no meu.
A fumaça do cigarro se espalha no espelho acima.
Sei não... Acho que essa mulher é maluca. Errar por dois dias uma reunião... Confiar assim num cara que ela acabou de conhecer... Tá certo, ela falou que temos uma combinação muito positiva de energia... Aliás, energia é o que ela tem de sobra...
E vai ser cheirosa assim lá em Itaguaí!

ESTRESSE

(O texto é velho mas, infelizmente, ainda está valendo...)
Diga lá, leitor arguto e observador da vida: quantas pessoas ao seu redor andam estressadas? Perdeu a conta? A culpa, claro, é do governo ou é da crise ou é da mulher que está enchendo o saco ou é do chefe que vive aporrinhando, o fato é que todo mundo anda estressado, concorda? Pois eu, chato profissional, não concordo. Na minha opinião essa história de estresse (já até abrasileiramos a palavra) é a grande desculpa do momento.
“Pôxa, você marcou comigo e não apareceu!” “Ah, estressei...”
Se fosse coisa só de homem, poderíamos até reivindicar o estresse como a nossa TPM. Mas não, elas também estão estressando cada vez mais. “Minina, cê viu a roupa que a Cotinha tava usando ontem?” “Pois é, mas ela tá estressada, né?” E lá vai a Cotinha, trinta e tantos anos, de calça apertada, meio palmo abaixo do umbigo, o ventre ao vento, ridícula mas, sabe como é, né? Estresse.
Chutou o balde sem razão? Engrossou com o amigo por um nada? “Pô cara, tô estressado!” E se o cara chiar você chia mais ainda. “De que planeta você veio? Eu TÔ ESTRESSADO!!!” E ponto final. Segue o baile.
Ninguém precisa mais se preocupar com aquelas coisinhas bobas de antigamente como gentileza, boa educação, pontualidade, retornar ligação, etc. Dane-se tudo.
Estar estressado substitui com enormes vantagens o ultrapassado “foi mal”. O “foi mal” incorporava, ainda que de longe, um suave pedido de desculpas. O estresse é muito melhor. Não só não desculpa nada como ainda joga para o ofendido uma carga insuportável de cumplicidade pela sua má educação. Se eu tô estressado posso tudo, os outros é que devem entender e, de preferência, engolir com um sorriso amarelo e benevolente o sapão da minha grosseria. Não é espetacular?
Melhor ainda é observar algumas rodas de amigos no boteco onde os mais competitivos resolvem comparar seus níveis de estresse. “Pô, tô estressado.” (Engraçado como a frase não muda) “Quêisso, estressado tô eu.” Pronto. Prepare-se para um longo e desagradável confronto onde as duas antas ficarão empurrando entre si e goela abaixo da platéia, suas respectivas idiossincrasias e frustrações variadas. Tudo isso para, ao final do duelo de babaquices, sempre aparecer a indefectível: “Se não fosse esse choppinho com os amigos, não sei não...” Deixando no ar a, infelizmente, remotíssima possibilidade de internação hospitalar – o que nos daria merecidas férias dessas conversas bestas.
(Em tempo: se quiserem substituir o "estressado" por "ocupado", dá na mesma!)

HAY QUE FATURAR. SIEMPRE.

Deu no El Comercio – Lima, Peru.
Hijos de Michael Jackson formarían grupo musical "The Jackson Three"
El responsable del proyecto es su abuelo y padre del Rey del pop, quien buscaría repetir el éxito que tuvieron “The Jackson Five” en la década de 1970
Prince Michael I, de 12 años; Paris, de 11 años; y Prince Michael II, son los nombres de los
famosos hijos del cantante cuyos rostros recién salieron a la luz tras la penosa muerte de su padre.
Según informan diversos medios internacionales, Joe Jackson confía en que los niños han heredado el talento de su padre, aunque actualmente hay dudas respecto a si son realmente hijos biológicos de Michael Jackson.

Shaquille O’Neal visitó el templo cuna del kung fu
El basquetbolista norteamericano se paseó por el templo de Shaolin e conoció a Shi Yongxin, abad del monasterio.
Desde que Shi fue nombrado abad, la institución ha llevado a cabo toda clase de actividades de promoción y publicidad, incluyendo espectáculos de sus monjes por todo el mundo, producción de películas, franquicias en otras provincias chinas e incluso comercio por Internet.
El estilo de Shi ha sido criticado por algunos seguidores del budismo zen -otro de los grandes inventos del monasterio Shaolin-, quienes acusan al abad de llevar el centro religioso como si fuera un negocio.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

DÁ PRA CHEGAR MAIS CEDO?

Claudia Matarazzo *
É incrível a quantidade de gente que se atrasa para toda a sorte de compromissos achando que, com este tipo de comportamento está se valorizando. São incapazes de se organizar para chegar no horário não importa aonde: a uma reunião de negócios, a um almoço com os amigos, uma festa, ou para pegar os filhos na escola. E as desculpas são sempre as mais esfarrapadas do mundo.
Pessoalmente, não tenho a menor paciência com quem se atrasa. Em minha casa, não espero mais do que meia hora para servir o jantar, não importa quem ainda estiver chegando. Parto do princípio de que horários e relógios existem para ser respeitados e usados. E uma margem de quinze ou vinte minutos para imprevistos sem avisar, já é mais do que suficiente.
Há pessoas que chegam atrasadas sorrindo, assumindo com um certo bom humor seus supostos contratempos. Francamente não sei o que é pior: se estas ou as de outro time -que, esbaforidas, tentam explicar com estórias e pretextos esdrúxulos seu atraso.
Estas últimas vivem descabeladas, correndo atrás do tempo que perdem e não conseguem controlar. E quanto mais tentam culpar algo pela inconveniência de se terem feito esperar, mais se atrapalham e menos convincentes se tornam.
Por isso, sempre que achar que, afinal, as pessoas entendem quanto você é ocupado, quanto esta vida moderna é estressante e quanto o mundo inteiro está uma loucura, não se iluda: elas não entendem não. Pois são tão ocupadas quanto você e vivem no mesmo mundo maluco que o seu. E nem por isso lhe deixam esperando.
* jornalista, autora dos livros “Etiqueta sem frescura” e “Gafe não é pecado”

HOJE É DIA DE ROCK

Parece que 1985 foi o ano da criação de datas óbvias: Dia da Pizza, Dia do Rock e deve haver mais. De qualquer maneira, hoje é o Dia Mundial do Rock criado para lembrar a realização do Band Aid - festival que reuniu os maiores nomes da música para chamar a atenção para a pobreza na África (e que deve ter sido um sucesso inesquecível para a Johnson & Johnson).
Fica o registro. E a trepidante enquete.

domingo, 12 de julho de 2009

TÁ COMEÇANDO A PERDER A GRAÇA...

Deu n'O Globo:
Produtos à base de substâncias lícitas que simulam os efeitos de drogas ganham força
A legalização das drogas sempre desperta debates acalorados, mas existem usuários que consideram o assunto praticamente encerrado. Eles já compram e usam substâncias entorpecentes sem infringir a lei. São os consumidores das chamadas legal highs, uma nova geração de drogas fabricadas em laboratório a partir de substâncias sintéticas que reproduzem os efeitos de maconha, cocaína, ecstasy, LSD. Mas que não contêm nenhum componente proibido pela legislação.

No caso da maconha, por exemplo, o princípio ativo presente nas folhas da cannabis sativa, conhecido como THC, sai de cena para ser substituído por um composto sintético, que posteriormente é misturado a outras ervas. Esse mix resulta em produtos como o Spice, a mais popular entre as versões genéricas da maconha comercializadas em diversas lojas, principalmente na Europa (no Brasil, já existem três sites vendendo).

sábado, 11 de julho de 2009

TREMELICO NO BOCEJO

Relacionamentos profundos pós-Betty Friedan (lembra dela?)
- Ô Regininha, você largou do Alfredo? Mas, por que?
- Sabe, é chato explicar, mas, sabe... Ele é um amor, uma gracinha... Mas, sabe assim, toda vez depois que a gente transava, sabe assim, a gente sabe que todo homem é assim, né? Ele ficava com sono. Até aí, normal. Mas é que aí ele começava a bocejar e aí, quando ele bocejava, sabe assim, ele dava um tremelico no corpo todo...
Isso me dava uma gastura!!! Num ‘guentei.
- Sei, sei...

TOME CUIDADO COM OS DESEJOS

Um homem entra num restaurante com uma avestruz atrás dele.
A garçonete pergunta o que querem.
O homem pede: "Um hambúrguer, batatas fritas e uma coca".

Vira-se para a avestruz e pergunta: "E você, o que vai querer?"
"Eu quero o mesmo", responde a avestruz.
Um tempo depois a garçonete traz o pedido e a conta: R$32,50.

O homem tira do bolso o valor exato para pagar a conta.
No dia seguinte o homem e a avestruz retornam e o homem diz: "Um hambúrguer, batatas fritas e uma coca". Vira-se para a avestruz: "E você, o que vai querer?"
"Eu quero o mesmo", responde a avestruz.
Vem a conta e de novo o homem tira do bolso o valor exato.
Isto se torna uma rotina até que um dia a garçonete pergunta: "Vão querer o mesmo?"
"Não, hoje eu quero um filé à francesa com salada", diz o homem.
"Eu também", diz a avestruz.
Após trazer o pedido, a garçonete trás a conta: "São R$87,60".

O homem põe a mão no bolso e tira o valor exato para pagar a conta.
A garçonete não aguenta e pergunta:
"Desculpe-me, senhor, mas como faz para ter sempre o valor exato a ser pago?"
E o homem responde: "Há alguns anos eu achei uma lâmpada velha e quando a esfregava para limpar, apareceu um gênio que me ofereceu 2 desejos. Meu 1º desejo foi que eu tivesse sempre no bolso o dinheiro que precisasse para pagar o que eu quisesse.
"Que idéia brilhante!" falou a garçonete. "A maioria das pessoas desejaria ter um grande valor em mãos ou algo assim, mas o senhor vai ser tão rico quanto quiser, enquanto viver!"
"É verdade, tanto faz se eu for pagar um litro de leite ou um Mercedes-Benz, tenho sempre o valor necessário no bolso", disse o homem.
E a garçonete perguntou : "E o senhor pode me explicar a avestruz?"
O homem faz uma pausa, suspira e responde :
"O meu 2º desejo foi ter como companhia alguém com uma bunda grande, pernas compridas e que sempre concordasse comigo em tudo..."

sexta-feira, 10 de julho de 2009

DO QUE ME É DADO A VER E OUVIR...

Não conheço ninguém da Talent – agência que atende a Ipiranga. Alguns amigos paulistas me garantem que o pessoal de lá é bem “marrento”. Não importa. Importa que as campanhas dos postos Ipiranga são antológicas. Desde a “Maria Gasolina”, passando pelo “Tô fritando as batatinha...” até essa atual do quarteto de músicos mexicanos, todas são uma aula de propaganda. Principalmente porque, além das ótimas idéias, você sempre sabe quem é o anunciante.
Outro bom exemplo que está no ar é o “Craro Crube” (perdão mas é irresistível escutar assim). As sacadas são muito boas. Os dois VT´s que vi até agora - dos mafiosos ("Dadinho é o carpaccio! Meu nome é Zé Pequeno!") e da mistura de musicais com suspense prometem uma boa sequência. Não sei qual a agência.
Finalizando, por enquanto, (como gostava de dizer o Santana - onde anda você, Santana?) a imbatível e já antiga campanha de out-door do Hortifruti – dizem que de uma agência de Vitória e veiculada no Rio. Um deles, abaixo.

DIA DA PIZZA

Em 1985, os paulistanos (lógico) inventaram o Dia da Pizza.
A data escolhida pelo então secretário de Turismo da cidade, Caio Pompeu de Toledo, foi 10 de julho, dia em que ocorria o encerramento do primeiro concurso da melhor receita de pizza paulistana. De lá para cá, a pizza conquistou o país inteiro e deixou de ser uma exclusividade paulistana.
Bobagem! Todo mundo sabe que, desde a década de 60, todo dia é dia de pizza em Brasília. E vai continuar sendo...

QUEM SAI AOS SEUS NÃO DEGENERA!

Não sei o que é melhor nessa foto: se o Obama entortando ou a cara divertida do Sarkozy (que tem coisa muuito melhor em casa...).
(Valeu, MG.)

Uma Babaquice às Sextas

Não tinha como escapar...
LIBERTOU-SE O MENINO
Livre. Finalmente o pequeno menino negro aprisionado no corpo do astro pop deformado e ensandecido pode voar para a sua Neverlândia imaginária, agora real.
O pequeno prodígio havia sido aprisionado naquele corpo por causa do seu talento.
O ícone da pós-modernidade, rei do pop, o insuperável, inimitável e inatingível astro sufocou na angústia do seu pequeno ser, ainda tão inocente, tão bonito, tão angelical quanto antes.
Michael foi vitimado pela sua própria perfeição e morreu de fadiga, na insana tentativa de superar o insuperável, ou seja: ele mesmo. O pequeno príncipe havia sido engolido pelo próprio astro em que vivia.
O que o mundo vela em Los Angeles é a fétida carcaça zumbi do rei do pop; do ídolo amalgamado pelas deformidades insanas da humanidade consumista.
O menino não está mais lá.
Jaz um corpo disforme, alvejado e plastificado pelo insaciável monstro capitalista, ele mesmo um zumbi que se nega a morrer.
O menino Michael se foi, para fazer a alegria dos celestes corais de anjos infantes. Agora, além de cantar glória a Deus, eles dançam sobre as nuvens nos passos do moonwalker.
Elvis não morreu. Michael também não morrerá. O astro-monstro sabe disso.
Vai em paz, Michael!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

BEIJO NO CORAÇÃO

É incrível: ainda tem gente que manda beijo no coração!
Por um desses infortúnios da vida, fui pilhado num elevador com uma "djóvem" senhorita falando ao celular. Afetada, com risinhos histéricos, insuportável. E, ao se despedir da também certamente retardada amiga, mandou o maldito beijo.
Coisa mais brega e (levando ao pé da letra) nojenta, não conheço.
E o pior: as abomináveis criaturas que usam essa abominável expressão sempre fazem questão de ostentar uma ridícula meiguice no olhar.
Bleaaarrrggghhh!!!

QUEM SABE SE TROCANDO AS MOSCAS...

(Valeu, Leni.)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

TADINHO...

Ex-deputado diz que "quer entender qual sua missão no mundo"
CURITIBA - O ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho, que há dois meses se envolveu em um acidente causando a morte dos jovens Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, em Curitiba, afirma que tem usado o tempo de recuperação dos traumas do acidente para refletir sobre qual deve ser a sua missão no mundo e por quais motivos Deus permitiu que ele continuasse vivo. O acidente aconteceu na madrugada do dia 7 de maio. O ex-deputado dirigia embriagado, segundo laudo do IML e com a habilitação suspensa desde julho do ano passado, porque acumulava 130 pontos na carteira. Pressionado devido à repercussão do caso, Carli foi o primeiro parlamentar da história da Assembleia Legislativa a renunciar ao mandato, no dia 29 de maio.
Alguém pode (ou quer) explicar a "missão" para esse estafermo atormentado?

terça-feira, 7 de julho de 2009

TUDO

Saúde é tudo, amor é tudo, dinheiro é tudo, viajar é tudo, carreira é tudo, sexo é tudo, música é tudo, cinema é tudo, cerveja é tudo.
Em resumo, como dizia Tim Maia, tudo é tudo e nada é nada.
O que resume também o paradoxo dessa história: se por um lado, tudo pode ser o que te falta, por outro, tudo pode ser o que você tem.
Aí então, tudo vai depender do equilíbrio entre o que te faz feliz e o que te falta.
Tudo...
Que palavrinha mais esquisita essa, né não?

E SE VOCÊ ACHA QUE JÁ VIU DE TUDO...


As fotos estão ruins mas servem como prova que eles existem:
Chanceler e Diplomata, Divisor e Consciente (inacreditável),
Bátima e Robson, Poliglota e Porta Voz.
(Valeu, Décio.)

FRASES

"Para mim, a ópera não passa de um bando de chefs italianos gritando receitas de risotos uns para os outros." [Aristóteles Onassis]
"Não sou contra a polícia; só tenho medo dela." [Alfred Hitchcock]
"Lá na clínica tem um cara que diz que é Napoleão e outro que pensa que é San Martin. Quando digo que sou o Maradona, eles não acreditam." [Maradona]
“Opinião é que nem bunda. É por isso que não dou a minha.” – [Hélio de La Peña]

segunda-feira, 6 de julho de 2009

COLUNA DO COELHINHO PIMPÃO

Muito mais importante do que a apresentação do Cristiano Ronaldo no Real Madrid é a estréia do nosso colaborador Zoroastro Zenão Zabumba cujo, corre um boato, estará aqui todas as segundas-feiras. Deliciem-se:

Já que você me convidou para uma coluna assinada e tudo, a primeira coisa que me ocorreu foi batizar a distinta. Dar nomes às coisas é sempre difícil, um título é um parto. Não que a modesta coluna tenha pretensão literária, obviamente, mas um nome com um belo apelo comercial sempre ajuda. Se eu não conseguir escrever nada, pelo menos fica lá o nome, impávido, a ansiar pelas furibundas linhas.
Então aventei algumas hipóteses:
A Náusea – que tal, instigante, não? Coisa sartreana, meio pernóstica, mas condizente com o clima do blog. O nome, veja bem.
Epitáfios – as últimas palavras. É pra não dar chance de resposta, sacou? Essa cor meio funérea do fundo deve ter influenciado. Marrom e bege, muda aí! Põe uma cor mais alegrinha.
Aí partindo dos Epitáfios, derivei para Ponto Final, combina bem com esse humilde signatário e é mais direto. Até porque metade dos leitores (se é que vai haver algum) não ia saber o que é epitáfio, numa comunidade que reduz cada vez mais o vocabulário. A comunicação mais antenada hoje está reduzida a 140 caracteres, veja só para aonde vamos. Em breve ninguém vai dar nem mais um pio.
Ou pra amaciar, coluna do Coelhinho Pimpão. No mínimo, um mimo. Nada de agressividade, macaco Simão que se cuide. É meio viado (aqui não vai ter politicamente correto), mas de utilidade pública: alguém pode até parar pra pensar porque o sujeito deu o nome de coelho Pimpão pra coluna dele. Você, como líder da irmandade, fique à vontade para escolher alguma dessas maravilhosas opções.
Por último, vai a foto. Essa é para me lembrar que um dia eu existi. Nessa tenra idade eu já pensava em todo tipo de bobagem, apesar da aparência débil. Aliás, ao olhar pra essa carinha, qualquer hipotético leitor só poderá ter a reação de apiedar-se, o que me livrará de qualquer problema com a justiça. Por fim, acho uma lauda muito texto. Haja muuito saco pra ler uma lauda que eu escreva. E já considero que isso serve como primeiro post.
Um abraço,

Zoroastro Zenão Zabumba.
PS.: Com a pressão terrível para escrever, tive que encher a cara a semana toda. Pega leve daqui pra frente.