domingo, 29 de novembro de 2009

QUE LULA, QUE OBAMA, ESSE É O CARA!!!


LÍDER!!!
O cidadão ANDRADE prova, mais uma vez, que sabe tudo de futebol!!!

sábado, 28 de novembro de 2009

SOZINHO


Rosivaldo tinha todos os problemas que todos temos e mais um: o nome. Talvez por isso, tenha sido sempre bem sucedido. Afinal, quem carrega um rosivaldo ou se torna vitorioso ou fracassa logo de cara. O nosso Rosivaldo era do time dos vitoriosos. Mas, como ninguém é rosivaldo impunemente, suas idiossincrasias também eram fortes. A mais recente e interessante era a mania de querer ficar sozinho. Não era simples. Rosivaldo almejava a solidão total, real, absoluta. No boteco com os amigos, num belo e alcoólico fim de tarde, inadvertidamente soltou na mesa seu atual desejo mais secreto.
-Eu queria mesmo era ficar sozinho.
-Pô, Rosivaldo, que história é essa, a companhia não tá agradando?
-Não é isso, é que eu queria ficar com-ple-ta-men-te sozinho.
-Mas cara, você mora sozinho!
-Mas nunca fico sozinho.
-Êêê, olha só o rei das desamparadas!
-Não é nada disso, estou falando de ficar realmente sozinho!
-Então vai pro Saara e não chateia! (Feito pelo Lemos, este último e infeliz comentário embutia uma bronca antiga. Na verdade, era inveja o que o Lemos nutria, pois o Rosivaldo de ruim só tinha o nome. De resto, gostava dos amigos, era bonitão, fazia sucesso com as “desamparadas” de todos os tipos, tinha dinheiro e aproveitava, com a sabedoria dos que passaram de quarenta e tal, o dinheiro que tinha.)

E ele não deixou passar: -Pô, vai dizer que vocês não têm desejos complicados? Você não, Lemos. Eu sei que seu sonho é brochar gloriosamente numa orgia com seis mulheres e um poodle histérico...
Gargalhadas, gritaria, Dá mais chooopp, Esse Rosivaldo...! O Lemos fechou a cara, mas não podendo manter a carranca com as risadas gerais, fez de bobo.

Instado a melhor se explicar, Rosivaldo bem que tentou:
-Sozinho, mas sozinho mesmo! Sem ninguém pra me escutar, me ver, nada. Só por um tempo, pra ver como é que acontece.
-Mas, sério, na sua casa você não fica sozinho?
-De jeito nenhum. Tem zoeira, telefone, tem vizinho, tem gente que me olha pela janela, não há como ficar sozinho em casa.
-Então vai pra uma montanha!
-Não funciona, você escolhe a trilha mais difícil, chega cansadão lá em cima e, é fatal, vai encontrar um monte de eco-chatos pentelhando a sua vida e a natureza em geral.
-Praia deserta?
-Não existe praia deserta, sempre tem uma galerinha que aparece ou pelada ou fumando bagulho ou os dois.
-Pô, é difícil mesmo...
-Tô falando...

Surubim, que tinha esse apelido não por possuir qualquer dom de pescador, mas por sua discreta predileção por festinhas adolescentes, sugeriu uma ilha.
-Ainda existem ilhas desertas.
-Éééé, ilha é uma boa, RosivaldÔ!
-Já tentei. Aluguei um barco e fui pro sul da Bahia. Cheguei na ilha indicada e, além de muita sujeira e um mau-cheiro do cão, em quinze minutos apareceu um pescador perguntando se “meu rei” não queria um peixinho na brasa arretado. É muito complicado...

A galera estava levando a sério as intenções solitárias do Rosivaldo e, embalados por quantidades industriais de chopp e batatinhas, o papo seguia sem pé nem cabeça como convém a uma boa conversa de botequim.
O Lemos, tentando ser sutil, sugeriu turismo interplanetário. Não era o dia dele.

Quietinho desde cedo, Tadeu compareceu: -Vai pra Brasília, pega um helicóptero e voa baixo pra dentro do planalto. Fica de olho, vai controlando. Umas duas horas depois que passar a última pedra pichada de Casas Pernambucanas, você manda parar. Desce, o helicóptero vai embora e pronto: você tá fudido, mas sozinhão!
Aplausos, bateção de copos na mesa, É-IssaÍ, êêÊÊ, Dá-lhe Tadeu! Rosivaldo riu junto, a conversa se desdobrou pelas questões fundamentais próprias das sextas-feiras e seguiu a vida.

Quinze dias depois, no mesmo boteco, todos se encontram novamente e, claro, ninguém se lembra muito assim como direi lá que bem do que rolou no último encontro.
Chega o Rosivaldo, com cara enigmática, e senta. Calado.
Em meio a bobajada de sempre, um, mais sóbrio, levanta a bola:
-E aí Rosivaldo, que cara é essa? -Já conseguiu ficar sozinho?
-É meeesmo! -Diga lá, Rôsi!
Solene, Rosivaldo declara: -Meus amigos, após profundas pesquisas - nas quais vocês foram importantíssimos - concluí que nenhum ser humano pode ficar sozinho porque estamos sempre agregados às nossas múltiplas e inerentes facetas. Aproveito também pra comunicar que estou de partida para Biahraein, no leste da Índia, onde irei buscar e desenvolver meu eu interior a partir da revelação divina de Shivanbagaswidra.
-Ssshhivan-ô-quê???
-Um guru que fiquei conhecendo num seminário alternativo lá em Santa Teresa.

Dois meses depois no boteco, -Quedê o Rosivaldo?
-Recebi um e-mail dele.
Triunfante com a exclusividade, Surubim saca do papel e lê:
“Galera, Biah-sei-lá-o-quê foi porreta. Agora estou em Paris aprofundando minha busca com uma deliciosa seguidora de Shivan-qualquer-coisa. A vida é bela. Semana que vem tô aí.
Abraços, Rosivaldo.”

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Babaquice Enófila

Vou logo avisando: não conheço e nunca tinha ouvido falar desses caras até tropeçar neles ao fazer uma pesquisa sobre vinhos. A intenção era coletar pérolas de babaquices que assolam aqueles seres que suspiram e reviram os olhinhos em vez de beber logo o bendito vinho.
Aí achei http://www.academiadovinho.com.br/ e “os meu pobrema se acabaram-se”.
Segue texto copiado de lá. E a tirinha do Aran.

O Enochato
Enochato é aquela espécie da qual todos nós conhecemos um exemplar (ou vários).
O enochato chega às festas ou ao restaurante, pega uma taça, certifica-se de que tem bastante gente olhando, faz cara de entendido, gira o copo no sentido horário e com inclinação de 26,487º em relação a Greenwich, funga dentro da taça, revira os olhos, fala um monte de coisas complicadas e depois olha para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entender de vinhos tanto quanto ele.


É justamente por causa dos enochatos que o vinho tem essa fama de coisa complicada, inacessível, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e chata.
Propomos aqui uma campanha internacional de extermínio dos enochatos e para isso não é preciso usar violência. Basta que ninguém mais preste atenção às macaquices deles frente a uma taça de vinho. Sem platéia, o enochato murcha, perde a pose e sai de fininho...



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

FICA CALMO...

Tem coisa mais chata do que ouvir isso quando você está nervoso? (É quase tão insuportável quanto a ridícula pergunta: -“Cê tá nervoso?”)
Carái, se eu estou nervoso é porque não estou conseguindo ficar calmo! E não adianta você falar (nesse tonzinho falsamente sereno) preu ficar calmo, porque eu não vou ficar!! Será que é assim tão difícil de entender???

Então, acho que é mais negócio falar pro(a) alteradinho(a) algo em torno de: “Tudo bem. Curte aí a nervosia, mas tenta fazer ela agir a seu favor. Pensa que quando está nervoso você raciocina mais rápido e que isso pode até ser bom nessa situação...”
E por aí em diante.

A idéia básica é distrair o cidadão fazendo com que ele pense numa coisa mais facilmente realizável do que o irritante e obviamente impossível estágio a ser atingido naquele momento: ficar calmo...

Obs.: Nervoso e os Calmantes é uma banda que lançou seu segundo CD na sequência do já clássico (?!?!) “Saudades das Minhas Lembranças”, lançado em 2004.
Com essa sinopse só resta uma conclusão: ou é uma bosta ou é muito bom.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CONTRADIÇÃO


Dá pra falar um monte de bobagem sobre isso.
Mas... "Tô cum saco não..."

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O HORRÍVEL VÍCIO DO...


JOGO!

(E vocês tinham certeza que era cigarro, né não? Seus pentelhos.)

Tirante as loterias de futebol (Timemania, Lotogol, Loteca, etc) sou jogador assíduo nesse nosso grande cassino estatal administrado pela CEF.

Nas palavras imortais de um filósofo amigo, “O imprevisto só acontece quando você não está esperando”.
Embalado por esse pensamento superior... Sei não, mas acho que a gerência do cassino se embananou com essa história da quina ser “diária” (2ª./Sáb???).
Um atraso ou outro provocado pelas “intempéries”, ainda vá.
Mas tá ficando chato.

Assim sendo, a quina vai ficar sem minha contribuição por um bom tempo: até que as coisas voltem ao normal ou, mais ou menos, uma semana. Se eu agüentar tanto.

COMO DIRIA A SUZANINHA...

"Ainda bem que
o mundo fica tão lá longe!"

"Filipinas - Sobe para 46 o número de vítimas de massacre."

"China executa 2 por escândalo de leite."

"Com lavouras perdidas, Sul deve ter mais chuva hoje. Trinta e seis cidades gaúchas decretaram emergência."

"Vizinhos saqueiam casa onde menino morreu."

"Celular é apreendido com foto de criança armada no Rio."

"Técnica de enfermagem aplicou morfina em bebês, conclui laudo."

"Gangue invade casa e tortura família em Betim."

CARTOONS (e Cartunistas) INESQUECÍVEIS - 3

Desde que lançou sua revista Zap Comix nas ruas de San Francisco, durante o chamado verão do amor de 1967, Robert Crumb (1943) é considerado o pai fundador dos quadrinhos underground.
Hoje, inquestionavelmente, é o grande artista do gênero no planeta. Mais do que isso: para muitos, como o crítico Robert Hughes (da revista Time), Crumb é o maior artista vivo, de qualquer gênero (!!!), no Ocidente.

domingo, 22 de novembro de 2009

... E O FLAMENGO TRUPICOU


Petkovic num mau dia - 75 minutos sem acertar um lançamento;
Adriano jogando como pivô de futebol de salão sem ter quem finalizasse.

Os bambis agradecem a incompetência rubro-negra.
Mas, não acabou não...

BAMBI TROPEÇOU...


Sacanagens à parte.
Há muito tempo não tínhamos um campeonato como esse.
O São Paulo acaba de perder para o Botafogo que sai do rebaixamento apesar da vitória do Fluminense.
O Flamengo joga daqui a pouco contra o Goiás.
E podemos dormir como líderes.
Seguura, peão!!!

sábado, 21 de novembro de 2009

"UM RITUAL DE AMOR..." RESPOSTA


Que os publicitários vivem numa "festa estranha com gente esquisita", todos sabem. Mas isso é normal. O que me espanta é o cliente! O cara que paga a conta aprova coisas inimagináveis.
E esse é um exemplo:
Pão de Forma Seven Boys -
Um Ritual de Amor na Sua Vida.
E agora? Eu, que gosto tanto de queijo quente, tô roubado... Vai ter que ser com ritual!!!

AMOR CORRIQUEIRO


Lizandra conheceu Zé Milton quando já estava cansada de guerra. Divorciada, filhos já grandes o suficiente para chatearem pouco, ela já tinha passado da fase de deslumbramento e estava quieta, vendo a vida andar. O Zé, recém saído de um ajuntamento complicado, estava em plena efervescência. Trabalhava o dia inteiro e caía na noite com entusiasmo juvenil. -“Quando a cabeça está em ordem o corpo acompanha”, explicava a todos que não entendiam a relação inversamente proporcional entre o máximo de disposição e o mínimo de horas dormidas. E tome happy-hour, festinhas, inaugurações, coquetéis, enfim, o que viesse ele encarava.

Aí pintou a Lizandra. Conheceram-se numa festa de aniversário onde ela foi só para apoiar uma amiga que estava interessada no primo do cunhado da aniversariante (coisas que as mulheres fazem dos 8 aos 80 anos). O Zé estava lá porque tinha que estar.

Apartamento pequeno, sala cheia, Dá licença, Ôpa, desculpe o mau jeito, Quer que eu pegue uma bebida pra você? Vinho? Também gosto. Cheio aqui, né? Como é mesmo seu nome? É parente? Também não. Diferente a cor do seu cabelo. Não, não, achei muito legal, sério! Méier? Não é possível, eu também, como nunca nos encontramos? É, devem ser os horários. Também tenho, mas um só. 12. Vejo nos fins de semana, aqueles programas de sempre, futebol, shopping, etc. 21? Pôxa! Foi mãe adolescente? 45? Não parece de jeito nenhum. Você é muito bonita. Eu? 47. Obrigado... a gente faz o que pode.

Daí em diante foram encontros, conversas madrugada a dentro, sexo da melhor qualidade, mesmos gostos, mesmas inseguranças, mesmas reclamações do passado, enfim, tudo o que se espera de um início de romance.
-Sabe o que mais detesto? Mentira.
-É? Eu também.
-Não vejo necessidade de mentira entre duas pessoas que se amam.
-É? Eu também.
-Vamos sempre manter a honestidade, tá?
-Claro, claro.

Passaram a se ver quase todo dia. A Liz (como ele a chamava) estava mais alegre, o Zêmi (como ela o chamava) estava mais calmo.
Entraram na fase da atenção.
-Olha, estou indo tomar uma cerveja com a turma, mas não demoro.
-Fica à vontade querido. Tô te esperando, viu?
-Zêmi, vou ao cinema com a Martinha. Me pega depois?
-Claro, claro.

E passaram para a fase seguinte: o descaso da certeza da relação.
-Pôxa, onde você estava? Porque não ligou?
-Ora, achei que não precisava, você sabe que eu faço ginástica no fim da tarde.
-Mas custava ligar...?

Lógico, chegou o ciúme.
-Zêmizinhô, você não tem mais ninguém, né?
-Deixa de bobagem, Liz.
-Lizandra Gomes (quando vinha o nome todo era porque a coisa estava feia) quem é esse Mauro que te deixou recado? Amigo? Desde quando? E que intimidade é essa?
Amuados, ficavam um tempo prá lá e pra cá até que a paixão falava mais alto e tudo voltava ao normal.

Depois veio o costume, o conhecimento.
-Zêêêêmiii... (Pelo tom de voz e o arrasto do Zêêêêmi ele já levantava e ia pegar um copo d’água porque ela estava lendo e a intensa atividade intelectual dava sede.)
-LizÁ! (Pelo acento no “a” ela já ia pro armário achar as meias que ele nunca sabia onde estavam.)
-Quiriiido... (É almoço de domingo com os pais dela, na certa.)
-Goshshtosinhaaa... (É futebol na hora da novela.)
E assim seguiam exercitando seus códigos como todo casal que se preza.

Hoje as vidas estão assentadas, o Zé Milton de vez em quando apronta uma escapada, mas fica só na cerveja com os amigos, não achando muita graça, pensando em voltar logo pra casa. Chega tarde só pra mostrar uma certa independência e provocar um ciuminho que, segundo ele, é saudável.
A Lizandra, enquanto isso, fica na internet alimentando as fantasias dos quatro namorados virtuais que a conhecem pelo apelido: PDPD24A (Popozuda-Doida-Pra-Dar-24-Anos).
E segue a vida.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

BABAQUICES COMENTADAS


Faça você também esse relaxante exercício!

Se te deténs a chocar os ovos da intranquilidade, o que deles pode sair?
(Várias opções: uma frase idiota, um pensamento imbecil, uma babaquice impressionante.)

Se Satanás pudesse amar, deixaria de ser mau.
(E se aquela suruba tivesse sido adiada estaríamos livres do autor desta pérola.)

Nunca é largo o caminho que conduz à casa de um amigo.
(Ééé... Vai alargando com o tempo... Boiola!)

Quero estar com você num momento chamado sempre.
(Escrito no bilhete do amante-psicopata-assassino-suicida.)

A alma sensível é como harpa que ressoa com um simples sopro.
(Isso! Fica aí soprando a harpa... Mentecapto!)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

“UM RITUAL DE AMOR NA SUA VIDA”

Isso é um slogan.

Aí eu te pergunto arguto leitor: Qual o produto você imagina que use essa melosidade como slogan?

(A) Um creme de beleza que abole as rugas femininas num franzir de sobrancelhas.

(B) Um vinho com retrossabor levemente aviadado, quer dizer, aveludado, de delicado frescor, persistência, harmonia e equilíbrio.

(C) Hipoglós para a bundinha do neném gúti-gúti da mamãe.

(D) Um shampoo que não muda a sua voz. Mas os seus cabelos... Quanta diferença!

(E) NRA.

A resposta correta, no sábado.
Ou a qualquer momento caso algum deformado profissional mate a charada antes.