quinta-feira, 24 de março de 2016

BOMBARDEIO MIDIÁTICO


O importante é analisar as informações de quem chega na frente.
Mas, para isso é preciso uma boa dose de isenção.
O que, nesses tempos de intolerância, anda bem complicado, né não?

segunda-feira, 21 de março de 2016

OLHO NELE!


O MP, a PF, o PGR, Lava-Jato e quantas siglas mais forem necessárias, devem ficar de olho no Obama.
Afinal, segundo notícia do G1 o cidadão foi pra Cuba carregando a tiracolo, além da mulher e filhas, uma pilha de empresários de diversos setores da economia.

Aí tem!
Tá na cara que o mulato está armando um ‘esquema criminoso’ onde ‘vantagens indevidas’ lhe serão repassadas e, claro, ao deixar o governo, será agraciado com carí$$imas palestras financiadas por eles. Além de outros mimos como jet-skis e iates para por no resort de um amigo.

Moro nele!

“... Na parte da tarde, o presidente participará de um fórum de negócios entre líderes empresariais dos EUA com representantes de companhias estatais cubanas e do incipiente setor privado da ilha, cooperativas e os chamados "cuentapropistas", ou empreendedores, segundo a EFE.

...Pela parte americana, participarão desse encontro o fundador da empresa americana de aluguel de imóveis particulares Airbnb, Brian Chesky; o diretor administrativo e assessor geral da rede hoteleira Starwood, Kenneth S. Siegel e o executivo-chefe de PayPal, Daniel Schulman; além do chef espanhol José Andrés, que possui vários restaurantes nos EUA, de acordo com a EFE.”

domingo, 20 de março de 2016

JULGAMENTOS IMEDIATOS


Já disse aqui que, no domingão, minha varanda dá de dez a zero em qualquer 'sessão da tarde' da vida.

Pois bem.
Lá estou saboreando uma deliciosa cerveja em contemplativo estado e me são apresentadas as seguintes cenas:

1. Negão com uma branquela mais velha. (Tá se dando bem, gigolando a veínha.)
2. Duas mulheres deitadas na areia quarando ao sol.
(Hmmm... Será que vai rolar alguma 'intimidade'?)
3. Dois homens deitados na areia quarando ao sol. (Eca!)
4. Uma mulher, num micro-biquíni, caminhando no calçadão. (Vagaba!)
5. Um mulato, cabelo rastafari, caminhando no calçadão. (Doidão!)

Todos esses julgamentos são instantâneos.
Frutos da minha idade conjugada com a minha criação.
Mas, graças a Deus, consigo anular tudo e, simplesmente, me dedicar a observar.
E aí, algumas contradições gritam na minha cara.

1. O negão e a veínha saem da água abraçadinhos, cheios de carinho. Chegam nas toalhas, ele pega um saco plástico e sai andando. Ela senta e fica olhando. Ele some. Mistééério!
2. As duas mulheres conversam animadamente, vão pra água conversando, saem da água conversando, secam conversando e vão embora conversando. Normal.
3. Os dois são gays. Disfarçam o quanto podem, vão pra água e não resistem a um disfarçado pero no mucho beijinho. (Eca!)
4. A mulher no micro-biquíni logo coloca uma canga e segue posando para fotos - certamente de alguma marca praiana.
5. Doidão ou não, o rastafari anda mais uns cinquenta metros e encontra a parceira com os artesanatos fajutos para vender aos turistas.

Fico feliz por conseguir combater a praga do julgamento instantâneo, tão em moda nos dias de hoje.
E você, ágil leitor, consegue?
Ou, pelo menos, tenta?
Tomara.

sábado, 19 de março de 2016

MEEEU DEUS!


Em qualquer língua, esta é, certamente, uma das expressões mais usadas e abusadas. E, convenhamos, é absurda. "Meeeu"? Ora bolas, o cara não é onipotente e onipresente? Então, como assim "meeeu"?

E você queria o que, ô pentelho?
Que a gente dissesse "Nooosso Deus!"?

Não se trata disso. Pode falar o que quiser. O que me impressiona é essa necessidade louca que a gente tem de ser exclusivo.

Pelo visto você não reza pelos que gosta, só reza pra você.
Egocêntrica a boneca!

Claro que não.
E, antes que eu me esqueça, egocêntrica é aquela senhora sua mãe. Saudade dela. É o seguinte: mesmo rezando pelos outros continuo a considerar que o cara está a meu serviço. Aí é que está o ponto.

Tem nada a ver. Você mesmo disse: ele é onipotente e onipresente. Então, tá aí pra todo mundo.

Mas será que vou ter que desenhar? É esse o ponto! Se ele tá aí pra todo mundo, a gente não devia se apossar com tanta desfaçatez.

"Desfaçatez"? Cara, tu tá velho mesmo.

Vai a merda.

Deixa de bobagem. Ninguém está se apossando de nada.
É só u'a metáfora. "U'a", viu? Também estou velho.

Reconheço que "U'a" é melhor que "desfaçatez".
Mas, continuo achando  que é uma apropriação indébita.

"Apropriação indébita"? Meeeu Deus!!! Garçon, a saidera.

SURREAL


1. que denota estranheza, transgressão da verdade sensível, da razão, ou que pertence ao domínio do sonho, da imaginação, do absurdo.

Paulo Maluf (condenado na França e livre, leve, solto por aqui) e mais 20 dos 65 deputados que vão “analisar” o impeachment, respondem a processos criminais no STF.

O que, não é nada, não é nada... Não é nada.
Considerando que o presidente da câmara é Eduardo Cunha, o que mais se podia esperar?

E seguem as indignações seletivas contra a corrupção.
Brasil-zil-zil!

Obs.: falando em "seletivas", alguém ainda se lembra dessa frase?
“De cabeça de juiz e bunda de neném, ninguém sabe o que vem.”

Certamente, não.
Caiu em desuso assim como decoro parlamentar, etc.

sexta-feira, 18 de março de 2016

INFLANDO TIM MAIA


Como hoje em dia todo mundo faz o que quer com as frases alheias, vamos a uma ligeira 'inflada' numa das mais famosas frases atribuídas ao doidão genial: "Este país não pode dar certo. Aqui prostituta goza, cafetão tem ciúme e traficante cheira".

... E pobre é de direita, velhos têm saudade da ditadura, corruptos notórios clamam por honestidade, juízes são celebridades, etc, etc.

Prefiro ficar com a melhor dele:
“Todo brasileiro deveria ter acesso a lagostas grelhadas”.

quinta-feira, 17 de março de 2016

CONFIANÇA!


Batistão lotado, dividido ao meio, Confiança e Flamengo abrem a Copa do Brasil.

Aos 20 segundos o Confiança perde um gol feito, aos 11 minutos um famoso quem sergipano chuta a cabeça do Ederson e é expulso.
Dá um pití danado, quer bater no juiz, mas acaba saindo.

O Flamengo joga mal e o Confiança baba como se estivesse numa final mundial.

Acordo de um cochilo com o "Uuuhhh!!!" do narrador que tenta dar empolgação ao joguinho ruim.

30 do segundo tempo, gol do Confiança.
Dou uma zapeada em busca de algum filme, não acho nada e volto a tempo de ouvir o repórter dar a informação que valeu o jogo:
-"Se acabar vencendo, o Confiança fica com toda a renda desse jogo. Quase um milhão de reais que garantem a folha de pagamento do time em toda a Série C que começa em maio e vai até novembro."

O Confiança venceu e não consegui ficar chateado.
Consegui foi perder o sono imaginando como deve ser o dia a dia dos jogadores do Confiança, pensando que um milhão de reais não pagam nem um mês da folha do Flamengo, entendi o pití do expulso e a correria desenfreada dos sergipanos.

Que são vários Brasis estamos cansados de saber.
Mas, quando damos de cara com alguns deles, é sempre um espanto.

terça-feira, 15 de março de 2016

VIAGENS PRAIANAS


A maré baixa deveria ser obrigatória entre 10 e 16h nos fins de semana.

Os que deixam lixo na praia deveriam ser, coercitivamente, deportados pra Curitiba em companhia das donas e donos que deixam seus adoráveis cachorrinhos cagarem na praia, no calçadão, na grama e foda-se.

O céu deveria estar sempre limpo em noites de lua cheia
e, no período, ela deveria nascer entre 19,30 e 21h.

À brisa só deveria ser permitido ultrapassar 8 km/h entre 1 e 5h da madrugada.

Só deveria chover quando estivéssemos dormindo. Em casa.

E, claro, a cerveja deveria estar sempre gelada. Em qualquer horário.
(Falando nisso, alguém sabe que fim levou aquela história da latinha que ficaria estupidamente gelada no momento em que fosse aberta?)

domingo, 13 de março de 2016

RETRATO DO BRASIL - MARÇO/2016


ATUALIZAÇÃO

Achei que a imagem falaria por si. Ledo e Ivo engano.
Então, já que desenhar é preciso, abaixo a charge que foi publicada ontem:


TÔ FORA, TÔ DENTRO


sexta-feira, 11 de março de 2016

DIVAGAÇÕES AMOROSAS

Certamente uma considerável parcela dos milhares e milhares de leitores deste blog já passou pela (des?)agradável experiência de ficar, por períodos, longe da eleita.

Considerando que o locutor que vos fala está passando por esta situação, num arroubo de indevida exposição de privacidade, listo a seguir alguns Prós e Contras.

(Sexo à parte por ser esse um blog de respeito...)

Prós:
1. Ficar sozinho é bom. Faço o que quero na hora que quero.
2. Comer "mexidão" é, nesse período, um prazer inenarrável.
3. Ver futebol sem reclamação é algo próximo do nirvana.
4. Ouvir a música que quero na altura que quero. É muito bom.

Contras:
1. Ficar sozinho é ruim. Volta e meia me pego argumentando sozinho e imaginando as respostas dela (cujas tenho certeza que não seriam as reais mas, embora a luta seja permanente... Eu 'góstio').
2. Jantar num bom restaurante, ôio-no-ôio, é um prazer inenarrável.
3. Ver filmes já vistos, e rir de novo, é outro prazer inenarrável.
4. Ouvir música, qualquer que seja, juntos na varanda, é melhor ainda.

Resumo da ópera:
Após profundas reflexões (como está na moda) e com Jimi Hendrix me gritando, entre um maravilhoso solo de guitarra, "Wild thing, You make my heart sing", tenho a declarar que os 'Contras' vencem por larga margem.

quinta-feira, 10 de março de 2016

DECLARASSÃO


Amigus du feissi, chega di briga.

Vamu postá só coisa boa.

É ora di continuá cumpartilhando muitas foto di prato na mesa com umas resseita gostosa, muitas frasi di incorajamentu, muitas reza pra jesuis.

Bom tamém é séufi nas praia, nos churras, nas balada.

Ou uns vidio de cachorro e gatu si lambendu, de comu faze uns vistidinho bunitu, de comu dobra uma ropa.

Podi até o pedrobiáu poemandu no bbb.

Importanti é qui é ora de amô. Muito amô.

Purque pra crecê o Brasiú pricisa di nóis tudu juntinhu.

quarta-feira, 9 de março de 2016

DEPOIS DE BATUCAR NA ÁGUA…


Lá se foi Naná Vasconcelos, entre outras façanhas, eleito oito vezes como o melhor percussionista do mundo.

Com certeza, vai batucar nas nuvens e soar melhor do que trovões e similares terrenos que nos chateiam diariamente.


segunda-feira, 7 de março de 2016

É JP NO OSCAR!


Esse artigo da Dorrit Harazim me remeteu ao paralelo:
as pessoenses (povão em geral, bem entendido) também dão preferência ao conforto - físico e mental - e não estão nem aí
para as imposições da mídia.

PALMAS PARA ELA

“Gosto de me sentir confortável. Escolhi essas peças como homenagem a ‘Mad Max’. Aliás, acho que estou bem vestida, até este broche coloquei — é fantasia, mas enfeita”

06/03/2016 - 14h00 - Dorrit Harazim, O Globo

A figurinista inglesa Jenny Beavan não é nenhuma sílfide. Chegou aos 65 anos assumindo cada marca do passar do tempo, que não lhe foi particularmente generoso no quesito físico. Em compensação, essa filha de músicos clássicos foi brindada com uma soma de talentos de fazer inveja.

Desde que se formou pela Central School of Art and Design de Londres e foi sequestrada pela indústria cinematográfica para criar figurinos de qualquer época, Jenny acumula um portfólio de mais de 50 cobiçados prêmios. Das dez indicações ao Oscar que recebeu ao longo da carreira, já subiu ao palco duas vezes para apanhar a estatueta.
A primeira foi em 1987, pelos figurinos vitorianos criados para “Uma janela para o amor”, filme baseado no romance homônimo de E.M. Forster.
A segunda foi na cerimônia de domingo passado, pela indumentária pós-apocalíptica punk que inventou para os personagens de “Mad Max — Estrada de fúria”, o grande vencedor desse 88º Oscar.

Foi ao levantar do assento em meio ao mar de famosos acomodados no Dolby Theater de Los Angeles, e caminhar até o palco para receber o troféu, que Jenny Beavan revelou o tamanho de sua personalidade.
Mas revelou também, graças à internet, que permite rever qualquer cena à exaustão, o tamanho da mediocridade dessa distinta plateia — sobretudo da ala masculina.

Vale a pena recapitular para quem não acompanhou a transmissão do evento ou não percebeu a cena fugaz.
Ao contrário do Festival de Cannes, que exige salto alto para mulheres, o convite do Oscar especifica apenas black-tie como traje sugerido. Em 2010, quando foi indicada pelos figurinos de “O discurso do rei”, vencedor de sete prêmios Bafta britânicos e quatro Oscars, Jenny se apresentou de jaqueta preta chinesa e calça larga.

Desta vez, ela decidira fazer algo mais divertido, conforme contou mais tarde. Comprou uma jaqueta preta de couro fake por 42 libras esterlinas (cerca de R$ 224) na loja de departamento Marks & Spencer, a mais popular da Inglaterra. Figurinista que é, deu-lhe um trato mandando bordar nas costas uma caveira envolta em chamas — com cristais Swarovski. Para acompanhar, calça comprida preta larga, botas de motoqueiro, uma echarpe listrada e vários adereços fantasia.

E foi assim, com a vasta cabeleira grisalha solta, maquiagem mínima, uma única unha pintada de prateado e passadas confortáveis sustentando o corpanzil pesado que Jenny atravessou o corredor para subir ao palco.

Pelo menos no clipe que se tornou viral, ela parece sorrir. Um sorriso malicioso em meio a um esquisito silêncio no engalanado salão.
Ao contrário das palmas que sempre acompanham o anúncio do vencedor de cada nova categoria, no caso da figurinista os aplausos só tomaram corpo quando ela chegou ao palco para receber o troféu.

Durante a travessia ocorreu algo singular.
Enquanto avançava, ela ia sendo examinada em silencio da cabeça aos pés pelos cavalheiros de black-tie, que permaneciam de semblante sério e visivelmente desaprovador. O premiado diretor mexicano Alejandro G. Iñárritu, criticado por sequer descruzar os braços à passagem da vencedora, foi apenas um entre os de nariz empinado. No fundo, ele apenas teve o azar de estar sentado na linha de foco da câmera que registrava a cena e por isso achou que devia se explicar. (Obs.: Cadê a explicação, Dorrit?)

Algumas damas da plateia, mais caridosas talvez por não verem em Jenny uma concorrente, incentivaram-na com acenos. Mas também se abstiveram de aplaudi-la na passagem.

A premiada acolheu de bom humor a inevitável pergunta sobre seu guarda-roupa na entrevista coletiva que todo oscarizado concede após a cerimônia e ainda brindou os repórteres dando uma pirueta para que apreciassem a caveira Swarovski de sua jaqueta.
Explicou que não usa salto alto porque tem pés complicados, nem vestidos de gala porque ficaria ridícula.
Aliás, não usa vestidos, ponto. “E lamento informar, acrescentou, “gosto de me sentir confortável. Então escolhi essas peças como homenagem a ‘Mad Max’. Aliás, acho que estou bem vestida, até este broche coloquei — é fantasia, mas enfeita”.

Poucas semanas antes, ao receber o prestigioso premio Bafta em Londres com a mesma jaqueta (ainda sem cristais), camiseta e outra echarpe, Jenny já havia levado uma cutucada deselegante do mestre de cerimônias Stephen Fry.
“Só mesmo uma das maiores figurinistas do cinema é capaz de vir à entrega dos prêmios vestida como uma mendiga”, disse Fry a título de apresentação. Ninguém achou graça.

“Não tenho interesse em roupas em geral. Minha paixão é criar personagens através de roupas, só isso”, explica essa mágica que adora acordar de madrugada para pesquisar textura de tecidos, traços de figuras históricas (só Winston Churchills fictícios ela já vestiu meia dúzia) e miudezas do cotidiano de determinado período.

E já que estamos em semana de Dia da Mulher, fica a recomendação final do mulherão que encara qualquer tapete vermelho com pé no chão:
-“Você não precisa parecer uma supermodelo para ter sucesso. Se pudermos lembrar disso, seria uma coisa ótima. É muito bom se sentir bem, porque então você pode fazer qualquer coisa”.
Estava feliz porque a filha tinha achado a maior graça no seu figurino black-tie.

domingo, 6 de março de 2016

FORTE, IMPACTANTE!


Joguei boliche por muitos anos. É uma cachaça.
Graças ao boliche viajei muito e pude conhecer lugares inesperados como a cidade do Cairo e Ribeirão Preto.
Conheci muita gente e fiz poucos, mas valiosos amigos.

O boliche nos EUA, com milhões de jogadores, é uma indústria poderosa e as fábricas, regularmente, despejam no mercado incontáveis bolas novas. Com diferentes compostos, diferentes propostas (é, entediado leitor, bola de boliche também tem 'proposta') e, claro, diferentes nomes.

E é aí que, pra mim, 'the pig twists it's tail': os nomes devem ser fortes, impactantes, enigmáticos, modernos e tudo mais que leve o jogador a ter certeza de que esta é a bola que o levará ao nirvana.

Aí, é um dilúvio de Hammer Scandal, Storm Fight, Columbia Delirium Schock e coisas no gênero.
Haja imaginação, né não?

Por que essa conversa cheia de reminiscências?
É que hoje tropecei num spam me oferecendo um lindo carro, cheio de frescurites, por um preço indecente mas...
Na cor Gris Aluminium Scandium!

Putz!
As automobilísticas, com certeza, estão com o mesmo problema das indústrias do boliche.

PÉROLAS COLHIDAS...


Outro dia numa agradável happy-hour:

1. Pobres deviam ser proibidos de votar. Eles não sabem nada.

2. Se essa anta não cair antes, voto no Bolsonaro.

3. Esses sírios que estão invadindo a Itália são todos ladrões, safados. Certo faz a Espanha que tem lanchas na costa e mandam bala nos barcos que tentam chegar. Com crianças ou não.

4. Esses 'direitos humanos' atrapalham tudo.

De acordo com o HajaData, os milhares e milhares de leitores deste blog se dividem, desigualmente, entre os que concordam, os que concordam parcialmente e os que discordam.
Eu discordo de tudo.

Mas, como o cidadão que perpetrou essas pérolas é amigo, inteligente, etc, fico na esperança que tudo tenha sido mistura de campari com ironia.

sábado, 5 de março de 2016

MELHOR SER ABELHA


Avisando aos navegantes que 'contém ironia', segue excelente texto 'cibernético' do Alexandre Feliciano:

Resumindo, oposição não sabe ser situação.
Nem situação ser oposição quando os papéis se invertem.
Só nascendo outro sistema mesmo.

A República já tinha seus problemas lá na Grécia, corrupção.
Mais de um século de socialismo, comunismo e já bugou faz tempo também. Teocracia, Império. Nada funciona.

Era mais fácil botar um chip na cabeça e um computador para todos controlar. Viver num modelo social determinante e programado.

Igual as abelhas, formigas, besouros. A CPU Rainha coordena a colmeia ou colônia. Tudo em harmonia, com alto grau de desígnio e organização privilegiando benefícios sociais a todos (ter mel/alimentação) engenheiras, coletoras de pólen, produtoras, operárias. Castas.

Um tipo de socialismo imperial randômico cujo seu papel na sociedade será designado pela CPU Rainha. E há na natureza organização social mais evoluída que a das abelhas ou das formigas?
Um matriarcado sentimentopopulista de massa.
Quem vai deixar de votar na própria mãe?

E funciona às mil maravilhas.
Estão ai todas essas animações da Disney tipo Vida de abelha, bugs para nos atestar essa verdade. O verdadeiro PV que funciona.
Bora encomendar da China pelo DX?

Poderia ser mais divertido tipo, uma partida de dominó, bingo ou de quem bebe mais. Até a telesena serve ganha quem tem mais ou menos pontos.
É por isso que diz o ditado futebol, religião e politica não se mistura.
Dá briga.

Divergência sem convergência?
Melhor ser abelha.

ERA DIA, MAS JÁ VIROU MÊS. ENTÃO...


Vamos lá: o que o crítico leitor acha do anúncio da Trasso Móveis em homenagem ao Dia (Mês/Ano/Década/Eternidade) da Mulher?

(Criado pela CATIAcom - eventual e instigante agência.)

Obs.: o "Mês do Papai Aqui" não cola de jeito nenhum. Por que será?...

quarta-feira, 2 de março de 2016

O PODER DO ARROTO


18:15h, plena terça feira, explode um transformador ou coisa que o valha e todo o bairro fica às escuras. Tudo apagado: lojas, prédios, sinais de trânsito, iluminação da rua.
Resta ir pra casa.

O que acaba sendo um grande prazer.
Uma cerveja ainda gelada degustada na varanda olhando pro marzão iluminado pela lua - alta, mas suficiente pra dar uma cor inédita, dada a ausência das fortes luzes dos postes da praia.

A abstinência da energia elétrica dá o que pensar: não vejo notícias, não jogo poker, não vejo e-mails, não abro o fêicibúqui, não sei o resultado da loteria. O que não me causa maiores transtornos.
Tudo pode ficar pra depois menos a cerveja - que vai esquentar.

(Sobre o fêicibúqui, me lembrei de uma ótima definição do querido filósofo Roberto Boca: "Facebook é igual geladeira em casa de solteiro. Você sabe que não tem nada lá mas, toda hora abre pra dar uma olhadinha.")

Back to the cold cow, lá estou eu em enlevado estado espiritual quando um adorável cachorrinho resolve emitir agudos latidos na varanda adjacente.

Isso irrita.

Levanto, me inclino meio corpo pra fora e, com o auxílio luxuoso da cerveja, solto três arrotos consecutivos: graves, profundos, amedrontadores.

Funcionou!
O pentelhinho calou-se e tudo voltou à contemplativa tranquilidade.

Obs. Importante: esse fato só ocorreu devido à ausência momentânea da sábia-que-me-acompanha. Pois, estivesse ela a meu lado e eu seria execrado para as profundezas do inferno.
Com razão, reconheço.
Uma vez que arrotos e mulheres que usam o cabelo como fio dental, são considerados pelo Criador como falhas graves em Sua Obra.
Assim sendo, tais atitudes só são permitidas em total solidão.

Nota Histórica: esse post foi, originalmente, redigido à mão, com uma caneta Bic, à luz da lanterna do celular cujo, ainda bem, estava com a bateria em 100%.

terça-feira, 1 de março de 2016

É DESSE JEITO!


E, considerando a legenda, é pra todo canto.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

ACHO QUEEE...

Já reparou, entediado leitor, como todo mundo sabe tudo?

Se você é publicitário, certamente já aturou jornalistas e engenheiros te dando lições de propaganda.
Se você é jornalista, certamente já aturou publicitários e engenheiros te dando lições de jornalismo.

Se você é comerciante, certamente já aturou fornecedores, publicitários e engenheiros te dando lições de venda.
Se você é fornecedor, certamente já aturou comerciantes, publicitários e engenheiros te dando lições de como melhorar seu produto.

Se você é engenheiro, certamente já aturou... Ninguém!
Uma vez que engenheiros são uma casta apurada pelos deuses.
Disputam com os publicitários a liderança mas, ainda vencem.
Por décimos de segundo.

O difícil mesmo, para nós simples mortais, é conseguir identificar - em meio a tantas bobagens - alguma coisa que seja realmente interessante.

Tarefa árdua e raramente compensadora.
Mas, seguimos na luta!

É O AMOOOOR!


Essa imagem pode representar um relacionamento mal sucedido.

Mas, pra mim, se encaixa muito melhor em qualquer pessoa que, algum dia, tenha acreditado em algum político brasileiro.
E, pior: do jeito que as coisas estão indo, serve pra qualquer pessoa que tenha acreditado na mídia brasileira.

Enclausuremo-nos, pois?

Melhor não.
Melhor seguir procurando algo que preste e torcendo para que a merda sirva de adubo para melhores dias.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

SIMPLES ASSIM


Fui capturado no fêicibúqui por um vídeo americano, acho, onde um cidadão questiona um pastor, ou algo que o valha, com o seguinte argumento:
- Se Deus tudo vê, em tudo está presente, por que ele deixa um cara puxar o gatilho e assassinar o outro?

O pastor responde uma resposta longa, cheia de analogias sobre amor, fé, religião e, lá pelas tantas, me surpreende com a revelação definitiva:
- Se você está pedindo que Deus sempre pare o gatilho, por que Ele não deveria parar tudo?
Na próxima vez que você pegar num copo com água fervendo, Ele congela a água; se você for atravessar a rua e ser atropelado, Ele puxa a sua perna.
O que você está pedindo é uma entidade diferente da humanidade.
A grande negação que você está pedindo é a negação do seu livre arbítrio.

Ou seja, o mundo ia ser chato pra cacete e a humanidade sucumbiria no tédio da felicidade plena.

(Valeu, Mara.)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

É DESSE JEITO?


Temos um presidente da câmara e um senador chafurdando na lama.

Ambos têm, como principais argumentos, idênticas declarações:
"Se mexerem comigo, entrego todo mundo."

Ou seja, a partir de um raciocínio simplista - como é costume hoje em dia - teríamos 81 senadores, 513 deputados federais e sabe-se lá mais quantos integrantes da corja política com o cu na mão.

E o país, impávido colosso, assiste essas cenas com deplorável naturalidade. Estamos acostumados com o fato de nossos políticos não passarem de uma corja. Claro, com honrosas exceções conforme a preferência e o conhecimento de cada um.

Tem jeito?
Tem!

E para decepção de vários amigos, cujos espero que não me condenem às chamas do inferno, o jeito não é a volta dos militares ou coisa que o valha.

É, simplesmente (?), prestar muita atenção no que nos é dado a ver e ouvir, investigar as notícias (cada vez mais tendenciosas de todos os lados), e principalmente, munidos de informação que seja confiável, votar com consciência.
É a única arma nessa guerra - entre podres poderes - que só tem um perdedor: nós.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

DESVENDADO O MISTÉRIO DAS MANCHINHAS


Como podemos aprender no elucidativo vídeo abaixo, as manchinhas são as chamadas "moscas volantes" cujas, acho que deveriam ser, mais apropriadamente, batizadas de "pentelhinhos voadores".

De qualquer maneira, fiquei feliz em ver explicada mais uma daquelas chaturinhas a que não damos muita atenção, mas que nos atazanam com frequência.


sábado, 20 de fevereiro de 2016

UMBERTO ECO (1932/2016)


Lá se foi o  escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo, mais conhecido pelo livro "O Nome da Rosa" - que virou filme com Sean Connery. (Meio 'frau' na minha opinião.)

E nos brindou com diversas pérolas dentre as quais destaco esta:

"A TV já havia colocado o 'idiota da aldeia' em um patamar no qual ele se sentia superior. O drama da internet é que ela promoveu o 'idiota da aldeia' a portador da verdade.
Antes eles falavam apenas em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade.
Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

FIGURAÇAS

Francisco César Gonçalves teve a sorte de vir ao mundo exatamente 12 (doze) anos depois de mim.

Sorte porque nós, nascidos nesse dia abençoado, costumamos ser, em português claro, fodinhas.

No caso, inegavelmente, o Chico César é anos luz mais fodão do que o locutor que vos fala.
Um tremendo poeta que, entre inúmeras outras coisas, perpetrou essa música deliciosa que o Clã Brasil toca com a competência que lhes é peculiar.

E, como só encontrei esse vídeo "pupurrí" com mais três músicas de outras figuraças, aproveitem!

Em tempo: o idioma nordestino pode ser muito complicado para nós não nativos. Assim, logo abaixo do vídeo, as letras podem ajudar a decifração.


Paraíba Meu Amor
Chico César
Paraíba, meu amor
Eu estava de saída, mas eu vou ficar
Não quero chorar
O choro da despedida
O acaso da minha vida
Um dado não abolirá
E virás bem dentro de mim
Como um São João sem fim
Queimando o sertão
E a foguerinha, lanterna de lazer
Que ilumina os festejos do meu coração

Paixão Primeira
Badu e Marcos Maia
Agora eu penso, posso compreender
O que a muito não quis decifrar
Eu já cresci e quero lhe dizer
Não com palavras, mas com meu olhar
Meu pensamento é só em você
Quando lhe vejo não sei disfarçar
Meu coração já começa a sofrer
Um sofrimento que quero aturar
Já sei que o amor é uma verdade
Que alimenta e cresce em forma de paixão
Estou morrendo de saudades
De também mexer com o seu coração
Fico procurando quando vou à rua
Penso que lhe encontro em qualquer lugar
Na minha cabeça a imagem sua
Não sai um momento, só quer lhe encontrar
Deixa eu lhe dizer, deixa eu lhe olhar
Pois meu coração precisa se acalmar

Vem Dançar um Xote
Badu
Já tem zabumba, tem triângulo e acordeon
Oh xotinho bom, oh xotinho bom
Tão agarradinha já se foi o meu batom
Oh xotinho bom, oh xotinho bom
Quero nem saber se tão olhando no salão
Oh xotinho bom, oh xotinho bom
Tem se quer orelha, já tocou meu coração
Com certeza tem namoro aqui dentro do salão
Bom é se viver, é se encontrar
Abraçar amigos, ficar a namorar
Quero te dizer, que meu coração
Tá batendo bem mais forte
Que a zabumba do baião
Vem me seduzir, vem paquerar
Vem dançar um xote, dois pra lá e dois pra cá
Vem me seduzir, se apaixonar
Vem dançar um xote, até o dia clarear

Se Tu Quiser
Xico Bizerra
Se tu quiser
eu invento um vento pra ventar o amor
uma chuva bem chovida pra chover pé de fulô
pra tu ficar cheirosa e vir dançar mais eu
se tu quiser
poemo um poema bem cheiro de rima
acendo a estrela mais bonita la de cima
faço tudo que puder pra tu ficar mais eu
se tu quiser
eu crio um sentimento pra gente se amar
descubro um jeito novo de te abraçar
te beijo com um beijo que ninguem nunca beijou
se tu quiser
basta me dizer que eu irei correndo
é só me avisar que tu tá me querendo
e o mundo vai saber o que é um grande amor