quinta-feira, 16 de junho de 2016

EM QUE PLANETA O INTERINO VIVE?

Em aguda crise de masoquismo assisti os intermináveis sete (7) minutos do pronunciamento do nosso impoluto interino.

Seguem algumas pérolas:

... “alguém que teria cometido aquele delito irresponsável que o cidadão Machado apontou, não teria até condições de presidir o país. Por isso que a primeira palavra que dei foi precisamente como homem. Para poder andar nas ruas do meu estado, nas ruas do Brasil, e receber os cumprimentos e as homenagens que tenho recebido nesse último mês em todos os locais por onde passo...”

... “tivemos (nesse mês) uma relação muito fértil com o congresso nacional, temos hoje uma base parlamentar que revela que o país está em harmonia ao governarem executivo e legislativo...”

... “no instante em que nós estamos fazendo um esforço extraordinário com o apoio, convenhamos, da grande maioria do povo brasileiro, com o apoio da quase totalidade daqueles que, no congresso nacional, pensam o Brasil, surge um fato leviano como este que embaraça a atividade governamental.
Mas eu quero aqui dizer, registrar em alto e bom som: nada embaraçará o nosso desejo, a nossa missão, a nossa tarefa de fazer com que neste período que eu esteja à frente da presidência da república, com uma equipe econômica extraordinária, com uma equipe relativa às relações exteriores de igual maneira extraordinária, nada impedirá que nós continuemos a trabalhar em prol do Brasil e do povo brasileiro.”

É PRECISO ESFORÇO…




… Pra ficar deprê quando você acorda muito cedo e dá de cara com esse espetáculo.





quarta-feira, 15 de junho de 2016

EU SÓ QUERIA ENTENDER...

De que adianta elegermos, pelo voto direto, um Presidente da República
se a tal da 'governabilidade' depende de um congresso eleito pelos mais complexos malabarismos?

De que adianta acreditar em programas de governo se esses dependem de 513 seres que lá estão sem a menor representação do povo?

Se não, vejamos:
desses quinhentos e treze, trinta e seis foram eleitos com votos próprios. (7,02%!)
O resto veio no vácuo do tal 'quociente eleitoral'. Uma excrescência que permite que 477 deputados sejam eleitos sem terem um mínimo de votos próprios. (Só o Tiririca botou cinco 'famosos quem'.)

Que moral esses caras têm para se dizerem 'representantes do povo'?

Perguntinha mais besta, né?
Afinal, hoje em dia, relacionar moral, honestidade, dignidade, etc, com deputados é mais ou menos como vermos Alexandre Frota fazendo propostas para a educação.

Outra perguntinha, essa mais chata:
Você, indignado leitor, lembra em que deputado votou na última eleição?

E antes que me encham o saco vou logo avisando que sempre anulei o voto nessa corja com uma única exceção: Patrus em 2002.
Eleito direto com 520.045 votos mais o meu.

(Momento cultura inútil: o cidadão, entre muitas outras mais importantes qualidades, nasceu no mesmo dia e ano que eu.)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

SINCERICÍDIO


Tenho todos os carros que quero, moro na mansão que sempre sonhei, tenho casas em vários lugares paradisíacos, como nos restaurantes que quero, compro o que me der na telha, viajo pra onde quero quando quero, mantenho vários e modernos escravos a meu serviço - a um custo ridículo para minhas posses.

Sou paparicado pelos ‘amigos’, homenageado pelas instituições às quais faço doações que desconto no meu imposto, promovo festas que rendem páginas e páginas nas ‘Caras’ da vida.

Tenho várias contas em paraísos fiscais, todas bem arrumadinhas.

Tudo isso à custa de muito trabalho, muita dedicação, muita falcatrua, muitos acordos, que garantem minha reputação de ilibado, probo, um fruto exemplar da meritocracia.

Mas, quero mais! E Mais!! E MAIS!!!

Será por vício? Por ganância ilimitada?
Afinal, já nem tenho e nem preciso de metas materiais.

A resposta é: O Poder!
O dinheiro mais que me sobra para o conforto e as alegrias do desfrute. Mas, não consigo parar. Preciso do Poder.
A qualquer custo. A qualquer risco.

Às vezes, entre um gole e outro de Cheval Blanc 1947 (R$ 34.000,00 a garrafa) dou uma paradinha e me pergunto: Por Quê?

Fico sem resposta e, sinceramente, não me importo.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

CENAS DO COTIDIANO


Há 224 anos Tiradentes foi morto e esquartejado.
Já mais tarde, há 78 anos, Lampião e Maria Bonita foram mortos e esquartejados.

Hoje, milhares e milhares de outras ocorrências desse naipe continuam rolando com mais ou menos destaque conforme a região, a importância do esquartejado, a falta de notícias, etc.
Os crimes da moda revezam-se no palpitante noticiário.
Atualmente é o estupro - já estamos na média de um por semana.

Como exemplos de esquartejamento, temos numa rápida googlada:

2/6/2015 - Uma mulher confessou ter assassinado e esquartejado o amante, no bairro Nossa Senhora Aparecida, em Bezerros (PE), cidade que fica localizada a 110 quilômetros da capital Recife.

12/4/2016 - O corpo de um adolescente foi encontrado completamente esquartejado na manhã desta terça-feira (12), na Rua Três, do Bairro Parque Henrique, em Pedreiras (MA).

E pra não dizer que “é coisa de pobre”...
 7/6/2012 - Elize Matsunaga, 38, que confessou ter matado e esquartejado o marido, Marcos Kitano Matsunaga, diretor-executivo da Yoki, está arrependida.

E segue a vida.
E seguimos assistindo, pela TV é claro, ao esquartejamento do país. Batem-se umas panelas aqui, manifestam-se ali, ficam indignados acolá e... Será que amanhã vai dar praia?

Pela enésima vez, há que se citar o Millôr:
“O Ser Humano é Inviável”.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

domingo, 5 de junho de 2016

INDIFERENÇA

substantivo feminino: falta de interesse, de atenção, de cuidado, de consideração; descaso; desdém.

Ontem, durante uma festa, saio para fumar um relaxante cigarrinho.
Eu e mais um companheiro de discriminação temos que ir para a calçada. Tudo bem.

A nós se junta mais um e a conversa rola sobre futebol.
Dois torcedores do Botafogo-PB, e eu, Flamengo.
Nos autossacaneamos como é de praxe nessas conversas fiadas, comentamos as possibilidades de cada um nos respectivos campeonatos, terminamos os relaxantes e retornamos à festa.

Mais tarde, em casa, ligo a TV e fico sabendo que a seleção da CBF estreou na Copa América empatando com o Equador.
Conclusão: ninguém está nem aí pra Dunga e sei lá mais quem.

A que ponto chegamos!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

MARQUETEIROS? ARGH!


Sempre concordei com a definição do Edson Aran sobre a Dilma: "O Supremo Baiacu da Nação".

(Segundo fontes altamente fidedignas deste blog, a cidadã é arrogante, prepotente, etc, etc.
O que não me impediu de votar nela considerando que quem é mineiro e conhece - bem - Aécim, sabe que ele é, e sempre foi, uma piada de péssimo gosto.)

Sempre falei também que ela devia arrumar uma sósia que conseguisse expor suas opiniões.
Porque, tanto nos debates quanto nos pronunciamentos à nação, a criatura me provocava vergonha alheia despejando um emaranhado de frases desconexas que me davam a impressão de uma pessoa que está pensando lá na frente e não consegue se conectar com o que está falando.

Pois bem. Após o golpe (sinto muito, amigos coxinhas), recentemente assisti os discursos dela na UNB e em Porto Alegre, falando livre, leve, solta e direta ao ponto.

Putz! Quem é essa mulher?

Com certeza não é mais aquela figura patética, gaguejante e insegura dos debates e pronunciamentos.
Ela agora está assertiva, direta, falando como uma pessoa normal.

E aí vem a dúvida:
• Será que o afastamento dos 'marqueteiros' fez com que ela se soltasse?
• Ou será que ela arrumou um 'marqueteiro' mais competente?

All in na primeira opção.

É HOJE...


... Mas parece que foi ontem.

E já são sete anos de existência deste blog.

Grato pela paciência dos milhares e milhares de leitores para com as idiossincrasias do locutor que vos fala.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

NINGUÉM VALE NADA?


Mais sobre estupro.

Claro, acho importante toda a repercussão, a atenção para esses acontecimentos infelizmente corriqueiros na nossa realidade, mas que de tempos em tempos, dada a 'escatologia' da coisa, geram grande revolta e textos primorosos como o do Xico Sá (que vocês podem ler num post de sábado passado - logo aí embaixo).

Como também geram idiotias inacreditáveis como podemos constatar a partir do "silêncio ensurdecedor" dos malafaias e felicianos da vida, além de declarações estapafúrdias de outras "personalidades" do mesmo naipe.

Acompanhadas, lógico, por todas as manifestações instantâneas nas 'redes sociais' carentes, como sempre, de um mínimo de raciocínio ou atenção maior à credibilidade das 'notícias'.
Tanto de um lado quanto de outro.

Antes que eu seja apedrejado quero deixar claro que não me interessa se a moça foi comida por 3 ou 30, não me interessa se ela é 'vagaba', não me interessa nenhum juízo sobre se alguém é inocente ou culpado.

Concordo com tudo o que seja contra qualquer ato dessa natureza.

Mas, lendo as considerações do Luis Nassif (http://jornalggn.com.br/noticia/a-moca-estuprada-seu-celular-e-a-testemunha-de-acusacao), o que menos me importa - agora - é o fato em si. E, sim, a maneira como é tratado na mídia.

Pra mim, é mais uma comprovação que o jornalismo - leia-se "grande mídia" - está se tornando um forte concorrente ao prêmio CZT - Credibilidade Zero Tupiniquim, perdendo somente - o que não é nenhuma vantagem - para os políticos.
(Ou será que sempre foi e, agora, com a internet, está ficando mais e mais descarado?)

Ousando parafrasear o imortal Millôr:
Jornalismo é isenção. O resto é armazém de secos e molhados.

("Intendeu ou não intendeu?")

ATUALIZAÇÃO
Bem a propósito, segue link para a "Carta do EXTRA aos leitores que não viram um estupro no estupro".
http://extra.globo.com/casos-de-policia/carta-do-extra-aos-leitores-que-nao-viram-um-estupro-no-estupro-19410619.html

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Whole Lotta Helter Skelter

Se estiver chovendo no sertão a metade do que chove aqui em JP, a seca vai ser menos um problema nesse ano. (Como diria o poeta, "Vai chover assim na póta-quil-paril!" No que seria imediatamente contestado por Noé...)

E o que isso tem a ver com esse sensacional "mash-up" ("montagem" em linguagem frescurítica)?
Nada! Ou tudo, como diria Tim Maia.

É só a comprovação que os caras faziam chover quando queriam.
Os Beatles lançaram Helter Skelter em 68
e o Led Zeppelin detonou Whole Lotta Love no ano seguinte.
E, mais de 40 anos depois, graças à tecnologia, temos esse espetacular resultado.


(Capturei isso no facebook.com/Soprafalardemusica - uma página muito legal que eu 'recomeiindo'.)

domingo, 29 de maio de 2016

DOMINGÃO NOSTÁLGICO (E ATRASADO)

Diga lá, antenado leitor: quantas vezes você já acordou num domingão (ou chegou depois de uma bela noitada) escutando essa música na televisão já ligada nessa hora imprópria?

O cidadão Rolando Boldrin, prestes a completar oitentinha, é um exemplo de autêntico defensor da música brasileira - seja lá de qual região seja.


NÃO QUERO PAPO! QUERO PAPO!


O Papa não quer papo com o Macri.
Obama quer papo com o Brasil. E, muito mais, com a Petrobras.

A LASA não quer papo com FHC.
FHC tem papo com a Folha, Estadão, rêdigrobo, na hora que quiser.

O Gilmar quer papo com o Temer.
Marca dia, hora e é prontamente atendido.

A galera, em geral, não quer papo com a Globo.
A galera, em geral, quer papo com Merval, Azevedo, Mainardi et caterva.

Ninguém mais quer papo com Aécim.
Renan quer papo com todo mundo.
Cunha não quer papo com ninguém.
A corja é que quer muito papo com ele. E como tem(er) quem queira!

A galera quer papo sobre a garota estuprada outro dia.
A galera não quer papo sobre as milhares de estupradas todo dia.
A grande mídia só quer papo sobre isso enquanto vender jornais.
Ou "clicks".

A galera não quer papo com checar as informações que invadem as telas. Bastam as que agradam. Verificar a fonte, a veracidade, nem pensar.
A galera está muito ocupada não querendo papo com quem não concorda.

Que tempos vivemos, hein?

sábado, 28 de maio de 2016

TEXTINHO!

Após postar o artigo do Xico Sá (abaixo), abro uma cerveja, vou pra varanda e sou premiado com um mar azul indescritível acompanhado de um por do sol com uma variedade de cores que desafiam - e vencem - o pantone.

Com um visual desse, embalado por Gonzagão ("De onde vem o baião", "Qui nem jiló", etc), mais Bebé de Natércio e Marcos Maia ("Coisas da Mente) e David Gylmour (Wish You Were Here),
a vida até ameaça ficar boa.

Mas, várias chaturas insistem em povoar a conturbada mente do locutor que vos fala.

Devo confessar que sou dependente da internet.

É aqui que me informo (lendo regularmente à esquerda e à direita),
é aqui que mantenho esse blog (sabe-se lá por que [diga aí, Freud].)é aqui que me divirto e me irrito (30/70%) no fêicibúqui,
é aqui que vejo shows maravilhosos de todas as tendências musicais, é aqui que assisto jogos que não passam na televisão,
é aqui que esqueço da vida me debruçando no poker,
é aqui que vejo sacanagens incríveis em alta definição (sou, mas quem não é?), enfim, é aqui que as coisas estão acontecendo.

Normal, né?
Sei que vou desapontar os milhares e milhares de leitores deste blog mas, pra mim, não é normal não!

Sinto uma falta danada da conversa olho-no-olho.
Porque é aí que você, realmente, alimenta suas amizades.

Fêicibúqui, zapzap, instagram, snapchat, e-mail (alguém ainda abre?), tudo muito moderninho mas, manja conviver com um "ser humano"?
Você pode achar ultrapassado mas, pensa bem, o olho-no-olho ainda é tudo o que podemos ter de melhor.
Ou não?

(Em tempo: é difícil mas, estupro puro e simples, posso até tentar entender. O cara tá doidão, etc e tal.
Mas, estupro coletivo vai além da minha imaginação. Os caras, além é claro, de nenhum valor moral, não têm um mínimo de higiene? 
"Acabou aí, mermão? Sai pra lá, agora é minha vez."
Pocinha!
Bleargh!)

TEXTÃO!

Nos dois sentidos.

Claro que o sentido da grandeza das palavras dá de dez a zero na quantidade de caracteres.
Esse texto é pra ler, arquivar e deixar como legado para nossos descendentes tentarem entender o Brasil desses tempos.
E... Que tempos vivemos!
E... Há quanto tempo vivemos!

Reflita sobre estupro, se for homem
Por mais que você, homem sensível, diga que sente na pele, jamais sentirá o pavor de vislumbrar no beco a ameaça do estupro que ronda as mulheres no Brasil

XICO SÁ

27 MAI 2016 - 15:50 BRT

Por mais que a gente se diga envergonhado, por mais que você, homem sensível, diga que sente na pele, por mais que esteja indignado e solidário, por mais que tente eliminar o machismo em atos e palavras, por mais que faça sua parte, por mais que não entenda a covardia e monstruosidade dos seus semelhantes, por mais que peça punição contra a barbárie na zona sul ou no Morro São José Operário, zona oeste do Rio de Janeiro...
Jamais sentirá o pavor de vislumbrar no beco, na próxima esquina, a sombra do inimigo, a ameaça do estupro que ronda as mulheres no Brasil cada vez que o relógio corre 11 minutos.
Por mais que você até arrepie os pelos, jamais sentirá na carne.

Por mais que você não entenda os machos que sempre buscam culpar as “vadias”, por mais que você condene o discurso na linha “Bolsomito”, por mais que você julgue importante ter mulheres nas equipes de governo, por mais que você vá à passeata feminista, por mais que você ache bizarro o ator Alexandre Frota — o piadista da cultura do estupro — em confraria com o ministro interino da Educação em Brasília...
Por mais que você se ponha no lugar da vítima, nunca saberá o terror que se instala no cérebro como um pesadelo interminável.

Mea culpa
Por mais que você resolva deixar de ser reaça e retire o seu apoio aos projetos-de-lei homofóbicos do Congresso, aos projetos anti aborto etc.
Por mais que você esqueça o passado de porco chauvinista.
Por mais que você cresça e deixe de puxar os cabelos das meninas nos bares, festas e boates.
Por mais que você saque e nunca mais caia na besteira de achar que existe “vadia para transar e santinha para o casamento”.
Por mais que tudo isso seja um avanço, ainda é pouco, muito pouco, pouco mesmo para sentir o drama que apavora as mulheres no vagão do trem, na rua escura, no parque...
Por mais que ampliamos a vergonha para todos nós que fomos ou somos machistas, por mais que façamos um mea culpa histórico, por mais que o crime hediondo seja punido exemplarmente, por mais que tenhamos uma ideia da maldade humana nos livros de ficção e na realidade...
Por mais que tudo isso aconteça, estamos ainda muito distante deste horror inominável.
Por mais que ralamos as nossas rótulas da culpa no “Ajoelhaço” anual da Cooperifa — pedido de perdão coletivo de homens na zona sul de São Paulo por erros e maus-tratos às mulheres —, por mais que a reeducação de hábitos e atitudes surta algum efeito... Mesmo assim, sinto muito, estaremos apenas começando a entender o desastre da “cultura do estupro”.
Por mais que sonhemos com outro tempo, o tempo da delicadeza, o implacável relógio nos despertará, daqui a 11 minutos, para mais uma ocorrência.

Xico Sá, escritor e jornalista, é autor do romance “Big Jato” (ed. Companhia das Letras”, e comentarista dos programas “Papo de Segunda” (GNT) e “Redação Sportv”.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

PI-RI-GO!


Do jeito que as coisas andam isso pode virar história oficial em futuro muito próximo.
Mas... Que é bom, é!


ARIANO SUASSUNA

Feriadão, alguma complexa conjunção cósmica faz com que toda vez que chego na varanda eu seja premiado com a visão de casais gordos se beijando apaixonadamente (lóvisindiér...), desisto, vou pro youtube, acho essa palestra de 2004 (!) e mais uma vez comprovo que o Ariano é o "Rei do Rock".

Alcunha que, só de sacanagem, utilizo com a certeza de que, caso ele, mediunicamente, seja um dos milhares e milhares de leitores deste blog, estará dando revoltadas voltas no túmulo.

Seguem algumas - muito poucas - pérolas colhidas nessa palestra que, entre outras 'personalidades', contou com Nelsinho Motta e William Bonner na plateia. Cujos, duvido muito que tenham "captado as mensagens"...

Prefiro ter 10 leitores que me leram 100 vezes do que ter 100 mil leitores que me leram uma vez.

Em arte não existe nada pior do que "gosto médio". Mau gosto é melhor do que "gosto médio". Ou a gente faz arte da melhor qualidade ou a gente - pelo menos - tenta ou a gente não faz nada que preste.

Eu sou muito contra as pessoas falarem mal dos outros pela frente. Acho que é uma falta de educação muito grande, constrange quem ouve e constrange quem fala. Não custa nada a gente esperar a pessoa dar as costas e aí...

Todos nós sofremos lavagem cerebral...
Machado de Assis dizia que no Brasil existiam dois países: o real e o oficial.
O país real é bom, revela os melhores instintos.
Mas, o país oficial é caricato e grotesco.
Hoje ele veria que a única coisa que mudou é que no século 19 a gente queria ser francês e atualmente a gente quer ser, caricatamente, grotescamente, americano.
Antigamente, quando os Estados Unidos queriam dominar algum país, mandavam um ou dois porta-aviões e ameaçavam com invasão, etc.
Hoje eles mandam Michael Jackson e Madonna.
É muito mais barato e muito mais eficiente.
O caminho pra gente enfrentar essa invasão solerte é a cultura local.

A cultura é o primeiro caminho da nossa independência, da busca da nossa identidade, da afirmação do nosso país como uma nação verdadeira e peculiar.

(Deu vontade de ver? É só dar 'Ctrl C / Ctrl V' no youtube:
"ariano suassuna 2004 canal brasil".)

RENT-A-DOG

Andando na praia, vejo um cidadão saradão sair da água. Ele, ao ver duas gatinhas se aproximando, deita-se na areia e começa a fazer flexões olhando para elas.

Elas passam por ele, e depois por mim, sem conter o riso.

Com certeza se lembraram da mesma piada que eu:  Um bêbado, vendo um cara nessa mesma situação, chega pra ele e diz -"Para com isso, ô bobão. A mulher já foi embora."

Pois bem. Essa cena ridícula me provocou 'profundas reflexões' e 'considerandos' que passo a dividir com vocês.

1. Considerando que nós homens, desde os primórdios, nos propomos a fazer coisas ridículas com a finalidade única de cravar mais uma marquinha na guarda da cama;

2. Considerando que as mulheres, desde os primórdios, fazem charminho mas, na grande maioria das vezes, embarcam nas babaquices apresentadas;

3. Considerando que nos dias de hoje as pessoas conversam
"kda X -" e digitam "kda X +";

4. Considerando as oportunidades mercadológicas que essa situação apresenta...

Vou montar um "Rent-A-Dog" à beira mar!

O bobão, em vez de ficar fazendo força à toa, aluga um cãozinho gúti gúti, bota o celular no bolso da bermuda ridícula e vai passear.
Claro, de tempos em tempos, checando seu zapzap, fazendo selfies e todas as babaquices inerentes.
All in que ele vai alcançar seu objetivo muito mais rapidamente e, importante, sem fazer tanta força inútil.

Outras vantagens: ele não precisa sustentar o animal, não precisa sofrer quando o amado gúti gúti se manda desta para melhor, não precisa gastar uma grana pra tentar tirar o budum que fica no carro.

(Já vejo, se formando no horizonte, a linda nuvem da fortuna.)

BLOODY MARY

Segundo a Wikipedia, há mais de uma versão acerca de quem e onde teria sido criado o coquetel.

• O francês Fernand Petiot, barman do "Harry's Bar" de Paris, teria criado o coquetel em sua primeira versão na década de 20, mas teria lançado no bar do "Hotel Saint Regis" em Nova Iorque, tendo denominado o mesmo de "Red snapper", nome que foi depois abandonado.
A pedido do príncipe russo Serge Obolensky foi incluído o tabasco na receita. Ambos os locais reivindicam o posto de local da criação da bebida.

• No final dos anos 30, o ator e produtor George Jessel teria sido o criador, também em Nova Iorque conforme o New York Herald Tribune, sendo que Jessel aparecia em propagandas da Vodca Smirnoff.

• Uma terceira versão, essa com menos defensores, atribui a Bertin Azimont, do Hôtel Ritz Paris, a criação especial para o escritor Ernest Hemingway que queria uma bebida que não deixasse odor, para que a esposa dele não percebesse.

Feitos os devidos esclarecimentos históricos, vamos ao que importa:
Trata-se aqui de uma escrachada declaração de amor à sábia-que-me-acompanha (que de "bloody" não tem nada), devidamente embalada por Lulu Santos cujo, devo também declarar, não acho esse futebol todo, mas se encaixou perfeitamente a tudo que sinto nesse momento.

Seguem extratos do pupurrí:

-Toda Forma de Amor-
Às vezes eu me sinto como uma bala perdida...
E a gente vive junto
E a gente se dá bem
Não desejamos mal a quase ninguém

-Um Certo Alguém-
Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir a tua aparição...
Quando um certo alguém
Desperta  o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar

-Último Romântico-
Talvez eu seja o último romântico
Dos litorais desse oceano Atlântico...
Me dá um beijo, então
Aperta minha mão
Tolice é viver a vida assim sem aventura
Deixa ser, pelo coração
Se é loucura então melhor não ter razão


quarta-feira, 25 de maio de 2016

EXPECTATIVA NACIONAL!

Depois de Alexandre Frota apresentar,
para o sei-lá-quem-interino da Educação, propostas para o Ensino do Brasil, espera-se para a semana que vem (porque, afinal, amanhã é feriado e ninguém é de ferro)
mais algumas importantíssimas, fundamentais, definitivas propostas:

• Eike Batista apresentará, ao sei-lá-quem-interino do Planejamento, seu programa "Uma Cancela Para Ontem";

• Marco Polo Del Nero apresentará, ao sei-lá-quem-interino do Esporte, sua visão sobre a correta relação que o governo deve ter para com a CBF - com pareceres de Ricardo Teixeira, Havelange, rêdigrobo, etc;

• Bruna Surfistinha, ressuscitada pela mídia, apresentará, ao sei-lá-quem-interino da Cultura, suas ideias sobre o conteúdo didático de livros e vídeos para a criançada.

Possíveis outras opções ficam por conta da fértil imaginação dos milhares e milhares de leitores...

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O BRASIL É INTERINO

Encaremos a realidade: estamos vivendo num país interino.

O presidente é interino, o ministro do planejamento agora é interino, o presidente da câmara é interino, enfim, todos os políticos seriam interinos caso ainda tivéssemos um judiciário (risos) com alguma credibilidade.

Do mesmo modo, caso tivéssemos uma grande mídia isenta (gargalhadas), a situação não teria chegado a esse ponto.

Até aqui tudo bem - como diria o suicida ao passar pelo quinto andar.
O ruim é não ter perspectiva razoavelmente aceitável da substituição dessa interinidade infinda.

E enquanto a corja se debate em artimanhas cinicamente manipuladas pelas rêdigrobo da vida, vamos todos ficando aqui quietinhos, seguindo a filosofia do imortal Costinha:
"Ignora, finge que não é com você..."

domingo, 22 de maio de 2016

PERFEITO!


Nunca tinha ouvido falar desse cidadão.

Mas, pelo menos nessa, ele mandou muito bem!

Tomara que siga em frente.


Ê MUNDINHO PEQUENO...

Vocês certamente não vão concordar mas, pra mim, esse vídeo do Négresses Vertes tem tudo a ver com o clima do vídeo que postei quinta-feira passada: "Numa Sala de Reboco" com o Alceu Valença e a Lucy Alves. http://hajamuuitosaco.blogspot.com.br/2016/05/mudando-de-opiniao.html

(Cartas para a redação.)