França e Honduras
entram em campo, perfilam, aguardam os hinos que não acontecem, as equipes se
cumprimentam e vão pro jogo.
Sem hino! E logo num
jogo da França! Qu'est-ce que ce bordel?
A França foi campeã em
1998; foi eliminada em 2002 na primeira fase sem ter feito nenhum gol; foi vice-campeã
em 2006; e foi novamente eliminada na primeira fase em 2010 na África do Sul
pela África do Sul.
Já Honduras não sofre
esse “tobogã de emoções”: foi eliminada na primeira fase em 1982 e em 2010. Segue
jogando um futebolzinho bem safadinho e distribuindo porradas pra todo lado.
Então era pra ser um
passeio “parlevú”, né não? Era e foi. Mas foi também o pior jogo da Copa até
agora. Um treininho chinfrim de ataque contra defesa.
Serviu para a Fifa
exibir sua “goal-line technology” confirmando o segundo gol da França, para o juiz
brasileiro entrar para a história ao ser o primeiro a se utilizar da “glt” e
para os execráveis analistas colocarem em dúvida as imagens mostradas!
domingo, 15 de junho de 2014
SEGUE O BAILE
Costa do Marfim X
Japão, ontem e Suíça X Equador hoje, mais dois jogos bons de ver.
Ontem, o Japão ganhava o jogo até que Drogba entrou no segundo tempo e, de acordo os (argh) analistas, exerceu sua força psicológica (?!?!) levando a Costa do Marfim à vitória com gols de Bony e Gervinho. Gols estes que não tiveram a participação do incensado mas, sabe como é, né?
Suíça e Equador levaram os vinte minutos iniciais com incontáveis “bumbas-meu-boi” no meio campo que me fizeram temer pelo primeiro OXO da Copa. Ainda bem, logo aos 21 saiu o gol do Equador e o jogo melhorou.
No capítulo curiosidades da Copa, aos 2 do segundo tempo, a Suíça cobrou um corner e Mehmedi fez de cabeça um gol absolutamente idêntico ao de Valencia do Equador.
No último minuto o Equador teve a chance num contra ataque com Arroyo. Ele perdeu a bola, a Suíça se mandou e Severovic matou o jogo.
A Suíça se junta a Brasil, Holanda, Costa do Marfim e Costa Rica em viradas de jogo. Mas, essa com certeza foi a mais emocionante.
Tão boas quanto os jogos, seguem algumas pérolas do Alexandre Oliveira - ESPN:
“Em terra de saci calça jeans dá pra dois.”
“Lateral caxumba: quando desce é um perigo.”
“O jogo está mais chato do que dançar com irmã.”
Sobre jogadores tatuados: “Tem mais carimbo do que cheque devolvido.”
Ontem, o Japão ganhava o jogo até que Drogba entrou no segundo tempo e, de acordo os (argh) analistas, exerceu sua força psicológica (?!?!) levando a Costa do Marfim à vitória com gols de Bony e Gervinho. Gols estes que não tiveram a participação do incensado mas, sabe como é, né?
Suíça e Equador levaram os vinte minutos iniciais com incontáveis “bumbas-meu-boi” no meio campo que me fizeram temer pelo primeiro OXO da Copa. Ainda bem, logo aos 21 saiu o gol do Equador e o jogo melhorou.
No capítulo curiosidades da Copa, aos 2 do segundo tempo, a Suíça cobrou um corner e Mehmedi fez de cabeça um gol absolutamente idêntico ao de Valencia do Equador.
No último minuto o Equador teve a chance num contra ataque com Arroyo. Ele perdeu a bola, a Suíça se mandou e Severovic matou o jogo.
A Suíça se junta a Brasil, Holanda, Costa do Marfim e Costa Rica em viradas de jogo. Mas, essa com certeza foi a mais emocionante.
Tão boas quanto os jogos, seguem algumas pérolas do Alexandre Oliveira - ESPN:
“Em terra de saci calça jeans dá pra dois.”
“Lateral caxumba: quando desce é um perigo.”
“O jogo está mais chato do que dançar com irmã.”
Sobre jogadores tatuados: “Tem mais carimbo do que cheque devolvido.”
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AÍ JÁ É DEMAIS!
Lidera um grupo de pesquisadores da área de Neurociência da Universidade Duke (Durham, Estados Unidos), no campo de fisiologia de órgãos e sistemas, na tentativa de integrar o cérebro humano com máquinas (neuropróteses ou interfaces cérebro-máquina).
O objetivo das pesquisas é desenvolver próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal. Nicolelis e sua equipe foram responsáveis pela descoberta de um sistema que possibilita a criação de braços robóticos controlados por meio de sinais cerebrais. O trabalho está na lista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) sobre as tecnologias que vão mudar o mundo.
Ou seja, trata-se de um cidadão que já fez mais bem ao país e ao mundo do que fariam todas as gerações de “azevedos”, “mainardis” et caterva, caso esses, num surto psicótico, algum dia pudessem ter esta intenção.
sábado, 14 de junho de 2014
ONDE ESTÁ MICK JAGGER?
Em plena “jungle”, o melhor jogo da Copa até agora.
Calor danado. Mas, pelo visto, as duas equipes acertaram nas viadagens de treinar de casaco, fazer escala na Flórida, etc.
Pirlo, provando que ainda existe vida inteligente no futebol, fez lembrar o Gérson pela clarividência e acerto dos passes.
Balotelli, o ita-bahiano, fez um de cabeça e quase fez o que seria o mais bonito do jogo ao colocar uma bola por cobertura que foi tirada por Jagielka em cima da linha.
Para comprovar que certas coisas só acontecem em Copas do Mundo, o preparador físico da Inglaterra se contundiu ao comemorar o gol de empate e saiu de maca.
Neste momento a Costa Rica é líder do chamado grupo da morte, derrubando todas as apostas.
PRIMEIRA ZEBRA!
Apesar do uniforme agarradinho e ridículo, fico com pena do Uruguai porque gosto do país e, em especial, do Mujica que é protagonista dessa saborosa historinha:
Certa vez, perguntado por que havia sido preso, o presidente do Uruguai saiu-se com esta resposta:
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A GUERRA DOS UNIFORMES
A Fifa, no
seu jeito pentelho de ser, a partir de critérios mais do que duvidosos, faz
exigências estranhas quanto aos uniformes que as seleções devem usar. Assim
sendo, provavelmente o Brasil terá que fazer um ou mais jogos com seu uniforme “ovo
frito”: camisa amarela, calção e meias brancas.
Que, coincidência, foi como a Colômbia apareceu hoje contra a Grécia. Cuja, veio com um uniforme muito legal, com gola e um layout mais tradicional.
Mais um bom jogo com o Mineirão, lindão, lotado de camisas amarelas colombianas.
Aliás, até agora, nada a reclamar da qualidade dos jogos nesta Copa. Muitos gols, a arbitragem competindo com os artilheiros, mas, bem melhor do que 2010 quando, nos 16 primeiros jogos tivemos 25 gols - 1,56 por jogo. Até agora tivemos, em 5 jogos, 18 gols – 3,6 por jogo.
A relação dos fabricantes por país é esta aí embaixo com a Nike liderando - 10 países, seguida por Adidas com 9 e Puma com 8.
Que, coincidência, foi como a Colômbia apareceu hoje contra a Grécia. Cuja, veio com um uniforme muito legal, com gola e um layout mais tradicional.
Mais um bom jogo com o Mineirão, lindão, lotado de camisas amarelas colombianas.
Aliás, até agora, nada a reclamar da qualidade dos jogos nesta Copa. Muitos gols, a arbitragem competindo com os artilheiros, mas, bem melhor do que 2010 quando, nos 16 primeiros jogos tivemos 25 gols - 1,56 por jogo. Até agora tivemos, em 5 jogos, 18 gols – 3,6 por jogo.
A relação dos fabricantes por país é esta aí embaixo com a Nike liderando - 10 países, seguida por Adidas com 9 e Puma com 8.
(O uniforme da Alemanha é uma jogadinha
rasteira de marketing visando ganhar a simpatia da nação rubro negra. Comigo, é
claro, deu certo. Sou Chuváinstáiguer desde pequeno.)
Nike (EUA) –
Brasil, Croácia, Holanda, Austrália, Grécia, Inglaterra, França, Portugal, EUA,
Coréia do Sul
Adidas (Alemanha)
– México, Espanha, Colômbia, Japão, Argentina, Nigéria, Alemanha, Rússia, Bósnia
Puma (Alemanha)
– Camarões, Chile, Costa do Marfim, Uruguai, Itália, Suíça, Gana, Argélia
Lotto (Itália)
– Costa Rica
Marathon (Equador)
– Equador
Joma (Espanha)
– Honduras
Uhlsport (Alemanha)
– Irã
sexta-feira, 13 de junho de 2014
CHI-CHI-CHI, LE-LE-LE!
Tudo bem que a Espanha tomou um chocolate impressionante,
que isso pode desmantelar os atuais campeões, blá-blá-blá, blá-blá-blá e o
Chile ganhou da Austrália por 3 a 1.
Mas, o placar não conta o que foi o jogo. O Chile marcou aos 12 e 14 e parecia tranquilo a caminho de uma goleada. A Austrália voltou mais arrumada, deu sufoco nos “rojos”, marcou seu gol e só no finalzinho veio o terceiro gol chileno.
Valdívia marca um gol, dá passes, faz jogadinhas bonitas, mas não marca ninguém e sai mortinho no segundo tempo. Como sempre.
A Bachelet estava em Cuiabá e deve ter saído feliz mas, pra mim, quarta-feira é sem previsão.
Mas, o placar não conta o que foi o jogo. O Chile marcou aos 12 e 14 e parecia tranquilo a caminho de uma goleada. A Austrália voltou mais arrumada, deu sufoco nos “rojos”, marcou seu gol e só no finalzinho veio o terceiro gol chileno.
Valdívia marca um gol, dá passes, faz jogadinhas bonitas, mas não marca ninguém e sai mortinho no segundo tempo. Como sempre.
A Bachelet estava em Cuiabá e deve ter saído feliz mas, pra mim, quarta-feira é sem previsão.
O TIKI TAKA ENGASTALHOU
A Espanha sai na frente mas Van Persie empata o jogo com um golaço.
Em mais uma prova de babaquice extrema, a torcida brasileira presente na Fonte Nova vaia o Diego Costa toda vez que ele pega na bola.
No segundo tempo, Robben virou o jogo aos 8 minutos, aos 19 De Vrij aumentou, aos 27 Casillas vacilou feio e Van Persie fez mais um, aos 35 Robben arrancou do meio de campo, ganhou da defesa espanhola inteira e fechou o caixão: 5 a 1!
E só não foi de mais porque o Casillas é um senhor goleiro - apesar da falha imperdoável.
A Holanda se vinga, com muitas sobras, da final de 2010 e vai faltar cerveja hoje em Salvador.
Com isso, apesar do nocaute, o jogo da Espanha contra o Chile, quarta-feira que vem no Maracanã, promete muito.
E O KAISER, HEIN?
A Fifa suspendeu Franz Beckenbauer, o grande ícone do
futebol alemão e atual cartola - por 90 dias - de qualquer atividade
relacionada ao futebol por não ter colaborado com a investigação do Comitê de
Ética da entidade em torno da suposta corrupção na escolha do Qatar para a Copa
2022.
Ele era dirigente do Comitê Executivo da federação quando foi feita a eleição e, por isso, era uma das testemunhas-chave na apuração.
A Fifa informou que ele está "provisoriamente banido de tomar parte em qualquer atividade do futebol, em qualquer nível, por 90 dias". A investigação tentou falar pessoalmente e por escrito com o ex-jogador, mas não obteve resposta.
"A aparente quebra (do código de ética da Fifa) por Beckenbauer é relacionada a sua falta de cooperação com a investigação do Comitê de Ética apesar dos repetidos pedidos de ajuda, incluindo pedidos para que ele providenciasse informações durante entrevista pessoal ou por meio de resposta a questões escritas tanto em inglês quanto em alemão".
Com a suspensão provisória instituída, Beckenbauer será submetido a uma investigação formal pelo comitê de ética da Fifa.
Por aqui, seguimos praticando o segundo esporte favorito no Brasil: falar mal do Pelé.
Ele era dirigente do Comitê Executivo da federação quando foi feita a eleição e, por isso, era uma das testemunhas-chave na apuração.
A Fifa informou que ele está "provisoriamente banido de tomar parte em qualquer atividade do futebol, em qualquer nível, por 90 dias". A investigação tentou falar pessoalmente e por escrito com o ex-jogador, mas não obteve resposta.
"A aparente quebra (do código de ética da Fifa) por Beckenbauer é relacionada a sua falta de cooperação com a investigação do Comitê de Ética apesar dos repetidos pedidos de ajuda, incluindo pedidos para que ele providenciasse informações durante entrevista pessoal ou por meio de resposta a questões escritas tanto em inglês quanto em alemão".
Com a suspensão provisória instituída, Beckenbauer será submetido a uma investigação formal pelo comitê de ética da Fifa.
Por aqui, seguimos praticando o segundo esporte favorito no Brasil: falar mal do Pelé.
FUTEBOL 0 X 3 ARBITRAGEM
Debaixo de um tremendo
pé d’água que mostrou a excelente condição do gramado da Arena das Dunas, o
México e sua torcida berrando Cielito Lindo, “assassinaram o camarão”.
Assou-Ekotto (esse da foto, recém chegado de Woodstock) e Samuel Eto’o, olhando para o resto do time, devem se perguntar: “Oncotô? Proncovô?”
Segundo jogo da Copa, três erros graves de arbitragem: ontem, um pênalti que não houve e hoje, dois gols do México mal anulados mostram que a arbitragem vai ser assunto até o final do torneio.
Acho o seguinte: desde os primórdios do futebol a arbitragem sempre foi cheia de erros. Só que, de uns tempos pra cá, temos 32 câmeras em todos os ângulos imagináveis, câmera lenta, superlenta e o escambau.
Ou seja, os juízes sifu!
Assou-Ekotto (esse da foto, recém chegado de Woodstock) e Samuel Eto’o, olhando para o resto do time, devem se perguntar: “Oncotô? Proncovô?”
Segundo jogo da Copa, três erros graves de arbitragem: ontem, um pênalti que não houve e hoje, dois gols do México mal anulados mostram que a arbitragem vai ser assunto até o final do torneio.
Acho o seguinte: desde os primórdios do futebol a arbitragem sempre foi cheia de erros. Só que, de uns tempos pra cá, temos 32 câmeras em todos os ângulos imagináveis, câmera lenta, superlenta e o escambau.
Ou seja, os juízes sifu!
quinta-feira, 12 de junho de 2014
COMEÇOU!
Abertura com a bola de
led - muito legal - fazendo contraponto com as bobagens interpretativas de
sempre: floresta ecológica, bailarinas sorridentes e danças estranhas. Mas, bem
melhor do que a de 2010 - África do Sul onde só se salvou a Waka Waka da
Shakira que deu de dez a zero na We Are One com Cláudia Leite, Jennifer Lopez
e Pitbull (what porra is that?) - musiquinha
ridícula, que desponta para o anonimato, interpretada por esses ícones da
imbecilidade musical reinante.
É importante lembrar que as aberturas de copa não podem ser comparadas às aberturas de olimpíadas.
Joguinho sofrido, Thiago Silva e Neymar com os olhinhos marejados de lágrimas na entrada, gol contra inédito, pênalti inexistente, placar não condizente.
Mas, serviu pra calar a boca das aves de rapina que insistiam em tirar o Oscar do time.
Curiosidade: por que o Hulk na esquerda e Neymar no meio?
Neymar, apesar dos gols, deveria tomar um sonoro esporro do Felipão por querer ser malandro agulha e tomar um desnecessário cartão (manja “malandro agulha”?).
A torcida paulista “da balada” - formada por gente mais preocupada em tirar “selfies” do que assistir o jogo - totalmente branca, coxinha total (não vi nenhum crioulo, nenhum mulato, nenhum "povão"), até que, futebolisticamente falando, se comportou bem, cantou o hino a capella, apoiou e tudo deu certo.
Segue o jogo.
É importante lembrar que as aberturas de copa não podem ser comparadas às aberturas de olimpíadas.
Joguinho sofrido, Thiago Silva e Neymar com os olhinhos marejados de lágrimas na entrada, gol contra inédito, pênalti inexistente, placar não condizente.
Mas, serviu pra calar a boca das aves de rapina que insistiam em tirar o Oscar do time.
Curiosidade: por que o Hulk na esquerda e Neymar no meio?
Neymar, apesar dos gols, deveria tomar um sonoro esporro do Felipão por querer ser malandro agulha e tomar um desnecessário cartão (manja “malandro agulha”?).
A torcida paulista “da balada” - formada por gente mais preocupada em tirar “selfies” do que assistir o jogo - totalmente branca, coxinha total (não vi nenhum crioulo, nenhum mulato, nenhum "povão"), até que, futebolisticamente falando, se comportou bem, cantou o hino a capella, apoiou e tudo deu certo.
Segue o jogo.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
IBNC*
Tá certo que entrevistas de jogadores e técnicos de futebol são um oceano de lugares comuns.
90% dos jogadores respeitam o adversário, vão dar tudo de si, glória a Deus e abraço aos familiares.
90% dos técnicos surfam em marolas com a importância das bolas paradas, falsos noves e não tem mais bobo no futebol.
Mas os jornalistas!
Fico em dúvida entre: ou se renderam à bobajada constante e acham que não vale a pena fazer perguntas razoavelmente inteligentes ou são tão (ou mais) idiotas quanto os entrevistados.
Se não, vejamos.
Em maio, na apresentação da seleção, a pergunta palpitante foi:
“Ô Marcelo, conta pra nós: no grupo, quem tem mais medo de injeção?”
Hoje, véspera do primeiro jogo, na coletiva com Felipão e Neymar veio a babaquice definitiva: “Ô Neymar, você prefere ser o artilheiro da Copa, o craque da Copa ou ser campeão do mundo?”
Só não chutei a televisão porque quero ver a Copa.
* Índice de Babaquices Na Copa
HRVATSKA ŽELI IGRATI
É o que diz Niko Kovač, técnico do valoroso time dos Balcãs, ao jornal Sportske Novosti.
Talvez influenciado pelo mapa do país (parece uma ferradura), ele tem uma visão pragmática do jogo:
“O Brasil, nas últimas 16 partidas, venceu 15 e perdeu apenas uma. Mas não importa o quanto eles são bons na frente, têm defeitos na última linha.
Não vamos estacionar um ônibus na frente de Pletikosa. Temos grandes jogadores e sabemos que o Brasil insiste na posse de bola, mas se ela está com a gente, eles não podem marcar ...”
Resta aguardar.
terça-feira, 10 de junho de 2014
PROP(ARGH)GANDAS NA COPA
A publicidade na Copa
do Mundo continua sendo uma tortura inenarrável.
Como podemos comprovar por essa pérola de inoportunidade da Brahma, Bradesco - É Bra(rgh!), Itaú - com a completamente inadequada e chata vozinha da Fernanda Takai,
Samsung Galaxy - favoritaço para levar o Oscar da Idiotice Extrema com alienígenas desafiando os terráqueos para uma partida de futebol, uma infinidade de “A gente é Brasil”, “Somos 200 milhões e uma só voz” e tantas outras babaquices capazes de envergonhar o mais pacheco dos pachecos.
Para compensar, o HajaData realizou profundos estudos e conseguiu selecionar dois exemplos de bom aproveitamento da data magna do futebol mundial.
Puma Uruguai - Fantasma de 50
Carrefour Argentina - Avião
Como podemos comprovar por essa pérola de inoportunidade da Brahma, Bradesco - É Bra(rgh!), Itaú - com a completamente inadequada e chata vozinha da Fernanda Takai,
Samsung Galaxy - favoritaço para levar o Oscar da Idiotice Extrema com alienígenas desafiando os terráqueos para uma partida de futebol, uma infinidade de “A gente é Brasil”, “Somos 200 milhões e uma só voz” e tantas outras babaquices capazes de envergonhar o mais pacheco dos pachecos.
Para compensar, o HajaData realizou profundos estudos e conseguiu selecionar dois exemplos de bom aproveitamento da data magna do futebol mundial.
Puma Uruguai - Fantasma de 50
Carrefour Argentina - Avião
segunda-feira, 9 de junho de 2014
UNA RASURADITA!
En un mitin
de campaña para llegar de nuevo a la presidencia municipal, Hilario Ramírez
Villanaueva aceptó que robó, pero que sólo fue "poquito".
Guadalajara
“Sí robé, pero poquito”, así es como Hilario Ramírez Villanaueva, ex alcalde panista de San Blas, Nayarit, se sincera durante su campaña para llegar de nuevo a la presidencia municipal, pero ahora como candidato independiente.
“¡Que le robé a la presidencia! ¡Sí le robé, sí le robé, sí le robé! Pero poquito porque está bien pobre. Nomás una rasuradita, una rasuradita”, señaló el ex edil. Para justificarse, el candidato aseguró que mientras con una mano robaba, “con la otra se lo daba a los pobres”.
Guadalajara
“Sí robé, pero poquito”, así es como Hilario Ramírez Villanaueva, ex alcalde panista de San Blas, Nayarit, se sincera durante su campaña para llegar de nuevo a la presidencia municipal, pero ahora como candidato independiente.
“¡Que le robé a la presidencia! ¡Sí le robé, sí le robé, sí le robé! Pero poquito porque está bien pobre. Nomás una rasuradita, una rasuradita”, señaló el ex edil. Para justificarse, el candidato aseguró que mientras con una mano robaba, “con la otra se lo daba a los pobres”.
Esse “robinhúdi”
está precisando de estágio em plagas tupiniquins pra aprender a fazer
direito.
domingo, 8 de junho de 2014
PROFECIA BALIPODAL
A indústria do futebol, com a audiência em queda desacreditada por sucessivas falcatruas, vai se render à modernidade e virar um misto de basquete, futebol de salão, futebol americano etc.
Teremos o mesmo campo, o mesmo número de jogadores, as mesmas regras básicas, mas com algumas modificações:
1. Como no basquete, serão quatro tempos de 15 (ou 18 ou 20) minutos de bola em jogo com o tempo sendo mostrado no telão.
2. Os intervalos entre o primeiro e segundo tempos e entre o terceiro e quarto tempos serão de 5 minutos. O intervalo entre o segundo e terceiro tempo será de 10 minutos.
3. No estilo futebol americano, cada equipe poderá inscrever 22 jogadores por partida.
4. A cada intervalo as equipes poderão substituir quantos jogadores quiserem, podendo os substituídos retornarem nos tempos seguintes.
5. Os juízes serão dois em campo, dois bandeirinhas, dois de linha de fundo e dois encarregados de controlar o tempo e organizar as substituições.
6. Os juízes terão o auxílio de monitores para averiguar as jogadas duvidosas conforme acontecerem dúvidas.
7. Cada técnico terá direito a um pedido de checagem por jogo.
8. O jogador que tomar cartão amarelo ficará fora do jogo por dois minutos (de bola em jogo) sem direito a substituição.
9. Cartão vermelho é expulsão, o jogador não pode retornar, mas o time poderá voltar a ficar completo no tempo seguinte.
10. Os “especialistas”, “analistas” e todos os “istas” irão à loucura.
sábado, 7 de junho de 2014
CURIOSIDADES RUBRO NEGRAS - 34
Das 5 Copas conquistadas pelo Brasil o Flamengo teve representantes em 4. A exceção foi a de 1962.
Os jogadores rubro-negros campeões mundiais pela Seleção Brasileira enquanto ainda eram jogadores do Flamengo foram: Zagallo, Moacir, Joel e Dida em 1958, Brito em 1970, Gilmar em 1994 e Juninho Paulista em 2002.
Na Copa do Mundo de 1958, os jogadores Evaristo e Índio faziam parte da lista preliminar para a Copa, mas acabaram não sendo chamados para a lista final.
Além disso, vale destacar que até 2010 mesmo com grandes jogadores estrangeiros tendo passado pelo clube,o meia Fierro foi o primeiro jogador estrangeiro a defender a sua Seleção na Copa do Mundo enquanto era jogador do Flamengo.
Fonte: http://www.flamengo.com.br/flapedia/Copa_do_Mundo
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sexta-feira, 6 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
CONFIRMADO: ELAS SÃO O PERIGO
Ler jornal hoje é mais
ou menos como garimpar em área ruim.
Você cansa de passar a peneira e só vem areia sem valor. Mas, vício é vício.
Numa rápida passada pelos jornais de hoje, temos, como sempre, sangue a rodo: “Suspeito confirma que esquartejou e tentou se livrar do corpo”, “Vizinho invade casa e mata carpinteiro por se sentir incomodado com som alto”.
Seguido das indefectíveis manchetes dos arautos da desgraça iminente: “Produção da indústria recua 0,3%. Em relação a abril de 2013, queda foi de 5,8%, a pior registrada desde setembro de 2009”, “Maioria está insatisfeita com o Brasil, diz pesquisa”
e por aí vai.
Aí, já na fase de desistência, dou de cara com a palpitante notícia:
FURACÕES COM NOMES FEMININOS PODEM MATAR
ATÉ TRÊS VEZES MAIS, DIZ PESQUISA
Washington, EUA. Os furacões com nomes femininos podem matar três vezes mais porque as pessoas os percebem como menos ameaçadores do que as tempestades com nomes masculinos. A conclusão foi obtida por cientistas, que publicaram seus resultados na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”.
Putz!
Uma brincadeira corrente diz que os melhores empregos do mundo são o do Murtosa na seleção e o do pai do Neymar.
Sei não, acho que esses cientistas (?) viajandões, que conseguem verbas incríveis para suas pesquisas idiotas, são fortes concorrentes.
Você cansa de passar a peneira e só vem areia sem valor. Mas, vício é vício.
Numa rápida passada pelos jornais de hoje, temos, como sempre, sangue a rodo: “Suspeito confirma que esquartejou e tentou se livrar do corpo”, “Vizinho invade casa e mata carpinteiro por se sentir incomodado com som alto”.
Seguido das indefectíveis manchetes dos arautos da desgraça iminente: “Produção da indústria recua 0,3%. Em relação a abril de 2013, queda foi de 5,8%, a pior registrada desde setembro de 2009”, “Maioria está insatisfeita com o Brasil, diz pesquisa”
e por aí vai.
Aí, já na fase de desistência, dou de cara com a palpitante notícia:
FURACÕES COM NOMES FEMININOS PODEM MATAR
ATÉ TRÊS VEZES MAIS, DIZ PESQUISA
Washington, EUA. Os furacões com nomes femininos podem matar três vezes mais porque as pessoas os percebem como menos ameaçadores do que as tempestades com nomes masculinos. A conclusão foi obtida por cientistas, que publicaram seus resultados na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”.
Putz!
Uma brincadeira corrente diz que os melhores empregos do mundo são o do Murtosa na seleção e o do pai do Neymar.
Sei não, acho que esses cientistas (?) viajandões, que conseguem verbas incríveis para suas pesquisas idiotas, são fortes concorrentes.
terça-feira, 3 de junho de 2014
HAJA ANIVERSÁRIO
Obrigado e voltem sempre.
Obs.: palavrinha danada de esquisita "a-ni-ver-sá-rio", né não?
domingo, 1 de junho de 2014
CONAR: DE QUATRO PARA A BABAQUICE PC
Interessante situação
temos hoje na propaganda de sites de comércio eletrônico: o Mercado Livre, que
começou em 1999 na Argentina e logo depois no Brasil, é um dos sites mais
acessados do país. Em 2010 chegou a OLX (Online Exchange) e em 2011 o Bom
Negócio (parte da Schibsted Media Group, um grupo de mídia Norueguês).
O Mercado Livre teve uma boa série na mídia com destaque para o “Beijo”.
Aí a OLX atacou de “Desapega, Desapega”.
E o Bom Negócio arrebentou com a série ancorada no slogan “A cada 1 minuto 4 coisas vendem”, estrelada por Narcisa, Supla, Compadre Washington, Maradona etc.
A OLX tenta reagir com marcianos cantando funk, rainhas esquisitas e outras bobagens e o Mercado Livre não se manifesta - talvez por ainda não se sentir ameaçado.
Confirmando a babaquice politicamente correta que nos assola, o Conar considerou "desrespeitosa" para as mulheres a propaganda do Bom Negócio em que Compadre Washington fala o já famoso bordão "Sabe de nada, inocente" e determinou que seja alterado um trecho do comercial.
A expressão considerada ofensiva é "ordinária", dita pelo cantor no meio da propaganda. No filme, Washington desaparece antes de terminar de falar a palavra. O Conar entendeu, porém, que o termo fica "perfeitamente compreensível" para o público.
Segundo o Conar, chegaram ao conselho mais de 50 reclamações (Cinquenta!!!) de consumidores contra a propaganda, feitas por homens e mulheres.
Segue o baile e sigo torcendo para o Bom Negócio.
O Mercado Livre teve uma boa série na mídia com destaque para o “Beijo”.
Aí a OLX atacou de “Desapega, Desapega”.
E o Bom Negócio arrebentou com a série ancorada no slogan “A cada 1 minuto 4 coisas vendem”, estrelada por Narcisa, Supla, Compadre Washington, Maradona etc.
A OLX tenta reagir com marcianos cantando funk, rainhas esquisitas e outras bobagens e o Mercado Livre não se manifesta - talvez por ainda não se sentir ameaçado.
Confirmando a babaquice politicamente correta que nos assola, o Conar considerou "desrespeitosa" para as mulheres a propaganda do Bom Negócio em que Compadre Washington fala o já famoso bordão "Sabe de nada, inocente" e determinou que seja alterado um trecho do comercial.
A expressão considerada ofensiva é "ordinária", dita pelo cantor no meio da propaganda. No filme, Washington desaparece antes de terminar de falar a palavra. O Conar entendeu, porém, que o termo fica "perfeitamente compreensível" para o público.
Segundo o Conar, chegaram ao conselho mais de 50 reclamações (Cinquenta!!!) de consumidores contra a propaganda, feitas por homens e mulheres.
Segue o baile e sigo torcendo para o Bom Negócio.
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sábado, 31 de maio de 2014
GRATEFUL DEAD
A banda extraiu seu nome de um conto folclórico da velha Inglaterra, que conta a história de um viajante que chega a um vilarejo onde um cadáver apodrece em público, pois o povo se recusa a enterrá-lo devido a dívidas contraídas e não pagas enquanto vivo. O viajante resolve pagar as dividas e enterra do homem. Ao seguir viagem, ele é salvo em situação misteriosa creditado ao espírito agradecido do cadáver. Daí o nome "Morto Agradecido".
Em 1965 estavam se iniciando as experiências monitoradas com o LSD no Veterans Hospital perto da universidade de Stanford. Foi lá que esta turma conheceu Robert Hunter (principal letrista do Dead) e o escritor Ken Kesey ("Um estranho no ninho"), que estavam literalmente caindo de boca no escancaramento de todas as portas da percepção. Isto teve uma importância mais que fundamental na formação da consciência, no som e em toda a maneira de ver a vida do que viria a ser o Grateful Dead.
Ken Kesey arrumou um químico fabricante de ácido, encheu um ônibus de alucinados do mesmo calibre e com Neal Cassady, inspirador de Kerouac em "On the Road" de motorista (virado de anfetamina birita e LSD), atravessou os EUA divulgando um estilo de vida e consciência que chocava todos por onde passava. Dizem que a chegada em Wall Street em NY foi antológica, com distribuição de ácido e flores pros passantes engravatados.
Outras experiências do grupo eram os chamados acid tests que nada mais eram que enormes festas, muitas vezes ao ar livre (tem gente que pensa que rave é novidade), onde em meio à projeção de slides psicodélicos, luzes estroboscópicas e ácido gratuito o Grateful Dead tocava horas e horas sem parar, improvisando direto e formatando sua identidade sonora futura no meio daquela doideira generalizada. Muitas destas intermináveis sessões de improviso abriram caminho pra coisas posteriores como, por exemplo, os Allman Brothers e outros grupos chegados a uma estrutura jazzística.
Eram os "anti-super-stars". Garcia tocava sempre com um jeans surrado e uma camiseta destas de ficar em casa, meio gorducho e barbudão, uma espécie de Papai Noel hippie meio parado mandando uns solos intermináveis na guitarra. Uma figura muito simpática. Enquanto na plateia um pessoal que parecia saído do túnel do tempo ou de Santa Teresa (RJ), o que dá no mesmo, fazendo umas danças performáticas junto com seus filhos e netos.
Fonte: Jerry Garcia - O Anti-Super-Star http://whiplash.net/materias/ontheroad/000028-gratefuldead.html#ixzz33Jm2vnn7
Obs.: Eu estava nos EUA em 9/8/1995, dia em que Jerry Garcia morreu. Vi a notícia na Tv, desci direto para o lobby do hotel – que tinha uma loja de discos. Peguei o CD duplo “Without a Net” e fui pagar. Comentário do caixa: “Você foi rápido. Amanhã vou dobrar o preço...”
quinta-feira, 29 de maio de 2014
MAS QUE TURMINHA, HEIN?
Não é? Ah, é Sim!
Só uma curiosidade:
Por que a loura criatura usa o sobrenome do avô e não o do pai?
Não que fosse mudar muita coisa...
O PROBLEMA NÃO É O BRASIL. É VOCÊ.
Segue texto de Priscila Silva (cuja nunca tinha ouvido falar até poucos instantes) que copiei do Viomundo.
O endereço dela é: https://medium.com/@prisciiiiiiiila
(assim mesmo, cheio de “I”s.)
Toda vez que um assunto polêmico surge na mídia, viraliza nas redes sociais e chega às rodas de amigos, reuniões de família e mesas de bar, começam a pipocar, por toda parte, juízos de valor genéricos a respeito “do Brasil” e “do povo brasileiro”.
Essas “análises”, que estão em alta no atual período pré-Copa, costumam ser, mais especificamente, materializadas na forma de chavões babacas mais antigos que a minha avó: são os famosos “só no Brasil”, “isso é Brasil!”, e, ainda, o clássico e meu preferido “o problema é a cabeça do brasileiro” (que também pode aparecer na carinhosa versão “o povo brasileiro é burro”).
Que a internet e os círculos sociais estão recheados de ideias idiotas, preconceituosas e desprovidas de qualquer senso lógico ou nexo com a realidade não é novidade.
O problema aqui é que as pérolas pertencentes à categoria “Brasil é uma merda porque é uma merda, e eu não tenho nada a ver com isso” não vêm sendo enquadradas como apatia mental, como deveriam, mas como demonstração de revolta consciente e politizada “contra tudo que está aí”.
Um quarto dos brasileiros acha que uma mulher de shortinho merece ser estuprada? “Isso é Brasil!”. A Petrobrás fez um mau negócio em Pasadena? “Brasil, né?”. Algumas obras da Copa do Mundo atrasaram? “Só no Brasil mesmo!”.
Não. Não. E não. Na verdade, esse tipo de pensamento vazio, reducionista e arrogante empobrece o debate dos problemas que estão por detrás dos acontecimentos (que acabam sendo levianamente rotulados como “coisa do Brasil”), além de estimular e legitimar uma atitude resignada e egoísta ao melhor (ou pior) estilo Pôncio Pilatos (“lavo minhas mãos, porque a merda já estava feita quando eu cheguei aqui”).
“Só no Brasil”? Não.
Em primeiro lugar, vale uma pesquisa prévia a respeito do assunto sobre o qual se está emitindo opinião: será mesmo que o Brasil é o único país a enfrentar esse problema específico que você conheceu superficialmente através do link que seu amigo compartilhou no Facebook? Pode ter certeza que, em 99% dos casos, a gente carrega o fardo junto com mais algumas dezenas de países (se não com todas as nações do planeta), ainda que ele pese mais ou menos conforme o caso.
E não estamos falando apenas de países considerados “mais atrasados” e “menos civilizados” que o Brasil.
Tem corrupção na Europa, os Estados Unidos mal possuem um sistema público de saúde, o racismo segue forte em diversos países “desenvolvidos”, e a Inglaterra é descaradamente sexista. Por isso, antes de iniciar um festival de ignorância, babar ovo de gringo gratuitamente e resumir seu discurso a uma frase despolitizada como essa, lembre-se que o Google está a apenas um clique.
Caso contrário, você corre o risco de continuar contribuindo para que 40% dos nascidos no Brasil prefiram ter outra nacionalidade (apesar de o Brasil ser sonho de consumo internacionalmente).
Se “isso é Brasil”, então “isso” é você também.
Dou a qualquer um o direito de achar o Brasil uma merda monumental e sem precedentes, desde que admita ser uma merda de pessoa também. Assim, quando alguém disser “o Brasil é um lixo” ou “o povo brasileiro é burro”, na verdade estará dizendo “eu sou um lixo” e “eu sou burro”. Combinado?
Porque, caros amigos niilistas radicais, é estranhamente conveniente excluir-se, deliberadamente, do conjunto de brasileiros, negando a própria cultura e origem, bem na hora em que “a coisa aperta”, não é?
As expressões “isso é Brasil” ou “esse é o povo brasileiro” não são, portanto, apenas generalizantes e reducionistas, mas também um tanto arrogantes. Quem as profere se julga acima dos defeitos da sociedade brasileira, e é incapaz de perceber que suas próprias convicções, ideias e preconceitos são na verdade um reflexo das características e problemas da sociedade brasileira como um todo.
Nem é preciso nem dizer que esse tipo de perspectiva segregatória, em que o locutor se coloca em posição imparcial e de superioridade em relação ao restante da população, gera verdadeiros fenômenos de cegueira coletiva.
Um exemplo clássico é a inabilidade de algumas pessoas em enxergar o próprio racismo, o que popularizou expressões como “não sou racista, mas…”, culminando com a negação da existência de racismo no Brasil por determinadas “correntes ideológicas”.
Então, antes que comecemos a negar outros “ismos” por aí (o que, a bem da verdade, já acontece), vamos parar de subir em pedestais imaginários e nos colocar em nossos devidos lugares: na arquibancada junto com o resto do povão e toda a torcida do Flamengo.
Se “isso é Brasil”, repetir esse chavão não vai mudar nada (talvez só pra pior).
Imagine a seguinte situação hipotética: um sujeito dito “politizado” está surfando na rede, checando o feed de notícias do Facebook, dando um rolê pelo Twitter e teclando no WhatsApp, quando, casualmente, se depara com uma notícia revoltante (sabemos que a internet está cheia delas).
Indignado com a situação ultrajante da qual acaba de tomar conhecimento, nosso amigo resolve mostrar toda a sua revolta por meio de um comentário impactante no perfil de quem, muito sagazmente, compartilhou aquela notícia chocante com ele. “Fazer o que, né, colega? Isso é o país em que vivemos. Viva o Bra-ziu!”.
Satisfeito com sua contribuição, o internauta bem informado segue para os próximos “hits do dia” nas redes sociais, afinal, “isso é Brasil” — não tem jeito. E ele, pessoa politizada e, portanto, ciente do “beco sem saída” que é o nosso país, nem vai se dar ao trabalho de pensar sobre o assunto (e muito menos fazer algo a respeito), uma vez que essa nação é feita de pessoas naturalmente incompetentes e políticos naturalmente corruptos.
Confere? Não confere.
Na verdade, cidadão politizado, o problema, neste cenário, não é o Brasil.
É você.
Quando um indivíduo, ao deparar-se com determinado problema que considera sério, resume seu pensamento e manifestação à depreciação verbal genérica e gratuita de seu país, só podemos concluir que ele atingiu um nível sobre-humano de apatia mental e social.
Além de não mover uma palha para mudar a situação que o indignou, contribui para difundir um clima negativo, conformista e preguiçoso por onde passa, contagiando outras pessoas com a ideia deturpada de que é impossível mudar as coisas para melhor (ou que simplesmente não vale a pena), porque “o povo brasileiro é assim mesmo”.
Resumo da ópera: quem não quiser realmente tentar entender o problema, trocar ideias sobre como solucioná-lo, contribuir com organizações e movimentos sociais envolvidos no assunto, criar ou participar de campanhas de conscientização, e procurar votar em políticos empenhados na causa em questão, que pelo menos pare de encher o saco com reducionismos pessimistas e burros. A esfera pública agradece.
“Isso é Brasil” agora, mas pode mudar. E depende de você também.
Imaginem se, há 30, 40 anos atrás, quando ainda vivíamos uma ditadura, todos pensassem que o “Brasil é assim mesmo”, que “somos um povo submisso que só funciona na ‘base da porrada’”?
Imaginem se a população tivesse desistido de exigir a redemocratização, e se resignado, limitando-se a comentar com seus conhecidos, em cafés e restaurantes, que “aquilo era o Brasil”.
Foi porque as pessoas não se conformaram com o que o Brasil era ou parecia ser que hoje nós vivemos uma democracia plena, onde todos podem se manifestar da forma que julgam melhor (até de forma superficial e não construtiva, como a que estamos tratando neste texto).
O direito à liberdade de pensamento e expressão é indiscutível, e o que deixo aqui é apenas um humilde conselho: vamos usar essas prerrogativas de verdade. Para debater, e não para cair em chavões limitados e vazios de que o país é uma porcaria generalizada, pior que qualquer outro, que nosso povo é burro e corrupto, que estamos no fundo poço e nunca sairemos dele, e que é impossível mudar a realidade em que vivemos.
Isso não quer dizer, de forma alguma, que devemos fugir dos problemas ou nos conformarmos com o que já foi conquistado, pois ainda existem inúmeros desafios a serem superados nesse Brasil continental.
Se “isso” é mesmo o Brasil, a mudança só depende de nós.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
FUTEBOL BRASILEIRO: PODRE PARAÍSO DOS RATOS
Entre os 100 clubes de futebol com maior valor de mercado, destacam-se:
1º. FC Barcelona 588,10 Milh. €
2º. Real Madrid 571,40 Milh. €
3º. Bayern Munique 534,55 Milh. €
4º. Manchester City 451,00 Milh. €
5º. FC Chelsea 395,75 Milh. €
O São Paulo é o único clube brasileiro na lista, ocupando um honroso 78º lugar com o valor de 66,50 Milh. €.
Por outro lado, nos últimos cinco anos o Brasil tem tido sempre o maior contingente de jogadores estrangeiros na Europa: 529 em 2009, 566 em 2010, 524 em 2011, 515 em 2012 e 471 em 2013.
Nos últimos oito anos os clubes brasileiros receberam mais de 1 bilhão de euros (cerca de 3 bilhões de reais) em vendas de jogadores. Contra 438 milhões de euros em compras (cerca de 1,3 bilhões de reais).
Numa continha simplória, se considerarmos que somente os vinte clubes da primeira divisão tenham vendido essa valiosa mercadoria, nos últimos oito anos teríamos um faturamento de 375 milhões de reais por ano; 18,750 milhões/ano para cada um dos clubes vendedores.
Em compras, cada um teria gasto 8,125 milhões de reais ao ano.
O que, sempre teoricamente, resultaria em mais de 10 milhões por ano nos cofres destes clubes. Que estão todos, absolutamente todos, quebrados.
Como se justifica que um país com cerca de 200 milhões de habitantes tenha uma média de espectadores nos estádios inferior às segundas divisões da Inglaterra (53 milhões de habitantes) e da Alemanha (82 milhões de habitantes)?
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terça-feira, 27 de maio de 2014
EU ERA ASSIM, FIQUEI ASSIM
Aumentaram aproximadamente um centímetro o diâmetro da tampa e inclinaram o plano superior.
O resultado é que o precioso líquido matinal não regurgita mais e consequentemente, não tenho mais uma poça ao redor da xícara.
Simples, bem feito e, como não sou muito assíduo em supermercados, acho que muito provavelmente deve ser cópia tardia de algum similar.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
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