sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

DEFINITIVO

Depois dos 'enochatos'
(aqui: http://hajamuuitosaco.blogspot.com.br/2009/11/babaquice-enofila.html),
dei de cara com essa no fêicibúqui. Perfeita.


MHM - O UNIVERSO MASCULINO DESCOMPLICADO E DESCONTRAÍDO


 “A CERVEJA PROVA QUE DEUS NOS AMA.” – BENJAMIN FRANKLIN.

7 tipos de Beer Chatos para você evitar na mesa do bar

Cerveja é uma coisa incrível. Democrática, a bebida é ingerida por ricos e pobres e tem o poder de reunir pessoas ao redor da mesa para trocarem uma ideia e falarem sobre a vida, o universo e tudo mais. A cerveja é tão boa, que muita gente busca especialização.
Querem saber mais sobre a bebida, que outros tipos existem, quais as variações de sabores e ingredientes. Só que tem gente que vai fundo demais. Transformam o ato divertido e social de tomar uma em um processo burocrático e chato, cheio de nomenclaturas e de  cagadas de regras de “pode e não pode”.

Meu amigo, cerveja não é vinho.  Nem mesmo o vinho é tão chato como muito enólogos – especialistas no assunto – conseguem fazer a bebida parecer. Beber é um ato social feito para relaxar.
Apoiamos que você busque mais conhecimento sobre um assunto e refine seu paladar. Mas a partir do momento que sua chatice começa a incomodar os outros ao seu redor, meu amigo, é hora de parar.
Separamos uma lista com 7 tipos de Beer Chatos para você evitar na mesa do bar. Se liga:

O QUE NÃO ACEITA OPINIÃO CONTRÁRIA
Esse tipo de beer chato parece está concorrendo a um cargo no governo dos beer insuportáveis. Ele acha que toda conversa é um debate político que ele deve sair com a razão.
- “Que absurdo você achar que a escola alemã de cervejas é melhor que a dos belgas! É óbvio que os monges das Bélgica sabem colher a cevada de uma maneira mais refinada que a dos alemães”.
Ninguém é obrigado a concordar com a opinião alheia. Prefere cervejas amargas? Ocupe sua boca bebendo ela e não tentando me convencer das coisas que você acha. O que nos leva a outro tipo…

O QUE SEMPRE DIZ “ISSO NÃO É CERVEJA”
Churrasco. Calor de 40 graus. Você reúne umas 20, 30 pessoas na churrasqueira do prédio para comer uma carne e tomar uma. Cada um traz o seu fardinho. Ai você vê um broder no canto de braços cruzados e cara amarrada.
“Ô fulano, vamos tomar uma breja?”, convida você, bem educado e inocente. “Isso que você está tomando não é cerveja”, responde o beer chato. Se ele não se deu ao trabalho de levar um pacote de IPAs para o rolê, é capaz do sujeito não tomar nada no evento. E ainda ficar enchendo o saco de todo mundo com o bordão “Isso não é cerveja”.
É. Você pode reclamar que o refino técnico ou a que as escolhas de ingredientes das cervejas de grandes indústrias não são as melhores. Beleza. Mas para quem toma, aquilo é cerveja sim.
Esse tipo de encheção de saco é o que faz com que as pessoas percam o interesse de experimentar cervejas novas. Para não ficarem parecidas com um beer chato da vida.

O CATEQUISADOR
Nem todo mundo se importa se estão tomando uma cerveja que passa por um processo refinado de produção ou não. Muitas pessoas vão passar a vida inteira bebendo cerveja feita com milho e para elas tudo bem. Mas não, esse tipo de Beer Chato não pode admitir isso.
-”Tio, eu sei que você só  toma Brahma, mas esse natal quero te dar um presente especial. É uma Rauchbier feita com malte defumado colhido por freiras virgens no norte da Alemanha. Você vai adorar.”
Um, não se dá um salto tão longo assim de primeira. E dois, nem todo mundo quer beber que nem você. Você pode mostrar para seus amigos que existem outros tipos de cerveja, mas uma hora, vai ter que se conformar que nem todos tem o mesmo gosto. Aceita, que dói menos.

O MANÍACO POR COPOS
Esse é um dos tipos mais insuportáveis de beer chato, já que para ele, você não pode só beber. Tem que seguir servir a bebida certa no recipiente certo. Se não estará cometendo um crime absurdo.
- “Como assim você vai servir uma weissbier num copo de pilsener?”
A cerveja é minha e eu tomo no copo que eu quiser:  americano, de boteco de até mesmo de requeijão. Se reclamar muito então, tomo ela no gargalo.

O ANTI-BRASIL
O mercado cervejeiro no Brasil cresceu muito de uns anos para cá. Temos novas cervejarias criando receitas diferentes e ousadas, que não fazem mal frente às estrangeiras. Mas tem sempre um beer chato para azucrinar dizendo que lá fora é melhor.
- Não sei como você pode gostar dessa cerveja. Tomei outras muito melhores quando estava em um mosteiro na Bélgica. Isso que você está tomando é lixo, como tudo do Brasil.
CHATO! Cara, nossa indústria ainda está começando em comparação com outros países, mas já temos cervejas muito boas. Fica com essa síndrome de vira-lata que tudo lá fora é melhor…
Se muda logo e para de encher o saco.

O MINIMALISTA
Você está lá, tomando sua cerveja artesanal despretensiosamente quando vê o beer chato com cara amarrada. Educadamente, você pergunta: “Tá tudo bem cara”?
-”Não, esse cerveja é horrível. Ela tem um leve off flavor de laranja e um leve aroma de carvalho que estragam ela”.
Cara, quando você senta para tomar uma com os amigos, você não está fazendo uma degustação avaliatória para dar nota na prova de fim de ano da cerveja. Nada mais insuportável que um cara que quer ficar esmiuçando cada detalhe da cerveja, quando você estão só sentados na mesa do bar pra trocar uma ideia.
Pense que - se você não estiver num papo sério com especialistas - a composição química ou a medida de IBU’s são a parte mais chata de qualquer conversa sobre cerveja.

O CASEIRO
Este é o exemplo de beer chato que já chegou ao sétimo dan da chatice. Ele não só enche o saco quanto a cerveja que você toma como ele mesmo começou a produzir sua própria cerveja e só bebe ela.
- “Eu não tomo cerveja dos outros. Só tomo a minha própria cerveja, que eu mesmo colho a cevada para fazer o processo de maltagem. Sei bem a procedência.”
Falta apenas um passo para esse cara nunca mais sair de casa e ficar trancado fazendo amor com a própria cerveja.  E nunca mais ser visto.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

ACREDITE SE QUISER


Heterossexuais já estiveram na moda!



(Valeu, Sjöstedt.)

sábado, 14 de fevereiro de 2015

SAUDADES DO BUM BUM PATICUBUM PRUGURUDUM

Que o carnaval é vendido, é notícia requentada.
Mas, já que estão com tanta grana, os caras podiam, pelo menos, caprichar mais um pouquinho.
Diz aí, carnavalesco leitor: qual o mais recente samba enredo que te vem à memória?
... É ruim, né não?

Então, segue a do momento:

Ditador africano compra samba enredo
do Carnaval por US$ 3,5 milhões

Por Bloomberg |16h15 | 13022015

Na semana passada, os responsáveis pelo maior carnaval do mundo usaram vassoura e água benta e, em um ritual tão antigo quanto o Brasil, esfregaram o chão da passarela.
Quando a folia pré-quaresma começar no Sambódromo do Rio de Janeiro, neste fim de semana, outro ritual também estará em exposição: a lavagem de reputações.
Dê uma olhada no desfile da noite de segunda-feira, no qual a escola de samba Beija Flor, 12 vezes campeã do carnaval carioca, cantará as glórias da Guiné Equatorial.

Saudar a Mãe África é uma tradição secular no Brasil, lar da maior população de descendentes africanos das Américas.
Mas ao cantar para o presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, um ditador com um fraco pelo samba e uma ficha cheia de violações aos direitos humanos, a Beija Flor colocou o gênero uma oitava acima.

Então, o que são algumas execuções sumárias e prisioneiros torturados entre amigos? Afinal de contas, custa caro colocar na avenida um grupo de mais de 4.000 dançarinos e percussionistas e uma frota de carros alegóricos em uma apresentação ao vivo com uma produção do nível da Broadway?
A Beija Flor, que recebeu R$ 10 milhões (US$ 3,5 milhões) de Obiang, foi apenas a última escola de samba a hipotecar seus paetês em troca de patrocínio.

O carnaval moderno do Brasil nasceu no pecado, décadas atrás, quando os chefes do jogo do bicho decidiram financiar o talento das favelas, onde o samba nasceu. As favelas ganharam plumas de avestruz e tambores, enquanto os bicheiros lavavam suas reputações.
Acrescente fotos com prefeitos e celebridades e um poleiro de um carro alegórico de cinco andares, e o ciclo de centrifugação estava completo. Como me disse Nelson Motta, escritor especialista em música popular, “A tradição do Carnaval diz que o dinheiro não tem cor, nem origem, nem bandeira. As pessoas fazem vista grossa”.

Mas quando as festas dos blocos se transformaram em show business, a corrida pelos endinheirados se tornou intensa.
As empresas de cerveja foram as pioneiras entre as companhias, combinando as vendas de bebidas com o marketing de inserção de produtos no Sambódromo, reportou Ricardo Noblat no jornal O Globo. Empresas aéreas, fabricantes de carros e siderúrgicas seguiram o exemplo. Não demorou para que o governo entrasse em cena. As arquibancadas lotadas e a audiência televisiva global ofereceram o quadro perfeito para iniciativas políticas, sem importar quão duvidosas fossem, com o dinheiro do contribuinte.

Os estrangeiros entenderam rapidamente.
Em 2006, Hugo Chávez derramou alguns petrodólares na Vila Isabel para que a escola dançasse para a ambiciosa revolução bolivariana, e a escola foi campeã. A canção tema? “Soy Loco Por Ti, América”.

Dois anos depois, Portugal entrou na festa, contratando quatro escolas de samba diferentes para cantar sambas sobre o bicentenário da chegada da monarquia ao Brasil. Nenhuma delas fez piada sobre o imperador.

O Carnaval é ótimo para esse tipo de generosidade. Se dançar para ganhar fortunas sem se importar com quem está sendo retratado tornou o concurso melhor, isso já é outra questão.
“O Brasil desenvolveu a especialidade de acolher os tiranos”, disse Motta. “Isso faz com que os antigos bicheiros do carnaval pareçam apenas pitorescos”.

Para ser justo, os compositores da Beija Flor musicaram e escreveram seu próprio samba, um emotivo panegírico ao griô figura mística do filósofo contador de histórias venerado em boa parte da África Ocidental.

Para se garantir, contudo, Obiang examinou a letra.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

TUDO PÓÇO NAQUELE QUE ME FORTALESSE

FRASES DA SEMANA

"Em São Paulo, corrupção é 'cartel' e racionamento é 'crise hídrica'.
E se a Petrobrás fosse dos tucanos, as manchetes seriam: 'Suposto cartel numa suposta estatal beneficia supostos parlamentares'."
José Simão – 12/2/2015

"... Não é preciso ser vidente e nem incorporar o Pai Caju para prever que esse será mais um ano catastrófico, principalmente para os torcedores cariocas.
Eu garanto: não haverá novidades!!! Pior, teremos que conviver com as figurinhas premiadas dos principais clubes, Eurico Miranda, Vanderlei Luxemburgo, Jefferson e Fred.
Preciso dizer mais alguma coisa?"
Paulo Cezar Caju – 8/2/2015

"Acabou o respeito, acabaram as boas maneiras. O Brasil é hoje uma grande e selvagem arquibancada de futebol disposta a prorromper em pancadaria, a qualquer pretexto."
Nirlando Beirão – 10/2/2015

"Se o caos precede a ordem e o vácuo a nova era, a situação brasileira está como os sociólogos gostam.
Tem-se um governo Dilma decididamente sem rumo e uma oposição medíocre, alimentando-se apenas de golpismo; um Congresso entregue nas mãos do pior negocismo; um sistema partidário fragmentado.
E, finalmente, grupos de mídia enfrentando de forma inglória um fim de ciclo, um período em que reinaram absolutos no universo da opinião pública, e que está prestes a se encerrar."
Luiz Nassif – 12/2/2015

"Eu fiquei até emocionada ao ver a Andressa Urach seguindo os meus passos e tentando evangelizar as cantoras estadunidenses. Tudo bem que foi em português, a Miley não vai entender nada, mas quem se importa? O importante é plantar a sementinha de Jesus dentro dessas satânicas, fazer o Senhor presente e trazer mas vidas e dízimo para o nosso Senhor!"
Cleycianne (Uma diva do Senhor no mundo da internet) – 10/2/2015

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

VERDADE INCONTESTÁVEL


(Valeu, Morici.)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PARAÍBA


Quando a lama virou pedra
E Mandacaru secou
Quando ribaçã de sede
Bateu asa e voou

Foi aí que eu vim me embora
Carregando a minha dor
Hoje eu mando um abraço
Pra ti pequenina

Paraíba masculina,
Muié macho, sim sinhô
Paraíba masculina
Muié macho, sim sinhô

Eta pau pereira
Que em Princesa já roncou
Eta Paraíba
Muié macho sim sinhô

Eta pau pereira
Meu bodoque não quebrou
Hoje eu mando
Um abraço pra ti pequenina

Paraíba masculina,
Muié macho, sim sinhô
Paraíba masculina
Muié macho, sim sinhô

Esta música, um primor de duplo sentido, foi composta por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira em meados de 1950.

"A música nada mais é do que uma reedição da expressão criada em 1929, após a coligação oposicionista dos políticos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba – liderados por Getúlio Vargas e João Pessoa de Queiroz, então governador da Paraíba – perder o pleito para Júlio Prestes, o que levou a Revolução de 30. A atitude da Paraíba foi tida como 'coisa de macho' por todo o País."

Mas, acho eu, o fato de no sudeste, desde que me entendo por gente, o termo "paraíba" ser pejorativamente associado às lésbicas e aos nordestinos, fez com que a autoestima do sofrido povo do nordeste em geral e da Paraíba em particular, levasse um direto no queixo.

Golpe esse tão forte que só agora pode estar começando a ser superado. Tanto pelo desenvolvimento natural do povo quanto por um pequeno lapso de realidade - insuportável para os que concordam com a "bovinice" preconizada pelos mainardis da vida: o nordeste está numa boa enquanto o "sul maravilha" está babando por um bom banho.

Abaixo um vídeo que dá uma geral no assunto.
Bem feito, apesar de, aos 2'18" o narrador soltar esta pérola:
"A expressão que, para muitos, degrine a imagem da mulher paraibana..

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A ERA DO VAZIO


ATUALIZAÇÃO - 04h20

Após intensas contemplações e profundas reflexões sobre o significado da imagem acima... É o seguinte:
A mulher dele fazia SUP - Stand Up Paddle (manja aquela prancha em que você fica em pé e usa um remo? [que deve ser um barato incrível!]) e atropelou a baleia cuja abocanhou-a e ficou rondando o barco em busca da sobremesa.
Ele, desesperado, está no fêicibúqui buscando ajuda para salvar a "Jonas da California".
(Enquanto as aves, boiando ao lado da "vingativa" e bicando sabe-se lá o quê, não estão nem aí.)

Simples.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

LEGALIZE IT!

Não. Não vou falar de maconha.

É que, nos últimos dias, tenho visto uma enxurrada de chamadas para matérias sobre o 'suposto' dopping do 'suposto' Anderson Silva.
Como não acho a menor graça nesses UFC's, MMA's ou seja lá o que for, não assisto, não sigo, não sei.
Mas, como meter o pau no governo é quase uma onipresença na mídia em geral, me chamou a atenção os, aproximadamente, 2% de espaço dedicado ao parrudão de fala fina.

O que me remete a algumas divagações:

• Considerando que o ser humano é competitivo por natureza e, seguindo a filosofia vigente, fodam-se os meios para atingir o topo;
• Considerando que tem muita, mas muita, grana envolvida em qualquer esporte que tenha espaço na televisão;
• Considerando a grande geração de empregos nos setores de controle e nos setores de desenvolvimento de drogas ilícitas;
• E considerando que o tal do dopping deve estar presente até em campeonato de cuspe à distância.

Acho que deviam acabar com a hipocrisia e declarar os recordes "Com" e "Sem" dopping.
Ou seja, se neguinho quer se empapuçar de qualquer coisa pra chegar na frente, que se mate. Ou se abestalhe de vez.
Quem não quiser, continua na batalha e vai ter seu reconhecimento merecido sem precisar "herdar" uma medalha.

Mas, é claro que para isso precisaríamos de uma mídia sem "dopping financeiro".
Pensando bem, esquece.
Segue o baile hipócrita.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

FRASES DA SEMANA

"Dizem que o próprio Super-Homem disse “cansei”, desistiu de combater o mal e hoje vive de levar crianças para voar num parque de diversões. Ou então fica na cama o dia inteiro."
Luis Fernando Veríssimo - 8/2/2015


"O PT se juntou ao 'sistema' em nome da governabilidade, em vez de mudá-lo, e só a história poderá dizer se foi um gesto brilhante de sobrevivência na selva ou um ato de completa pusilanimidade."
Paulo Nogueira no Diário do Centro do Mundo - 7/2/2015


"Por esta nossa incompetência ou conivência, se quiserem falar em impeachment devem propô-lo para todos que têm cargo eletivo, sem exceção. Se alguns merecem por ação e erro, outros merecem por omissão ou incompetência."
Cristovam Buarque - 8/2/2015


"É esse país – que aumentou o tamanho de sua economia em quatro vezes, cortou suas dívidas pela metade, deixou de ser devedor para ser credor do Fundo Monetário Internacional e quarto maior credor individual externo dos Estados Unidos, que duplicou a safra agrícola e triplicou a produção de automóveis em 11 anos, que reduziu a menos de 6% o desemprego e que, segundo consultorias estrangeiras, aumentou seu número de milionários de 130 mil em 2007 para 230 mil no ano passado, principalmente nas novas fronteiras agrícolas do Norte e do Centro-Oeste – que malucos estão dizendo que irá 'quebrar' em 2015."
Mauro Santayana - 4/2/2015


"Que loucura! Meu Deus do céu! Que absurdo!"
Gilmar Mendes, 7/2/2015 conforme divulgação de uma conversa grampeada com Sinval Barbosa - Governador de Mato Grosso, preso pela PF.


"Arnaldo Jabor compartilhou o vídeo de Rachel Sheherazade."
www.facebook.com/arnaldojabor1940 - 7/2/2015

SILVINHA APANHA NO CINEMA

"Splish Splash" é uma das inúmeras musiquinhas idiotas que fizeram sucesso na década de 60 na voz marcante de Léo Batista - quer dizer, do Roberto Carlos.

A letra é de uma imbecilidade ímpar, mas o melhor é que a falecida Silvinha Araújo gravou no feminino.

Aí, a coisa fica interessante porque uma mulher cantando
"Splish Splash
Fez o tapa que eu levei
Dele dentro do cinema
Tudo mundo olhou me condenando
Só porque eu estava apanhando"
é prato feito para todas as babaquices politicamente corretas do planeta.

E a coisa vem de longe como podemos comprovar nesse vídeo abaixo, gravado no programa da Hebe Camargo onde, junto com um punhado de dinossauros da jovem guarda, ela só canta a primeira parte.

Ridículo.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

SAKAMOTO-SAN ATACA NOVAMENTE


Não precisamos de direitos humanos no Brasil

- Amor, fecha rápido o vidro que tá vindo um “escurinho'' mal encarado.
– Aquilo são ciganos? Vai, atravessa a rua para não dar de cara com eles!
– Não sou preconceituoso. Eu tenho amigos gays.
– Tá vendo? É por isso que um tipo como esse continua sendo lixeiro.
– Por favor, subscreva o abaixo-assinado. É para tirar esse terreiro de macumba de nossa rua.
– Bandido bom é bandido morto.
– Tinha que ser preto mesmo!
– Vestida assim na balada, tava pedindo.
– Por que o governo não impede essas mulheres da periferia de ter tantos filhos assim? Depois, não consegue criar e vira tudo marginal.
– Baiano quando não faz na entrada faz na saída.
– Mulher no volante, perigo constante.
– Sabe quando favelado toma laranjada? Quando rola briga na feira.
– Os sem-teto são todos vagabundos que querem roubar o que os outros conquistaram com muito suor.
– A política de cotas raciais é um preconceito às avessas. Ela só serve para gerar racismo onde não existe.
– Ai, o Alberto, da Contabilidade, tem Aids. Um absurdo a empresa expor a gente a esse risco.
– Esse aeroporto já foi melhor. Hoje, tem cara de rodoviária.
– Por mim, tinha que matar mulher que aborta. Por que a vida do feto vale menos que a da mãe?
– Os índios são pessoas indolentes. Erram os antropólogos ao mantê-los naquele estado de selvageria.
– Criança que roubou não é criança. É ladrão e tem que ir para cadeia.
– Tortura é método válido de interrogatório.
– Um mendigo! Vamos botar fogo nas roupas dele. Assim ele aprende a trabalhar.
– Pena de morte já.
– Eutanásia? Pecado. A vida pertence a Deus, não a você.

Não precisamos defender direitos humanos no Brasil.
Precisamos de uma terapia coletiva. Urgente.
Leonardo Sakamoto 05/02/2015 18:17

(Rápido comentário: tenho firme convicção que todos nós já dissemos uma dessas frases em algum momento.
"Ah, mas não foi com essa intenção; não se pode nem brincar mais?"
Pelo jeito, não. A coisa extrapolou da brincadeira para a baixaria total.)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

POESIA COMENTADA

Os milhares e milhares de leitores desse blog hão de me perdoar.
Mas, Flamengo X Barra Mansa pelo empolgante campeonato carioca, só por obrigação de torcedor.
(Marcelo Cirino na seleção, já!)

Nessas situações, nada me impede de colocar um olho na televisão e outro para dentro da minha mente conturbada.
É que hoje, voltando pra casa, a "rádia" me fez tropeçar nessa música - brilhantemente defendida pelo Noite Ilustrada (manja Mário Sousa Marques Filho? É o 'Noite Ilustrada' que foi assim apelidado pelo Zé Trindade cujo comandava uma revista musical - com esse título - em Além Paraíba-MG, onde o jovem Mário começou a carreira como violonista).

Aí, aconteceu o perigo: prestei atenção na letra.
E, assim sendo, vamos lá:

Meus Tempos De Criança - Ataulfo Alves

Eu daria tudo que tivesse
Pra voltar aos tempos de criança
Nem um centavo!
Eu não sei pra quê que a gente cresce
Se não sai da gente essa lembrança
Lindo isso!
De minha parte, lembro muito pouco e, principalmente, seleciono, com rigor, essas esporádicas lembranças.

Aos domingos missa na matriz
Um saco.
E, tendo sido coroinha na Igreja do Leme (ajudei missa de Dom Lucas Moreira Neves - olhaí que grande honra...), conheço essas inomináveis chaturas que chamam de rituais.
Da cidadezinha onde eu nasci
Ai, meu Deus, eu era tão feliz
No meu pequenino Miraí
No meu caso, não era assim tãão feliz nos meus pequeninos Leme/RJ e Sion/BH.

Que saudade da professorinha
Dona Vera.
Uma deusa, responsável pela minha primeira desilusão amorosa ao contemplá-la, na saída da escola, aos beijos com o namorado. (Como ela podia preferir aquele imbecil a mim?)
Que me ensinou o beabá
Foi ela não. Aprendi sozinho com uma cartilha do 'O Cruzeiro' que meu avô comprou pra mim.
Onde andará Mariazinha
Meu primeiro amor onde andará?
Não tenho a menor ideia.
Nem de quem seja e, consequentemente, onde anda.

Eu igual a toda meninada
Quanta travessura que eu fazia
Oh!
Jogo de botões sobre a calçada
"Jogo de botões sobre a calçada"?? Como assim??
Só se essa 'calçada' for de granito.
Sobre a calçada, se fosse 'calçada' só cabia bente-altas e, nas de terra, búlica. O resto era na rua mesmo.
Eu era feliz e não sabia
Apesar de tudo dito acima... Eu sabia!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A BELEZA DA MÚSICA CLÁSSICA


O Afinatto foi fundado, em 2008, por três jovens musicistas com sólida formação musical acadêmica que tinham em comum o desejo de realizar música para cerimônias e eventos no mais alto nível de qualidade artística.

Como podemos comprovar pela excelência do repertório, o Afinatto é um barato! (Perdão, leitores)


(Valeu, Fernando.)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SUPERBOWL XLIX


Um jogaço, com o Tom Brady do Patriots, em seu sexto Superbowl, mostrando por que merece cada milímetro da Giselle - e, do outro lado, Russel Wilson do Seahawks fazendo por merecer, no mínimo, uma Naomi e/ou Sade Adu, por aí.

Show do intervalo com a famosa Kate Perry (-Quem? -A Sandy lá deles.) numa produção impressionante e diretamente proporcional ao mau gosto reinante no "american way of life".

A melhor coisa dos (inúmeros) intervalos foi a campanha do Head and Shoulders com papai Joel num primoroso "topete Elvis Presley".

Mesmo com Everaldo 'cabeção' Marques e Paulo 'afetadão' Antunes despejando infindáveis e inúteis estatísticas, o jogo rolou cheio de emoção com o Patriots saindo na frente, tomando a virada do Seahawks, apertando no início do 4o. quarto, virando de volta no final e evitando, quando faltavam 20 segundos, a vitória do Seahawks.

Espetacular.
E com direito a porrada comendo solta após o final do jogo.
(Tsk, tsk, tsk... São uns selvagens esses norte-americanos...)

domingo, 1 de fevereiro de 2015

NANÁ 2018

Johan Maurits van Nassau-Siegen, codinome "O Brasileiro", chegou a Pernambuco em 1637 contratado pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. Cuja estava na pior e contratou o Maurício de Nassau para levantar as finanças.

Em apertada síntese (como gostam os advogados), Naná chegou e botou pra quebrar:

• Estabeleceu relações amistosas entre holandeses, comerciantes e latifundiários, incrementou a economia açucareira, introduziu métodos aperfeiçoados de cultivo da cana-de-açúcar e do fumo;

• Permitiu a liberdade de culto entre holandeses, franceses, italianos, belgas, alemães, flamengos e judeus, que oriundos da Península Ibérica e do norte europeu, foram atraídos para a Nova Holanda pelo clima de tolerância religiosa que não havia na Europa. Neste período foi fundada uma sinagoga no Recife, considerada a primeira das Américas;

• Decidido a transformar Recife em uma moderna capital, determinou o projeto da cidade Maurícia (Mauritsstad), responsável pelos atuais traçados urbanísticos dos bairros de Santo Antônio e São José, onde drenou terrenos, construiu canais, diques, pontes, palácios (Palácio de Friburgo e Palácio da Boa Vista), jardins (botânico e zoológico), um museu natural e um observatório astronômico. Organizou serviços públicos essenciais como o de bombeiros e de coleta de lixo;

• Erudito e humanista, interessava-se pelas ciências e pelas artes. Tão logo foi nomeado, reuniu um grupo de cientistas, teólogos, arquitetos, médicos e pintores:
O cientista Willem Piso veio para estudar as doenças tropicais.
O paisagista Frans Post, de vinte e poucos anos, vinha recomendado por seu irmão Pieter Post e era tão desconhecido quanto o retratista Albert Eckhout.
O cartógrafo Cornelis Golijath e o astrônomo saxão Georg Marggraf, que, com Piso, seria o autor da Historia Naturalis Brasiliae (Amsterdã, 1648), primeira obra de caráter científico sobre a natureza brasileira.
Ao humanista Caspar Barlaeus, Nassau encomendou a redação da história de seu governo no Brasil. Vieram ainda três vidraceiros e um entalhador. 

Em 1644 ele se mandou de volta pra casa.

Ou seja, em sete (07!) (VII!) anos o cidadão aprontou isso tudo além de se meter em constantes guerras contra portugueses, espanhóis e quem mais aparecesse porque, como sabemos, essa galera não passava sem uma guerrinha ao entardecer.

Chega ou quer mais?
Volta Naná!