Segue texto do Juremir Machado da Silva, publicado em 23/12/2015 e que, penso eu, deveria ser repetido à exaustão até as próximas eleições.
E as próximas e as próximas...
Até
quando, ó eleitor despolitizado, abusarás da nossa paciência?
Por
quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua postura?
A
que extremos se há de precipitar a tua ignorância sem freio?
Até
quando, ó eleitor desinteressado, insistirás que política não te interessa e
deixarás aos outros a missão de cuidar do teu destino?
Até
quando, ó eleitor incauto, votarás em que não conheces, pegando um santinho no
chão antes de entrar no prédio da tua seção?
Até
quando, ó eleitor irresponsável, reelegerás corruptos e repetirás dando de
ombros, “esse rouba, mas faz”?
Até
quando, ó eleitor interesseiro, tomarás por candidato quem te oferece uma prenda?
A
que extremos, ó eleitor alienado, fingirás que não é contigo e dirás que te
lixas para política, que teu negócio é outro, que política é coisa chata, que
todo político é corrupto mesmo, que até gostarias de ver o retorno dos milicos,
que tanto faz como tanto fez se governa este ou aquele?
Até
quando, ó eleitor venal, te venderás por um prato de lentilha e, uma semana
depois do pleito, não lembrarás mais em quem votaste?
Por
quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua estupidez, essa tua falta de
cultura política, essa tua incapacidade de compreender o que se passa a tua
volta, essa tua burrice mesmo quando podes exibir diplomas, dinheiro e viagens?
Até
quando, ó eleitor inculto, votarás em celebridades por achá-las lindas,
bacanas, por serem o que são, famosas, por terem sido teus ídolos em outros
campos e outros tempos?
Até
quando, ó eleitor patético, confundirás emoção e razão, idolatria e capacidade
administrativa, talento na mídia e competência política?
Até
quando, ó eleitor cínico, elegerás os que te roubam, os que nos roubam, os que
se locupletam, os que te desprezam, os que te ignoram, os que te usam e só te
procuram a cada quatro anos para te comprar ou enganar novamente?
Até
quando, ó eleitor bobinho, farás papel de vaquinha de presépio e ajudarás a
manter em pé o sistema que criticas nas tuas conversas de bar?
Até
quando abusarás da nossa paciência com a tua falta de paciência para saber em
que votas e negar o teu voto a quem jamais te representará por só representar a
si mesmo?
Até quando?
A
que extremos nos precipitará a tua ignorância sem freio?
...
Continuarás a ajudar a encher os parlamentos de ladrões e de oportunistas?
O
que mais, ó eleitor descomprometido, ainda aprontarás?
Até
quando, ó eleitor volúvel, te deixarás conduzir pelo cabresto?
Até
quando a tua preguiça te afundará e atolará a nação?
Até
quando, ó eleitor que se acha esperto, acreditarás que o teu voto, um votinho
só, não muda coisa alguma e que, portanto, podes dormir com a tua consciência
tranquila?
Até
quando, ó eleitor manipulado, abusarás da nossa paciência?
Por
quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua sandice?
A
que extremos há de nos precipitar a tua alienação sem freio?
Até
quando, ó eleitor vacilão, vais abraçar a víbora que cobra para te picar?
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