Certamente uma
considerável parcela dos milhares e milhares de leitores deste blog já passou
pela (des?)agradável experiência de
ficar, por períodos, longe da eleita.
Considerando que o locutor que vos
fala está passando por esta situação, num arroubo de indevida exposição de
privacidade, listo a seguir alguns Prós e Contras. (Sexo à parte por ser esse um blog de respeito...)
Prós:
1. Ficar sozinho é
bom. Faço o que quero na hora que quero.
2. Comer
"mexidão" é, nesse período, um prazer inenarrável.
3. Ver futebol sem
reclamação é algo próximo do nirvana.
4. Ouvir a música que
quero na altura que quero. É muito bom.
Contras:
1. Ficar sozinho é
ruim. Volta e meia me pego argumentando sozinho e imaginando as respostas dela (cujas tenho certeza que não seriam as reais mas, embora a luta seja permanente... Eu 'góstio').
2. Jantar num bom
restaurante, ôio-no-ôio, é um prazer inenarrável.
3. Ver filmes já
vistos, e rir de novo, é outro prazer inenarrável.
4. Ouvir música,
qualquer que seja, juntos na varanda, é melhor ainda.
Resumo da ópera:
Após profundas reflexões
(como está na moda) e com Jimi
Hendrix me gritando, entre um maravilhoso solo de guitarra, "Wild thing, You make my heart sing", tenho a declarar
que os 'Contras' vencem por larga margem.
Esse
artigo da Dorrit Harazim me remeteu ao paralelo: as pessoenses (povão em geral, bem entendido) também dão preferência ao conforto - físico e mental - e não estão nem aí para as
imposições da mídia.
PALMAS PARA ELA
“Gosto de me sentir confortável. Escolhi essas peças como
homenagem a ‘Mad Max’. Aliás, acho que estou bem vestida, até este broche
coloquei — é fantasia, mas enfeita”
06/03/2016
- 14h00 - Dorrit Harazim, O Globo
A figurinista inglesa Jenny Beavan não é nenhuma sílfide.
Chegou aos 65 anos assumindo cada marca do passar do tempo, que não lhe foi
particularmente generoso no quesito físico. Em compensação, essa filha de
músicos clássicos foi brindada com uma soma de talentos de fazer inveja.
Desde que se formou pela Central School of Art and Design
de Londres e foi sequestrada pela indústria cinematográfica para criar
figurinos de qualquer época, Jenny acumula um portfólio de mais de 50 cobiçados
prêmios. Das dez indicações ao Oscar que recebeu ao longo da carreira, já subiu
ao palco duas vezes para apanhar a estatueta.
A primeira foi em 1987, pelos figurinos vitorianos
criados para “Uma janela para o amor”, filme baseado no romance homônimo de
E.M. Forster. A segunda foi na cerimônia de domingo passado, pela indumentária
pós-apocalíptica punk que inventou para os personagens de “Mad Max — Estrada de
fúria”, o grande vencedor desse 88º Oscar.
Foi ao levantar do assento em meio ao mar de famosos
acomodados no Dolby Theater de Los Angeles, e caminhar até o palco para receber
o troféu, que Jenny Beavan revelou o tamanho de sua personalidade.
Mas revelou
também, graças à internet, que permite rever qualquer cena à exaustão, o
tamanho da mediocridade dessa distinta plateia — sobretudo da ala masculina.
Vale a pena recapitular para quem não acompanhou a
transmissão do evento ou não percebeu a cena fugaz. Ao contrário do Festival de
Cannes, que exige salto alto para mulheres, o convite do Oscar especifica
apenas black-tie como traje sugerido. Em 2010, quando foi indicada pelos
figurinos de “O discurso do rei”, vencedor de sete prêmios Bafta britânicos e
quatro Oscars, Jenny se apresentou de jaqueta preta chinesa e calça larga.
Desta vez, ela decidira fazer algo mais divertido,
conforme contou mais tarde. Comprou uma jaqueta preta de couro fake por 42
libras esterlinas (cerca de R$ 224) na loja de departamento Marks &
Spencer, a mais popular da Inglaterra. Figurinista que é, deu-lhe um trato
mandando bordar nas costas uma caveira envolta em chamas — com cristais
Swarovski. Para acompanhar, calça comprida preta larga, botas de motoqueiro,
uma echarpe listrada e vários adereços fantasia.
E foi assim, com a vasta cabeleira grisalha solta,
maquiagem mínima, uma única unha pintada de prateado e passadas confortáveis
sustentando o corpanzil pesado que Jenny atravessou o corredor para subir ao
palco.
Pelo menos no clipe que se tornou viral, ela parece
sorrir. Um sorriso malicioso em meio a um esquisito silêncio no engalanado
salão.
Ao contrário das palmas que sempre acompanham o anúncio
do vencedor de cada nova categoria, no caso da figurinista os aplausos só
tomaram corpo quando ela chegou ao palco para receber o troféu.
Durante a
travessia ocorreu algo singular.
Enquanto avançava, ela ia sendo examinada em silencio da
cabeça aos pés pelos cavalheiros de black-tie, que permaneciam de semblante
sério e visivelmente desaprovador. O premiado diretor mexicano Alejandro G.
Iñárritu, criticado por sequer descruzar os braços à passagem da vencedora, foi
apenas um entre os de nariz empinado. No fundo, ele apenas teve o azar de estar
sentado na linha de foco da câmera que registrava a cena e por isso achou que
devia se explicar. (Obs.: Cadê a explicação, Dorrit?) Algumas damas da plateia, mais caridosas talvez por não
verem em Jenny uma concorrente, incentivaram-na com acenos. Mas também se
abstiveram de aplaudi-la na passagem.
A premiada acolheu de bom humor a inevitável pergunta
sobre seu guarda-roupa na entrevista coletiva que todo oscarizado concede após
a cerimônia e ainda brindou os repórteres dando uma pirueta para que
apreciassem a caveira Swarovski de sua jaqueta.
Explicou que não usa salto alto porque tem pés
complicados, nem vestidos de gala porque ficaria ridícula.
Aliás, não usa
vestidos, ponto. “E lamento informar, acrescentou, “gosto de me sentir
confortável. Então escolhi essas peças como homenagem a ‘Mad Max’. Aliás, acho
que estou bem vestida, até este broche coloquei — é fantasia, mas enfeita”.
Poucas semanas antes, ao receber o prestigioso premio
Bafta em Londres com a mesma jaqueta (ainda sem cristais), camiseta e outra
echarpe, Jenny já havia levado uma cutucada deselegante do mestre de cerimônias
Stephen Fry.
“Só mesmo uma das maiores figurinistas do cinema é capaz de vir à
entrega dos prêmios vestida como uma mendiga”, disse Fry a título de
apresentação. Ninguém achou graça.
“Não tenho interesse em roupas em geral. Minha paixão é
criar personagens através de roupas, só isso”, explica essa mágica que adora
acordar de madrugada para pesquisar textura de tecidos, traços de figuras
históricas (só Winston Churchills fictícios ela já vestiu meia dúzia) e
miudezas do cotidiano de determinado período.
E já que estamos em semana de Dia da Mulher, fica a
recomendação final do mulherão que encara qualquer tapete vermelho com pé no
chão:
-“Você não precisa parecer uma supermodelo para ter sucesso. Se pudermos
lembrar disso, seria uma coisa ótima. É muito bom se sentir bem, porque então
você pode fazer qualquer coisa”.
Estava feliz porque a filha tinha achado a
maior graça no seu figurino black-tie.
Graças
ao boliche viajei muito e pude conhecer lugares inesperados como a cidade do Cairo e Ribeirão Preto.
Conheci
muita gente e fiz poucos, mas valiosos amigos.
O boliche nos EUA, com
milhões de jogadores, é uma indústria poderosa e as fábricas, regularmente, despejam
no mercado incontáveis bolas novas. Com diferentes
compostos, diferentes propostas (é, entediado
leitor, bola de boliche também tem 'proposta') e, claro, diferentes nomes.
E é aí que, pra mim,
'the pig twists it's tail': os nomes devem ser fortes, impactantes,
enigmáticos, modernos e tudo mais que leve o jogador a ter certeza de que esta
é a bola que o levará ao nirvana.
Aí, é um dilúvio de Hammer Scandal, Storm Fight, Columbia
Delirium Schock e coisas no gênero.
Haja imaginação, né
não?
Por que essa conversa cheia de reminiscências?
É que hoje tropecei
num spam me oferecendo um lindo carro, cheio de frescurites, por um preço indecente mas...
Na cor Gris Aluminium Scandium!
Putz!
As automobilísticas, com certeza, estão com o mesmo problema das indústrias do boliche.
1. Pobres deviam ser
proibidos de votar. Eles não sabem nada.
2. Se essa anta não cair
antes, voto no Bolsonaro.
3. Esses sírios que
estão invadindo a Itália são todos ladrões, safados. Certo faz a Espanha que
tem lanchas na costa e mandam bala nos barcos que tentam chegar. Com crianças ou não.
4. Esses 'direitos
humanos' atrapalham tudo.
De acordo com o HajaData, os milhares e milhares
de leitores deste blog se dividem, desigualmente, entre os que concordam, os que concordam parcialmente e os que discordam.
Eu discordo de tudo.
Mas, como o cidadão
que perpetrou essas pérolas é amigo, inteligente, etc, fico na esperança
que tudo tenha sido mistura de campari com ironia.
Avisando aos navegantes que 'contém ironia', segue excelente texto 'cibernético' do Alexandre Feliciano:
Resumindo, oposição não sabe ser
situação.
Nem situação ser oposição quando os
papéis se invertem.
Só nascendo outro sistema mesmo.
A República já tinha seus problemas lá
na Grécia, corrupção.
Mais de um século de socialismo,
comunismo e já bugou faz tempo também. Teocracia, Império. Nada funciona.
Era mais fácil botar um chip na cabeça
e um computador para todos controlar. Viver num modelo social determinante e
programado.
Igual as abelhas, formigas, besouros.
A CPU Rainha coordena a colmeia ou colônia. Tudo em harmonia, com alto grau de
desígnio e organização privilegiando benefícios sociais a todos (ter
mel/alimentação) engenheiras, coletoras de pólen, produtoras, operárias.
Castas.
Um tipo de socialismo imperial
randômico cujo seu papel na sociedade será designado pela CPU Rainha. E há na
natureza organização social mais evoluída que a das abelhas ou das formigas?
Um matriarcado sentimentopopulista de
massa.
Quem vai deixar de votar na própria
mãe?
E funciona às mil maravilhas.
Estão ai todas essas animações da
Disney tipo Vida de abelha, bugs para nos atestar essa verdade. O verdadeiro PV
que funciona.
Bora encomendar da China pelo DX?
Poderia ser mais divertido tipo, uma
partida de dominó, bingo ou de quem bebe mais. Até a telesena serve ganha quem
tem mais ou menos pontos.
É por isso que diz o ditado futebol,
religião e politica não se mistura.
18:15h, plena terça
feira, explode um transformador ou coisa que o valha e todo o bairro fica às
escuras. Tudo apagado: lojas,
prédios, sinais de trânsito, iluminação da rua.
Resta ir pra casa.
O que acaba sendo um
grande prazer.
Uma cerveja ainda
gelada degustada na varanda olhando pro marzão iluminado pela lua - alta, mas
suficiente pra dar uma cor inédita, dada a ausência das fortes luzes dos postes
da praia.
A abstinência da
energia elétrica dá o que pensar: não vejo notícias, não jogo poker, não vejo e-mails,
não abro o fêicibúqui, não sei o resultado da loteria. O que não me causa maiores transtornos.
Tudo pode ficar pra depois menos a cerveja - que vai
esquentar.
(Sobre o fêicibúqui, me
lembrei de uma ótima definição do querido filósofo Roberto Boca: "Facebook
é igual geladeira em casa de solteiro. Você sabe que não tem nada lá mas, toda
hora abre pra dar uma olhadinha.")
Back to the cold cow,
lá estou eu em enlevado estado espiritual quando um adorável cachorrinho
resolve emitir agudos latidos na varanda adjacente.
Isso irrita.
Levanto, me inclino
meio corpo pra fora e, com o auxílio luxuoso da cerveja, solto três arrotos
consecutivos: graves, profundos, amedrontadores.
Funcionou!
O pentelhinho calou-se
e tudo voltou à contemplativa tranquilidade.
Obs. Importante: esse fato só ocorreu devido à ausência momentânea da sábia-que-me-acompanha. Pois,
estivesse ela a meu lado e eu seria execrado para as profundezas do inferno.
Com
razão, reconheço.
Uma vez que arrotos e mulheres que usam o cabelo como fio
dental, são considerados pelo Criador como falhas graves em Sua Obra.
Assim sendo, tais atitudes só são permitidas em total solidão.
Nota Histórica: esse
post foi, originalmente, redigido à mão, com uma caneta Bic, à luz da lanterna
do celular cujo, ainda bem, estava com a bateria em 100%.
Temos um presidente da
câmara e um senador chafurdando na lama.
Ambos têm, como
principais argumentos, idênticas declarações:
"Se
mexerem comigo, entrego todo mundo."
Ou seja, a partir de um
raciocínio simplista - como é costume hoje em dia - teríamos 81 senadores, 513 deputados federais
e sabe-se lá mais quantos integrantes da corja política com o cu na mão.
E o país, impávido
colosso, assiste essas cenas com deplorável naturalidade. Estamos acostumados
com o fato de nossos políticos não passarem de uma corja. Claro, com honrosas
exceções conforme a preferência e o conhecimento de cada um.
Tem jeito?
Tem!
E para decepção de
vários amigos, cujos espero que não me condenem às chamas do inferno, o jeito não
é a volta dos militares ou coisa que o valha.
É, simplesmente (?), prestar muita atenção no que nos é
dado a ver e ouvir, investigar as notícias (cada
vez mais tendenciosas de todos os lados), e principalmente, munidos de
informação que seja confiável, votar com consciência.
É a única arma nessa
guerra - entre podres poderes - que só tem um perdedor: nós.
Como podemos aprender
no elucidativo vídeo abaixo, as manchinhas são as chamadas "moscas volantes"
cujas, acho que deveriam ser, mais apropriadamente, batizadas de
"pentelhinhos voadores".
De qualquer maneira,
fiquei feliz em ver explicada mais uma daquelas chaturinhas a que não damos muita
atenção, mas que nos atazanam com frequência.
Lá se foi o escritor, filósofo, semiólogo, linguista e
bibliófilo, mais conhecido pelo livro "O Nome da Rosa" - que virou
filme com Sean Connery. (Meio 'frau' na
minha opinião.)
E nos brindou com diversas pérolas dentre as
quais destaco esta:
"A TV já havia colocado o
'idiota da aldeia' em um patamar no qual ele se sentia superior. O drama da internet é que ela promoveu o 'idiota da aldeia' a
portador da verdade.
Antes eles falavam apenas em um bar e
depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade.
Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados,
mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel".
é a grande responsável pela evolução da humanidade.
Vide exemplos como o
automóvel, o telefone, o controle remoto sem fio e incontáveis outros.
Num paralelo calhorda,
acho que foi isso que motivou Karl Benz (há
controvérsias), Antonio Meucci (o
verdadeiro inventor do telefone)
e Eugene Polley (o do controle remoto).
E a preguiça é frequentemente
associada à rotina.
Então, viva a rotina!
Diga lá, antenado
leitor: você quando chega em casa no fim do dia, não repete sempre os mesmos
movimentos?
Eu tiro as coisas do
bolso, deposito todas nos lugares que já estou acostumado, tiro a roupa e vou
pro banho.
All-in que você faz
coisas parecidas.
Aí, quando a gente
descobre, por puro acaso, uma forma mais fácil de cumprir qualquer das nossas
rotinas, a vida melhora - de forma geralmente não perceptível. Mas que melhora,
melhora!
Ah, mas a rotina acaba
com os casamentos.
Mentira!
O que acaba com os
casamentos é a falta de imaginação associada à incapacidade de entender que
ambos precisam trilhar um caminho paralelo que vai se encontrar no infinito.
Quando conseguem,
comemoram bodas de ouro, diamante, etc.
Bodas essas construídas
numa maravilhosa rotina de entendimento e respeito. Que, de rotina, na acepção
burra da palavra, não tem nada a ver.
A tal da rotina deve
ser encarada como - simplesmente - tornar agradáveis os momentos que se repetem
e se repetem e se repetem por toda essa vidinha besta que vivemos.
Arrogantes (ou midiotas) que somos, não aceitamos
essa realidade e perseguimos, ridiculamente, uma vida hollywoodiana sem nos
darmos conta que estamos estrelando um filme muito mais empolgante, misterioso,
romântico, pornô, engraçado, cult, seja lá qual for a sua preferência.
E assim seguimos
fazendo a alegria da incansável mídia que insiste em pautar nossas vidas.
Seguinte situação: meu
computador de bordo tem um vírus recorrente.
Passo o antivírus, deleto o
programa, dou Ctrl-Alt-Del, crio armadilhas, descaminhos, reinicio, mas o
pentelho, volta e meia, reaparece em apoteose digna de um desfile das campeãs.
Venho seguindo na luta,
criando novos bloqueios e feliz, pero no
mucho, constato que as apoteoses
estão minguando, infelizmente não na mesma proporção da minha confiança nas instituições.
Mas, já ensinava a
UDN nos idos de 60:
"O preço da liberdade é a
eterna vigilância".
Assim sendo, Tôdiôio
Nele!
Nesse vírus fiadazunha cujo único propósito é me jogar pra baixo com todas as forças.
Pensa bem,
introspectivo leitor: você está numa praia maravilhosa, com água na cor e temperatura
escolhidas pelos deuses do Olimpo, brisa gerada pelo sopro das Ninfas, as ondas lambem minhas pernas, o sol abraça
o meu corpo, meu coração canta feliz...
E, em vez de ter
ideias fantásticas para salvar, no mínimo, o planeta, você fica remoendo
lembranças desagradáveis, tendo premonições desastrosas e coisas no gênero.
A última artimanha que
criei foi inspirada no Walter Franco:
Prova disso foi ver,
hoje à tarde, o passeio de um jovem casal com duas adoráveis microfilhinhas
gêmeas.
Vinham pelo calçadão, parecendo comercial de margarina (ou creme
dental, escolhe aí): a mãe de mão dada com a primeira que estava de mão
dada com o pai.
A segunda corria de um
lado para outro enquanto a que estava nas mãos dos pais se pendurava neles
sendo confortavelmente transportada.
Vez ou outra a que
estava sentada no vento olhava a correria da irmã. Cuja, não satisfeita,
resolveu andar na mureta.
Aí o pai largou a mão da primeira e foi escoltar a
segunda.
Já escolado, o casal
resolve sentar na mureta pra ver se a segundinha aquieta. Ela não reclama e
trata de se balançar nas pernas do pai enquanto a primeirinha, num rasgo de
ousadia, sobe na mureta, mas fica sentadinha contemplando a agitação da irmã.
E aí eu te faço duas
perguntas, pós-graduado leitor:
1. Quanto do pai e da
mãe e de todos os ancestrais está em cada uma delas?