segunda-feira, 12 de abril de 2010

BOM HUMOR (AINDA) É A MELHOR ARMA

Estas 3 fotos fizeram parte de uma campanha publicitária realizada pela agência Ogilvy & Mather (Frankfurt, Alemanha) para a Sociedade Internacional dos Direitos Humanos.
Ganharam medalha de bronze no Prêmio Clio 2009 de Nova York.

(Valeu, Morici.)

sábado, 10 de abril de 2010

JOGUINHO VICIANTE

Perfil é um joguinho viciante e, dependendo da companhia, certeza de uma noite agradável. Então, para os que estiverem sem o que fazer no fim de semana, segue um desafio:

Eu sou uma pessoa.

1. Nasci em Alexandria, filho de família católica.
2. Sou formado em física e matemática.
3. Minha mãe jogava cartas com um rei.
4. Sofri um ataque cardíaco em 1994 e parei de fumar desde então.
5. Falo inglês, francês, árabe, grego, italiano e espanhol.
6. Um affair com uma atriz me causou problemas em meu país natal.
7. Atuei em quase 80 filmes e nunca fui premiado com um Oscar.
8. Meu primeiro filme em língua inglesa foi rodado em 1962.
9. Aos oito anos de idade, meu filho apareceu num filme de grande sucesso estrelado por mim.
10. Meu sobrenome de batismo é Shalhoub.
11. Meu filme de maior sucesso tem uma trilha melosa que é tocada até hoje.
12. Fui um grande jogador e frequentador de cassinos. Parei em 2006 para me dedicar exclusivamente à família.

Resposta na 2a.feira ou a qualquer momento caso o nosso cinemaníaco esteja no ar.

ATUALIZAÇÃO: Não tem resposta na 2a.feira - vide comentário da minha surpreendente caçulinha.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

SE FOSSE MEU ESTAGIÁRIO...

... Eu daria a ele uma promoção!
Tá ruim de ver? O link é:

(Valeu, Morici.)

Atualização: Segundo o link dos nerds (descoberto pela Méri - vide comentários), "Fui informado que isso é fake, você pode fazer o que quiser com o link e ele continuará redirecionando para o mesmo lugar."

quinta-feira, 8 de abril de 2010

OLHA O ADELÉCIO AÍ - DE NOVO!

Mais uma vez a inércia venceu
Adelécio Freitas

Como era de se esperar, ontem na praça dos três poderes apareceram pouco mais de duzentas pessoas para exigir a intervenção federal, a grande maioria era de pessoas que realmente amam Brasília, entre os quais pioneiros que ajudaram a construir a cidade, e como pessoas de bom senso exigiam o fechamento da vergonha nacional chamada Câmara legislativa. Obviamente também tinham os oportunistas da “renovação política”, mas tudo bem...

Uma pessoa ingênua irá perguntar. Pouco mais de duzentas pessoas? No maior escândalo de corrupção da história de nossa cidade. Não era para ter lotado a praça dos três poderes?
Não. E eu tenho uma explicação para isto. É porque a força da gravidade aqui no planalto central é mais forte do que nos outros lugares, e as pessoas acabam sentindo muita dificuldade em se levantar da cadeira. Por isso que temos tantos revolucionários de botequim, indignados de Orkut, líderes estudantis que não saem de seus centros acadêmicos e manifestantes que juram que vão aparecer, mas na hora H acham que ninguém sentirá a sua falta pois “alguém” irá no seu lugar.

Vamos portanto lançar um novo movimento, este sim terá o apoio massivo de nossa população, o BROCHEI... aonde iremos assumir que esse negócio de protesto sempre acaba no “sempre foi assim” ou no “vai dar em pizza mesmo”. Não foi assim no Fora Sarney?, Na PEC do Cerrado? No não ao PDOT? Então para que malhar em ferro frio e dar murro em ponta de faca? Não iremos perder mais um capítulo de “Viver a vida” à toa, em uma manifestação que não vai dar em nada. Afinal, as coisas são assim mesmo não é gentemmm!!?

Eu como representante-mor do bundamolismo brasiliense convoco a todos para celebrar o nosso marasmo. Vamos sair às ruas para gritar bem alto : “Viva Wilson Lima!!”, “Viva a eleição indireta para governador!!”, “Viva o presidente da OAB-DF”, “Viva Gilmar Mendes!!”, “ Viva o correio braziliense!!”, “Viva a inauguração da nova Câmara legislativa”, “Viva o PDOT!!”, “Viva o primeiro bairro ecológico do Brasil!!”, “Viva a pizza de Pandora!!”, “Viva a volta do Roriz!!”
Nossa, escrever cansa muito... Brochei...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

COMO SEMPRE, ÔUÔU, NADA MUDOU!

Em meados de 2001, passando pela Avenida Brasil rumo à aprazível Itaguaí, vi um cartaz que dizia: "OS MORADORES DA VILA KENNEDY AGRADECEM AOS POLÍTICOS POR 35 ANOS DE ENCHENTES SEM NENHUMA PROVIDÊNCIA TOMADA."
E, como ilustração, nada melhor do que a charge do Amarildo publicada hoje, com a devida "interferência" do locutor que vos fala.
Só pra lembrar: em 1966 o prefeito era Negrão de Lima e o presidente, Castello Branco. Em 1988, o prefeito era Moreira Franco, o governador era Saturnino Braga e o presidente era o Sarney. Hoje, vocês estão cansados de saber quem é quem. Como já falei, mudam as moscas mas a merda está fedendo cada vez mais. E viva a Olimpíada, a Copa, etc.



(Satisfeita, Méri Grossi?)

terça-feira, 6 de abril de 2010

OOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

Iôga ou Mé, o importante é relaxaaar...

(Valeu, Velloso.)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DIZ AÍ: 4 FRUTAS COM “L”

Laranja, Limão, Lima e... Lichia!

Embora o Houaiss grafe lechia, o vulgo já consagrou o “morango blindado” como lichia mesmo. E a danada da frutinha é uma delícia.

Já tem até receita de purê de lichia: Misture a polpa da lichia com um pouco de maçã e cozinhe por alguns instantes. Depois, retire do fogo, bata no liquidificador e leve novamente ao fogo. A maçã ajuda a alcançar o ponto do purê.

(Particularmente, acho que deve ficar uma bosta. Mas, pra quem tá com preguiça e consequente falta de assunto, já rendeu...)

domingo, 4 de abril de 2010

URGEEENTEEE!!!!!!!! PÁSCOA!!!!!!!!!


Como diz minha amiga Elaine, “Haja saco pra título cheio de exclamação”.
E haja mais saco pra título com “urgeeenteeee”.
E haja muuito mais saco ainda pra mensagens desse tipo.
Mas, engajados que estamos no espírito pascoal, segue uma linda e profunda mensagem que, claro, deve ser repassada a todos os amigos, conhecidos ou não, com os endereços bem visíveis para a alegria dos hackers e spammers de plantão.

***Com Muito Carinho***
Se a vida for uma lágrima, chore...
Se a vida for um sorriso, sorria...
Se for uma guerra, lute...
Se for uma luta, vença...
Mas se for uma lembrança...
Lembrem-se de nossa amizade.
Que esta Páscoa seja um sinal de alegria e VIDA!!!!!


Obs.: Mas, em tendo vontade, não hesite: vomite.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

PRIMEIRO DE ABRIL

Mas a história não é de mentira.

A maioria dos pais tem mania de dizer que o problema dos filhos é que eles crescem.

Pra variar, discordo.
Sempre brinquei que os filhos deveriam ser exportados – para a Suíça, de preferência – em torno dos cinco anos e voltar prontos em torno dos vinte, desde que comprovado, no mínimo, algo próximo do final da adolescência (doce ilusão).

É tudo da boca pra fora. A prova está aí nessas fotos da minha linda caçula que faz hoje 20 anos (ô veiêra!). Só rezo para que ela permaneça tão linda por dentro quanto é por fora.


quarta-feira, 31 de março de 2010

COMO DIZ O MACACO SIMÃO...

Vivemos no país da piada pronta.

O vice-governador de Minas, Antonio Anastasia, tomou posse hoje em razão da renúncia do governador para disputar sabe-se lá o que.
No dizer de quem o conhece, trata-se de um cidadão honesto, competente, etc. Só tem um detalhe: ele tem quase 50 anos e é solteiro. O que, para o povão, tem relação direta: é bicha!

Aí, vem um jornal de grande circulação e estampa a manchete: Aécio renuncia e Anastasia assume.

E, no meio da tarde, me liga um desocupado amigo para contar o que o Rick Martin e o Anastasia têm em comum: os dois assumiram na mesma semana.

E por aí vai...

terça-feira, 30 de março de 2010

LOTOFÁCIL


Marido diz pra Esposa:
"O que você faria se eu ganhasse na loteria?"

Esposa responde:
"Eu pego a minha metade e deixo você, seu besta!"

Marido retruca:
"Excelente, ganhei 12 reais. Pega aqui seus 6 e vaza!"

(Valeu, Décio.)

segunda-feira, 29 de março de 2010

NINGUÉM TEM NADA A VER COM ISSO...

E acho até desagradável gastar escrita com esse assunto, mas... vai que algum dos milhares e milhares dos amáveis leitores já tenha passado por situação parecida? Pode aparecer alguma idéia melhor do que a implosão que me invade a mente.

Seguinte: moro - apartamento alugado - num prédio feito pela Arco, conceituada construtora de Belo Horizonte.
A explicação fornecida pelo zelador, o síndico, etc, é que a Arco experimentou um encanamento que não deu certo. Fura, rompe, não agüenta água quente, sei lá o que mais. Não importa. O fato é que no último ano meu banheiro virou uma piscina por três (03) vezes.
E é claro que, como Murphy está sempre em ação, só descubro quando chego em casa após um fim de semana fora ou uma viagem à trabalho. É uma sensação inenarrável. Você, doido pra fazer xixi, corre pro banheiro e chapinha em uma lâmina d’água que está prestes a encharcar o seu quarto. O chão está decorado com estrelas formadas pelo gesso que despencou do teto e flutuam elegantemente no chão de granito negro como a asa da graúna.

O prédio deve ter quase vinte anos. Dirá o entediado leitor: “Se manda, cara!” Não quero. O ponto é ótimo, tenho tudo perto, etc, etc.
Já me sugeriram entrar com um processo contra o condomínio cujo, por sua vez, entraria contra a construtora e fghttdjsss...
Como sabemos da admirável agilidade da justiça brasileira, além de achar que a construtora facilmente tira o dela da reta a partir de infindáveis cláusulas contratuais com letras escritas em corpo 4, fico meio desanimado.

Então, alguma sugestão realmente factível?
(“Pirigo”, hein? All-in que, se vier alguma, vai ser só de sacanagem. Fica a tentativa...)

sábado, 27 de março de 2010

ELEIÇÕES PRA QUE?

Alô classe média (e média-alta, média-baixa, média-média, o que quiserem), até quando vamos viver nessa pseudo inocência utilíssima?
Até quando vamos ficar lendo, vendo e ouvindo os ridículos “conversei agora a pouco com o ministro...” e todas as outras manipulações de revistas, jornais, televisões, rádios, portais, sites, blogs et caterva?

Vamos continuar aceitando que todos eles, jornalistas, intelectuais, cientistas políticos, a mídia em geral (sem contar o caetano), por mais que finjam se abrigar na, cada dia mais cínica, “busca da verdade”, continuam, como sempre, cooperando para a manutenção dessa corja que habita o planalto e todas as esferas públicas?
Vamos continuar fingindo não perceber que todos eles vivem do nosso dinheiro?
Vamos continuar sem atitude para parar essa esbórnia?

Aposto que sim. Vamos todos continuar indignadíssimos passando e repassando e-mails até que apareça alguma falcatrua na qual possamos participar porque afinal, “Você entende, né? Tenho que me arrumar...”
Pobre país cheio de revoltados até a página dois. Na página dois está escrito: “Revolte-se, de preferência com um 12 anos tilintando nas mãos, até que você se arrume.”

Mudam as moscas, mas a merda já não permanece a mesma. Está é fedendo cada vez mais.
E nós, simpsons revoltadíssimos, assistindo o jornal nacional e saindo amanhã cedo para tentar enganar o próximo como a nós mesmos.
Ô bonitão! É esse o país que você sonhou para seus filhos, netos? Deve ser.
“Vai lá e engana melhor do que eu te ensinei... Meeeu garooto!”
Afinal, temos oito mil quilômetros de litoral, brasileiro é assim mesmo e vamos nessa de “se dar bem” porque sábado tem praia, futebol, churrasco, olho na bunda da vizinha, novela, bbb e vida que segue.

Não adianta querer disfarçar. Nós criamos essa situação. Nós elegemos essa corja. Nós mantemos essa corja, seja pelo voto, seja pela indiferença.
Mas, então, o que fazer?
Acreditar no impensável: vamos viver sem essa praga. Vamos viver sem precisar desses parasitas que, emporcalhando o país, há séculos se perpetuam na exploração de muitos para proveito próprio.
Como? Consciência, irmão! Use um pouco (ou muito) do seu tempo procurando quem vai merecer o seu voto (deve haver, tem que haver!). E não pense em votar naquele que pode te arrumar uma “boquinha”. Pense em quem pode te ajudar a reconstruir o país. Honestidade é algo completamente fora de moda, mas, pode ter certeza, ainda é a melhor - ou única - alternativa.

quinta-feira, 25 de março de 2010

AINDA BEM QUE EXISTE TELEVISÃO!

Casal é proibido de fazer sexo
à noite no Reino Unido.
Reclamação de gemidos

repercutiu na cidade.
O casal de escoceses Alan e Fiona Hay está impedido pela
polícia de fazer sexo entre 22h e 7h.
Eles são acusados de fazer muito barulho à noite.
"Estou furiosa. Não faz sentido um homem e uma mulher serem proibidos de fazer sexo. Fazer amor e assistir televisão são nossos únicos luxos",

bradou Fiona ao jornal "The Sun".

(Pela estampa da Fiona, os gemidos devem ser
só do cidadão quando é, digamos, chamado ao dever:
-"De novo? Tem certeza? Oh, vida... Oh, azar...")

quarta-feira, 24 de março de 2010

ESTRANHA SENSAÇÃO

Morre gente sem parar. É terremoto, assassinato, atropelamento, não importa. Morre gente sem parar. E nós ficamos um tanto anestesiados em relação a esses fatos - não é agradável pensar no inevitável.

Mas quando morre alguém próximo, sinto sempre que o mundo tinha obrigação de dar uma paradinha. Um instante que fosse. Afinal, é um amigo (ou parente) que se foi. Respeita aí, pô! Mas, não.
No máximo, nós é que damos uma freada e ficamos perdidos como cachorro que caiu do caminhão de mudança.
O mundão, lá fora, continua girando indiferente.
É uma merda.

terça-feira, 23 de março de 2010

ESSA É FÁCIL...

O matemático russo Grigory Perelman, 44, considerado um dos maiores gênios vivos do mundo, declarou ontem que não tem interesse em receber o prêmio de US$ 1 milhão a que tem direito por ter resolvido a chamada Conjectura de Poincaré, que desafiava os matemáticos há mais de um século.
(O matemático francês Jules Henri Poincaré [1854-1912] estimou que, de forma simplificada, qualquer espaço tridimensional sem furos seria equivalente a uma esfera esticada.)


... Quero ver é resolver a Incongruência de Magnum, onde o aritmético Tom Selleck estimou que, de forma oblíqua, o transplante dos bigodes para as sobrancelhas aumenta o QI do cidadão em 0,9745%.

segunda-feira, 22 de março de 2010

SOBRE AS ÚLTIMAS

Leva a mal não, mas tem hora que dá vontade de ir pra Letônia!
Então, seguem rápidos comentários. Tomara que vocês não concordem. Quem sabe assim, geramos um pouco de polêmica...

Julgamento do Casal Nardoni – não importa o resultado. Já foram condenados pela mídia.

Assassinato do Glauco – estão querendo criminalizar a(s) vítima(s).

Arruda / DF – que tal se a “justiça brasileira” agisse assim com todos?

Nuzman (o do comitê olímpico) emite nota sobre o perigo que corre a Olimpíada 2016 se os roialtis do pré-sal, blá-blá-blá – quando o Rio foi escolhido, nem se sabia de pré-sal. Então, por que a gritaria? (Como se todos não soubéssemos a resposta...)

“Mesmo subscrito por 1,6 milhão de pessoas, o projeto da ficha limpa corre sério risco de não ser incluído na pauta de votação da Câmara, a tempo de ser aplicado ainda nas eleições deste ano.” – Nóóóó!!! Que surpresa!!!

BBB 10 - Anamara e Dicesar fazem planos para a próxima liderança – é muita injustiça: terremotos no Chile, no Haiti, vulcão cuspindo fogo na Islândia e nem um meteoritozinho com boa pontaria...

sábado, 20 de março de 2010

EU TENHO QUE SOBREVIVER, ENTENDE?

Sinto grande admiração, inveja e respeito por qualquer pessoa que toque bem qualquer instrumento musical. Tenho certeza que, fora eu brindado com esse dom, iria viver de música, para a música e com a música.
Entretanto, nada é mais triste, chato e desagradável do que quando você está num boteco e um cidadão, pago para (des)animar o ambiente, ataca de Wando, sertanejos e coisas no gênero. E ainda por cima, na maioria das vezes, você nota que a pobre alma é competente, conhece do riscado mas...

sexta-feira, 19 de março de 2010

DO OIAPOQUE AO CHUÍ...

... Nada muda por aqui!

Seguem trechos publicados no http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/ do Altino Machado. Quer mais? Vai no http://www.taquiprati.com.br/ do José Ribamar Bessa Freire, autor do texto.

“Cotia Risonha” fatura
R$ 8,5 milhões no Amazonas
O juiz aposentado do Tribunal de Justiça do Amazonas, José Raphael Siqueira Filho, carrega, desde sua infância, o apelido de Cotia Risonha.
O “risonha” é um enigma. Mas cotia, todo mundo sabe por quê. É que seu colega na escola primária, o Nininho, gostava de se divertir, pedindo-lhe:
- Siqueirinha, repete: paca, tatu, cotia não!
Siqueirinha sempre se confundia e reproduzia a frase inteira.

Nem desconfiava que em Epitácio “p” soa. Por isso, todo mundo passou a chamá-lo de Cotia.

O apelido colou. Tem tudo a ver com ele. A cotia é um mamífero e ainda por cima roedor, ou seja, gosta de mamar e de roer o que encontra pela frente. Tem as pernas finas, os olhos arregalados e as unhas afiadas e cortantes. Apesar da aparente leseira pra certas coisas, é um animal esperto, que vive fuçando o chão, buscando vorazmente o que comer.

Nininho, menino inocente que saiu de Eirunepé para fazer a primeira comunhão na capital, assumiu várias vezes a Prefeitura e o Governo do Estado, com o nome de Amazonino Mendes (PTB, vixe, vixe!). Siqueirinha se tornou juiz, pronunciou algumas sentenças polêmicas e se aposentou. Mas a amizade continuou. Coisa bonita, a amizade! Para onde vai, Amazonino leva Siqueirinha, indicando-o para diversos cargos, como a presidência da Companhia Energética (CEAM), a presidência do Detran, a Superintendência da Companhia do Estado do Amazonas (CIAMA). Dizem que até o cargo de cônsul honorário da Coréia no Amazonas, exercido por Siqueirinha, foi indicação do amigo. Na atual administração, ele ocupa presidência do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (IMTT).

Não é uma amizade qualquer, ela está cimentada por interesses comuns e cumplicidades, como conta o combativo vereador Marcelo Ramos (PSB). O ‘Cotia Risonha’ “é o tipo de amigo daqueles que descasca tucumã, que tira o caroço da pupunha e entrega a partida de dominó só para agradar. Também, intimida jornalistas, agride pessoas ou faz qualquer outro trabalho sujo que Amazonino precise”.

Por quem os sinos dobram? A Cotia Risonha ri de quem? De nós, leitores, que somos otários e estamos repassando para os bolsos de dois espertalhões recursos públicos que deviam ser usados para melhorar os serviços de saúde, educação e transporte. Agora, é rezar para que saia vitoriosa a Ação Popular contra essa operação escandalosa que clama aos céus e pede a Deus vingança.

O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO).

quinta-feira, 18 de março de 2010

NÃO É BEM ASSIM

Milhares de informações praticamente instantâneas, interpretações apressadas e parciais, falta de tempo pra tudo menos, é claro, pra passar e repassar centenas de e-mails URGEEENTEEES ou indignados ou apavorantes, um percentual muito alto de analfabetos funcionais e a velha e constante preguiça inerente ao ser humano, fazem com que o ato de ligar o computador, olhar seus e-mails e as notícias em geral, se transforme numa aventura. Ou tortura. Depende do ponto de vista e do humor do cidadão.

O fato é que somos inundados de notícias, comentários, propostas e o escambau que sempre, quando temos a pachorra de ir só um passinho adiante, revelam que a coisa "não é bem assim”. A impressão é que todos andam seguindo a cartilha do Oscar Wilde: “Nunca leio os livros que critico. Não quero me deixar influenciar...”

quarta-feira, 17 de março de 2010

JÁ COMEÇA MAL...


EUA QUEREM 'CONQUISTAR' MULHERES DO AFEGANISTÃO COM AJUDA DE FUZILEIRAS
Marines mulheres aprendem sobre a realidade cultural do país asiático.
Elas integram estratégia para ganhar 'corações e mentes' no front afegão.
“Sabemos que podemos fazer a diferença”, disse a capitã Emily Naslund, de 26 anos, oficial executiva e segunda em comando.
“Todas nós sabemos que o que esperamos geralmente acaba não acontecendo”, disse a sargenta Melissa Hernandez, de 35 anos.

Coerente e integrada desse jeito, acho que a “equipe de envolvimento feminino” (sic) não vai muito longe...
E, já imaginou se a guerra fosse contra o Brasil?
Com essas caras, o máximo que elas iriam conquistar seria o Wagner Love. Ou o Ronaldo. Ou uma vaga de “mulher abóbora” em algum grupo funk. Por aí...

segunda-feira, 15 de março de 2010

MOVIMENTO ARCAICO

Grandes mistérios da humanidade desfilam à nossa frente quase todo dia e não damos a eles, os mistérios, a olhadinha mais de esguelha ou mesmo a pequena atenção ou curiosidade que, às vezes, dedicamos a ela, a humanidade, principalmente a humanidade do sexo oposto, cuja, quando passa em ondulados sorrisos, é de arrasar, não é não? Agimos como se eles, os mistérios, fossem (e não são?) coisas tolamente corriqueiras, parte da vida, que não merecem a ocupação de nosso precioso tempo com pensamentos outros que não sejam as importâncias e seriedades de nossas sérias jornadas rumo a... rumo a... rumo ao que mesmo? Ah, sim! Rumo à conquista infindável, febril, tentadora, inebriante e quantos mais adjetivos se façam necessários para definir nossa missão primordial neste planeta cuja pode ser assim resumida: não importa a que custo, devemos amealhar o máximo de dinheiro, posses e símbolos os quais nos fornecem passaporte vermelho para as coisas boas da vida que são, a saber, contar e recontar o dinheiro, fiscalizar as posses, tanto materiais quanto humanas, e, sempre e sempre, cuidar de manter com muito cuidado todos os símbolos que possibilitam nossa permanência nesse status por tantos cobiçado e por tão poucos alcançado, porque olha, vou te contar meu irmãozinho, batalhei muito pra conseguir tudo isso mas valeu a pena, olha, aqui entre nós, eu te considero meu amigo e com você posso me abrir, tem uma coisa que eu tô louco pra conversar e, já te falei que você é meu camarada então posso me abrir, né? Você sabe como é difícil chegar a ter o tanto que eu tenho, tive que correr muito atrás e na frente também porque quando a gente chega nesse ponto os outros estão babando querendo te derrubar, você sabe, mas eu derrubei e continuo derrubando mais que eles, ora como não, eh, eh, eh, mas não é nada disso que eu queria falar, sabe o que é? É o seguinte, chegaqui, se a Esmeralda me escuta eu tô lascado, mas a verdade é que eu tenho uma saudade doida de Tumiritinga. Comprei uma terrinha lá e... Pronto, falei, aiaiai.

(Então, prezado leitor, está gostando desse estilo cachoeira urbana? Tomara que sim porque além de fácil de fazer - arruma uma vírgula aqui outra ali, dois pontos, um hífenzinho também cai bem, o ritmo é frenético, é chique, é cult, entende? Mas, para não perder de todo este enredo digno do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Deixa Que Eu Chuto, vamos aos mistérios de que falávamos na nossa já longínqua introdução.)

Quando almoçamos num “quilo”, em nosso prato não sobra uma migalha sequer; só não lambemos o dito cujo por causa da rígida educação que nossas persistentes e incansáveis mães procuraram nos impor, muitas vezes em vão e, ao final do mesmo dia, num muito elegante jantar que nos custa, por baixo, oito vezes mais do que custou o almoço, ficamos felizes com o arremedo de refeição que nos é apresentado e ainda, como é de bom tom, deixamos um pouquinho sobrando! É certo que essas sobras podem ser um prato cheio para uma plêiade de sociólogos, psicólogos, comunicólogos e escambauólogos mas isso não deve nos desanimar nem servir de desculpas para os preguiçosos -Ah, isso é coisa para malucos estudiosos... Nã-nã-ni-nã-ninha, juntos chegaremos lá (Epa! O que é o poder de um bom slogan, hein?), quer dizer, juntos poderemos resolver ou pelo menos procurar entender a essência de mistérios como esses e se o esforço servir para que possamos nos entender um pouquinho mais, melhor ainda, concorda, incansável leitor? Para provar minha tese e mostrar que não sou daqueles que ficam só propondo as coisas sem realizar nada, finalizo desvendando um desses mistérios - o que só foi possível através de profundas pesquisas aliadas a muita perseverança - e, claro, pretendendo provocar em vocês as mais transcendentais meditações.
Seguinte questão: nos intervalos das eleições e das guerras de grande audiência os cientistas políticos estão, presume-se, nas salas de aula, nas faculdades, etc; entretanto, durante o desenrolar desses eventos a impressão é que as escolas devem entrar em férias, greve ou algo assim uma vez que nessas épocas todos, absolutamente todos eles, os cientistas políticos, estão 24 horas por dia ostentando seu saber cheio de gravidade em qualquer emissora de rádio, televisão ou (um pouco mais difícil porque aí tem que escrever e é cansativo) nos jornais e revistas. Não, as escolas não entram automaticamente em férias ou greve e a resposta é: enquanto os portadores de um ideal ficam nas salas de aula e, no máximo, conciliam os horários acadêmicos e “midiáticos”, os reais seguidores da nossa missão primordial se multiplicam, brotando da terra qual besouros depois da chuva (ou qualquer outra imagem mais poética de acordo com a ideologia do leitor) e, perigo, tendem a se acostumar, podendo acabar viciados na mídia, o que quer dizer que quando não estiverem meditando e buscando revelações definitivas na ilha de Caras, serão encontrados gravitando em torno dos editores das rádios e televisões com conversas que, por vezes, apresentam a sutileza e profundidade de uma letra de funk: e aí, Carlinhos, situação na Mauritânia, não sei não, hein... Síria? Que Síria! Presta atenção nos sinais, Carlinhos, nos indicadores... Olha, bem editado, acho que dá uma meia hora de debate, mas com gente séria, né, Carlinhos? Como? Mas claro que é a Mauritânia, rapaz, pondera as implicações... não importa que seja do outro lado da África, está ficando cada vez mais nítido que a estratégia primária do Panetta apresenta um viés de... peraí Carlinhos, me escuta... pô!

sábado, 13 de março de 2010

CARTOONS (e cartunistas) INESQUECÍVEIS - 8


Não era pra ser em hora tão inoportuna.
Mas o Glauco (um de Los Três Amigos), impulsionado por quatro balas, se mandou desta para melhor.
O filho foi junto. Bom pra eles, péssimo pra quem ficou.

quinta-feira, 11 de março de 2010

ISSO É QUE É CRIATIVIDADE EM MÍDIA!

A galera que gosta tanto de falar em interatividade, web 2.0 e outras "mudernidades" podia prestar um pouquinho mais de atenção na vida em geral, né não...?

quarta-feira, 10 de março de 2010

“PASSEIO SOCRÁTICO” – FREI BETTO

O texto é antigo, mas qualidade não tem data de vencimento.

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir:- “Qual dos dois modelos produz felicidade?”

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:
- “Não foi à aula?”
Ela respondeu: -“Não, tenho aula à tarde”.
Comemorei:-“Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde”.
- “Não”, retrucou ela, “tenho tanta coisa de manhã…”
- “Que tanta coisa?”, perguntei.
- “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: – “Que pena, a Daniela não disse: “Tenho aula de meditação!”


Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! – Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…


A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil – com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é “entretenimento”; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!”O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade – a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno…. Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald’s…


Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

Frei Betto é Carlos Alberto Libânio Christo, escritor e assessor de movimentos sociais, é autor de “Típicos Tipos” (A Girafa), prêmio Jabuti 2005, entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).

terça-feira, 9 de março de 2010

“SER MALUCO É FÁCIL. DIFÍCIL É SER EU”.

Ex-prefeito inglês é condenado a 2 anos de cadeia por roubar calcinhas.
Ian Stafford renunciou ao cargo em Preesall depois da prisão. Invasões ocorreram entre janeiro e junho do ano passado.


O ex-prefeito da cidade inglesa de Preesall, em Lancashire, foi condenado a dois anos de prisão por invadir casas de mulheres para roubar suas calcinhas, segundo reportagem do jornal "Belfast Telegraph".

segunda-feira, 8 de março de 2010

A DITADURA DO DALTONISMO

Seu carro tem ABS, AFU, BAS, CVT, DOHC, EBD, ECM, EDC, MPFI, EGR, ESP, FWD, OHC, PDC e é GLX? Parabéns! Você está totalmente na moda das siglas inexplicáveis.
E aposto que ele é preto ou prata. Não sei por que, se convencionou que carro no Brasil tem que ser preto ou prata.
Na próxima vez que o amável leitor parar num sinal, dá uma geral em torno. Em cada dez carros, fatalmente os dez serão preto ou prata.
Caso você queira sair da boiada, vai pagar uma nota preta (ou prata) e ainda vai ter que esperar bastante pra receber seu carro azul ou vermelho ou seja lá o que for.
Haja...

sexta-feira, 5 de março de 2010

TURISMO ÀS SEXTAS-FEIRAS

Andam dizendo que vai ser montada uma Disneylândia em Curitiba.
Entretanto, Minas se antecipa! Afinal, como estampou o grande jornal dos mineiros outro dia, “Minas a reboque, não!”. E já está pronta a nossa grande atração turística. Parecidinha com a Prefeitura de Toronto. Mas, como o Canadá anda na moda...



quinta-feira, 4 de março de 2010

CHUCK NORRIS? QUEM É CHUCK NORRIS?


(Mais uma vez o mundo se curva, literalmente, ante o Brasil-sil-sil.)

15 verdades sobre
José Mayer

1 - José Mayer perdeu a virgindade antes do pai.
2 - Antes de entrar no óvulo de sua mãe, o espermatozóide do José Mayer comeu os outros 500 milhões de espermatozóides que tentavam fecundar.
3 - Quando José Mayer nasceu quem levou tapa na bunda foram as enfermeiras.
4 - Na casa do José Mayer nem o azeite é virgem.
5 - Se você perguntar que horas são para o José Mayer, ele responde "Faltam 3, 2, 1..." e depois te come.
6 - Aos 6 anos de idade, a professora de Zé Mayer mandou que ele e seus colegas fizessem uma redação com o tema "Minhas férias". Resultado: nasceu o livro "Kama Sutra".
7 - Ao visitar a Jamaica, José Mayer teve sua primeira ejaculação precoce. Nove meses depois nasceria Usain Bolt.
8 - Toda mulher daria para Chico Buarque. Chico Buarque daria para José Mayer.
9 - A Mansão Playboy pertence a José Mayer. Hugh Hefner é apenas o caseiro.
10 - Se você digitar "ereção eterna" no Google, aparece "Você quis dizer José Mayer".
11 - Um dia a vida virou as costas para José Mayer. Ela se arrependeu profundamente.
12 - Astros do rock autografam seios. José Mayer autografa úteros.
13 - O dinheiro doado ao Criança Esperança é apenas uma forma desesperada que a Globo encontrou para alimentar os filhos do José Mayer.
14 - O Chuck Norris é o que é porque o José Mayer comeu a mãe dele.
15 - Wilt Chamberlain disse ter dormido com mais de 20.000 mulheres. José Mayer chama isso de "uma terça-feira monótona".

quarta-feira, 3 de março de 2010

QUERIA O QUE?

Cliente de lanchonete ganha indenização por ser chamada de 'loirinha peituda'.
Empresa, que ainda pode recorrer, é condenada a pagar

R$ 1,5 mil.
Desembargadora afirma que queixosa foi exposta a "gracejo indesejável".

A autora da ação, que tem próteses de silicone nos seios, contou no processo que ficou sem entender porque funcionários da Bibi Sucos riam dela.

Acho engraçado. A criatura faz operação, se expõe a vários riscos, sai toda feliz exibindo os peitos pela vida afora e não quer ser chamada de peituda.

Mas, foto pra reportagem ela quer. É claro...

terça-feira, 2 de março de 2010

GUERREIROS? PREFIRO CRAQUES.

Na esteira da ridícula campanha da Brahma - com seus “guerreiros” simbolizados pelo Dunga batendo a mão no peito, já podemos temer uma Copa insossa, incolor e inodora.
Escutar “analistas” dizendo que o Brasil, depois desse joguinho safado contra a poderosíssima Irlanda, está sendo um time seguro, é de chorar.

Enfim, não adianta: quando a bola começar a rolar, a gente esquece tudo e torce. Mas, de qualquer maneira, preferia ver jogadores como o Ronaldinho Gaúcho (que anima festa infantil, lê a mão e traz a pessoa amada em três dias) do que aturar esses guerreiros burocratas.

Faltam 100 dias. Quem sabe ainda ocorre um benigno tsunami...

segunda-feira, 1 de março de 2010

PROUD TO BE CANADIAN

Bom humor.
Essa foi a grande diferença dos canadenses na cerimônia de encerramento.
A começar pela bem feita brincadeira com a 4ª. coluna (que não se ergueu na abertura), eles fizeram tudo que manda o protocolo e depois deitaram e rolaram.

William Shatner (o capitão Kirk), Michael J. Fox (segurando legal o parkinson) e muitos mais, distribuíram alegres alfinetadas nos americanos, no mundo em geral e, rara qualidade, se auto-sacanearam com total competência e desprendimento.

De chato, o exagero de “alanis morrisetes” e vários outros “famosos quem” além do total despreparo dos comentaristas do SPORTV que chegaram a envergonhar o pobre do narrador.
Mas, valeu. Agora é aguardar os russos em 2014.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

CHEIO DE AGÁ

“Meus amigos sempre acertam ao achar que estou errado.
E eu sempre erro ao achar que eles estão certos.”
Frase meio besta, cheirando a truque, jogo de palavras, mas, convenhamos, dá o que pensar. E era nisso que Arthur Theodoro pensava ao entrar no elevador para acertar um emprego de contato publicitário de uma rádio AM de grande audiência e pouca remuneração.

O apelido do Arthur Theodoro era Cheio de Agá e se aplicava em todas as situações: além do nome, ele era bom de conversa. Crueldade paterna ou não, Arthur Theodoro era uma homenagem a um distante bisavô ou coisa no gênero e isso não o preocupava.
O fato é que ele estava ali, na frente de um cidadão estranho, cheio de pose, que falava como se aquela rádio fuleira tivesse mesmo tanta importância nos destinos da comunicação nacional. Concordou com tudo, disse as coisas certas e começou no mesmo dia a atender uma carteira de clientes que seria um suplício para qualquer ser humano, mesmo em desespero. Mas desespero era a última sensação que Cheio de Agá experimentava. Ao contrário, sentia alívio.

Explicando a situação: o Cheio estava com 27 anos, filho de boa família, bem educado, pai médico, mãe dona-de-casa-porém-atenta, estudou em bons colégios, formou-se em qualquer coisa só pra agradar e fugir da medicina (que odiava). Desde criança, o que ele queria mesmo era não fazer nada. Mas não julguem mal o rapaz. Não era malandragem, ele não era um vagabundo, era um observador. Seu sonho era ficar olhando a vida passar. Nenhuma ambição material, nenhuma preocupação com nada. Queria simplesmente fazer nada. Tinha conseguido seu intento até então. Enrola dali, ajeita daqui, ia levando. Só que o tempo passou, acabou a faculdade (de quê mesmo?) e foi ficando complicado. As cobranças começaram a chover de todos os lados.
Pai, mãe, namorada, os amigos:
-Pôxa cara, e aí?
Ele então explicava que não tinha “aí”, que era isso mesmo, que o bom era só ver, pensar, olhar, viver.
-Mas viver de quê, ô Cheiô?
-A família é rica, eu não dou muita despesa, arrumo um trocado com uns cachorrinhos que levo pra passear, vou vivendo...
-E a Marina?
-Vai bem, parece que está se formando em biologia.
-E daí, rapaz?
-Daí o quê?
-Família, filhos, carreira?
-Vocês são loucos!
-Pô, não vê seus irmãos (ele era o caçula), estão todos bem!
-Bom pra eles, eu estou bem também.

Claro, terapia imediata. Ele foi. Afinal, era mais uma coisa pra se ver. Sua tranqüilidade e clareza de objetivos levaram o terapeuta à loucura. Mas este disfarçou legal e o mandou para um neurologista. Os exames deram todos normais. Aí a coisa pegou de vez. Se não é doido, se os exames não acusam nada, então é safado e vagabundo mesmo! Doutor Otávio ameaçou por pra rua ao que Dona Nadir respondeu com maternal serenidade: “Por cima do meu cadáver.”
Como todas as mães, ela acreditava que era uma fase, que ia passar.
Frente a argumentos tão lógicos, Doutor Otávio ponderou que tinha mais o que fazer e deixou pra lá.
Dona Nadir passou a experimentar uma técnica nova que ela tinha lido na Marriclér que ensinava a agir subliminarmente, aparentando naturalidade para então enfocar os conceitos básicos de maneira holística. Ela não entendia bem essa coisa, mas achou lindo.
Os irmãos nunca se preocupavam. Afinal o Cheio não enchia ninguém, muito ao contrário era um bom papo, lia muito, era bem informado, tinha boas idéias que nunca colocava em prática. “Idéias são patrimônio da humanidade”, dizia ele, “quem quiser que faça bom proveito”.
A Marina estava atarefadíssima com trabalho, faculdade, procura do verdadeiro eu, iôga, dança do ventre e também achava que era uma fase, meio longa, mas apenas uma fase. Logo logo ele ia tomar rumo. Além do mais a família era rica, né? Os amigos também entraram na rotina. Com aquela filosofia peculiar às turmas de boteco, decretaram: foda-se.

Foi aí que o Cheio quase pirou. Simples: enquanto ele escondia seus objetivos, estava feliz, tinha um segredo, era diferente e ninguém sacava. Depois, quando suas idéias vieram à tona, havia uma constante batalha a ser vencida, haviam ideais a serem mantidos. Mas quando todos se acostumaram, ele ficou à deriva. A vida ficou sem graça.

Agora, ele sai de casa cedo, passa na rádio, conversa um pouco, sai pra rua, “dá um perdido” e fica o dia inteiro sem fazer nada. Os amigos dizem “Téquinfim hein, ô Cheio!”, Dona Nadir comprovou o sucesso da Marriclér, Doutor Otávio reparou que ele não está em casa o tempo todo e a Marina anda querendo marcar data.
E assim, Arthur Theodoro, o Cheio de Agá, pelo menos por enquanto, reencontrou a paz.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

TOMA, DISTRAÍDO!


Sempre tive implicância com bolões. Por várias razões a começar pelos apelos dos vendedores de lotéricas que variam entre a histeria e a chantagem emocional. Ou ficam gritando do outro lado do vidro –“Leva nosso bolão, só dez real!!!” ou fazem carinha de comunidade petista e dizem “Não quer dividir, né...?”
É. Sou egoísta. Não quero dividir coisa nenhuma.

Mas o principal motivo é que sempre desconfio. Vai que o cidadão não faz o jogo, como parece que aconteceu agora. Você dança bonito e ainda corre o risco de virar criminoso, pois dormir milionário e acordar na mesma merda... É uma merda.

Além do mais, o ágio cobrado pelas lotéricas é indecente. Um bolão de dezenas combinadas em 25 cartões de 6 números custa R$ 50,00; a lotérica abre 10 cotas de R$ 15,00. O que paga o jogo e dá um lucrinho de R$ 100,00 em cada bolão.
Mas, como a ganância humana anda desumana, o cidadão ainda pode “esquecer” de fazer o jogo, confiando nas imensas probabilidades a seu favor. Só pra ter uma idéia, a chance de acerto com um cartão na mega sena é de 1 para 50.063.860.

Já tinha comentado antes aqui (O HORRÍVEL VÍCIO DO...) que o nosso grande cassino anda deixando a desejar...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

DECIFRA-ME OU TE DEVORO

(Foto meramente ilustrativa)
Round-robin no curling, Reino Unido e Suécia decidem, em jogo extra, a última vaga da classificação. Empatam em 6X6 nos dez ends com a Suécia zerando o tempo regulamentar e o Reino Unido com apenas 19 segundos de sobra.
Vão para o extra end, a Suécia tem o martelo, os dois times jogando sucessivos take-outs, no último lançamento o Reino Unido tem uma pedra no centro, o capitão da Suécia faz um lançamento perfeito, tira a pedra do adversário, coloca a sua no centro, ganha o jogo e se classifica.
O time da Suécia, campeão mundial júnior, é, claro, o que tem a menor média de idade dos concorrentes. Passam à próxima fase e agora vão enfrentar o Canadá de Kevin Martin - time favorito à medalha de ouro.
São muitas as surpresas dessa vida...

Enquanto isso, o Flamengo com um a menos desde os 2 (dois) minutos do 1o. (primeiro) tempo – imbecilidade do Willians (com “n” mesmo) – vai ganhando de 1 X 0 na estréia da Libertadores.
É movimentada a vida de um zapper esportivo...