quarta-feira, 12 de outubro de 2016
terça-feira, 11 de outubro de 2016
GRANDES AVANÇOS DA HUMANIDADE
O
mundo gira e a Lusitana roda, já dizia o quase centenário slogan.
E
assim, velozes que somos, já demos a volta e chegamos aos nossos antepassados das cavernas.
Cujos,
segundo os "istas" (que
surgiram uns quinze minutos depois que o primata se apoiou nas pernas), se
comunicavam por grunhidos e inscrições nas paredes.
E
o que fazemos hoje? Hein? Hein?
Hmmm! Grrr! Ha Ha Ha! Uau! Bjs! Abs!
Hmmm! Grrr! Ha Ha Ha! Uau! Bjs! Abs!
Grunhidos digitais acompanhados
de inscrições rudimentares displicentemente jogadas nas paredes das redes sociais.
Tudo
correndo bem, em mais alguns milhares de anos conseguiremos voltar a nos
comunicar - por telepatia ou algo no gênero - trocando ideias através de frases
ou pensamentos minimamente concatenados e que tenham a profundidade maior do
que um pires.
Avante
Humanos!
domingo, 9 de outubro de 2016
SETENTÕES IMPRESSIONANTES
Paul
McCartney (74) e Neil Young (quase 71) somam 145 anos de doidera da melhor
qualidade.
Como
podemos comprovar no vídeo abaixo gravado no Desert Trip.
Um
concerto que acontece na California e pretende ser um Woodstock dos tempos
atuais. Claro, com toda a infra, hotel, estacionamento, wi-fi para a plateia
poder fazer suas selfies em vez de aproveitar os shows, e muito mais das babaquices
pseudo jovens.
Obs.: me pareceu que o
Neil Young estava se divertindo bem mais do que o anfitrião.
sábado, 8 de outubro de 2016
DISCOVERY JP
Meio da
tarde, chego na varanda
e sou premiado com um documentário Discovery ao vivo. (Sorry, periferia...)
Na minha
frente, está o Chapolin Colorado da fauna avícola:
a Garça!
Todos os seus
movimentos são cui-da-do-sa-men-te calculados.
E tome de
levanta/encolhe pescoço (tal e qual um
periscópio), estica para frente, abaixa, recua, faz "S", tudo num
ritmo alucinantemente len-to e pre-ci-so.
Vaidosa,
fica imóvel enquanto um cidadão se farta de fotografá-la em vários mesmos
ângulos. Com a partida do fã, ela volta a seus afazeres: cuidar do ajantarado.
Voltam as
evoluções pescoçais e agora ela caminha pé ante pé, no meio do mato. Lá pelas
tantas dá um pulinho e começa a rebolar!
Pronto. Ou
pirou ou está cagando ou está se masturbando nas folhas tenras.
Ansioso, corro
para pegar uma cerveja, volto e ela ainda está rebolando. Segue o
baile, depois de um bom tempo ela para o rebolado e, numa fração de segundo, se
joga de lado no chão enrolando o pescoço na captura de um calango com o longo bico.
Aí é que
fui entender: o pulinho foi pra pegar e o rebolado pra segurar e enfraquecer o
calango com as patas! Criatura diabólica.
Ela sai
andando com metade do calango ainda pra fora do bico e alguns banhistas vem
passando. Quando a proximidade incomoda ela dá um voo rasante lindão e vai taxiar
numa região mais aconchegante.
Acaba a
refeição e fico aguardando a decolagem final. Em vão.
A
insaciável volta a caminhar no meio do mato. Tudo de novo.
Levanta,
abaixa, estica, encolhe e descubro mais uma: quando ela levanta o pescoção é
pra ter uma visão detalhada do que acontece. Numa levantada dessas, após ficar estática durante mais de minuto, ela, em outra fração de segundo, mete o bico no meio do mato e sai
com outra presa não identificada.
A cerveja
acaba e deixo a predadora implacável continuar sua saga.
(E depois
ainda tem gente que não entende porquê não troco minha varanda nem de
"garça". [Perdão, leitores.])
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
ENJOADO...
Hoje, 7 de outubro de 2016, é o terceiro Royal de Ouros desde o dia 7 de janeiro de
2013.
(Pra quem gosta, é
mais uma prova que o 'cheirinho do hepta' está forte.)
E
desta vez foi mais gostoso: o royal acontecendo logo no início, jogo correndo
bem, cheguei em 7o. num torneio com 45 jogadores, percebendo a fabulosa soma de
36 centavos de dólar.
Sou
feliz.
Todos
os meus pobrema se acabaram-se!
Tentando falar sério, o poker está evoluindo geometricamente no número de praticantes mundo afora.
Os top players
adoram falar em 'esporte da mente' e afins.
Também
fazem questão de tentar isolar o fator sorte.
Preferem usar um eufemismo besta:
variância.
Com
todo respeito, variância é o cacete! Como dizia Nelson Rodrigues, sem sorte
Jesus teria morrido de sarampo.
Mas,
não importa.
O jogo é ótimo pra quem tem sorte e muuuita paciência.
Concordam,
amigos viciados?
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
DATA HISTÓÓÓRICA!
Dois
anos de JP e pela primeira vez (!) acontece aqui um ganhador de um prêmio
razoável na loteria.
Na
lotofácil, um felizardo local botou no bolso hoje um pouco mais de 670 mil
reais.
"Botou no bolso hoje",
até a página dois.
Porque
ele ainda vai ter que esperar o final da greve dos bancos pra realmente botar a
mão na bufunfa.
E,
pensando bem, que agonia, hein?
Você agarrado num pedacinho de papel que
pode, dependendo de sua realidade, resolver a sua vida material, aguardando acontecimentos que fruto da
podridão do sistema, regem sua vida financeira.
Devia
ser passível de processo por danos emocionais, entre outros.
Em
tempo:
Antes que vocês pensem besteira... É claro que não fui eu!
(Ou
vocês acham que eu seria besta de dar essa bandeira?)
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Ô INVEJA!
Eduarda
Henklein, 6 anos, de Joinville, filha de músicos (claro!), ganhou uma bateria de brinquedo com 1 ano de idade e não
ligou muito.
Aos 4,
"destruiu" o brinquedo com tanta qualidade que os pais compraram uma
de verdade adaptada para seu tamanho.
Daí...
sábado, 1 de outubro de 2016
MY NAME IS BOND, JAMES BOND
Hoje à tarde, em
conversa com um amigo, passamos à combinação do encontro na praia de amanhã.
Tarefa complexa que
envolve o horário da maré e o tempo de permanência na sucursal do paraíso combinados com o horário da obrigação cívica do voto.
Depois de profundas
reflexões (uma vez que somos intelectuais e, como todos sabem, nós intelectuais
não pensamos como os simples mortais - nós refletimos profundamente sobre
qualquer coisa), chegamos à conclusão que o mais viável será o horário de 9h.
Aí o cidadão me sai
com essa: -"Vamos sincronizar nossos relógios"!
Certamente o entediado
leitor não está achando a menor graça, mas eu me escangalhei de rir imaginando
um filme de espionagem denso, cheio de emoção e suspense, ambientado na orla
mais bonita do planeta, recheado de inocentes e gordas criaturas cavando piscininhas na
areia para que seus bacuris fiquem a salvo do traiçoeiro oceano que derrama,
seguidamente, perigosíssimas ondas de quinze centímetros que transportam vilões
indescritíveis e ameaçadores da paz mundial.
Êêê sabadão...!
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
terça-feira, 27 de setembro de 2016
PARALELOS NO INÍCIO DA NOITE
Um está na frente de
uma tela recheada de pontos luminosos que, para ele, fazem sentido.
Outro está na frente
de uma imensidão azul que, para ele, não importa o sentido.
Um lança apostas
virtuais num jogo em que raramente sai vencedor.
Mas, quase sempre sai
com a sensação de que aprendeu mais um pouco.
Outro lança apostas
reais num jogo em que normalmente sai vencedor. Mas, quase sempre sai com a
sensação de que nunca vai compreender bem o que ali se passa.
Ao mesmo tempo em que Um,
durante um intervalo, se estica, levanta e vai olhar o mar, o Outro, durante um
intervalo, volta, senta e vai olhar o mar.
Nesse meio tempo Eles
se olham de longe, mas perto o suficiente para não entenderem como Um e Outro têm
prazer no que estão fazendo.
Provavelmente ririam juntos se percebessem que, no
final das contas, estão fazendo a mesma coisa.
domingo, 25 de setembro de 2016
ESSE CARA TAMBÉM SOU EU!
QUEM SOU EU?
Postado em 23 de
setembro de 2016 por Juremir Machado da
Silva
Ser
estranho
Tentei ver as séries
de televisão e não me apaixonei. Não me pareceram muito diferentes das novelas.
Quando falo isso, sou testado e desprezado: “Só porque não viu a…” E lá vem um
nome. Confiro. Permaneço indiferente. Tentei usar o Uber e não vi grande
diferença para os táxis. Salvo o preço e o fato de que, sem o GPS, nenhum
endereço é acessível sem se perder. Achei que os motoristas estavam ganhando
muito pouco e abandonei. Além disso, fico desconfortável em carros de
mauricinho ou com os motoristas vestindo roupas de domingo e fazendo mesuras de
mordomo de novela. Sou um ser muito estranho. Não me encaixo neste mundo.
Não passo de um tipo
mui rastaquera.
Gosto, acima de tudo,
de poesia numa época em que poeta é sempre alguém do passado. Um ser anacrônico
que não se leu. Poeta do presente é tão respeitado quanto um adolescente
apaixonado fazendo suas declarações de amor. Acredito no acaso, na incerteza e
no imprevisível. Desconfio do termo “científico” aplicado ao mundo social.
Vibro quando o inesperado acontece e derruba os donos do saber. Não sou de
esquerda nem de direita. Muito menos de centro. Sou anarquista, mas deixei de
crer no anarquismo quando vi meus primeiros cabelos brancos aparecerem na
imagem melancólica do espelho. Há muito deixei de apostar nas virtudes
educativas da arte. Só me distraio.
De tanto pesquisar
história, aprendi que nunca aprendemos com nossos erros. O pior sempre pode se
repetir ainda pior. A política me ensinou que, na guerra pelo poder, só o poder
interessa. Tentei ler os novos cronistas da moda e não percebi novidade alguma.
Assisti aos novos humoristas e não esbocei um sorriso. Sou uma mala. Estou
parado no tempo. Não amo os velhos nem os novos. Serei um hater? Os haters
criticam tudo na internet. Na Wikipédia, li: “Não confundir com troll, que têm
um comportamento distinto”. Não percebi a distinção.
Não curto as grandes
livrarias dos centros comerciais. Talvez por elas não mostrarem meus livros em
pilhas. Sou invejoso e ressentido. Jamais entendi a razão de se dizer shopping.
Sou nacionalista, discípulo de Policarpo Quaresma, o personagem de Lima Barreto
que defendia o tupi-guarani. Digo Emetevê. Não Emetivi. Quis muito acreditar
que se estava combatendo a corrupção no Brasil. Depois de muito insistir,
entendi que se tratava apenas de um pretexto de ordem ideológica, o que não
absolve os corruptos nem lhes dá privilégios de qualquer natureza. Sou bizarro.
Ando sempre na contramão. A pé. Não sei dirigir. Não vejo razão para ter carro.
Entendo que o
transporte público deve ser subsidiado mesmo como fazem os países atrasados da
Europa (França, Alemanha e outros). O ideal mesmo é que o transporte público
seja gratuito. Pago por nossos impostos. Seria melhor assim. Não tenho provas.
Mas convicções. Sou esquisito. Criança, torci pelo Inter. Adulto, repórter no
Grêmio, torci pelo tricolor. Só de interesseiro. Queria viajar bastante. Voltei
a torcer pelo Inter. Hoje, sou ex-colorado.
Nada como a autonomia.
Sou um ser estranho.
Nem sempre me reconheço.
Quem sou?
Um ET.
ELEIÇÃO IMPOSSÍVEL
Ao assistir um
documentário sobre o Paulinho da Viola, me veio a irresistível tentação de uma perguntinha
digna de enquetes perpetradas por sites pseudo cults ou sem assunto ou ambos:
- Quais as 5 melhores
músicas brasileiras de todos os tempos?
Ridículo, concordo.
Mas, domingão com vitória
incrível do Flamengo de virada sobre o Cruzeiro (o cheirinho está cada vez mais forte), entre as Top 5,
junto com
Construção do agora execrado Chico Buarque,
coloco Sinal Fechado do cidadão
mais do que gente boa, Paulinho da Viola. (Cujo,
cansei de ver jogando pelada aos sábados à tarde nas areias do Leme.)
É importante ressaltar
que essa música foi composta no início da década de 70 ou final da década de
60, escolhe aí, e que é uma obra de rara beleza musical.
Ou seja, com, por
baixo, 25 anos de antecedência, nosso prezado poeta já vaticinava a ausência de
comunicação que nos assola.
Hoje disfarçada em fêicibúquis,
zapzap's, intagram's, linkedin's e quantos outros que estiverem na moda.
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sábado, 24 de setembro de 2016
PRA VARIAR, ELE DEITA E ROLA!
O cidadão Jorge Mario Bergoglio, vulgo Papa
Francisco desde 13 de março de 2013, na minha opinião, acumula um recorde
invejável: em três anos e meio de papado não deu nenhum peido errado.
Segue a comprovação: declarações que deveriam virar um "manual de ética" incorporado às redações dos meios de
comunicação (risos, muitos risos).
"Jornalismo não pode
virar uma arma de destruição"
Entre as recomendações fundamentais de Mario Bergoglio para quem
"faz a informação" estão as de "amar a verdade",
"viver com profissionalismo", e "respeitar a dignidade
humana". Assim, o jornalismo não será transformado em uma "arma de
destruição" de pessoas e de povos e "não alimentará o medo em relação
aos imigrantes".
Depois que Viganò e Iacopino fizeram suas primeiras considerações, o Papa revelou como os jornalistas, "quando têm profissionalismo", são "uma coluna importante, um elemento fundamental para a vitalidade de uma sociedade livre e plural" e têm uma "grande responsabilidade".
Sobre o fato de que os jornalistas devem "amar a verdade", Francisco explicou que "a questão é ser honesto consigo mesmo e com os outros. Essa relação é o 'coração' de toda comunicação".
"Isso é mais verdadeiro para quem faz da comunicação o seu próprio ofício e nenhuma relação pode se reger e durar no tempo se está apoiada na desonestidade".
E com o fluxo ininterrupto de fatos 24 horas por dia, "não é sempre fácil chegar na verdade" e que "na vida nem tudo é branco ou preto e por isso no jornalismo é preciso saber discernir os tons de cinza", disse o Pontífice. "Mas esse é o trabalho difícil e necessário de um jornalista: o de chegar o mais perto possível da verdade dos fatos e nunca dizer ou escrever uma coisa que, em consciência, se sabe que não é verdadeira", afirmou Francisco. Já sobre "viver com profissionalismo", o conceito foi ligado por Bergoglio à "necessidade de não se submeter a interesses escusos, seja econômicos ou políticos. O trabalho do jornalismo, ousarei dizer a sua vocação, é, através da atenção e do carinho pela pesquisa da verdade, fazer crescer a dimensão social do homem, favorecer a construção de uma verdadeira cidadania", explicou o Papa.
Depois que Viganò e Iacopino fizeram suas primeiras considerações, o Papa revelou como os jornalistas, "quando têm profissionalismo", são "uma coluna importante, um elemento fundamental para a vitalidade de uma sociedade livre e plural" e têm uma "grande responsabilidade".
Sobre o fato de que os jornalistas devem "amar a verdade", Francisco explicou que "a questão é ser honesto consigo mesmo e com os outros. Essa relação é o 'coração' de toda comunicação".
"Isso é mais verdadeiro para quem faz da comunicação o seu próprio ofício e nenhuma relação pode se reger e durar no tempo se está apoiada na desonestidade".
E com o fluxo ininterrupto de fatos 24 horas por dia, "não é sempre fácil chegar na verdade" e que "na vida nem tudo é branco ou preto e por isso no jornalismo é preciso saber discernir os tons de cinza", disse o Pontífice. "Mas esse é o trabalho difícil e necessário de um jornalista: o de chegar o mais perto possível da verdade dos fatos e nunca dizer ou escrever uma coisa que, em consciência, se sabe que não é verdadeira", afirmou Francisco. Já sobre "viver com profissionalismo", o conceito foi ligado por Bergoglio à "necessidade de não se submeter a interesses escusos, seja econômicos ou políticos. O trabalho do jornalismo, ousarei dizer a sua vocação, é, através da atenção e do carinho pela pesquisa da verdade, fazer crescer a dimensão social do homem, favorecer a construção de uma verdadeira cidadania", explicou o Papa.
Para Francisco, trabalhar com profissionalismo significa "ter no coração um dos pilares da estrutura de uma sociedade democrática". O religioso também lembrou que "no curso da história, as ditaduras, de qualquer orientação política, sempre procuraram não apenas tomar conta dos meios de comunicação, mas também impor novas regras à profissão dos jornalistas".
E sobre "respeitar a dignidade humana", esse conceito é importante porque se trata "da vidas pessoas" e, se uma delas for difamada, ela pode ser "destruída para sempre", disse Bergoglio. "A crítica é legítima, e direi mais, necessária, como uma denúncia ao mal, no entanto o jornalismo não pode se transformar em uma arma de destruição de pessoas e até de povos".
Para Francisco, o jornalismo também não "deve alimentar o medo diante às mudanças ou aos fenômenos como as migrações forçadas geradas pela guerra ou pela fome". E por fim, o Papa afirmou que a profissão "é um instrumento de construção, um fator de bem comum, um acelerador de processos de reconciliação".
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
PURO ENLEVO
Observando esse espaço
aconchegante, diversas considerações constatam a importância de um projeto
executado de acordo com as necessidades dos clientes.
Se não, vejamos.
A foto pressupõe a
existência de um sofá em primeiríssimo plano.
Cujo está de frente
para uma estonteante televisão emoldurada por uma esfuziante iluminação dourada
que valoriza e determina a importância do meio de comunicação.
O aconchegante tapete
incentiva a boa convivência certamente celebrada quando todos os presentes respondem, em uníssono,
ao "Boa Noite" do Bonner.
ao "Boa Noite" do Bonner.
A preocupação com a
boa forma dos anfitriões que, claro, se instalam no sofá, fica evidente pela
distância entre seus assentos e a mesa onde repousam acepipes variados além do
obrigatório espumante.
Ou seja, eles se
mantém em saudável movimento enquanto aguardam as emocionantes cenas da novela.
Os privilegiados
convivas que se localizam nas poltronas - lindas, modernas e que, pela
inclinação dos assentos, propositalmente dificultam o ato de alcançar a mesa de
centro - são agraciados com o saudável exercício de abdominais, alongamentos e
afins.
Além de serem
remetidos à agradáveis lembranças dos torneios de tênis que assistiram em Roland
Garros, Wimbledon e outros tantos. Uma vez que ficam todo o tempo revirando a
cabeça entre a televisão e os anfitriões instalados no sofá.
Estes, além do prazer
inenarrável de receber seus convivas, desfrutam de outro prazer maior ainda:
pilotar o controle remoto da televisão, do som, da iluminação, da cortina e do
bip eletrônico que, quando acionado, provoca saudáveis choquinhos nas partes
íntimas dos felizes serviçais.
Resumindo, temos uma aula de como satisfazer a seleta clientela.
IMPRESSIONANTE!
Eu era velho, feio e desinteressante.
As pessoas não me davam papo, não
retornavam, fingiam que não me viam na rua e, quando não tinha jeito, sempre
abreviavam a conversa com a eterna desculpa da pressa pelos muitos afazeres.
Mas, ao seguir esse método fantástico,
minha vida mudou!
Agora todos me cumprimentam, meu
telefone não para de tocar, mulheres me lançam olhares cheios de promessas e os
amigos...
Já perdi a conta de tantos que eles
são!
E qual é esse método fantástico?
É simples, prático e envolve ações que
qualquer um pode desenvolver. As principais são:
1. Fique rico e demonstre isso.
2. Em não ficando, finja!
Antes de prosseguirmos, um aviso
importante:
ligando AGORA você receberá o método
completo por apenas 10 parcelas de R$ 99,99!!!
E agora apresentamos um bônus para você,
desinteressante leitor, que deseja mudar radicalmente sua vida social:
Como a segunda opção é mais fácil,
vamos ao procedimento básico:
Invista no aluguel - por apenas um dia
- de uma BMW dourada ou qualquer símbolo de status no gênero.
Estacione no point da moda, desça com
ar entediado, e caminhe lentamente para uma mesa.
Se em 5 (cinco!) minutos sua mesa não
estiver apinhada de grandes e velhos 'amigos' e 'amigas', nós pagamos o valor do
aluguel da 'machina'.
Saia do ostracismo! Ligue Djá,
adquira nosso método completo e garanta seu sucesso social!
terça-feira, 20 de setembro de 2016
OLHA ELE AÍ!
Não o feliciano ou o cunha.
Sim o
Pastor Adelio para variar, comprovando a hipocrisia reinante.
E o pior é que isso não assusta ninguém!
Virou coisa corriqueira.
EI, BOCÓS!
A vida real está em cartaz aqui fora.
E ela está esperando
por vocês.
E quando ela cansar de
esperar vai sobrar o que?
Emojis? Emoticons?
Legal, hein...?
Façam bom proveito.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
sábado, 17 de setembro de 2016
MAESTRO NUNES
Pra mim o frevo é uma
conversa entre amigos onde as opiniões são colocadas alternadamente e se complementam umas
às outras.
O que, num ambiente de
festa, é altamente salutar.
Concorda cordato
leitor?
E, falando em frevo, o
Maestro Nunes se mandou na 4a. feira passada aos gloriosos 85 anos.
Devo confessar que
nunca tinha ouvido falar no Maestro até que li a notícia aqui:
E
all-in que a maioria dos milhares e milhares de leitores também nem dê notícia de quem fosse.
(De minha parte, me escoro no fato
de ainda ser apenas um entusiasmado fióte
em música nordestina.)
Então, 'primeiramente', apressemo-nos a
conhecer essa figura incrível.
(Não deixe de ver, no link aí em cima, um depoimento dele que é uma aula de história.)
SALOMÃO SABIA DAS COISAS
The Byrds que,
originalmente era formado por Jim McGuinn, Gene Clark e David Crosby, arrebentou
no meio da década de 60 com
"Mr.
Tambourine Man" do Bob Dylan e depois com essa "Turn! Turn! Turn!" do Pete Seeger (1919/2014).
Cujo era do balacobaco!
Pioneiro
da música de protesto contra a guerra e a favor dos direitos civis, autor das
canções "Where Have All the Flowers Gone?", "If I Had a
Hammer" e "Turn! Turn! Turn!", que foram gravadas por vários artistas
de todo o mundo.
"Where
Have All the Flowers Gone?" foi popularizada por Marlene Dietrich Johnny
Rivers e Peter, Paul and Mary; If I Had a Hammer", por Trini Lopez e
Peter, Paul and Mary.
Na verdade, em Turn! Turn! Turn! ele só fez o título e
a última frase: "I swear it's not
too late".
O restante é de
autoria do Livro de Eclesiastes, tradicionalmente designado como sendo o Rei
Salomão.
Segue a letra:
To
every thing there is a season, and a time to every purpose under the heaven:
A
time to be born, and a time to die;
a time to plant, a time to reap that which
is planted;
A
time to kill, and a time to heal;
A time to break down, and a time to build up;
A
time to weep, and a time to laugh;
a time to mourn, and a time to dance;
A
time to cast away stones, and a time to gather stones together;
A
time to embrace, and a time to refrain from embracing;
A
time to get, and a time to lose;
A time to keep, and a time to cast away;
A
time to rend, and a time to sew;
A time to keep silence, and a time to speak;
A
time to love, and a time to hate;
A time of war, and a time of peace.
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quinta-feira, 15 de setembro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
NÃO TENHO PROVAS, MAS TENHO CONVICÇÃO.
Tavam pensando que era
política? Rá!
Como dizia Agildo
Ribeiro, -"Sí-fu-dê-ram!". (Ou
quase.)
É o seguinte: em 2009,
na 25a. rodada o Flamengo era 7o. colocado, com 8 pontos atrás do Palmeiras,
então líder.
Seguiu batalhando e na
30a. rodada foi à vice-liderança após ganhar do Palmeiras que era e continuava
sendo líder desde a 21a.
Wanderley Luxemburgo (argh!) na ocasião técnico do Santos - em
cagagésimo décimo terceiro após um empate com o Barueri - faltando oito rodadas
para terminar, declarou: -"Deixaram o Flamengo chegar. Agora..."
Aí o time caiu um
pouco e voltou à vice-liderança na 35a. rodada agora 2 pontos atrás do São
Paulo com o Palmeiras em 3o. - depois de empatar com o Sport Recife - um
pontinho atrás de nós.
Na penúltima rodada o
Flamengo ganha do Corinthians e o São Paulo perde pro Internacional. Mengão na liderança
dois pontos na frente do Inter.
Na última rodada,
ganhamos do Grêmio e... Hexa!
Com Andrade, grande
jogador e grande técnico logo jogado pra escanteio como era (?) de praxe na
Gávea.
Então, é o seguinte:
terminamos hoje a 25a. rodada na vice-liderança, depois de um empate com uma
expulsão marota ainda no primeiro tempo, sem torcida no estádio por outra decisão marota
do stjd, jogando bem, o grupo está fechado, o professor está dando todo o
apoio, uma hora dessa voltamos a jogar no Maracanã, contamos com essa torcida
maravilhosa e vamos dar tudo de si.
Resumindo: o cheirinho
de hepta já virou cheirão e se espalha pela Nação. Nação Rubro Negra, bem
entendido.
Porque o cheiro que
está vindo da pretensa nação verde amarela é bem outro...
A propósito: Meninos,
eu vi! Que powerpointzinho mais safado esse apresentado hoje, hein? Coisa de
envergonhar aluno do primário.
(Manja
"Primário"?)
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terça-feira, 13 de setembro de 2016
QUEM? EU??
Esse
cartoon genial, pra variar, do Duke resume meu pensamento sobre esse circo de
horrores que vivemos nesses dias obscuros.
Para
confirmar meus, primeiramente, maus
presságios, dou de cara com a notícia abaixo:
Após
57 anos McDonald's tira do Bob's
o milk-shake de Ovomaltine
O
McDonald’s anunciou, nesta terça-feira (13),
seu polêmico lançamento: milkshake
de Ovomaltine.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a gigante conseguiu os
direitos sobre a marca de achocolatado e garantiu para seu cardápio a bebida
que virou ("virou" como, cara
pálida?? Sempre foi!!) queridinha pelos fãs de fast food no Brasil.
Definitivamente,
é o final dos tempos civilizados.
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sábado, 10 de setembro de 2016
SABADÃO DA MELHOR QUALIDADE
Premiado
por instigantes conversas com um grande amigo, seguido pelo Flamengo ganhando de virada, acabo tropeçando nessa criatura que se mandou cedo demais para meu gosto.
O
que me remete a um pensamento deveras profundo:
"Não
tenho saudades de você. Tenho saudades do que você poderia ter sido."
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
ALPRAZOLAM
Tranquilizante do
grupo dos benzodiazepínicos.
Em
português claro é o genérico que nós ansiosos, porém econômicos, usamos em vez
do Frontal.
Só
que, tanto pra um quanto pra outro, é preciso receita.
Azul. Gerada por alguns poucos ungidos guardiões da saúde.
Azul. Gerada por alguns poucos ungidos guardiões da saúde.
Carimbada e documentada. Com firma reconhecida.
Resumo
da ópera: meu estoque está no fim, os ungidos guardiões só tem agenda para o
início de dezembro (vai ter doidão assim
lá no Afeganistão, né não?) e o pânico começa a se instalar em meu id
(que é regido pelo princípio do prazer; cujo
ele, o id, não está tendo nenhum).
Aí,
sortinha, constato mais uma jamais imaginada razão de ter escolhido a orla mais linda do planeta
para viver.
Basta
chegar na varanda e olhar para aquela coisa imensurável, inexplicável,
inenarrável, indescritível e quantos mais 'ins' vocês possam pensar.
Resultado:
a angústia diminui na visão do infinito, os pensamentos negativos se diluem no vai e vem intenso do
verde e azul, as inseguranças se transformam em espumas esparsas na areia e as
dúvidas se tornam certezas calmas e proporcionais às ondas que quebram, mansas,
na minha frente.
(Mas, que um alprazolamzinho facilita essas divagações, é inegável.)
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