segunda-feira, 9 de novembro de 2015
domingo, 8 de novembro de 2015
SORTE É PRA QUEM JOGA BEM
Essa
frase, que faz parte dos bordões do boliche, se aplica também ao futebol.
O
Curíntia, jogando em casa, fez 1 a 0, o Coritiba empatou no início do segundo
tempo, deu sufoco e o jogo ia caminhando para o empate. No
finzinho o Curíntia acha um gol e comemora a vitória como sendo o título.
(Pra
isso acontecer, o Atlético-MG tem que empatar com o Figueirense hoje.)
Mas, os
caras, merecidamente, já estão na boa.
O
time foi o melhor do campeonato, o Tite é um senhor técnico, a diretoria está
integrada, a arbitragem esteve atenta e por aí foi.
ATUALIZAÇÃO - 8/11/15
Adoráveis obrigações profissionais me impediram de assistir o 'empolgante clássico' Atlético-MG X Figueirense.
O galinho venceu e adiou a comemoração oficial.
Oh! Que emoção!
ATUALIZAÇÃO - 8/11/15
Adoráveis obrigações profissionais me impediram de assistir o 'empolgante clássico' Atlético-MG X Figueirense.
O galinho venceu e adiou a comemoração oficial.
Oh! Que emoção!
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
PENTELHO MUSICAL
Eu Góstio!
Entretanto, abençoado que fui, após muitos anos de árduo treinamento, com o diploma de chato profissional, algumas coisas me chamam atenção.
Olha
esse vídeo:
Logo
na abertura de I Wanna Hold Your Hand me parece que o John Lennon erra uma
nota, o George Harrison olha pra ele espantado e, pela expressão corporal, se
diverte, sacaneando.
Segue o baile como se nada tivesse acontecido.
Coisas boas
de bons amigos fazendo o que gostam.
(Ou fingindo bem. Não importa. O que importa é o que sentimos com o resultado final.)
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
ABSURDO!
(Alerta aos desavisados:
esse post contém ironia.)
Notícia
da mídia "massa cheirosa":
Os
pobres golfinhos, indignados, tentavam se manifestar contra esse desgoverno quando foram violentamente
rechaçados pela comunidade local.
Mais
um exemplo da intolerância dos petralhas vagabundos que só querem viver à custa
do bolsa família.
Notícia
da mídia "blogs sujos":
Os
pobres golfinhos vinham em busca de uma vida mais digna e foram violentamente
rechaçados pela comunidade local.
Mais
um exemplo da intolerância dos tucanalhas que só adotam imigrantes para servirem
de babás para seus filhos coxinhas.
E
segue o baile...
domingo, 1 de novembro de 2015
SOCIETY
Elegante
convescote praiano, cerca de trinta convivas selecionados estão sob uma grande
tenda com direito a churrasqueiro e bebidas geladas.
A
madame patrocinadora está instalada em posição estratégica
e, enquanto saboreia
seu Villa Crespia Francesco Iacono
Riserva Franciacorta DOCG 2005 (fruto de uma safra excepcional!),
vai
conferindo o andamento das coisas.
Não
por muito tempo porque ela saboreia pra valer.
Um
puxa-saco se ajoelha para saudá-la, ela se inclina para dar beijinho e aderna perigosamente para estibordo.
Segue
o evento com todas as ocorrências típicas desse tipo de encontro praiano.
A
maioria absoluta das jovens está, elegantemente, debruçada no celular, as mais
velhas, elegantemente, tricotam fofocas e as mães de filhos pequenos,
elegantemente, fiscalizam tudo com olhos de águia.
Os
homens estão em rodinha bebendo e se vangloriando, elegantemente, de mentiras
adaptadas.
Vários
vão para a água, outros saem para uma caminhada com as respectivas, madame
segue saboreando seu Villa-qualquer-coisa, as jovens seguem cultivando suas
corcundas no celular e o tempo passa.
Madame
se encharca e resolve entrar no mar. Devidamente escoltada por um gentil rapaz,
chega ao agradável convívio dos que lá já estavam. Vem uma ondinha, todos pulam
e ela, tortinha, se estabaca na horizontal. Constrangimento, duas mais jovens
conduzem madame, troncha, revoltada, tossindo, de volta ao trono.
Enquanto
isso, de lados opostos, chegam dois casais de suas saudáveis caminhadas. Não
tão saudáveis porque cada casal chega brigando. Briguinhas que, hipocritamente,
são adiadas no momento em que chegam à tenda.
E,
enquanto isso, o clima esquenta na água. Os remanescentes do constrangimento
discutem - sem nenhum intere$$e - sobre quem deveria assumir a responsabilidade
pelo porrete de madame.
Beijinhos,
abraços e, com a desculpa do horário, a maioria se dirige a seus carros
importados estrategicamente estacionados onde todos possam ver.
Normal,
né?
Pois
muito bem, vamos aos fatos:
Tudo
isso aí em cima aconteceu na minha frente.
Só que não era um "elegante
convescote". Era um evento classe C.
Assim,
caso o incansável leitor tenha paciência, releia o texto substituindo
"elegante convescote praiano" por "farofeiros", "trinta
convivas selecionados" por "galera da vizinhança", "grande tenda"
por "barracas", "madame" por "matrona",
"Villa-qualquer-coisa" por "Sangue-de-Boá" e os carros
importados por Ka's e Celta's.
Baixaria
total, né?
(Ainda bem que você
não é preconceituoso...)
sábado, 31 de outubro de 2015
O AVISTAMENTO DO CACHORRO VINAGRE
O cachorro-vinagre, nativo
da América do Sul, habita as florestas e pantanais entre o Panamá e o norte
da Argentina. É um canídeo de pequeno porte, com cerca de 30 centímetros de
altura, 60 de comprimento e 5 a 7 kg de peso.
A pelagem é avermelhada e a cauda, relativamente curta, é castanha.
A União Internacional
para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais lista a espécie como
"quase ameaçada", devido ao isolamento e esparsa densidade das suas
populações e à destruição do seu habitat.
Segundo
o portalamazonia.com os canídeos foram avistados outro dia sei lá onde. Oh!
Que emocionante, não? Tô todo arrepiado.
Mais
arrepiado estaria com a notícia do avistamento de 02 (Dois) políticos - situação e oposição - e 02 (Dois) jornalistas que fizessem jus à tão nobres (?) funções.
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que tempos vivemos
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
DIFERENÇA SUTIL
Na
década de 80, Enoli Lara foi filmada em Ipanema dando um mergulho com a bunda
empinada. A Globo usou a imagem, ela processou por “uso indevido”, botou 40 mil
dólares no bolso e despontou para o anonimato.
Mas,
a imagem bastou pra que virasse moda - não declarada, pero obrigatória - entre as frequentadoras das praias cariocas.
Por
aqui as mulheres, em sua maioria, ainda tapam o nariz e deixam a onda passar
por cima.
Não
ajuda o visual, mas é bom para a manutenção do astral local.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
MEUS SONHOS SÃO,
no
mínimo, engraçados.
Na
minha idade provecta devo reconhecer que meus sonhos, até agora, mesmo aos
trancos e barrancos, vêm se realizando com agradável constância.
Mas, todos sempre
se apresentam com alguns - vários - 'poréns'.
Tomara
que você, resolvido leitor, não sofra com essas bobagens mas o fato é que meus
sonhos, quando realizados, trazem sempre com eles um gostinho de "muito legal mas, não era bem assim" ou algo no gênero.
Isso
seria fruto das agruras da atenção excessiva em detalhes ou, simplesmente, de
singela babaquice mesmo? Escolhe aí.
Eu,
honestamente envergonhado, fico com a singela babaquice.
Comprovada hoje ao
contemplar uma lua estonteante despejando
luz dourada sobre um mar com ondas no estilo de
documentário do canal Off sobre ilhas paradisíacas.
Visual
de tirar o fôlego e o bobão que vos fala reclamando pelo fato de um cabo,
ligando um poste ao outro, estar conspurcando minha visão epifânica.
Engraçado
é constatar que, enquanto a razão manda, como diria Clovis Bornay, "me roçar nas ostras do Leme",
a emoção segue clamando por mais qualidade, criando mais detalhes de poucas importâncias e por
aí afora.
Por
exemplo: supondo que meu sonho de consumo fosse ter um Grand Cherokee; quando isso
acontecesse certamente, em tempo recorde, eu o consideraria um Renegade e
começaria a babar por um Lexus 350. Cujo, uma vez alcançado seria rebaixado a
um Grand Cherokee, eu começaria a babar por algum outro e assim por diante.
Me
antecipando a um provável comentário:
Haja saco pra mim mesmo!
Haja saco pra mim mesmo!
(Mas... Eu me 'góstio'!)
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
GRANDES CONQUISTAS DA HUMANIDADE
Depois
do ar condicionado, do controle remoto e do eskibonzinho,
o pisca-alerta deve
ser considerado uma das grandes conquistas de nossos tempos.
Se
não, vejamos: o pisca-alerta te liberta de toda e qualquer obrigação de pensar
nos outros.
Você
vem passando e vê um cara que parece que vai entrar num carro que parece que
vai sair em algum momento liberando uma vaga que te agrada. Liga o pisca-alerta
e aguarda o cara se resolver.
Tem gente atrás querendo passar?
Você está em
fila dupla numa rua apertada atrapalhando todo mundo? Não tem importância pois
você ligou o pisca-alerta!
Viu
algum amigo caminhando na calçada?
Nem pense em ligar pra ele porque dirigir e
falar no celular é falta gravíssima e você é um motorista consciente.
Assim
sendo, 'bora ligar o pisca-alerta, fuder o trânsito e você poderá
conversar com seu amigo ao ritmo sincopado das luzinhas brilhando.
Claro
que, se alguém fizer isso na sua frente será brindado com as sete pragas do
Egito e adjacências.
Onde já se viu parar assim? Que falta de educação!
Afinal,
como preconizou o Sartre, "o inferno são os outros".
domingo, 25 de outubro de 2015
APELO
Onildo
Rocha, renomado chef brasileiro, paraibano,
publicou outro dia, em seu fêici, um
singelo vídeo com alguns poucos segundos mostrando um pouco do que, imagino, deve ser sua rota diária - passando
por uma das muitas deslumbrantes praias de JP.
E
colocou algo como: "#eu moro onde você passa férias".
Perfeito!
Só
um detalhe:
Passe, sim, querido turista, suas férias em João Pessoa.
Mas,
pelamôrdeDeus, volte pra casa.
(Coisas de quem acabou
de chegar e, como diz Romário, já está querendo sentar na janelinha. Mas, aposto que todos os 'não nativos' que aqui estão sabem que a gente fica meio assim mesmo, né não?)
sábado, 24 de outubro de 2015
COQUEIRO
Duas da tarde, na mureta do calçadão um isoporzão ladeado por dois vendedores de LGG's (Líquidos Gelados em Geral) conversando
com mais um cara todo marrento com uma bicicleta.
Os três sentados na sombra.
Do
nada, os valorosos homens da lei param em fila dupla e voam no marrento da
bicicleta.
Dois com os trabucos apontados para a cabeça do perigoso meliante enquanto
o terceiro já dá início à uma vigorosa e longa revista.
Cuja até agora não entendi a
demora - considerando que o perigoso meliante trajava boné, camiseta, bermuda e
sandálias.
Os vendedores estão impassíveis assistindo.
Tão impassíveis que nem parecem estar
respirando.
Os
hômi não encontram nada e passam a
interrogar o meliante ainda com as armas apontadas. Mais tempo de agressiva conversa,
guardam as armas, sacam dos celulares, fotografam o cidadão e seguem em frente.
Ele
volta a sentar onde estava e a conversa segue como se nada tivesse acontecido. Mais
um tempinho ele pega a bicicleta e lá se vai pedalando marrentamente.
E,
a essa altura, o atento leitor deve estar perguntando
-"E o coqueiro, pô?!"
É
o seguinte:
Olhando por um lado, o coqueiro é ousado, estufa o peito e enfrenta
o vento, a chuva, o que vier.
Olhando por outro lado, ele se curva, submisso,
às intempéries.
Foi
o que o marrentinho fez.
Usou a "Tática do Coqueiro" e seguiu tranquilo sem maiores traumas.
(Curiosidade: o que a
polícia vai fazer com a foto? Arquivar na pasta "Possíveis
Suspeitos"?)
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
ECONOMIA FACINHA DE ENTENDER
É
incrível como as pessoas não entendem coisas assim tão simples e, principalmente, tão
simplificadas por nossos atentos analistas econômico-financeiros.
Pra
quem ainda está com dificuldade é só ver esse gráfico aí do lado - que ainda
vem com todas as explicações necessárias.
Pronto.
Agora você já pode se deliciar com as notícias (?) fundamentais abaixo. Que foram foram pinçadas numa rápida googlada sobre “economia brasileira”.
“...Assim, a análise da presença ou não de convergência condicional é baseada na equação (1):
onde ln yi,t+1 / yi,t representa a variável dependente (taxa de crescimento do PIB per capita), ln (yi,t) a variável explicativa relativa à renda per capita inicial, Xit representa a matriz das variáveis de controle (capital humano e capital físico, por exemplo), εi,t é o termo de erro aleatório, α representa a constante e, por fim, β e θ indicam os parâmetros que acompanham, respectivamente, a variável yit e a matriz de variável Xit, sendo que i representa a região e t o período.”
“... Alberto Ades, co-diretor da área de
Global Economics do Merrill Lynch, explicou à BBC Brasil que a Índia tornou-se
o Bric de crescimento mais acelerado em função de uma mudança metodológica no
cálculo de seu PIB.”
“... A previsão dos economistas dos bancos, em
pesquisa conduzida pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras
na semana passada, é de um déficit primário de 0,3% do PIB para o ano de 2015.”
“... O estudo mostra
ainda que os empresários estavam insatisfeitos com o lucro e com a situação
financeira no terceiro trimestre. O indicador de margem de lucro operacional
ficou em 32,7 pontos e o de satisfação com a situação financeira foi de 38,9
pontos, ambos abaixo da linha divisória dos 50 pontos. De acordo com os
industriais, os preços das matérias-primas também subiram no terceiro
trimestre. O indicador passou para 69,2 pontos e ficou acima dos 50 pontos, que
separa o aumento da queda dos preços.”
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
BURRICE
Na
luta desde a década de 80,
o Movimento Sem Terra - MST, segundo seu site, é
organizado a partir das seguintes premissas básicas:
"O Movimento Sem
Terra está organizado em 24 estados nas cinco regiões do país. No total, são
cerca de 350 mil famílias que conquistaram a terra por meio da luta e da
organização dos trabalhadores rurais.
Mesmo depois de
assentadas, estas famílias permanecem organizadas no MST, pois a conquista da
terra é apenas o primeiro passo para a realização da Reforma Agrária.
... Fruto da
organização de cooperativas, associações e agroindústrias nos assentamentos,
procuramos desenvolver a cooperação agrícola como um ato concreto de ajuda
mútua que fortaleça a solidariedade e potencialize as condições de produção das
famílias assentadas, e que também melhorem a renda e as condições do trabalho
no campo.
... Arma de duplo
alcance para os Sem Terra, a educação tornou-se prioridade do Movimento."
Como
diria O Pasquim, na mesma década de 80, o MST é válido, lúcido e inserido no contexto.
Mas... Me
fica a dúvida:
Que gênio do marketing orienta esses esforçados lutadores?
Por que fechar uma rodovia durante o dia inteiro com forró tocando, facões sendo exibidos, caninha rolando solta e, tal e qual guardas de trânsito numa blitz, liberando a passagem dos veículos em conta gotas?
Me parece uma estratégia completamente idiota para quem precisa de apoio popular.
Passei
por essa ontem ao sair cedo de João Pessoa para Recife.
Na ida, quase uma hora parado e, na volta à tarde, fiz essa foto de "repórter do fato".
Na ida, quase uma hora parado e, na volta à tarde, fiz essa foto de "repórter do fato".
Mais
do que raiva - discretamente escancarada por todos ao redor - me deu foi pena
de ver uma galera, teoricamente, cheia de bons princípios, tão despreparada
para entender os tempos em que vivemos.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
PERDA (OU GANHO) DE TEMPO?
Fatos
observados:
Um
casal djóvem chega na praia com as
duas filhinhas pequenas.
Elas vão direto pro mar que, em maré baixa, se
esparrama mansamente pela areia.
Os
dois ficam sentados juntinhos e começam a trocar safanões amorosos.
Ele esconde
alguma coisa, ela se estica pra pegar, se engalfinham, se sarram e seguem bem
humorados.
Até
que algo acontece e ela levanta, puxa a toalha e joga na cara dele. Ele
joga de volta.
Ela
joga areia e ele levanta. É uma cabeça maior do que ela.
Avança e grita com
ela. Ela negaceia, joga mais areia e sai de lado.
Ele
vai pra água, pega a menor no colo, dá a mão para a maior e vão pular ondas.
Ela,
na areia, continua jogando areia para o vento.
Ele
sai da água com as meninas, tenta conversar e é rechaçado.
Levantam
acampamento. Param no limite da praia com a mureta e o cidadão pula
acrobaticamente para cima, limpa a areia dos pés e, fazendo pose de macho alfa, aguarda a mãe das crianças
finalizar os preparativos da saída.
Ela
prolonga interminavelmente as arrumações dos cachos das crias, das blusinhas,
ele, muito puto, pula de volta e cobra ação.
Ela,
nem aí. Ele argumenta - mãos nas costas e pescoço esticado - ela retruca
atirando mais coisas longe.
Ele
volta para a mureta em outro salto acrobático. Ela e as filhas dão a volta,
sobem as escadinhas e sentam todos lado a lado - mãe, filhas e pai.
Ele
segue argumentando, ela segue ignorando, as meninas brincam ao redor e ele
compra um côco.
Ela
recusa e as filhas aceitam. Ele compra outro para si mesmo.
Mais
argumentos, mais negativas.
Ele, num gesto que poderia ser de revolta, atira o
côco no chão.
Mas, foi só pra abrir. Compartilha o miolo com as filhas e segue
argumentando. E sendo ignorado.
Já
são looongos 55 minutos (cravados)
nessa inconha.
Por
mais que eu tente ser um observador do cotidiano alheio, meu saco estoura. Vou
em busca de uma cerveja, vejo que tenho mensagens no computador, leio, respondo
e lembro da palpitante novela que se desenrolava na minha janela.
Corro
de volta e...
Lá
está a família feliz (?) atravessando a avenida em direção ao carro.
Aí,
é contigo imaginativo leitor: considerando que só temos acesso às imagens e à
nossa imaginação sobre o que foi dito, qual a sua conclusão?
•
Foi uma briguinha 'perda de tempo' ou um ganho na relação familiar?
•
Foi uma produtiva DBR (Discussão Básica da Relação) ou uma cagada geral?
•
E as meninas? Já estão acostumadas ou começam a colecionar memórias e ensinamentos (?) sobre o
supremo amor familiar?
•
NRA
Cartas para a redação.
sábado, 17 de outubro de 2015
INVEJA
Mais
ouvindo do que vendo (pra variar) um
joguinho safado da série B, as abomináveis considerações do comentaristas me
impressionam sobremaneira (pra variar de
novo).
E constato,
com a tranquilidade que só a avançada idade nos permite, que sinto inveja do
cidadão que está perpetrando as abomináveis meus ouvidos adentro.
É porque,
sob um ângulo mais pragmático, digamos assim, o cara é capaz de reunir
infinitos lugares comuns e enunciá-los como profundas reflexões. E a galera
gosta, comenta e... Repete!
(Ou
compartilha. Escolhe aí.)
Ora bolas!
Tenho inveja, sim! E também sinto raiva por não conseguir fazer uma coisa tão
idiotamente fácil.
E, por
outro ângulo, também sinto orgulho, é claro.
(Que eu não sou assim tão besta.)
São
intrincadas as emoções né não, robertos carlos?
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
TEM QUE FAZER BIQUINHO
As precursoras das obras que enfeitam oficinas mecânicas (e muitas outras ophicinas) foram as pinups.
Segundo o iphotochannel.com.br, "O termo pin-up vem da história de que as imagens apareciam muito em calendários – do tipo de pendurar na parede ou porta (em inglês, pin-up)".
Segundo o iphotochannel.com.br, "O termo pin-up vem da história de que as imagens apareciam muito em calendários – do tipo de pendurar na parede ou porta (em inglês, pin-up)".
Os desenhos - de inigualável qualidade - eram "inspirados" em fotos ousadas para a época.
Pra mim o inusitado é constatar que, na quase totalidade das obras, as modelos fazem biquinho cujo, claro, devia ser altamente provocante.
E, pensando bem, até hoje, escancarado ou não, elas fazem biquinho.
Ainda bem que para alguns pode continuar sendo provocante.
Eu acho ridículo.
Mas as imagens são ótimas.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
CENAS DE UM PPS
Adorável
vício, lá vou eu para um PPS (Passeio ao Por do Sol) no feriado. Me
arrasto pela orla em deliciosa preguiça, acendo um abençoado cigarrinho e trato
de contemplar o eterno show que o marzão apresenta.
Mas, não posso me esquivar
do show dos humanos que pululam nesse horário.
Pra
começar, uma saudável idosa vem andando, se esticando em alongamentos exotéricos
e, exalando saúde, faz cara feia pra mim.
O que me deu a certeza de ter feito
uma boa ação pois, ao me ver exalando tantos malefícios acumulados, ela
certamente redobrou seus ridículos esforços saudáveis.
Chego
à parte mais povoada da orla e começa a "síndrome do ascensorista": vou passando por pedacinhos de conversa cujas sequências, no mínimo, mereceriam estudos
aprofundados.
Um
casal de muito jovens namorados, ela linda, com carinha meiga, olha fundo nos
olhos do amado e diz com voz romântica e roucomorna: "Tipo assim, sabe,
cachorro morto...?"
Mais
adiante, serpenteando entre os passantes, vem um casal de mais idade, com todas
as parafernálias dos que combinam exercícios com exibição - boné, marcador de
pressão nos braços, celular, óculos escuros, etc - e escuto a bufante frase reveladora:
"Acho que esse não é o melhor horário..."
Três
senhoras, uma delas tendo no colo uma coisa peluda que presumi ser um cão,
estão em animada conversa. Passo e escuto: "Pois é o que lhe digo: ele sempre foi
raparigueiro!"
Dou
meia volta e resolvo entrar no shopping (sim,
desinformado leitor, temos um lindo shopping com o "pé na areia")
em busca de um top sundae.
Péssima ideia.
Hoje
é dia das crianças e os amorosos papais e mamães estão todos lá contribuindo
para a horrível crise que assola nosso pobre país.
A
fila do sundae está quilométrica, as adoráveis esperanças da nação gritam como
se (quem dera) estivessem em azeite
fervente e me resta retornar à base.
Odeio
datas.
sábado, 10 de outubro de 2015
SOMOS VIPS!
O
vídeo abaixo mostra OVNI's inspecionando o Popocatepelt - uma celebridade no
mundo dos vulcões.
Segundo
os ufologistas isso é a prova concreta de que alienígenas estão monitorando as
atividades geológicas da Terra.
Então, quer dizer: somos
um micro-nano-milionésimo substrato
de pó de merda no universo mas, é só soltarmos um peidinho
que os aliens correm pra cheirar!
de pó de merda no universo mas, é só soltarmos um peidinho
que os aliens correm pra cheirar!
(Nóis
é foda, hein?)
PIADINHA IDIOTA
Para
ver a reação do marido, uma mulher escreveu um bilhete:
"Fui e não volto
mais."
Escondeu-se
debaixo da cama e esperou que o marido chegasse.
Ele
entrou no quarto, viu o papel, escreveu qualquer coisa e desandou a cantar, todo
satisfeito.
Pegou o celular e ligou: -Amor, a doida foi embora. Estou indo praí agora!
Entrou
no carro e saiu.
Louca
de raiva, a mulher sai debaixo da cama, pega o papel e lê o que ele escreveu:
"Seus
pés ficaram de fora. Fui comprar pão.
Deixa de ser besta e prepara o jantar."
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
VACINA
"Cientistas da
NASA, após muitos anos de pesquisas, apresentaram na semana passada os
resultados de seus anos de esforços: a vacina da ética. Ela deverá ser
inoculada no feto e fará com que o indivíduo decorrente seja sempre guiado
pelos princípios nobres da raça humana."
Obs.: segundo o dicionário, "Indivíduo"
é um substantivo sobrecomum masculino, apresentando um só gênero para indicar o
masculino e o feminino.
É
claro que essa notícia é cascata. Mas, já pensou?
Aos
otimistas vou logo avisando: na minha
humilde opinião não daria certo.
Já
imaginou que chatura seria um mundo sem mídia, redes sociais, políticos, juízes,
dirigentes de federações de futebol, sem a FIFA, a CBF, as a$$ociações de
cla$$e e, mais importante, sem eu e você, indignado leitor?
Tá
bom: você, ilibado leitor, já está nesse mundo sem precisar de vacina mas... Eu
não.
Não
posso negar.
Só
como exemplo, tive hoje uma longa conversa com meu escritório de contabilidade
onde contemplamos as inúmeras possibilidades - todas amparadas por artifícios legais - de burlar o fisco.
Na
hora do almoço estacionei em local proibido pra pegar - rapidinho - uma
encomenda no correio.
Agora
à noite assisti um jogador do meu time cair no gramado em pré-coma e levantar,
lépido e fagueiro, após o juiz marcar a falta inexistente. E aplaudi.
Serei
eu, como dizem os cientistas sociais, um "produto do meio"?
Infelizmente,
tenho que concordar.
O
que não me impede de seguir lutando, bravamente, contra essa deformidade.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
ÁCHQUÍÍÍ...
Amanhã
começam as eliminatórias para a Copa de 1970.
A
nação, ligadona nas importâncias fundamentais, está dividida entre os que
acreditam, os que desconfiam, os 'pachecos' (ou
o equivalente deles), os que torcem contra, os que tentam torcer contra mas
não conseguem e os indefectíveis analistas.
(Até
hoje os cientistas estão tentando decifrar um enigma paralelo ao do ovo e da
galinha: "Quantos nanomicrossegundos foram transcorridos entre o nascer do
futebol e o surgimento dos analistas?")
Reparou,
leitor ligadão, que estou falando das eliminatórias para a Copa de 70
(setenta)?
Em
qualquer boteco, esquina ou fila, discussões ocorriam sobre a ausência do
Dirceu Lopes, Ademir da Guia e vários outros.
(Como convinha ao exuberante futebol da época.)
Pois
bem. Amanhã começam as eliminatórias para a Copa de 2018 (com essa marquinha 'miserável' aí na foto).
A
nação está cagando, andando e os poucos admiradores do futebol que restam não conseguem, nem de longe, escalar de cabeça o esquadrão
canarinho. ("esquadrão
canarinho" é de matar, né não?)
O
que não é demérito uma vez que, em nossos times do coração, os ídolos estão durando - em média - uma temporada. Ou meia.
O que dificulta a memorização dos velhos (só nós?) torcedores.
O que dificulta a memorização dos velhos (só nós?) torcedores.
Que
tempos vivemos!
A
culpa é da Dilma, é claro.
E, mais uma vez, 'recomeeindo' o "Futebol ao Sol e à Sombra" do Eduardo
Galeano. Além de ser um cronograma da história contemporânea, é leitura obrigatória para aqueles, poucos pelo visto, que ainda apreciam
o rude esporte bretão. ("rude
esporte bretão" é de matar, né não?)
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DIZER O QUÊ?
"Só a Cabecinha".
(Pelo visto ele não leva ao pé da letra o que compõe...)
Leia mais: http://extra.globo.com/famosos/mr-catra-fala-do-nascimento-do-32-filho-diz-que-nao-vai-parar-critica-tem-pai-que-nao-paga-pensao-vai-preso-17694611.html#ixzz3nunhTmQq
Segue a notícia:
A família de Mr. Catra aumentou ainda mais. Pai agora de 32 filhos — o caçulinha, Isac, nasceu na última
sexta-feira, no Rio, com 3,850 kg e 53cm — o funkeiro, de 46 anos, afirma que
não vai parar por aí.
“Eu fechar a fábrica? Nunca!
Ainda tem muito filho aqui”, disse o funkeiro, em conversa com o EXTRA nesta
segunda-feira. “Tem gente que compra carros caríssimos, outro aviões, e outros
bolsas caras. Nada disso tem amor por você! Filho é pra sempre”, explica ele,
que é pai biológico de 31 e vive com três mulheres atualmente.
Feliz da vida com o novo bebê,
fruto do relacionamento com Carla, que mora fora do Rio, Catra conta que, assim
como os outros herdeiros e as outras mulheres, a criança e a mãe vão viver com
ele, em sua casa.
“Ele vai ficar na minha casa, com
a mãe do lado! O filho tem que estar sempre ao lado da mãe. Nada nem ninguém
pode dar tanto amor para um filho como uma mãe”, diz.
Para sustentar toda a família,
Catra faz cerca de 60 shows por mês e chega a cobrar um cachê que vai de R$ 30
a 120 mil.
“Eu sustento todos os meus filhos
e trabalho 24 horas, se possível. Conheço vários aí que têm um e estão quase
presos por não pagar pensão!”, critica ele. “Meus filhos são minha vida. Faço
de tudo pra dar o melhor pra eles”, garante.
Leia mais: http://extra.globo.com/famosos/mr-catra-fala-do-nascimento-do-32-filho-diz-que-nao-vai-parar-critica-tem-pai-que-nao-paga-pensao-vai-preso-17694611.html#ixzz3nunhTmQq
domingo, 4 de outubro de 2015
CORAÇÃO TRANQUILO
Muito lá no
século passado a mãe da minha filha mais velha, na época mal acompanhada pelo
locutor que vos fala, propôs:
-Vamos ver
esse Walter Franco? Vai ser no Teresa Raquel, do outro lado da rua.
-"Cabeça irmão"...?
-É. Mas
deve ser legal.
Atravessamos
a rua e entramos no teatro junto com mais 12 (doUze) desconfiados cúmplices.
Resumo: o
cara era ótimo, a banda era ótima, as músicas eram doidera total só superada
pela doidera estampada nas faces dos artistas. Que se
apresentaram como se o teatro estivesse lotado.
(Não que eles estivessem preocupados com essas ocorrências de menor
importância.)
Os aplausos
no final do show soam até hoje nos meus ouvidos como uma ameaço de chuva que
não cai.
Mas, o que
nunca mais saiu dos meus ouvidos foi o que escutei.
Ponha-se,
saudosista leitor contemporâneo, entre 25 e 30 anos de idade e assista ao
primeiro vídeo. (Cujo, se bobear, pode
até ter sido gravado no Teresa Raquel.)
Depois
assista ao segundo. (Que foi gravado em
abril de 2015 no CCSP.)
Tomara que
você sinta o mesmo que eu:
1. Um
tremendo orgulho de ter visto, há quase quarenta anos, esse garoto cantando
essa música-mantra.
2. Um
tremendo prazer de ver esse cidadão, hoje, despertando a mesma empolgação de
antanho ("antanho" é ótimo, né
não?) e com muito mais gente ao redor.
3. Uma
recorrente questão: Como é que esses caras conseguem passar tantos anos
cantando as mesmas músicas? (Vide Rolling
Stones, David Gylmour e tantos outros.)
É que, pela
cara deles, deve ser muuito bom.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
SERÃO ETERNOS OS CORONÉIS?
Tinha
prometido a mim mesmo que não falaria mais de política.
Mas, como adepto
fervoroso do direito de mudar de opinião,
vamos lá.
vamos lá.
Para
minha tristeza, o PT foi pro saco, a esquerda está nas cordas e a direita (risos) está voando de helicóptero nas
contas suíças e sabe-se lá mais onde.
Para
minha tristeza maior, o judiciário (risos)
abriga figuras que deveriam estar sendo julgadas e não julgando.
Para
minha tristeza incalculável, o jornalismo também foi pro saco.
A
grande mídia se confirma como uma instituição voltada exclusivamente para seus
intere$$ses; enquanto alimenta esse ridículo FlaXFlu entre governo e oposição (risos), continua firme a perpetuar seus
ganhos estratosféricos.
A
mídia dita alternativa tenta jogar o jogo, devolve as caneladas mas, no calor
da pugna, volta e meia comete lamentáveis pecados jornalísticos.
Para
minha decepção, vejo a maioria dos meus amigos participando
- como se estivessem numa "Ôla" - desse jogo em que ninguém vai sair ganhando.
- como se estivessem numa "Ôla" - desse jogo em que ninguém vai sair ganhando.
Para
meu espanto, constato diariamente - através de conversas com representantes das
mais diferentes camadas sociais - que a maioria não está nem aí para a
política.
Estão
preocupados com coisas mais importantes. Desde o boteco a ser visitado na
sexta-feira, o dólar para a viagem pra maiâmi e o preço do crédito do celular.
E
aí dou de cara com duas frases definitivas do Ricardo Kotscho:
"Somos
todos responsáveis por esta situação."
"Enquanto
houver eleições, ainda há esperanças."
Tá
mais do que certo o veínho.
É
o único jeito de ficarmos livres dessa corja que habita a política brasileira.
Mas,
para isso é preciso que tenhamos consciência, conhecimento e discernimento na
hora de votar.
E
aí... Que preguiça, né não?
É
mais cômodo embarcar na canoa que mais nos agrada, na "Ôla" mais
aparente do fêicibúqui, do que pesquisar, ler, conversar, conhecer e procurar e
se informar sobre quem realmente merece nosso voto.
Assim
sendo, para minha tristeza completa, eles seguirão eternos.
Ou
não?
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