Segundo Wanderley
Guilherme dos Santos, em seu primoroso ensaio “Quem dará o golpe no Brasil?”
publicado em 1962,
“Quando o povo se
organiza e sai às ruas, ou mesmo quando sai às ruas desorganizadamente, em
defesa das riquezas nacionais, a quem pode incomodar um movimento dessa
natureza?
Evidentemente que o povo nas ruas por um objetivo dessa espécie só
pode ser inconveniente àqueles que têm como meio de vida a malversação das
riquezas nacionais, a esses e a ninguém mais.
Ora, esses constituem a absoluta minoria
da população brasileira, de onde se conclui sem dificuldade que, no exemplo considerado,
a manifestação do povo se faz a favor da maioria da população e contra a pequena
minoria que vive da traição à maioria.”
Um pouco antes, em
torno de 340 anos antes de Cristo, Aristóteles dizia que “A melhor forma de organização política é um sistema misto de democracia
e aristocracia, chamado politia, para evitar os conflitos de interesses entre
os ricos e pobres.”
É dele também a ideia
de que o homem é um animal político, isto é, que faz parte da natureza humana
se organizar politicamente.
E segundo as sábias
palavras do Fraguinha, meu filósofo predileto da Barra da Tijuca, “Não há salvadores da Pátria. Tudo é
manipulado em favor de um bando de safados, não importa o partido ou se são de
direita ou esquerda.”
No meu modo de ver, é
isso que estamos vivendo.
Então, acho que vale mais a pena difundir ideias que visem
a restauração de um mínimo de moralidade e honestidade no trato público do que
ficar defendendo ou atacando Barbosas, Barrosos, Aécios ou Dirceus de ocasião.
E vamos ao carnaval.
(Como se não fosse carnaval o ano inteiro!)