sábado, 21 de maio de 2016

SE BEBER, NÃO DIGITE

Sábio conselho do Miro Borges emitido durante o 5o. Encontro Nacional de Blogueiros que está acontecendo em Belo Horizonte.

Em contraponto, digo eu:
-"Se Pitar, Deite e Role".

Principalmente se você, como o bobo que vos fala, se dedica a perpetuar suas impressões, opiniões, achismos, enfim, tentativas (na grande maioria das vezes, vãs) de conversas (lembra conversa?) que, nos dias de hoje, cada vez mais raramente acontecem ao vivo.
O que, penso eu, é um enorme prejuízo para os seres humanos com QI acima de 12. Porque o "olho no olho", na maioria das vezes, diz tanto ou mais do que as palavras.

Assim sendo, vamos nós num 4:20 atrasado. Ou adiantado...

Cada vez que chego na varanda e olho pro marzão, seja no nascer ou no por do sol, seja no meio da tarde - com cores que variam a cada 15 minutos - seja com a Lua dourando as ondas, seja com a chuva doidona que vem e vai numa velocidade inacreditável, fico com as seguintes dúvidas:

• Demorei demais pra chegar aqui!
• Ou será que - como dizem as eternas frasezinhas fêicibuquianas -, tudo acontece no tempo certo, cujo é regido por essa entidade salvadora (ou sádica) denominada 'Deus'?
• Ou ainda: cheguei, gostei e foda-se. Vou aproveitar o melhor que puder essa delícia de cidade nessa vidinha que ainda me resta.

Fico com a última opção, é claro.

Perguntará o atento leitor: -O que isso tem a ver com o tal do Encontro dos Blogueiros?
Respondo: -Porra nenhuma! Foi só a deixa pra essa conversa (?) fiada.

(Em tempo: estou assistindo o tal do Encontro e estou achando muito du-caralho!)

COM UM CERTO ATRASO


Mas, fica o registro do artigo, 'directo' pra variar, do Francisco Louçã em 'Tudo Menos Economia' do Público de Lisboa.


Só um porém quanto à última afirmação "As eleições directas para a presidência são portanto a única solução."

Também acho que eleições possam ser uma solução.
Mas, dado o panorama atual, votar em quem? Quem? QUEM?
Raimundo Nonato!?


17 de Maio de 2016, 08:27
Por
A inauguração da quadrilha

        Uma quadrilha, dizia um jornal norte-americano, se não foi mal citado. Não é para menos. Michel Temer formou o seu governo e está à vista de toda a gente. Peço por isso um pouco de indulgência para o feito: o presidente interino até desconvidou um bispo de uma seita, que tinha sido indigitado, como não poderia deixar de ser, para ministro da ciência, onde poderia promover a defenestração de Darwin. Neste afã de conseguir respeitabilidade em modo de arrependimento pelos primeiros convites, Temer lá constitui então a sua equipe dispensando o dito bispo.
  Mas, ainda assim, a fotografia não ficou nada bem. Só homens num país em que as mulheres são a maioria da população, todos brancos, todos empresários ou gestores (há de tudo, empresários do agro-negócio, empresários da finança e mesmo empresários da religião, que não podiam faltar, outro bispo veio colorir o governo). Mono-étnico, mono-género e mono-social, este é o governo para começar a recomposição do poder da elite brasileira que, malgrado as cedências dos governos anteriores, deu uma lição solene a todos os adversários: nunca se distrai, nunca recua enquanto não tiver o poder todo e com gente de toda a confiança.
  Mas os ministros têm outra característica em comum. Treze são investigados em diversos casos de corrupção e lavagem de dinheiro ou outras tropelias, seis dos quais em fase final do processo; sete estão na lista de pagamentos da Odebrecht. O presidente interino é um dos investigados. Pode-se então perguntar: não era golpe político e saiu este governo? Era combate à corrupção e foi empossado um gabinete de desavindos da investigação judicial? Era tudo democracia e a primeira reunião do ministro da saúde é com uma empresária que quer vender a “cura para a homossexualidade”? Era tudo resposta à crise económica e a primeira medida anunciada é a privatização dos Correios e da Casa da Moeda – a venda a privados da instituição que imprime as notas da moeda soberana do Brasil?
  Já aqui questionei onde estão agora as vozes dos moralistas que asseguravam que tudo isto era justiça e não era jogo político, ou que era combate à corrupção doa a quem doer, fosse “de esquerda ou de direita”. Não creio que valha a pena voltar a perguntar, o silêncio é mesmo a melhor resposta que se pode esperar desses eflúvios de entusiasmos de há tão poucas semanas.
  Há no entanto outra pergunta mais pertinente: isto é governo para dois anos? Muitos comentadores e analistas apontam para a inviabilidade de uma solução que se baseia no poder de um presidente que é quase unanimemente detestado no país (tem menos de 2% de intenções de voto, ou seja, nem os apoiantes do impeachment o suportam). Um governo sem legitimidade, suspeito pela formação golpada, cuja composição é irreconhecível e que vive à margem da justiça não pode ser solução para a crise gravíssima que o golpe palaciano desencadeou no Brasil.
As eleições directas para a presidência são portanto a única solução.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

MUDANDO DE OPINIÃO


Assisti, acho que lá pela metade da longínqua década de 80, o Alceu Valença se apresentando no Palácio das Artes em Belo Horizonte.

Saí antes de acabar pela simples razão de constatar que ele devia estar com uma preguiça danada. Dava o refrão, mandava "Agora Vocêis...!!!" e a plateia, já devidamente globalizada, obedecia.
("Êêôô, vida de gado..." Que ele não cantou porque é do Zé Ramalho, mas se encaixaria perfeitamente.)
Meu saco estourou, me mandei no primeiro intervalo e tomei implicância do cidadão.

Mas, não de suas músicas.
O que sempre me provocava sensações conflitantes.
Tanto pela implicância quanto pela capacidade dele de produzir chicletes mentais como Morena Tropicana.
Cuja habitou minha mente por longos meses até ser substituída por Shine com David Gylmour, depois por Love Me Tender com Elvis, depois por mais um monte de músicas que, adoravelmente, me atormentam de tempos em tempos. (Hoje ando revezando entre o "Meu Chevette" e "Coisas da Mente" - o que comprova a força da música nordestina.)

Entretanto, depois desse vídeo, exerci o direito divino de mudar de opinião e voltei a admirar o cara.
Cujo, inteligente que é, chamou minha atual musa musical para (en)cantar esse arranjo fantástico e me cooptar de vez.

Obs.: música do Gonzagão. (Só podia ser!)
ATUALIZAÇÃO
Segundo informações colhidas, essa música é do Zé Marcolino - o poeta do Sumé - que a teria 'cedido' ao Gonzagão.
Tchan!
(Aguardo as controvérsias.)

OUTRA ATUALIZAÇÃO:

A cena dos meninos olhando o sarro do casal, pra mim, é antológica.


PARADOXO


substantivo masculino
1. pensamento, proposição ou argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano, ou desafia a opinião consabida, a crença ordinária e compartilhada pela maioria.
2. aparente falta de nexo ou de lógica; contradição.

Falar em Comissão de Ética na política já é um paradoxo completo.

Ouvir Eduardo Cunha e seus miquinhos ame$trado$ falando na dita comissão deveria ser proibido para menores, maiores ou qualquer ser humano com um mínimo de decência.

terça-feira, 17 de maio de 2016

PALESTRA

Segue uma palestra que, graças à Buda, Shiva, Zeus, Odin, Alá, Maomé, Xangô, (e mais uma infinidade de deuses conforme a preferência dos amáveis leitores), nunca aconteceu:

"Boa tarde, sou Tiago Cruz.
(Com certeza o 'Tiago' mais velho que vocês já conheceram...)

Estou aqui pra falar coisas que não têm nada a ver com todas essas modernidades, cujas, adoraria que vocês já estivessem perto da saturação.
(Doce e sexagenária ilusão.)

Sou discípulo do Tim Maia. Sabem quem é? -"Tudo é tudo e Nada é nada"Assim sendo, me resta discorrer sobre minha vasta experiência e especialização em... Nada!

Considerando que o tema desse encontro é a colocação profissional, vou tentar explicar como vocês podem aplicar o 'Grande Nada' ao seu momento.

Pois bem.
Lá vai você a uma entrevista de emprego.
(E vou logo avisando que, na condição de postulante, nunca participei de nenhuma. Meu pai era influente, me colocou em meu primeiro emprego e daí fui...)

Mas, já estive do lado contratador.
E aí, é o seguinte: alguns pontos são fundamentais e vocês precisam estar atentos à sua identificação para com eles.

(Só faltava agora um powerpointzinho, né não? Vou ficar devendo.)

Então, vamos lá. São somente três opções.

Opção Um - O 'Enganador Engajado'.
Ignore todas essas regras que tornam as tais das entrevistas em um grande teatrinho com roteiros pré-estabelecidos no qual o ator mais carismático vence o concurso.
Ou melhor, como elas já devem estar entranhadas em suas cabeças, façam um esforço para deixá-las em segundo plano e tenham em mente que o importante é: Mentir!
Minta sempre.
Mas, aproveite todas as regras entranhadas e minta com competência.
Suas mentiras devem sobreviver por um tempo razoável que garanta estabilidade após a sua contratação.
Caso não, você certamente vai voltar para a fila das entrevistas.

Opção Dois - O 'Quero Agora'.
Cague solenemente para tudo. Valores da empresa, crescimento profissional e qualquer coisa que impeça sua contratação. Com a desculpa da 'necessidade' aceite tudo, faça qualquer mutreta.
O importante é se dar bem agora. Depois você dá jeito.

Opção Três - O 'Sonhador'.
A meu ver é a mais difícil e a mais arriscada: seja totalmente honesto com você mesmo.
O mais provável é que você se torne um frequentador assíduo das filas. Mas, não abandone sua coerência: você vai batalhar, correr, suar, compartilhar (espero que não!) todas aquelas correntes fêicibuquianas dos 'milagres que te aguardam no quarto dia', mas certamente vai conseguir se colocar no lugar de seus sonhos (ou muito próximo deles) e seguirá uma carreira que vai te fazer crescer profissionalmente, intelectualmente, financeiramente e, mais importante, te fará feliz.

Resumo da ópera:

O 'Enganador Engajado' - e esperto - pode até se aposentar no mesmo emprego. Mas, não será feliz.

O 'Quero Agora' vai pular de galho em galho até arrumar uma boquinha que lhe dê a falsa sensação de 'dever cumprido'.

O 'Sonhador' vai, alegremente, se torturar enquanto viver. Pela simples razão de sempre vislumbrar novos desafios à frente.

Aí a escolha é de vocês.

E, antes de terminar, quero deixar claro que: caso algum de vocês saia daqui concordando totalmente comigo, vou ficar muito decepcionado.
Afinal, onde já se viu seres humanos não discordarem de tudo?

E só mais uma emendadinha: tenho pra mim que a preguiça é a alavanca da humanidade. Sem ela não teríamos carros, elevadores, aviões, controles remotos e tantas outras invenções geniais.

Grudada na preguiça está a discordância. Responsável, entre incontáveis benefícios, pelo eskibonzinho, pelo miojo, pela luz elétrica e pela democracia."

domingo, 15 de maio de 2016

FUNDAMENTAL!

E vocês aí preocupados com a política, os rumos do país, essas coisinhas de somenos importância...
Se liguem nesse protesto fundamental para os destinos do planeta!

15.05.2016 / 13:37
Atrizes descalças em Cannes por motivo que vai além do estilo. Qual?
Julia Roberts, Kristen Stewart e Sasha Lane descalças pela igualdade em CannesCréditos: Getty Images
O tapete vermelho parou quando Julia Roberts surgiu descalça na première de “Jogo do Dinheiro”, nessa quinta-feira, durante o Festival de Cinema de Cannes, na França. Kristen Stewart também desistiu dos saltos durante a divulgação do longa “Cafe Society” na quarta-feira, dia de abertura do festival. Agora foi a vez de Sasha Lane, que neste domingo, durante o photocall de “American Honey”, também ficou sem sapatos.
Engana-se quem acha que isso aconteceu apenas por estilo. A atitude na verdade é um protesto, já que um grupo de mulheres foi proibido de entrar na première de “Carol” durante o festival no ano passado por estarem com sapatos rasteiros, considerados inadequados pela organização. Kristen, inclusive, falou sobre isso com a imprensa: “As coisas precisam mudar imediatamente. É bastante óbvio que se eu chegar em um tapete vermelho com um homem e alguém me parar e falar ‘desculpe, jovem, você não está usando saltos e não pode entrar’, eu vou dizer: ‘Nem o meu amigo. Ele tem que usar saltos altos? Poderia ser para todos”.
O dresscode do Festival de Cannes gerou uma série de críticas por manter regras tão ultrapassadas, inclusive de estrelas do cinema como Emily Blunt.

Obs. 1: Aguardo, ansioso, algum poema do Pedro Bial sobre tão emocionante assunto.
Obs. 2: Mais uma acachapante derrota do escrete canarinho.
Com essa o IBI (Índice de Babaquice Internacional) deu outra goleada no IBN (Índice de Babaquice Nacional).

Obs. 3: O Festival de Cannes poderia prestar um grande favor ao Brasil - limpinho e cheiroso de agora - contratando a dupla Gilmar/Moro. Em cinco minutos eles provariam que essa história de 'sapatos rasteiros' é mais uma sórdida armação bolivariana do PT e arrumariam um mandado internacional de prisão do Lula.

sábado, 14 de maio de 2016

ANSIEDADE? NÃO. PRESSA!

Titulozinho meio apelativo dado
o momento em que vivemos.
E, claro, não tem nada a ver.

Tem a ver com coisa de velho.
Ou não.
Razão pela qual espero que somente uma pequena parte da parcela masculina dos milhares e milhares de leitores deste blog se identifique com a seguinte situação:

"Sempre aperto a descarga antes de acabar de mijar."

(Sendo este um blog desprovido de preconceitos, solicito encarecidamente que, caso alguma contorcionista-existencial, bacterofóbica ou coisa no gênero se identifique com essa situação, pelo bem da ciência, narre para nós suas experiências.)

Desde tempos imemoriais essa anomalia mundialmente classificada como 'ansiedade', tem sido objeto de profundas reflexões de especialistas, psicólogos e pitaqueiros em geral.

É o seguinte: Ansiedade é o cacete! Eu tenho é Pressa!

Um monte de coisas bobas cotidianas requerem demasiadamente minha atenção.
Por exemplo, arrumar a cama. Atenção total ao correto alinhamento do lençol, fronhas, etc. Tempo desperdiçado.
Outro exemplo, limpar a pia da "coz". (Porque aquilo, pra ser elevada a "cozinha", vai ter que batalhar muito.) Outro tempo desperdiçado.
Mais um: descarregar as compras do supermercado. E arrumar tudo! Tempo... Tempo...

E muitos, vários outros exemplos que ficam a cargo dos (poucos, espero) que ainda passem por angustiantes momentos desse naipe.

Perguntará o entediado leitor:
-"E daí? Quê-que uma coisa tem com a outra?"

Tem a ver porque a vida é curta e, nesse tempo desperdiçado, eu deveria estar concentrado em coisas mais importantes como, por exemplo, criar a fórmula definitiva da cerveja instantaneamente gelada, por aí...

Tentando falar sério - e certamente não conseguindo - acho que essa história de 'ansiedade' é uma criação da 'maioria silenciosa' apoiada pelos 'psis' que viram aí uma grande oportunidade de lucro.

(Boa essa, hein?)

PREJUÍZOS INTERNETIANOS


Os milhares e milhares de ilustrados e vetustos leitores deste blog certamente foram criados lendo jornal. De papel.
Servido como indispensável aperitivo na mesa do café da manhã e/ou na mesa do trabalho.

Já houve um tempo em que o jornal - meio de comunicação - era vendido para os anunciantes como sendo o de maior credibilidade.
O que transferiria essa qualidade para seus produtos.
-"Deu no jornal!" era a sentença de morte, ou de vida, para qualquer acontecimento.
(A Veja, depois da Escola de Base, se encarregou de começar (?) a destruir esse mito.)

É inegável que o papel perdeu, para o monitor ou o celular ou o tablet ou seja lá o que for, a guerra contra a mídia virtual.

Mas, fosse a mídia impressa ainda confiável, poderia citar a frase imortal de Darcy Ribeiro: -"Detestaria estar no lugar de quem me venceu".
Infelizmente, não é o caso.

O prejuízo internetiano é fruto da preguiça inerente ao ser humano.

Não temos mais aquele "outdoor" espalhado em nossa mesa.
Por mais que não nos interessasse, a notícia com manchete no alto da página nos levava a, no mínimo, dar uma lida no corpo da matéria e concordar - ou não - com o que nos era apresentado de maneira quase sempre isenta e informativa.

Hoje, bastam, se tanto, 140 caracteres para que as pessoas formem suas opiniões (?!) com a profundidade de um pires.

E, prezado leitor, se você chegou até aqui, já pode se considerar uma exceção pois segundo os "istas" de plantão, ninguém rola a página. ("Argh! Textão!")

E, triste constatação, coleciono muitos amigos cujos, modernos que são, embarcaram nessa nau dos insensatos navegando em manchetes absurdas que pululam nesse território deliciosamente anárquico que é a internet.

Só que por mais delicioso que possa parecer, esse território é recheado de armadilhas que estão sempre armadas para, com a rapidez dos tempos em que vivemos, nos capturar fazendo com que, cada vez mais, nos dispensemos desse chato ofício de pensar.

Como dizia Caetano,
Atenção
Tudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão
É preciso estar atento e forte

Para não sucumbir a essa perigosa preguiça mental.

(Enquete pentelha: estamos na metade de maio.
Quantos livros você leu esse ano, leitor ligadão?)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

EU SOU VOCÊ AMANHÃ


"Podemos tirar, se achar melhor."

RESUMO DA ÓPERA

quarta-feira, 11 de maio de 2016

VAI ENTENDER!

Quem sai aos seus, às vezes degenera!
Ou não?
(Teorias conspiratórias são sempre benvindas.)

Nelson Marchezan foi deputado da Arena, líder do governo Figueiredo e terminou a carreira política no PSDB.

Nelson Marchezan JÚNIOR é deputado eleito pelo PSDB.
O que se poderia esperar?
A meu ver, bem pouco.
Mas, como vivemos um tempo muito doido, olha só:
O cidadão que comete isso...

"Não são poucas as publicações do deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB/RS), em seu perfil na rede social Facebook, com ataques ao Partido dos Trabalhadores (PT).
No entanto, uma das publicações se mostra mais grave.
No dia 20 de outubro, faltando poucos dias para a realização do segundo turno da corrida presidencial, o deputado do PSDB postou uma notícia sobre um pedido do Ministério Público Federal para bloqueio dos bens do ex-presidente Lula.
A denúncia seria de que ele teria feito, supostamente, ‘propaganda em benefício próprio’ ao encaminhar cartas a segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciando novas condições de empréstimos consignados.
O que Marchezan não disse aos seguidores é que a ação já foi encerrada há dois anos, sem comprovação, e não era um fato atual, como muitos foram induzidos a pensar."

... É o mesmo que comete o vídeo abaixo.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

RELATIVIDADES DA VARANDA


Viajando à velocidade da luz, levaríamos 5 horas e meia pra chegar a Plutão (rebaixado pelos "istas" de plantão, de nono planeta do sistema solar à categoria de planeta anão).

Menos tempo do que costumamos levar espremidos numa lata de sardinha voadora entre Belo Horizonte e João Pessoa (com direito a desagradabilíssimas estadias de algumas entediantes horas em Viracopos ou Guarulhos ou Galeão ou outras paragens intrigantes dependendo do desconto conseguido).

Oh! Que polêmica transcendental! (Dirá o apressado leitor.)

Mas, pensa bem: olhando para o céu estrelado só consigo concordar com a conclusão definitiva do Mario Sergio Cortela: -"Nós somos o vice-treco do subtroço."

Por outro lado, essa é a vidinha que nos foi concedida.
Então, foda-se o universo, foda-se o sistema solar, foda-se tudo.
Eu tenho mais é que me dar bem! A qualquer custo.

Ou, como dizia um antológico comercial da Brahma (acho),
-"Não... Não... Não! Três Dedos!" (de colarinho no chopp)

O primeiro dedo é que, por mais que os "istas" se esforcem, buscamos, desde que nos entendemos por humanos, uma conclusão sobre o universo. Sem sucesso.

O segundo dedo é que somos, sim, em simples relação ao planetinha em que vivemos, o "vice-treco do subtroço". (Imagina em relação ao universo!)

O terceiro dedo é que, considerando os anteriores, qual você considera a forma mais digna de viver?
Exercer o foda-se geral ou, mesmo perdendo um valioso (?) tempo em suas contemplações celulares, dar uma paradinha, olhar para o próximo e, mesmo que você ache que ele não precise ou não "mereça", tentar ajudar no que te for possível?

O ingênuo locutor que vos fala fica com a segunda opção.

domingo, 8 de maio de 2016

DEU CREUZA!


A distância (física) da sábia-que-me-acompanha somada a um domingo mormacento pode produzir estranhas reações.

Uma delas é o "Momento Creuza". Um perigo horroroso.

Você se pega querendo limpar a pia, arrumar o armário, lavar o box, trocar a roupa de cama, separar as roupas sujas pra lavanderia, enfim, uma sequência de torturas medievais cujas, para meu espanto, acabam sendo executadas em tempo recorde.

Claro que o resultado de toda essa função seria devidamente execrado, nos mínimos detalhes, caso madame estivesse presente.

Não importa: me senti o rei do rock! 

SÃO FODAS ESSES JORGES


Jorge Amado (1912-2001) - 49 livros em 49 idiomas.
Jorge Luis Borges (1899-1986) - 127 livros em 25 idiomas.

O que me leva a pensar sobre a nossa perene colonização cultural norte americana. Uma tremenda bobagem incentivada - dia e noite - pela mídia em geral.

Claro que, considerando somente os séculos 19 e 20, os EUA, via Ernest Hemingway e tantos outros, a Europa via tantos muitos outros, etc, têm uma enorme importância na cultura em geral.

Mas, menosprezar nossos expoentes sul americanos é, no mínimo, cair de joelhos ante o poderio econômico.
O que, convenhamos, é ridículo.
Uma coisa não tem nada a ver com outra.

Ou não?

sábado, 7 de maio de 2016

NOSTRADAMUS

Vi pela televisão, em maio de 80, o Eduardo Dusek, de cuecas, smoking e asinhas de anjo, arrebentando com "Nostradamus" no MPB da Globo.

Desde então virei fã incondicional do cidadão. Um tremendo músico sempre cercado de letristas à sua altura, são dele incontáveis músicas que devem fazer parte de nosso cardápio.

(Até pensei em montar uma "Semana Dusek", mas deu preguiça. Hora dessas acontece.)

Essa "Índia e o Traficante" é uma das muitas que servem de alerta aos milhares e milhares de leitores desse blog para a realidade difícil de assimilar: vivemos em muitos Brasis diferentes.

(Né não, Piau?)

quinta-feira, 5 de maio de 2016

ENVELHECENDO COM DIGNIDADE

Gino Paoli, 81, gravou seu primeiro sucesso em 1961 (Il cielo in una stanza) e, em 1963, seu chicletão "Sapore Di Sale" - sucesso mundial.

Logo em seguida tentou suicídio com um tiro no coração. Errou e seguiu a vida.

Deu outra piradinha e se elegeu deputado pelo PCI em 1987.
Aparentemente recuperou um pouco da consciência, abandonou a política em 1992, e voltou à musica.

Basta de cultura inútil, né não?
O importante é que o cidadão embalou nossas mela-cuecas com total competência e, como podemos comprovar, envelheceu com mais dignidade do que alguns, vários, contemporâneos. 
Ou não?


(Valeu, Vitor.)

TEATRINHO TROL


Os homens de bens finalmente cuspiram fora (tá na moda) o seu "malvado favorito".
O cara, junto com seus mais de 200 capangas, paralisou tudo o que podia, armou direitinho todo o teatro do "impítim", etc, etc.
Cumprido seu papel, é hora do descarte em nome da pujante democracia brasileira.

Claro, o fato da denúncia do PGR ter ficado 5 meses parado no STF... Não vem ao caso.

Importante é que o país será conduzido por Temer, Renan, Serra, Aécio, Bolsonaro e tantos e tantos outros que nos dão tranquilidade e certeza de que estaremos trilhando o caminho limpinho e cheiroso em direção a um futuro de esplendor.

Frases fundamentais colhidas à pouco:
Reinaldo Azevedo (risos) pontificou: "Acho bom para o Brasil e para o futuro presidente, Michel Temer."
Miriam Leitão (mais risos) decretou: "Decisão sobre Cunha fortalece a democracia."
E Kim Kataguiri (gargalhadas) declarou na tarde desta quinta-feira (5) que "nunca apoiou ou foi aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha."

Certo está o Zé Simão: Somos o país da piada pronta.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

TRADUÇÕES

Manchete de hoje no Jornal da Paraíba:

Cida Ramos “risca faca” e chama Luciano Cartaxo para a “briga”
O motivo é bem simples: para crescer politicamente, ela precisa polarizar a disputa com o gestor de plantão, o mesmo que foi tentado sem sucesso pelo seu antecessor na disputa, João Azevedo, que abandonou a disputa porque não conseguia crescer nas pesquisas internas.

Aí, lá fui eu atrás do significado de “risca faca”.
Seguem as respostas:

• Lugar perigoso, frequentado por pessoas de baixo nível, com tendências a acontecimentos imprevisíveis, como brigas, provocações, até homicídios, enfim, um lugar inadequado,inseguro p se frequentar. É isso amigo. Boa Sorte, sem risca faca,valeu?

• Acredito que são lugares de alto risco, onde entigamente as coisas eram resolvidas na faca e hoje são na bala mesmo e o nome de via mudar p/ risca bala.

Oxente! porquê o pessoal do sul tem uma versão confusa das coisas do setentrião. Outro dia foi acerca bexiguenta.
Mas vamos lá, riscar-a-faca, ou risca faca, é(foi) uma frase usada pra demarcar uma pequena superfície na hora da desavença e resmonear a peixeira (evidente), o "cabra" provocador riscava a faca no soalho e esbravejava: Quem for masculino que passe desse risco. Sempre sobrava pra alguém ou pra um valente ou um coitado que era empurrado pro outro lado do risco indo parar no outro lado da vida.

Citando o Marco Neves (logo aí embaixo), “... temos mesmo de admitir: a língua portuguesa, como qualquer outra, é um bicho difícil de apanhar e de compreender — mas, como um tigre, é um bicho perigoso, mas muito belo.