sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

SOMOS. MAS... QUEM NÃO SOMOS?


Nunca tinha visto esse cidadão:
Leandro Karnal.

Um bom amigo me enviou esse vídeo e me proporcionou aquela agradável sensação de "esse cara está falando tudo o que eu penso".

Tomara que você, autocrítico leitor, concorde.


(Valeu, Morici.)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

MANGUEIRAAA!!!


Assisti a apuração e foi emocionante: decidida na última nota.

E a cobertura também foi um emocionante festival de vergonha alheia.

Desde o 'aquecimento' - com imagens das quadras das escolas favoritas - onde as pessoas apareciam tranquilas, conversando, se abanando e, ao chamado da rêdigrobo, começavam a pular numa alegria incontida, passando por inacreditáveis observações do Milton-não-sei-das-quantas, auxiliado pela Famosa-quem mostrando cenas lamentáveis de figuras fazendo caras e bocas quando avisados que estavam no ar, até chegar à chave de ouro: o repórter perguntando à rainha da bateria da Mangueira, após a confirmação do título:
-"Como é que você está se sentindo?"

Teoricamente 2016, no Brasil, começa amanhã.
E, teoricamente, começa bem.
Depois do Flamengo ganhar o primeiro título do ano, a Mangueira fatura na Sapucaí.

Obs.: e o Jorge Perlingeiro, hein? Filho do Aérton Perlingeiro (1921/1992) que durante 23 anos (!!) foi sucesso na Tv Tupi, hoje, aos 71 anos, é diretor da Liga das Escolas de Samba do RJ e cumpre, com razoável competência, a missão de substituir Carlos Imperial com seu inesquecível "Deez! No-ta-Deeez!"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

PAIXÃO PELO 0X0


Quando eu era mininu piquenu no Leme, tinha pelada na praia todo fim de tarde. Com qualquer tempo.

Se aparecessem poucos - até 8 - o gol era pequeno (5 a 7 pés dependendo do tamanho de quem media).
E as regras básicas: não pode ficar parado na frente do gol, o jogo é 6 vira em 3, 5 a 5 acaba no primeiro, bola flutuou na água ou passou de uma linha imaginária (e sempre aceita por todos) na areia fofa - é lateral, falta é apitada por quem sofre e é claro que essa não era sempre aceita por todos.

Se aparecesse mais gente o gol aumentava pra 5 a 7 passos (dependendo do tamanho de quem media), os piorezinhos iam pro gol e quando todos se equivaliam tinha revezamento a cada gol marcado ou sofrido.
No mais, as regras eram as mesmas.

E qual a razão desse ataque de saudosismo?

É que, como ando muito na praia, vejo inúmeras peladas pelo caminho.
Todas de gol pequeno não importa o número de jogadores (hoje, numa delas, contei 26!).
Todas com um pobre gordinho solitário plantado entre os cocos e todas com os jogadores praticando o futebol muderno: correria desenfreada e muita porrada.
E, até hoje, não consegui ver um mísero golzinho.

Conclusão: ou eles tem uma paixão conjunta pelo 0X0 ou...
Deixa pra lá.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

VARANDANDO 2


FAMÍLIA FELIZ

De um Idea novinho, desembarca uma mulher trajando chapéu, óculos escuros e um vestido amarelo agarrado ao corpo até os tornozelos.
Anda uns cem metros no calçadão, conversa com o cara que aluga barracas e volta desfilando. Antes que chegue ao carro os meninos já pularam em direção a ela. Pula também a mãe dela.
E sai, lentamente, o último integrante - o marido.
Trajando careca, óculos escuros e um bermudão branco que, daqui a pouco, chega nas canelas.

Sogra, esposa e os dois filhos pequenos já estão quase chegando ao destino enquanto ele, exalando raiva, abre gentilmente a tampa traseira do veículo, atira cinco cadeiras desdobráveis na calçada, fecha, gentilmente, a tampa do veículo, agarra as putas das cadeiras e vai em direção a seu destino.

Ele chega, arruma as cadeiras de acordo com a posição do sol, os meninos já estão na água há muito tempo, sogra e esposa se ajeitam e ele vai até a beira checar as crianças. Quando volta, elas rearrumaram tudo e ele fica puto.

Com seu inacreditável bermudão, vai pra água despejar sua ira nos meninos. Logo se acalma, brinca um pouco com os pentelhinhos e volta ao serpentário onde a sogra está produzindo uma longa seção de fotos do inacreditável 'look' da esposa em poses ridículas que ela tenta copiar do que viu na Caras.
(Considerando que o sol está a pino e, caso o Todo Poderoso resolva acabar com a vida em JP, é só parar a brisa para fritarmos todos, das duas uma: ou a criatura é masoquista ou é um ET. Mais provável, como veremos a seguir, a segunda hipótese.)

O cidadão senta-se à esquerda, a sogra está no centro e a esposa na direita. Bastam uns 30 segundos pra ele levantar e gritar por cerveja e tira gosto. Atendido, volta ao posto e tenta se desligar.
É impossível. A sogra está às gargalhadas comentando, pela enésima vez, a cena em que "esse aí" colocou sal no café da manhã.

Enquanto certamente ele pondera sobre as diversas formas de extinção das espécies, elas resolvem ir pra água.
Tomo um susto: ele está mandando beijinhos!?
Ledo - e Ivo - engano.
Ele está comendo amendoins. E tomando cerveja. Com sofreguidão. E, certamente, desfrutando de seu único momento de prazer praiano.

Elas voltam da água, a sogra tira a toalha que estava nas costas do "esse aí" e vai se enxugando enquanto a esposa - imediatamente - veste o longo amarelo (difícil de encaixar no corpo molhado), põe o chapéu, os óculos, e senta no sol! (Não falei que era uma ET?)

A maré sobe, o barraqueiro começa a recolher as abandonadas e é chegada a hora da partida. Após intermináveis broncas nos meninos pra eles saírem da água, elas procedem à execução dos intermináveis rituais de partida. A situação se inverte: o cidadão sai com as cadeiras, sogra e esposa vêm lá atrás em animada conversa, os meninos correm pra lá e pra cá e, finalmente, todos embarcam rumo à vida que os espera.

Obs.: a placa do Idea é de Itabuna-BA. O que significa, no mínimo mais quatro ou cinco dias nesse agradável convívio.
Torço para não ver, breve nas bancas, manchetes no estilo
"Matou a Família e foi ao Cinema".

JÁ TENHO CANDIDATO!


Calma indignados de plantão.
Já tenho candidato para o COMIA - prêmio de Comercial Mais Idiota do Ano: o dos cartões Elo que vi hoje no Super Bowl.

Um casalzinho tipicamente brasileiro - ambos branquinhos leite (?!) - está numa casa tipicamente brasileira - com um sótão (??!!) e, nele, um baú (???!!!).
O cidadão abre o baú, uma luz inebriante aparece e ele, feliz e retardado, fala para a mulher:
-"Você sabia que temos um sol aqui?"
-"Oh! Vamos usar!" (????!!!!)
E saem pelas ruas de bicicleta fazendo caras e bocas e gastando felizes.

Pensando bem, pra ser idiota ainda tem que melhorar muito.
Mas... Deve estar em perfeita sintonia com o público alvo.
Cujo, rezo a Buda para que já não seja tão imbecil assim.

Em tempo: quase sufocado pela monumental avalanche de estatísticas e informações inúteis despejadas em velocidade recorde pela dupla Everaldo Marques / Paulo Andrade da ESPN, ainda me sobrou ar para saber que o Denver faturou o Super Bowl.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

VARANDANDO


Domingão de carnaval, já em concentração para a maratona de amanhã (Vila, Salgueiro, São Clemente, Portela, Imperatriz e Mangueira)a pós-praia na varanda é a minha sessão da tarde.

Passa um casal no calçadão.
Ele de sunga, ela de biquíni.
São pretos com idade entre 48 e 62 anos.
(Como todos sabemos, preto não envelhece - ou melhor, demora muito mais. Isso somado à minha dificuldade em chutar idades explica o intervalo de 14 anos na rigorosa avaliação do DataHaja.)

Pois bem.
O cidadão está inteiraço, cheio de pose, carregando um isopor e, de mãos dadas, conduzindo a mulher.
Ela está gorda, cheia de dobras e vem num rebolado discreto porém revelador de sua autoconfiança.

Acho isso um espetacular diferencial do povo pessoense.
Eles não estão preocupados com a aparência ditada pela mídia.
Eles estão confortáveis.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

MELÔ DO MANÍACO OBSESSIVO


Tenho uma preguiça danada da pose eco-oportunista do Sting, mas admiro o cidadão como músico.
Acho também que o "The Police" foi um tremendo grupo.

Mas essa musiquinha, apesar de ter uma agradável melodia 'chicletinha', tem uma letra que é caso pra 'psi', né não?


CARNAVAL! OBÁ!


Obá! Alegria instantânea!
E me pego cagando e andando solenemente para as folias momescas. Cujas, diga-se de passagem, nunca estiveram no top 10 das minhas prioridades.

De carnaval só me interesso pelas escolas de samba (Mangueira, Mangueira, Mangueira, Vila Isabel e Portela) que estão sendo cada vez mais reduzidas pelo odioso monopólio da rêdigrobo.

Já, há algum tempo, disseminou-se o boato que nessa semana todos devemos estar em absoluto estado de felicidade, devemos beijar cada ser humano que se nos apresente e devemos usar camisinha pois, no entender do governo, essa é a única semana em que podemos foder alguém.
Uma vez que nas outras 51 semanas é ele quem nos fode.
Sem camisinha.

Pois bem.
Minha agenda carnavalesca vai se resumir à praia, cerveja e repugnância a qualquer evento que envolva multidão - considerando que minha cota de aglomerações se esgotou no Maracanã nos idos do século muito passado.

Ranzinza?
Pode até ser.
Mas, responda honestamente contemporâneo leitor: estou errado?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

MÓ RESPEITO!

Chico Buarque, que anda na moda como um dos alvos preferidos dos drumsticks (coxinhas em maiamês), compôs 'Construção' com todas as rimas em proparoxítonas.
Coisas de gênio entediado.

Aí vem o Zeca Pagodinho e faz sucesso com 'Seu Balancê' - um samba delicioso com batida de ponto de macumba - cujos últimos versos são todos com rima em "Ê".
...
Seu tempero me deixa bolado é um mel misturado com dendê
No seu colo eu me embalo eu me embolo
Até numa casinha de sapê
Como é lindo o bailado debaixo dessa sua saia godê
Quando roda no bamba-querer, fazendo fuzuê

Minha deusa esse seu encanto parece que vem do Ilê
Ou será de um jogo de jongo que fica no Colubandê
Eu só sei que o som do batuque é truque do seu balancê
Preta cola comigo porque, tô amando você

Nóóó! Que incrível, hein?
Dane-se. Eu acho o maior barato.

A música é do Toninho Geraes e Paulinho Resende.
E o vídeo é com o autor, trajando esses improváveis óculos numa roda, maravilhosamente batizada de 'Bar dos Canalhas', cuja quem lá esteve, com certeza vai guardar para sempre.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

SACANAGEM COM SAKAMOTO


O jornal Edição do Brasil acertou pra valer no Sakamoto-san.
Só que, pra variar, foi golpe baixo. (Que vergonha para a imprensa mineira. Ôpa! Peraí. É só a imprensa mineira que dá vergonha?)

E as onipresentes 'redes sociais' não perdoam e pior: não checam nada. Aí, o cidadão sifu nestes tempos em que basta a faísca de um isqueiro pra queimar uma floresta.

Mas, o 'Japa' é bom de bola.
Pra quem quiser conferir, segue o link:

sábado, 30 de janeiro de 2016

IM-PRES-SIO-NAN-TE!


Que Galo da Madrugada que nada!
A verdadeira pujança do carnaval nordestino me foi apresentada hoje: o Cão Folia!

Uma concentração incrível de seres humanos conduzindo seus respectivos animais (ou vice-versa, escolhe aí) embalados por uma formidável banda em indescritível alegria.

Essa manifestação da autêntica alma carnavalesca no "Bamboleio, que faz gingar, Ó Brasil do meu amor, Terra de Nosso Senhor", atravancou o trânsito de toda a avenida e os quase trinta integrantes desse inusitado bloco seguiram tentando acalmar seus respectivos animais (ou vice-versa, escolhe aí).

Em meio à tanta euforia momesca, o repórter do fato flagrou essa presença ilustre que só confirma a importância desse evento único.

domingo, 24 de janeiro de 2016

SABADIM BÃO!


O nome do boteco é Bendito Suco.
Mas, serve também bebidas não saudáveis. Graças a Deus.

E lá estávamos nós: um amigo do século passado que, esperto, também resolveu mudar pra JP, a dona do boteco,
a sábia-que-me-acompanha e o locutor que vos fala.

Comandado pela simpaticíssima dona cuja, em poucos minutos, virou amiga de infância da sábia-que-me-acompanha, o "Bendito" apresentou o Manassés.

Manja Manassés, musical leitor?
Infelizmente é provável que não.

Só pra dar uma dica, pensa aí num grande nome da MPB.
Pensou no Chico (que anda muito em moda ser odiado)?
Manassés tocou com ele. E com mais uma penca de gente boa.
Conterrâneo de Chico Anysio, o cidadão é um tremendo violonista, doidão, simpaticão e extremamente competente no alto de seus 71 bem vividos anos.

E, enquanto elas falavam sem parar (vai ter assunto assim lá em Brasília!), pude apreciar - e tietar - essa grande figura.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

É MENTIRA?


Não leio mais do que uma página; não rolo para as seguintes.

Não vejo vídeos mais do que 20 segundos.
No máximo, avanço para as cenas finais.

Não vou ao cinema. Os filmes são grandes demais.

A vida é rápida, tenho tantas coisas para fazer que preciso correr sempre para não deixar nada para trás.

Sou bombardeado a cada segundo com mensagens, subliminares ou não, que me incutem essa necessidade de fazer tudo depressa.

Então, com pressa, me informo com a profundidade de um pires, converso cada vez menos e me comunico via emoticons.
Sinto um suave mal-estar mas, é preciso viver no ritmo geral porque se não a gente fica estacionado, né?

Né Não! É Mentira!

Tenho tempo para fazer tudo.
É só equilibrar os afazeres.
É só escalar certinho as reais importâncias do cotidiano.

Mas, pra isso eu tenho que parar pra pensar.
E aí fica difícil...

domingo, 3 de janeiro de 2016

YANTUIR


Primogênito do criativo casal Yanna e Wantuir, Yantuir é um garoto que sabe o que quer.
Por enquanto ajuda os pais num próspero negócio do ramo turístico-imobiliário: alugam barracas e cadeiras na praia e vendem cerveja, uísque, vodka, conhaque, coco, salgadinhos e sabe-se lá o que mais.

Yan, para os íntimos e não íntimos (uma vez que explicar e soletrar esse 'nomezinho da porra' é chato e demorado), fica pra lá e pra cá levando cocos, cervejas, etc.
Simpático, bom de conversa, esbugalha seus olhos que mais parecem dois faróis verdes conquistando a clientela com informações precisas sobre tudo o que envolve a praia.

E não tira o olho do mar. É lá que ele planeja sua vida.
Sabe tudo das marés, das ondas, das valas, etc.
No menor vacilo, escapa da severa vigilância materna e vai surfar graças à amizade com o vizinho instrutor que empresta uma prancha adequada para o tamanho dele.

Segue a vida, os turistas se revezam em sua interminável busca de coisas irrelevantes, mas Yantuir está tranquilo.
Ele sabe que vai chegar sua hora de embarcar marzão adentro, em pé numa prancha, ao encontro da fama, fortuna e prazer.

(A imagem é meramente ilustrativa. O Yantuir é real.)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

HAJA UP*

*Utilidade Pública


É velha mas, sempre vale lembrar.

domingo, 27 de dezembro de 2015

A CATILINÁRIA DO JUREMIR

Segue texto do Juremir Machado da Silva, publicado em 23/12/2015 e que, penso eu, deveria ser repetido à exaustão até as próximas eleições.
E as próximas e as próximas...


Até quando, ó eleitor despolitizado, abusarás da nossa paciência?
Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua postura?
A que extremos se há de precipitar a tua ignorância sem freio?

Até quando, ó eleitor desinteressado, insistirás que política não te interessa e deixarás aos outros a missão de cuidar do teu destino?
Até quando, ó eleitor incauto, votarás em que não conheces, pegando um santinho no chão antes de entrar no prédio da tua seção?

Até quando, ó eleitor irresponsável, reelegerás corruptos e repetirás dando de ombros, “esse rouba, mas faz”?
Até quando, ó eleitor interesseiro, tomarás por candidato quem te oferece uma prenda?

A que extremos, ó eleitor alienado, fingirás que não é contigo e dirás que te lixas para política, que teu negócio é outro, que política é coisa chata, que todo político é corrupto mesmo, que até gostarias de ver o retorno dos milicos, que tanto faz como tanto fez se governa este ou aquele?

Até quando, ó eleitor venal, te venderás por um prato de lentilha e, uma semana depois do pleito, não lembrarás mais em quem votaste?

Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua estupidez, essa tua falta de cultura política, essa tua incapacidade de compreender o que se passa a tua volta, essa tua burrice mesmo quando podes exibir diplomas, dinheiro e viagens?

Até quando, ó eleitor inculto, votarás em celebridades por achá-las lindas, bacanas, por serem o que são, famosas, por terem sido teus ídolos em outros campos e outros tempos?
Até quando, ó eleitor patético, confundirás emoção e razão, idolatria e capacidade administrativa, talento na mídia e competência política?

Até quando, ó eleitor cínico, elegerás os que te roubam, os que nos roubam, os que se locupletam, os que te desprezam, os que te ignoram, os que te usam e só te procuram a cada quatro anos para te comprar ou enganar novamente?

Até quando, ó eleitor bobinho, farás papel de vaquinha de presépio e ajudarás a manter em pé o sistema que criticas nas tuas conversas de bar?
Até quando abusarás da nossa paciência com a tua falta de paciência para saber em que votas e negar o teu voto a quem jamais te representará por só representar a si mesmo?
Até quando?

A que extremos nos precipitará a tua ignorância sem freio?
...
Continuarás a ajudar a encher os parlamentos de ladrões e de oportunistas?
O que mais, ó eleitor descomprometido, ainda aprontarás?

Até quando, ó eleitor volúvel, te deixarás conduzir pelo cabresto?
Até quando a tua preguiça te afundará e atolará a nação?

Até quando, ó eleitor que se acha esperto, acreditarás que o teu voto, um votinho só, não muda coisa alguma e que, portanto, podes dormir com a tua consciência tranquila?

Até quando, ó eleitor manipulado, abusarás da nossa paciência?
Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua sandice?

A que extremos há de nos precipitar a tua alienação sem freio?
Até quando, ó eleitor vacilão, vais abraçar a víbora que cobra para te picar?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

NATAL 2015


A partir de 20 de dezembro, todos costumamos alterar nossas despedidas diárias - sociais e comerciais.
Saem de campo "Um abraço", "Muito obrigado" e afins, dando lugar ao unânime "Feliz Natal". Cujo, será imediatamente substituído por "Feliz Ano Novo" até o dia 31.
Normal.

Particularmente, a única coisa que me incomoda é o fato de me sentir muito mais sincero nos "Um abraço" e "Muito obrigado" do que no automático "Feliz Natal".

Então, contrariando a mim mesmo (adoro isso), Feliz Natal a Todos!

Coxinhas, petralhas, tucanalhas, vascaínos, atleticanos, corinthianos e, antes de tudo, amigos - seja lá de qual tendência política (risos), time, orientação sexual, preferências automobilísticas, gastronômicas ou etílicas.

E, caso essa tal de 'data magna da cristandade' ainda sirva pra alguma coisa, rezo para que ela nos traga um pouquinho mais de tempo para que possamos, em relação ao que nos é dado a ver e ouvir, exercitar sempre a antiga máxima: Tudo tem dois lados.

A foto que ilustra esse post é só uma tentativa - canalha, reconheço - de chamar atenção.

domingo, 20 de dezembro de 2015

A ÚNICA CERTEZA E A PIOR INCERTEZA

Tropecei dia desses num videozinho estilo fêicibúqui, cheio de frases óbvias
sobre a vida e a morte.

Um amontoado de lugares comuns que,
pra mim, têm a mesma utilidade desta frase fundamental:
“As relações sintagmáticas e as
relações paradigmáticas ocorrem concomitantemente.”
(Confessa, ilustrado leitor: sua vida ganhou um novo sentido depois dessa revelação, né não?)

Back to the cold cow, devo declarar que da morte não tenho medo. Tenho, sim, uma curiosidade danada!

Me borro de medo é de como ela irá chegar.
Porque essa história de ficar anos a fio 'lutando' contra, ligado a aparelhos, vegetando, etc, é, a meu ver, uma das provas do infinito sadismo do criador - seja lá quem ele for.

Então, me resta torcer para que meu pai (que se mandou de forma instantânea) possa interceder por mim e me conceder um infartão agudo, bala perdida ou coisa no gênero.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

DESCOBERTA


Essa foto, segundo uma das 1387 delações premiadas dos últimos dias, é de um "aparelho" clandestino de políticos brasileiros.
A entrada da "Caragem" parece humilde, mas o que cabe de caras de pau lá dentro é uma grandeza!

domingo, 13 de dezembro de 2015

SERÁ?

Clara Nunes, uma das maiores intérpretes brasileiras, se pirulitou em 1983 aos 40 anos.

Sacanagem!

Essa mineira de Paraopeba fez, em muito pouco tempo, o que várias "divas" (autointituladas ou não) da MPB não foram capazes.
Além de conhecedora e pesquisadora da música brasileira, seus ritmos e folclore, foi a primeira cantora brasileira a vender mais de cem mil discos.
Na década de 70.

Sou fã da Lucy Alves, principalmente na fase Clã Brasil.
Atualmente ando com medo dela se 'globalizar' demais, mas continuo torcendo por ela. E para que, caso esse papo de reencarnação tenha um mínimo de sentido, a Clara resolva entranhar na Lucy.
Aí elas vão arrebentar la-búche-di-balon.


PIADA PRONTA



O cidadão vai pra rua protestar contra o governo e a corrupção vestindo uma camiseta da CBF!



Ô dó...

sábado, 12 de dezembro de 2015

DESAFIO

As frases a seguir, compiladas ontem por Sakamoto-san em ótimo artigo (link no final do post), me fizeram lembrar um dos inúmeros personagens do Chico Anysio:
"Sou. Mas, quem não é?"

Diga lá, honesto leitor: pelo menos uma dessas você já falou, né não?

Eu, já. As quatro primeiras, com certeza.
Mas sempre com humor, na frente dos alvos cujos encaravam a brincadeira e devolviam no mesmo tom.

Bom Humor. Esse antigo costume que não era acorrentado ao (nojento) politicamente correto - seja de que lado for. E muito menos (mais nojento ainda) às ordens dos patrões.

Quanto às outras vinte, durmo com a consciência tranquila.

Então, vamos lá: (modifiquei a ordem original de acordo com minhas crenças de gravidade.)

1. Mulher no volante, perigo constante.
2. Baiano quando não faz na entrada faz na saída.
3. Tinha que ser preto mesmo!
4. Sabe quando pobre toma laranjada? Quando rola briga na feira.
5. Não sou preconceituoso. Eu tenho amigos gays.
6. Bandido bom é bandido morto.
7. Os sem-teto são todos vagabundos que querem roubar o que os outros conquistaram com muito suor.
8. Amor, fecha rápido o vidro que tá vindo um “escurinho'' mal encarado.
9. Aquilo são ciganos? Vai, atravessa a rua para não dar de cara com eles!
10. Tá vendo? É por isso que um tipo como esse continua sendo lixeiro.
11. Esse aeroporto já foi melhor. Hoje, tem cara de rodoviária.
12. Por favor, subscreva o abaixo-assinado. É para tirar esse terreiro de macumba de nossa rua.
13. Vestida assim na balada, tava pedindo.
14. Por que o governo não impede essas mulheres da periferia de ter tantos filhos assim? Depois, não consegue criar e vira tudo marginal.
15. A política de cotas raciais é um preconceito às avessas. Ela só serve para gerar racismo onde não existe.
16. Ai, o Alberto, da Contabilidade, tem Aids. Um absurdo a empresa expor a gente a esse risco.
17. Esse aeroporto já foi melhor. Hoje, tem cara de rodoviária.
18. Os índios são pessoas indolentes. Erram os antropólogos ao mantê-los naquele estado de selvageria.
19. Criança que roubou não é criança. É ladrão e tem que ir para cadeia.
20. Tortura é método válido de interrogatório.
21. Um mendigo! Vamos botar fogo nas roupas dele. Assim ele aprender a trabalhar.
22. Por mim, tinha que matar mulher que aborta. Por que a vida do feto vale menos que a da mãe?
23. Eutanásia? Pecado. A vida pertence a Deus, não a você.
24. Pena de morte já.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

EXTRATOS “FABBRÍNICOS”



Fernando Fabbrini, que deita e rola toda semana n’O Tempo e em várias outras paragens, nos brindou hoje com mais um artigo de primeira classe.





E seguem os, na minha opinião, “melhores momentos”.

... “Nos últimos tempos, com o acirramento dos embates entre coxinhas e petralhas – os dois novos partidos brasileiros –, perguntam-me, às vezes, sobre minha posição política.
Acho gozado como certas pessoas não sossegam até enquadrarem você dentro de uma categoria que conheçam. Para elas, você deve ser algum “ista”, como se a alma humana – fluida e misteriosa – pudesse ser contida nos limites de uma caixinha rotulada. Se você não é A, implica, obrigatoriamente, que seja B. Quanta asneira!

... Na pátria amada vemos a corja unicamente interessada em manter seus quintais, a boa vida e os privilégios lícitos, além dos ilícitos. Para enganar a plateia, alardeiam seus vagos princípios ideológicos como quem veste uma camisa da torcida.
Porém, assim como as estrelas do futebol, podem trocar de time a qualquer momento, dependendo apenas do valor da proposta e das condições do gramado.

Em Portugal, brincam que ‘governos de esquerda ou de direita referem-se apenas à mão usada para roubar’.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

domingo, 6 de dezembro de 2015

SIBÉRIA, AQUI VOU EU!

Pré-jogo, o intrépido repórter pergunta ao jogador do Vasco, na beirinha do rebaixamento: -Motivado para o jogo? (Dããã...)

Resposta ridícula de sempre: -Com certeza, o grupo tá fechado, o professor tá dando todo apoio, tamos focados na conquista de um bom resultado.

Resposta que eu adoraria ouvir: -Nem um pouco. Acho que já fomos pro saco. Tô aqui por obrigação.

Fim de jogo, o vasquinho no lugar que já está acostumado e esse arremedo de (diri)gente não deu sinal de vida.
Tudo correndo bem, ele deve estar a caminho do gelo e tomara que fique por lá.

(Alguma alegria eu tinha que ter nesse brasileirinho 2015...)

sábado, 5 de dezembro de 2015

OS GENITAIS DE GERVÁSIO

Tá sem ter o que fazer, criativo leitor?

Então, que tal criar um documentário picareta pra vender pros discovery's, nat-geo's e sei lá mais quantos canais naturebas da vida, e faturar um trocado?

É molinho.
Basta escolher um assunto diferentinho, com pitadas de ciência da terceira série, um misterinho ridículo e acrescentar um pseudo especialista portador de duvidosos charme e experiência.
(Esses seres podem ser facilmente encontrados em qualquer produtora de comerciais.)

Daí é misturar imagens de lugares inóspitos, com imprescindíveis cenas submarinas, palavrório sem nenhum sentido, depoimentos de nativos abobalhados e muita, muita repetição para encher 45 minutos de linguiça.

Pronto!
Bem embalado, esse produtinho de "kimta katiguria" estará fadado a entupir a programação desses canais rendendo uma remuneração quase tão ridícula quanto a produção dessas bobagens.
O que, convenhamos, não é nada, não é nada... Não é nada!

Tá duvidando?
Então, seguem fatos reais:

Zapeando na madrugada, caio num discovery da vida e escuto a frase instigante: "O que teria acontecido com os genitais de Gervásio?"

Putz!
Minha vida não terá mais sentido se eu não souber onde foram parar os genitais de Gervásio!
Prego os olhos na máquina de fazer doido e sou informado que algum misterioso animal marinho mastigou os genitais do pobre Gervásio em algum lugar da América do Sul.

O charmoso apresentador aventureiro, que passeia pelo mundo buscando solucionar tão fundamentais e intrigantes ocorrências, dramaticamente dublado em português, me mantém em insuportável suspense enquanto arremessa seus anzóis e pesca peixes cujos, após suas profundas análises e reflexões, infelizmente, são descartados da hipótese de pertencerem à famigerada família dos que mastigaram os genitais de Gervásio.

Depois de uns dez intermináveis minutos de coisa nenhuma, desisto e vou dormir.

Este empolgante documentário tem como título "Monstros do Rio" e foi ao ar nessa semana que passou.

Caso algum dos milhares e milhares de leitores saiba qual foi o monstro responsável pela triste perda de Gervásio, agradeço penhoradamente a informação.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

ACODE, GENTE!

Como é que eu faço agora?

Até que enfim o impítim taí, mas meus milhões de correligionários revoltados do fêicibúqui estão, estranhamente, quietos.

Vi um ou outro postando coisas no estilo "Meu Malvado Favorito" com poucas 'curtidas'.

O que está acontecendo?
Como vou me colocar?

Ah, já sei!
Vou aguardar a rêdigrobo me ensinar o caminho da luz.

DIA MEMORÁVEL (?)


1. O 'Parmera' ganhou a Copa do Brasil nos pênaltis depois de um jogo muito bom.
Curiosidade: o Fernando Prass - goleiro do 'Parmera' - pulou para o mesmo lado em todas as cobranças. Pegou uma, os adversários erraram outras e ele fez o gol do título.
Bom pra ele e pro Marcelo Oliveira.


2. O ilibado presidente da câmara entrou com o pedido de impítim - tão ansiado pelos globetes e vejetes - se consagrando, entre seus oportunistas seguidores, como a mais perfeita tradução de Macunaíma:
o herói sem nenhum caráter.

Puxa! Quanta emoção!