quarta-feira, 24 de abril de 2013

FUSSBALL IN DER BESTEN QUALITÄT

Borussia  4 X 1 Real Madrid

Ao contrário de seu homônimo data vênia tupiniquim, o Lewandowski é simples e objetivo. E, auxiliado pelo Mario Götze, fez os quatro do Borussia.

Os chucrutes estão deitando e rolando e, a não ser que aconteçam duas hecatombes, depois de darem memoráveis chineladas nos espanhóis, a final vai ser Bayern X Borussia.

Interessante vai ser o Mario Götze jogar essa final contra o time que já o contratou. Enfim, coisas dessa indústria que é o futebol de hoje.

Deprimente é, depois desses dois jogaços, ver a televisão chamando para Brasil X Chile ou, pior, Botafogo X Sobradinho.
E, pior ainda, vai ter quem veja.

Eu, não.

terça-feira, 23 de abril de 2013

QUÊQUÉISSO?

O tanto que esses caras são feios é diretamente proporcional ao quanto eles jogaram bola hoje. Aliás, há já um bom tempo que eles vêm jogando assim.

Menos para o asmático Mauro Cezar – comentarista da ESPN que fala suas obviedades aos arrancos – e cujo tive que aturar para não sofrer de galvãobuenice. (É dura a vida de quem gosta de futebol.)

O cidadão comentarista descobriu hoje que o Robben é um tremendo de um jogador. Pô! Será que ele não assistiu a Copa de 2010? Será que ele ainda não tinha visto o Bayern jogando?

Importante é que o Bayern botou o Barcelona no bolso. Jogaram pracacete, marcaram de forma inacreditável e mereceram a goleada de 4 a 0. Coisa que o Barcelona não sabe o que é desde sei lá quando.

Messi andou em campo (nem suou) e o Shuváinstáiguer comandou o Bayern do início ao fim.
Show de bola.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

POSTERIDADE É ISSO AÍ

Há 90 anos Jimmy Cox (1882 / 1925), compôs essa música.
De lá pra cá ela foi gravada por mais de 60 artistas incluindo Bessie Smith, Count Basie, Liza Minnelli, Alberta Hunter, Tom Jones (?!), B.B.King e até a Carla Bruni.

Um bluesaço com uma letra tristemente verdadeira cuja, espero, nenhum dos milhares e milhares de leitores desse blog já tenha tido
a chance de comprovar:

Nobody knows you
When you're down and out.
In your pocket, not one penny,
And as for friends, you don't have many.

When you get back on your feet again,
Everybody wants to be your long-lost friend.
I said it's strange, without any doubt,
Nobody knows you when you're down and out.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

UMA BABAQUICE ÀS SEXTAS


Cientistas põem chips em formigas
e descobrem divisão de funções

Cientistas da Universidade de Lausanne, na Suíça, analisaram formigas da espécie Camponotus fellah e descobriram que em uma mesma colônia, aquelas chamadas de operárias se dividem em três grupos sociais que desempenham funções diferentes: algumas trabalham como enfermeiras da rainha e dos filhotes; outras se ocupam com a limpeza da colônia, enquanto as demais saem em busca de comida.

Pronto: o mundo está salvo.
Doenças, mortalidade infantil, fome, etc, isso tudo se tornou secundário pois agora sabemos que as porras das formigas se dividem em três grupos sociais.
E os caras, aposto, gastam uma nota preta com essa babaquice inacreditável!

Só resta, pela milésima vez, concordar com o Millôr Fernandes
que dizia: “O ser humano é inviável.”

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O SEU CAI OU DESPENCA?

O meu despenca.

Desde o início do ano, minhas ligações no celular são múltiplas. Ou seja, eu te ligo e a ligação cai. Você me liga e a ligação cai. Te ligo de novo e a ligação cai.

Que os serviços - internet, celular, TV a cabo, etc - são umas bostas, todos sabemos. Mas, tá ficando demais, né não?

O pior é que, pra variar, vamos acostumando.
Pra quem tem os serviços que temos no Brasil-sil-sil, mais uma, menos uma, já não está fazendo diferença.

E a corja, às gargalhadas, só aguarda a próxima eleição...
Será que nós, os acostumadinhos, vamos continuar indignadinhos mas elegendo os mesmos?
Eu, não.

terça-feira, 16 de abril de 2013

PROFISSÃO PERIGO

Numa googlada muito rápida, temos estas três notícias abaixo.
E, pela charge, podemos constatar que a coisa já está vindo de longe.

Gazeta do Povo – Curitiba
Professores sofrem agressões
Cerca de 4 mil docentes de ensino fundamental disseram ter sido agredidos fisicamente por estudantes dentro de colégios.


Portal Terra
Professores de Belo Horizonte pedem demissão por medo de agressão de alunos
Professores de escolas públicas de Belo Horizonte e região metropolitana da capital mineira estão pedindo demissão por medo da crescente onda de violência que assusta os docentes. Diretores das instituições de ensino não acionam a Polícia Militar por temer represálias de alunos, que cometem delitos e acabam por não serem punidos pelas autoridades.


ISTO É
O que era para ser uma corriqueira entrega de provas virou um bate-boca intimidador seguido de agressão física. Descontente com a nota, a estudante abriu mão dos argumentos acadêmicos para contestar a correção e avançou sobre a professora Christiane Souza Alves durante a aula. “Ela usou xingamentos de baixo calão, veio atrás de mim quando eu saí da sala e me empurrou”, diz Christiane, que, após 13 anos de docência, passou um semestre sendo acompanhada no trajeto da instituição de ensino para sua casa, teve princípio de síndrome do pânico e começou a tomar antidepressivos. Seria mais um triste episódio a engrossar as estatísticas de violência nas salas de aula, não fosse a mudança de cenário.

A economista Christiane é professora universitária, ambiente onde tem aumentado o número de agressões a docentes, do mesmo modo que nas escolas da rede particular de ensino. “Ela gritou: ‘Você é paga para concordar comigo.’”, diz Christiane. A estudante em questão, uma jovem de 20 anos, continua na universidade. Foi apenas proibida de assistir às aulas de Christiane. “A relação professor-aluno acabou”, afirma a professora, que pediu para não identificar a instituição em que teve problemas.


Assisti outro dia o Edgar Flexa Ribeiro, numa entrevista à GloboNews, sobre essa nova lei que estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta a todas as crianças a partir de 4 anos de idade. 
Entre muitas outras coisas, ele disse com uma simplicidade tenebrosa: “Para isso vai ser necessário o preparo de muitos novos professores. Não basta dizer que vai ganhar bem, é preciso que o magistério seja finalmente encarado, divulgado e promovido como uma profissão de extraordinária importância. O professor tem que ser reconhecido pelas lideranças políticas brasileiras como uma autoridade a ser respeitada pelos alunos e pelas famílias.”

Pi-ri-go, hein?
Segundo ele constata, jamais um governo brasileiro, qualquer que seja ou tenha sido, dispensou honras a essa classe que é tratada a pontapés. Jamais, por exemplo, o Dia do Professor (num país que tem até Dia do Picapeiro, que por sinal é hoje) foi louvado como merece.
E por aí afora.

Todos nós já vimos esse diálogo:
-Fulano se formou.
-É? Legal! Formou em quê?
-É professor.
-Tadinho...

E segue o baile da Copa da CBF, dos estádios bilionários, dos escândalos a cada 15 minutos, etc.

domingo, 14 de abril de 2013

DEPENDÊNCIAS

Horror dos horrores, sexta-feira de manhã, computador totalmente travado. Aí, resta chamar a manutenção (ótima por sinal) e aguardar a vida voltar ao normal.

Nesse ínterim (“ínterim” também é ótimo, né não?) tome de televisão.
Meu sumido amigo Mario Jorge sempre implicou com minhas preferências televisivas. Sou fã de Discovery, History Channel, etc. (Dragões de Komodo é comigo mesmo.)

Zapeando nas minhas preferências, dou de cara com um documentário sobre a linha de produção do Mercedes SLS. Coisa de doido com altas e invejáveis tecnologias sempre dependentes do humanóide que, literalmente, assina o motor, por exemplo.
E uma coisa fica muito clara na minha mente conturbada: a importância do parafuso.

De acordo com a Wikipédia, “a origem do parafuso possui algumas versões e uma destas aponta como inventor, o grego Arquitas de Tarento (ou Archytas de Tarentum) por volta de 400 a.C., quando desenvolveu o parafuso para ser utilizado em prensas para a extração de azeite de oliva, bem como, para a produção de vinho.”
Ou seja, já nasceu com nobres propósitos.

Olhe a seu redor e pense bem, atento leitor: o que seria de nós sem o parafuso?

quarta-feira, 10 de abril de 2013

ESSE É O BRASIL-SIL-SIL


terça-feira, 9 de abril de 2013

ROBÔS

Andando hoje na rua (argh!) parei num sinal e havia três pessoas a meu lado. Todas as três estavam batucando no celular.
Abriu o sinal e todos atravessamos.
Os três continuaram a batucar. Do outro lado vieram mais dois. Um falando (aos berros) e outro olhando pra tela.

Aí comecei a reparar mais. É muita gente fazendo isso. O que esse povo tanto fala, tanto escreve, tanto vê?

Interessante é constatar duas categorias: a primeira é a dos mais avançados que devem ter desenvolvido algum tipo de radar mental porque eles conseguem escrever, andar, desviar, não tropeçam e nem são atropelados!

A segunda é dos que não estão nem aí. Vão andando e você que desvie deles. Fiquei torcendo pra ver pelo menos um “trupicão” mas, infelizmente não fui brindado com tão relevante acontecimento que teria salvo o meu dia.

sábado, 6 de abril de 2013

ANATÉLIO

Final da década de 70, a rádio Cidade arrebentava no Rio.
Entre vários ótimos locutores/apresentadores estava o Eládio Sandoval. Também estava no auge o Peter Frampton com essa música aí embaixo.

Ocorre que o Eládio resolveu que a música era em homenagem a um primo dele, o Anatélio, lá de Cordovil. (Por causa do “wanna tell you I love your way”.)

Infame, mas ótima!

Observação porco-chovinista: pelas imagens do vídeo podemos comprovar que o cidadão (lá na sua época), se não comeu muuita gente foi porque não quis, né não?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

TEORIAS

O esporte favorito da humanidade é a teoria. Para qualquer fato criamos teorias estapafúrdias que expliquem nossas ânsias e/ou frustrações em relação a qualquer coisa.

Aí, Bin Laden, missões espaciais, carne do McDonald’s, tudo vira uma grande festa para as criativas mentes que hoje pululam nos fêicibúquis e e-mails da vida.

Fico pensando em figuras como Chico, Caetano, Gil e vários outros que devem ter se divertido muito durante o período da censura. Na medida do possível, é claro.
Como exemplo, segue essa elucidativa historinha contada pelo Gilberto Gil sobre a música Cálice: ele, Gil, teve a ideia do refrão numa sexta-feira santa (Uau! Que inspirado!).
Ligou pro Chico e combinaram de encontrar no apartamento da Lagoa onde morava o Chico. Aí começa a diversão.

“Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?”
(A bebida amarga era Fernet - que o Chico gostava.)

“Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa”
(A lagoa era a Rodrigo de Freitas - vista do apartamento.)

Ocorre que nessa época, nos botecos, o papo era recorrente: descobrir mensagens ocultas inseridas em músicas. Desde “Atirei o pau no gato-tô” até “Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval”, descobriam-se coisas incríveis de matar de inveja os teóricos atuais.

Claro, a “bebida amarga” e o “monstro da lagoa” foram temas responsáveis por muito chopp e batatinhas na Fiorentina até o sol nascer.

O atento leitor deve estar concluindo, com certa razão, que éramos umas bestas. Mas, diga lá: E hoje? O que somos?

terça-feira, 2 de abril de 2013

ARQUIVOS RECUPERADOS

Que essa máquina (o compiúter) é de fazer doido, todos sabemos e comprovamos diariamente.

Mas, quando comparamos com o funcionamento (?) das nossas cabecinhas, aí sim é de pirar de vez.

Se não, vejamos: do nada me vem à mente a clássica “Here, There and Everywhere”. Até aí, tudo bem. Só que, numa velocidade que nenhum computador consegue, lembro, com uma clareza impressionante, de uma boa amiga cuja, lá bem no século passado, me deu a letra dessa música, recém lançada no “Revolver” (se não me engano).
E eu tenho essa letra até hoje! E essa amiga faz aniversário hoje!

É mole ou quer mais?

Aviso: toda e qualquer interpretação esotérica desse acontecimento será sumariamente deletada.

quarta-feira, 27 de março de 2013

MUDANÇAS E EXEMPLO


MATIAS VILHENA

Duas notícias sobre o novo papa, lidas hoje em um jornal italiano, me deixaram boquiaberto.

A primeira é de que o Papa Francisco não tem planos de se mudar para os aposentos papais. Vai continuar morando na Casa de Santa Marta, que é uma pousada para cerca de cinquenta padres e bispos que trabalham no Vaticano, e para bispos e cardeais que passam por Roma. Tem 106 suítes e 22 quartos simples, uma cozinha e refeitório comuns, e uma capela. Segundo o porta-voz do Vaticano, o papa não deseja ficar isolado, e quer viver “em comunidade”.

A segunda notícia foi de que não será transmitida pela televisão a missa que o papa celebrará em Roma nesta quinta-feira santa numa instituição penitenciária para menores, quando lavará os pés de doze menores. O papa deseja que a missa seja muito simples e que sua estada na instituição tenha “a natureza íntima de uma visita pastoral”. Numa era em que a imagem é tudo (vide Facebook e vide João Paulo II), Francisco escolhe mostrar que o que importa é o ato, e não a imagem. E não tratará os menores como extras numa cena de filme da qual ele seria o astro.

Caso essas duas notícias se confirmem, considero a primeira delas notável; e a segunda, uma revolução. E mesmo que não se confirmem, ou que mais adiante esses gestos do papa parem de acontecer, o benefício já está feito: foi-nos mostrado como nosso mundo pode(ria) ser diferente.

O novo papa está nos mostrando o poder da coragem de ser diferente, e a capacidade de mudança que têm os atos de uma só pessoa.

Fiquei pensando em como cada um de nós tem essa capacidade de ser diferente e de não fazer as coisas só porque “são feitas assim”. Capacidade de, ao agir de modo diferente, contribuir para modificar o mundo.

Tenho muitas dúvidas sobre quanto tempo poderá durar o pontificado do Papa Francisco.
Mas mesmo assim, considero-me presenteado. Com essas duas notícias de hoje, ganhei inspiração e força para ser mais autêntico. Papa Francisco, para mim seu pontificado já valeu.

sábado, 23 de março de 2013

“ESTA BATATA ESTÁ TOTALMENTE TOSTADA.”

- Você tem ideia do que acabou de dizer?

O olhar de volta é como se eu fosse um ET.
- Claro! Acabei de dizer que a batata queimou!

- Não é isso. É que são nove T’s numa frase de cinco palavras!

O olhar agora é uma mistura de pena com desânimo.

Mas, o quê que eu posso fazer?
Nove T’s em cinco palavras. Putz!

sexta-feira, 22 de março de 2013

ECOCHATOS, COMEMORAI!


terça-feira, 19 de março de 2013

CHORÃO, CHORINHO

Tenho a maior bronca de comentarista de vídeo tape. Explicando: pra mim, comentarista de vídeo tape é aquela figurinha que, quando vê o próximo diante de qualquer situação mais trabalhosa, se omite, se esconde e, depois, sempre tem a solução para o caso. Ou, pior, sempre vem com
“Pô, eu não sabia! Se eu soubesse poderia ter ajudado...”

Possuo uma vasta galeria de exemplos dessas execráveis figuras que representam, muito bem, diga-se de passagem, o tempo em que vivemos. Aliás, minto: não é o tempo em que vivemos.
Sempre foi assim.

Prova disso é meu avô paterno que exerceu o direito cujo, na minha opinião, é inerente a todo ser vivo e suicidou-se. Não o conheci.
Minha avó me contou que ele se foi por dívidas e que, no enterro, os amigos lamentavam. “Mas, porque ele não falou com a gente???”
Ou seja, naquela época os comentaristas de vídeo tape já pontificavam. E nem existia televisão.

Nunca escutei uma música sequer desse cidadão Chorão.
Que me lembre, assisti uma entrevista dele numa zapeada e achei o cara até legal.

Aí, vem a missa de sétimo dia onde toda a galerinha sempre ávida por aparecer - parentes, mulheres, primas, agregados, correm pra se emocionar com a “grande perda”. E tome de  “respeitem a nossa dor”, “era como um filho para mim”, “perdi um grande amigo, um irmão” e outras baboseiras no gênero.

Ora bolas! Segundo vários desses entrevistados, eles sabiam que o cara estava numa merda de fazer gosto, há tempos vinha dando todos os sinais de grande depressão, etc, etc.
Alguém se mexeu pra ajudar? Porra nenhuma.
Bando de carniceiros.

segunda-feira, 18 de março de 2013

ESSES NOSTRADAMUS SÃO MUITO RUINS DE BOLA!

Todo dia é a mesma coisa.
Chuva em Petrópolis ou em São Paulo ou em Santa Catarina ou em qualquer lugar que vire tragédia: as “otôridade” informam que choveu, em 24h, muito mais do que o previsto para o mês.

Povinho ruuuim de previsão, né não?

O que não é difícil de prever são os desdobramentos.
Em Petrópolis, até agora, 13 mortos e mais de 600 desabrigados.
Aí o governador vai pro ar e fala as mesmas coisas de sempre:
A presidenta Dilma manda seu abraço aos familiares das vítimas, a ministra sei lá das quantas está atenta aos acontecimentos, rigorosas providências estão sendo tomadas, verbas de emergência estão sendo disponibilizadas”, blá-blá-blá, blá-blá-blá.

Em 2011 aconteceu a maior tragédia da história na mesma região.
O que foi feito até hoje? Segundo os sobreviventes, nada.
Putz! Essa previsão não tem quem erre...

sexta-feira, 15 de março de 2013

ISSO FOI LINDO!

Torneio com 1.373 jogadores, chega aquela hora em que
todo mundo começa a arriscar mais - que é pra não ficar
muito longe do pelotão de cima.

O cidadão à esquerda dá all-in, o Cabezon (argentino folcloricamente chato pracacete) acompanha e lá vou eu com meu par de setes.

Flop, trinca de dois para o cidadão à esquerda e o Cabezon, com par de reis, se achando...

Turn, nada muda e... Bendito river, trinca de setes para o locutor que vos fala.

Resumo da ópera, Cabezon e o outro foram pro saco, o locutor que vos fala empinou e acabou o torneio num honroso oitavo lugar recebendo a fabulosa recompensa de 16.688 dinheiros... FICTÍCIOS! (Olhaí que sacanagem!)

Mas... Faz um bem danado pro ego.


quinta-feira, 14 de março de 2013

PARADOXOS


Quanto mais o tempo passa mais eu vou tendo a certeza que julgar os outros é uma grande inutilidade cuja não me leva a lugar algum.
Quanto mais o tempo passa mais eu julgo tudo e todos de imediato - ancorado na minha “vasta experiência”.


Quanto mais o tempo passa mais eu percebo que Sartre estava lotado de razão: "O inferno são os outros".
Quanto mais o tempo passa mais eu busco – no "inferno dos outros" – as soluções e/ou justificativas para minhas dúvidas.


Quanto mais o tempo passa mais eu sinto como faz bem o auxílio, por menor que seja, a quem quer que seja, em qualquer situação que seja.
Quanto mais o tempo passa mais eu me fecho e pondero que a vida é assim mesmo, que cada um que se vire, que quem pariu Mateus que o embale.


Quanto mais o tempo passa mais eu sinto como faz bem me emocionar com seja lá o que for, não importa o quanto nem quando.
Quanto mais o tempo passa mais eu disfarço e tento enganar a mim mesmo escondendo, da maneira que for possível, qualquer emoção.


Quanto mais o tempo passa mais eu acho que ele podia parar de passar. Só um pouquinho. Só pra dar uma respirada.

quarta-feira, 13 de março de 2013

A PIADA PRONTA NÃO VAI VALER...

Ou seja, a igreja católica não
está de chico.

O cidadão é simpaticão, tranquilão, primeiro latino americano e jesuíta!

Duro vai ser aturar “los hermanos”...

terça-feira, 12 de março de 2013

SE VIRA, EDYR!

Por mais que hoje as religiões pululem feito besouros depois da chuva, faturem uma grana pretíssima isenta de tudo quanto é imposto, etc, etc, ainda é ruim das outras chegarem perto da pompa e circunstância da católica.

Por mais que a gente ache exagerados os rituais - e, particularmente, acho uma grande chateação os cânticos, juramentos e outras hipocrisias - a igreja católica dá um banho de bola em todos os quesitos.

Mas, minha grande torcida é para um, basta um, cardeal pirar e resolver contar tudo o que se passa no conclave.

Já imaginou a festa?

domingo, 10 de março de 2013

ONZE ABAIXO DE ZERO

É a informação nada confiável dos comentaristas do SporTV sobre a temperatura no Mundial de Esqui na Noruega.

Nada confiável porque as imagens maravilhosas do evento são diretamente proporcionais à irritação que esses caras causam. São despreparados, enchem o raio do saco com informações fundamentais sobre a barba e o bigode de sei lá quem, enquanto os competidores estão descendo feito uns alucinados, pulando, ultrapassando, caindo e eles seguem falando bobagem.

Depois, no replay, eles “descobrem” tudo o que acabamos de ver e, pior, costumeiramente, erram em todas as informações - que estão escritas no vídeo! Ao ponto de um francês liderar uma descida desde a primeira curva e o cidadão narrador falar que era um suíço. Ao final, com o vídeo mostrando o nome e nacionalidade do vencedor da etapa, o infeliz tem o descaramento de dizer que “Oh! O francês ultrapassou no finzinho e venceu...”

Mais um caso daqueles em que o cidadão não acha que eu sou um idiota. Ele tem certeza.

E, pensando bem, ele está certo.
Era só tirar o som ou procurar a (para mim) misteriosa tecla SAP.

sábado, 9 de março de 2013

AMIGOS

Lá pelos meus 15 ou 16 ou 17 anos, sei lá, depois de uma fabulosa festa de aniversário lotada de amigos, minha mãe, certamente influenciada por seu momento de vida, pronunciou uma frase que me marcou durante muito tempo: “- Aproveita meu filho, porque amigo a gente faz na infância. Depois, é tudo interesse.”

Passei muito mais tempo do que seria razoável acreditando nisso. E, durante todo esse período,
a vida me provava o contrário. Ou quase.

Ocorre que o maldito - ou bendito - tempo vai passando, as dificuldades e/ou facilidades e/ou interesses de cada um vão se acentuando e, inevitavelmente, as distâncias vão aumentando.

Dos ditos amigos de infância muitos mais do que eu gostaria se afastaram devido às diferenças sociais, de pensamento, de atitudes, etc. Pra minha sorte, alguns continuaram próximos.
Fisicamente ou por “telepatia”.

E também pra minha sorte (e deles, certamente) vários se desvaneceram - ou estão se desvanecendo - devido aos tortuosos caminhos que cada um escolhe. Conscientemente ou não.

O grande barato é descobrir novos e redescobrir antigos – cujos você achava perdidos.

Dos novos, a descoberta e consequente esperança de renovação.
Dos antigos, recuperados da bruma do tempo, a redescoberta e a consequente esperança de retomada dos velhos/novos tempos.

Devido às diferenças já apontadas, ambas situações podem parecer como a ilustração desse post. E o carinho que vejo nessa imagem,
pela representativide da situação, pode ser retratado nas duas.
(Momento piegas.)

Toda essa baboseira é pra falar da minha ausência, justificada, diga-se de passagem, no enterro do pai de um grande amigo das antigas.
Pai esse que foi figura muitíssimo importante na minha adolescência.

Penso que nesses eventos a gente tem obrigação de estar presente não só como respeito ao que se foi, mas, principalmente, em respeito aos que estão sofrendo a perda. Mas, não tive como estar presente.
Aí, passado o evento, me desculpei hoje, por telefone e, para minha alegria, fui tratado com o mesmo carinho e compreensão de muitos anos: “-Deixa de bobagem! Tá tudo bem!”

Esperanças renovadas na humanidade!

quarta-feira, 6 de março de 2013

CHAVITO, CHORÃO, QUE NADA!

Pra mim, a nota realmente triste de hoje é a morte do Alvin Lee aos 68.

Segue homenagem a um dos maiores guitarristas da história.

terça-feira, 5 de março de 2013

CHAVITO FOI PRO SACO

Como já se esperava há algum tempo.

Duro é ver, como sempre acontece com qualquer falecido famoso, o cidadão virar um líder, carismático, “amigo do Brasil” e outras babaquices sintomáticas.

A meu ver, o Chavito nada mais foi do que um autêntico representante das “repúblicas de bananas” como ainda somos nós - os sul-americanos.
(Por mais que a mídia faça toda força pra provar o contrário...)

Imagino Caracas, onde está um bom amigo - cujo certamente estará estocando “não perecíveis” porque lá a coisa fica ruim com qualquer situação. Ainda mais nessa...

Dá-lhe Maduro!

domingo, 3 de março de 2013

ALGUÉM OFERECE PARA ALGUÉM...

E ESSE ALGUÉM SABE QUEM!

Putz! Essa é de doer, né não?

Mas, seguindo na esteira da jovem guarda, lá vai:

sábado, 2 de março de 2013

É MOLEZA!

É pra isso que você paga IPTU?

É pra isso que você paga IPVA?

Convenhamos. Assim é molinho governar, né não?
Em vez de fazer alguma coisa, é só botar uma placa
e embolsar a verba.
Fora o resto. E que resto...!

sexta-feira, 1 de março de 2013

HORA DANÇANTE – JOVEM GUARDA

É claro que a tal da Jovem Guarda daria uns dois dias ouvindo músicas bobas, bizarras, versões inacreditáveis, etc.
(Como era a grande maioria das músicas “jovens”– em todo o planeta – nessa época. Ou até hoje, sei lá...)

Mas, não há como negar, essa galera embalou muitas e muitas das nossas horas dançantes.
Ô veiêra!

Segue uma amostrinha.

Eduardo Araújo & Silvinha - O Bom

Ronnie Von & Os Vip's - A Volta

Renato e seus Blue Caps - A Primeira Lágrima

Roberto Carlos - Se você pensa

Erasmo Carlos - O Caderninho

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

APOSTA

Aposto que o próximo Papa vai se chamar Martinho VI.
Ou Martinus Sextus, como preferirem.

Se não, vejamos: o último Papa a renunciar foi Gregorio XII. Aí eles ficaram dois anos se engalfinhando para escolher o sucessor do Greg. E saiu o Martinho V.

Ora, se o próximo resolver respeitar a sequência... É Martinus Sextus na cabeça!

O QUE A GENTE TEM QUE OUVIR!

 
- Júnior, na hora de bater falta você escolhia a posição da bola?
- Escolhia, sim: botava um gomo acima do birro. Aí a bola saía toda torta.

- E você, Assis?
- Ah! Isso é pra craque... Jogador de pelada bate e reza pra não furar...

Essa edificante conversa aconteceu no intervalo da empolgante peleja entre Huachipato 1 x 0 Fluminense.

Segundo tempo, o Fluminense vira pra 2 X 1.
- E aí, Assis? O que você achou dessa virada?
- Ah! O importante é vencer e vencer e... vencer.

Só resta repetir a conclusão do post anterior:
"O tempora, o mores!
Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?"

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

VOCÊ VETA COMO EU VETO?

Pelo pouco que consegui entender,
a história é a seguinte:

Numa escola pública, que custa 23 (vinte e três) milhões de reais por dia, os aluninhos não estavam fazendo o dever de casa.

Aí, a diretoria, sempre ocupadíssima com outras questões, passados somente 10 (dez) anos, conseguiu descobrir que os aluninhos estavam relapsos. Determinou então, a diretoria, que os aluninhos entregassem seus paracasa, em ordem cronológica,
desde então.

Mas, os aluninhos são modernos. Ou seja, entregar o paracasa coisa nenhuma! Entregaram foi uma ação contra a diretoria.

Como vivemos numa democracia plena, exemplar, a diretoria se reuniu para deliberar. Depois de horas de datas máximas vênias, a douta diretoria resolveu que os aluninhos relapsos poderiam entregar o seu paracasa de acordo com sua (maldita) vontade política.

São mais de 3.000 (três mil) vetos a serem considerados pelos aluninhos que, há 10 (dez) anos, não cumprem suas obrigações.
E eles custam 23 (vinte e três) milhões de reais por dia!

Cícero, no senado romano, há quase 2 (dois) mil anos, é mais do que atual: "O tempora, o mores! Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?"

E segue o baile.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MATILDA

Não conheço nenhuma Matilda.

Ainda bem, porque quando ouço esse nome, sempre penso
em mulher do mato. Claro que não no sentido eco-romântico
de “mulher do mato” que vocês logo vão pensar (né, seus eco-pentelhos?).
Mas, no sentido chato de mulher mal acabada, cheia de cabelo debaixo do braço, fedorenta, etc.

Enfim, se depois de amanhã eu vier a conhecer alguma Matilda, pode ser que eu mude de ideia. Ou, mais provável, tenha um inexplicável acesso de riso.

Essa bobajada toda é pra justificar a malemolência do Harry Belafonte que na próxima sexta-feira completa 86 anos e, de certa maneira,
pode até redimir as Matildas...

TÁ ACHANDO RUIM?

Essa chatura de blogueira cubana, Aécio fazendo plástica, FHC ruminando impropérios, Dilma fazendo promessas, Renan firme no osso, Câmara e Senado gastando 23 milhões por dia, etc, etc?

Então, imagina a festa na Itália:
Correndo o risco do Berlusconi voltar,
crise, os vizinhos Alemanha e França dando pitaco sem parar, Sua Santidade se pirulitando e, claro, tudo isso deixando a mercada á beira de um ataque de nervos!

Ô vida...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

DE BREJO DA CRUZ PARA O MUNDO

63 anos, 6 filhos, 5 netos, dono de uma feiúra proporcional ao seu talento, Zé Ramalho é uma figuraça da MPB.

Mais para “forrock” do que sua prima Elba, o cidadão saiu de Brejo da Cruz para Campina Grande, daí para João Pessoa e daí para o mundo.
Convenhamos: é uma baita trajetória!



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

FUTEBOL FILOSÓFICO

Crítica é uma coisa interessante. Existem diversas classificações da tal da crítica: desde a hipócrita crítica construtiva, passando pela corrosiva crítica pessoal, enveredando pela distorcida crítica da imagem que formamos.

Tentando explicar esse raciocínio complexo e profundo, penso que existem, em quase todas as profissões, personagens de destaque.
Tomemos o futebol.

Ronaldo (Fenômeno) é uma das maiores histórias do futebol
de todos os tempos. Além dos inúmeros títulos, o que o cidadão
tomou de porrada dos adversários e da vida - e deu a volta em todas elas - é uma grandeza.

Entretanto, a imagem que ele projeta causa desconforto em muita gente (inclusive eu). Seja por inveja pura e simples, seja por se incomodar com o layout que vê, o que acaba acontecendo é uma crítica carregada por impressões inconscientes - ou não - o que tende a comprometer a realidade. Certo, biscoito?

Outra categoria é o Romário. Pra mim, de pentelho insuperável, hoje ascendeu à categoria de “ Ihh! Olha o cara! Quem diria...”

Ou seja, na imensa maioria das vezes a gente critica a imagem que processamos da pessoa e não a sua atuação profissional.

Como exemplo, qualquer coisa que o Zico disser sobre futebol leva 99,9% de chances de obter minha entusiasmada concordância.
Mas, divago.

Assistindo Fluminense X Grêmio, dada a total ausência de emoção, resolvi prestar atenção no Barcos (Grêmio) e no Jean (Fluminense).

O Barcos, no primeiro tempo, recebeu meia dúzia de bolas de costas para o gol. Com grande categoria matou cinco em seis, deu passes certeiros e, na que perdeu, deu sorte: de imediato a bola voltou para o Grêmio.

O Jean foi inteligente e rápido. Só.

E quem mais me chamou a atenção foi o Bruno, lateral do Fluminense: o cara é burro! Não por ter marcado gol contra - ou, pensando melhor, talvez sim - mas, pelo “conjunto da obra”.

Agora a conclusão instigante: por que o locutor que vos fala tem tão concisas e precisas informações? Simples: nunca vi nenhum dos três falando. O Barcos, já vi em fotografia. O Jean, mesmo se estiver perfilado no hino, passo batido. O Bruno, tadinho, penou nas minhas impressões pelo simples fato de eu não ter a mínima ideia de quem seja. Se amanhã eu assistir alguma entrevista dele, certamente vou mudar de opinião. Pra melhor ou pra pior...

Ou seja, não tenho imagem pessoal formada de nenhum deles.
Fica fácil.
Procede?

ATUALIZAÇÃO
Fluminense 0 X 3 Grêmio.
Não gosto do Luxemburgo.
E gosto do Abel. Um zagueirão simpático e, pasmem, pianista!
Mas, o Luxa tem um passado muito respeitável. Para minha tristeza, ele, como técnico, enfrentou o Abel quinze (15) vezes e nunca perdeu.
Segue a vida.