quinta-feira, 20 de outubro de 2011

INDIGNADOS E IGNORANTES



Segue texto do Guilherme Fiúza – ÉPOCA, transcrito do Noblat.
É (quase) tudo o que eu penso, dito com uma elegância que eu não teria.



O bem está de volta.
O mundo foi tomado por uma onda de protestos, organizados por ativistas que se orgulham de ser pessoas comuns: os “indignados”.

Conectados pelas redes sociais, os indignados foram às ruas quase simultaneamente em mais de 80 países. A inédita ofensiva global teve cores e slogans variados, mas todas as manifestações foram unificadas por um mesmo traço: a falta de importância.

Essa espécie de tsunami de aquário produziu cenas impressionantes: no Vale do Anhangabaú, por exemplo, uma multidão acampou sob o Viaduto do Chá. Os organizadores calcularam essa multidão em cerca de 200 pessoas. A polícia acha que eram umas 50.

O mundo nunca mais será o mesmo.

Contra o que exatamente os indignados protestam ao redor do planeta? Contra as corporações, o capitalismo financeiro e os governantes. O céu, a terra e o mar foram poupados. Por enquanto.

Os indignados estão saindo às ruas para fazer uma denúncia: a humanidade virou refém das empresas, dos governos e do dinheiro. Na próxima volta no quarteirão eles devem explicar para que planeta devemos todos nos mudar. Provavelmente, para o mundo da Lua.

Já tem gente dizendo que a histórica revolta de maio de 1968 está sendo reeditada na marcha dos indignados de 2011. Fora o fato de que a primeira foi real e a segunda é virtual, são mesmo iguaizinhas.

“Ocupe Wall Street”, prega a filial americana do protesto. É isso aí. A bolsa de valores só serve para enriquecer o Bill Gates, o Steve Jobs e seus colegas de capitalismo selvagem. Melhor estatizar logo esse cassino, e transformá-lo num Bolsa Família mundial. Quando o dinheiro acabar, nos alimentaremos todos de poesia populista.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos governantes que ouçam os indignados, e sua “mensagem muito clara e inequívoca para todo o mundo”. E acrescentou: “É preciso uma perspectiva mais ampla para salvar esse mundo.”
Eis a mensagem clara e inequívoca de Ban Ki-moon, que já viu a luz: arranje um emprego na ONU e seja você também um indignado profissional.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

MAS, QUEM SÃO ESSES CARAS?!

Criolo, Marcelo Camelo, Marcelo Jeneci, NX Zero, Copacabana Club, CSS, Garotas Suecas, Kassin, Tiê, CW7, Tulipa Ruiz, Karol Conká, O Lendário Chucrobillyman, Rancore, Start, Tono, Emicida, Mombojó, Thiago Pethit, Ecos Falsos, Móveis Coloniais de Acaju e muitos outros estarão em cólicas amanhã na entrega do prestigiadíssimo VMB da MTV.

Arrã, então tá. (Mas, tá é difícil...)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

E LÁ VAI MAIS UM


Orlando Silva (PC do B) está a caminho de fazer companhia a Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Nelson Jobim, Wagner Rossi e Pedro Novais.


O ponto de partida é uma denúncia sobre ONG's que deveriam repassar verbas com o "objetivo de motivar jovens à prática de atividades esportivas" e, claro, as verbas estariam sendo desviadas.


Ou seja: não é nada não é nada, não é NADA!
O PC do B emplaca outro, Ricardo Teixeira, Carlos Nuzman et caterva continuam e vida que segue.


(Na década de 60, em plena guerra fria - manja "guerra fria"? -, os americanos adoravam divulgar a babaquice que os comunistas comiam criancinhas no café da manhã. Os comunistas evoluíram: agora roubam das tais criancinhas. O que também é outra grande babaquice.)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

PRACA

(Essa preciosidade foi fotografada num condomínio chique
aqui pertinho de Belo Horizonte.)

domingo, 16 de outubro de 2011

SE ISSO NÃO FOR SÓ PROPAGANDA…

Tá bom demais, né não?
Se for só propaganda, a herdeira do Profeta Gentileza devia processar a prefeitura de Vila Velha.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

FRASES PARA 6a.FEIRA

"A luz viaja mais rápido que o som. Por isso algumas pessoas parecem brilhantes até você ouvi-las falando."

"Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro." [Mário Quintana]

"Em geral as pessoas que se perdem em pensamentos é porque não conhecem muito bem esse território."
[Millor Fernandes]

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SURPRESAS E IMPRESSIONÂNCIAS



Minha caçula namora um cidadão da idade dela: 21.
O aniversário dele foi outro dia e o presente foi irmos assistir ao show do Deep Purple.
Peraí: Deep Purple? Ééé...! É isso mesmo! Deep Purple, tá pensando o que? (O bonitão tem bom gosto pra namorada também...)


As surpresas não pararam aí. Lá fomos nós para a caixa de tortura (acústica de merda, calor do cão, cerveja quente, etc) e, para minha felicidade, eu não era o mais velho entre as quase 4.000 pessoas no recinto. Os mais velhos eram Ian Gillan (vocalista) e Ian Paice (baterista).

As impressionâncias:

1. Quando esses caras fizeram sucesso mundial, 99% do público ali presente não tinha nascido!

2. Ver essa galera cantando “Hush” - música que tocava nas festas quando eu tinha a idade dos que ali estavam em êxtase - é uma experiência, no mínimo, estranha.

3. Os “veínhos” estão bem, cantando e tocando quase como na década de 70, mas é impossível não ver que hoje eles são, antes de tudo, “pro-fe-sio-na-les”...

No frigir dos ovos (que é quando a manteiga chia), “teve bom”!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

FERNANDO COELHO. SERIÍSSIMO!



CASH,
JOBS
and
HOPE


Fernando Coelho

Nesta temporada incomum da história, na qual estamos misturando crise econômica europeia, primavera árabe, outono americano e a perda de Steve Jobs, um dos mais espirituosos comentários que se multiplicou na floresta eletrônica foi esse:

“20 years ago we had:
Johnny CASH,
Steve JOBS, and
Bob HOPE.

Now we have:
No CASH
No JOBS, and
No HOPE.”

O momento em que estamos realmente requer reflexão, serenidade, decisão e coragem. O que me leva a pensar sobre liderança mais uma vez.
Carlos Borges (um dos meus 4 irmãos) e eu estávamos engajados em uma de tantas sessões de debates que caracteriza toda minha vida em família, quando ele proferiu uma frase lapidar, a respeito de uma certa grande empresa nacional que apresentava sinais fortes de crise, após a perda de seu fundador. Disse Carlos: “Uma empresa ou tem liderança ou tem processos.” Ele se referia ao fato da ausência do dito líder ser a fonte de crise na empresa. Gestores são ensinados a “fazer o sucessor”. São ensinados a criar processos racionais e eficientes para o sucesso de seus empreendimentos. Para uma liderança segura, sem riscos, é melhor que o líder personifique esses processos, e os processos o líder, e assim ofereça o tom que inspira a tribo toda e possa se reproduzir em cativeiro. Um exemplo polido e bem sucedido dessa práxis é Jack Welch, o mitológico CEO da GE.

Até aí tudo muito bem e até mesmo um pouco óbvio. A porca só começa a torcer o rabo quando somos confrontados com casos de talento e sucesso brutal, em desafio a essa cadeia de conceitos, explosivamente construídos sobre a liderança messiânica de um só indivíduo. É um privilégio poder testemunhar em minha própria vida o caso de Steve Jobs, o drop-out que mudou a humanidade, não por ter criado a Apple (maior do que a GE), e sim por ter viabilizado a microcomputação pessoal. Fica claro que há um ingrediente na química da liderança que lhe confere uma dimensão intangível e mágica. Há um componente de fé que está envolvido em toda liderança superlativa.

Sem nenhuma ofensa àqueles que são cristãos mais fervorosos, correndo o risco de ser visto como blasfemo por colocar o divino e o secular na mesma frase, ousarei a aplicar o mesmo exercício a Jesus.
Na tradição cristã, Jesus é um messias que não deixa sucessor.
Espera-se pela sua segunda vinda. Um sucessor seu teria que reunir características muito difíceis de achar: ser diretamente “filho de Deus”, fazer milagres (supernatural) e oferecer ideias originais. Jesus então deixa como “sucessor” não um líder, mas sim um conceito. Seus apóstolos seguem depois a normatizar as ideias originais de Jesus para torná-las “processos” para todos, cristalizada na igreja e suas regras. Fica claro pelo exemplo religioso (Jesus) e pelo secular (Steve Jobs) que lideranças inspiradoras e visionárias são ocorrências raras, fora da curva, que demandam crença para com elas se conviver.

A fé é uma proposta desigual, pois sua intangibilidade promete uma recompensa etérea, imensurável, enquanto o esforço atual que ela exige é real e suado. O combustível da fé é a esperança, ligada a uma recompensa esperada.
Podemos pensar essas mesmas coisas sobre a primavera árabe.
Cada ditadorzinho sendo derrubado foi incompetente na tarefa de formar sucessores. Na verdade sequer contemplaram a hipótese, montados que estavam em seus próprios cavalos de soberba. Cada um deles, décadas atrás, chegou ao poder com o apoio gerado pelo efeito de fé e esperança que suas lideranças e as promessas continham. Ao contrário de Steve Jobs, as promessas vazias se esgotaram em violência e conflito.
Em outras palavras, há uma incerteza sobre a recompensa da fé. Em alguns casos há grande recompensa (Steve Jobs e seus produtos) em outros há pouca ou nenhuma (ditadores árabes). O momento crítico em que estamos parece o proverbial ovo da serpente de Shakespeare (Julius Caesar) que vai inexoravelmente evoluindo até o nascimento de uma víbora que te devora.

A crise atual é perigosa porque ameaça e remove ao mesmo tempo o sistema de crença e o de processos. Isso destrói a arquitetura psicológica que nos une como raça. Sem essa arquitetura nenhuma liderança reverbera a ponto de estabelecer credibilidade.
Sem liderança para aglutinar, por onde recomeçar?
Não há recompensa na desesperança. No CASH, no JOBS, no HOPE.

Leitura adicional para quem se interessar: http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203476804576615403028127550.html?grcc=88888&mod=WSJ_hpp_sections_tech

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OLHA O “PÊIFI”! QUEM DIRIA!?

Segue uma coletânea recente (e, pra mim, surpresa boa) de notícias e declarações do cidadão:

O ex-jogador e atual deputado federal Romário (PSB-RJ) declarou nesta segunda-feira que a Fifa deve respeitar a legislação brasileira durante a Copa do Mundo de 2014 e cobrir os custos procedentes do desconto nas entradas para idosos e estudantes.

"Lei é lei e tem que ser cumprida! O Brasil tem que parar com esse negócio de ser escravo da Fifa. A soberania do país tem que ser respeitada".
"A Fifa vai ter lucro de bilhões e não quer pagar uma conta de R$ 180 milhões?"

Em visita ao Maracanã como vice-presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, Romário, após assistir a uma apresentação da secretaria estadual de Esporte e Lazer, condenou os custos das obras, cujo orçamento chegou a beirar a marca de 1 bilhão de reais. "É um gasto totalmente desnecessário. E eu posso falar isso porque vivi ali dentro. O Maracanã está descaracterizado. Quem sabe vão até trocar o nome do estádio?"

Romário também soltou o verbo para reclamar da ausência do governador Sérgio Cabral na vistoria. "Nós tivemos oportunidade de estar em 11 cidades-sede. E o único governador que não apareceu foi o nosso governador. Esse é um fato triste, lamentável. Com certeza, ele vai vai dizer que tinha outra agenda. Mas ele já era sabedor dessa visita há algum tempo. Esse é o governador do Rio de Janeiro. Cada um faz aquilo que bem entende", afirmou.

sábado, 8 de outubro de 2011

BASEADO EM FATOS REAIS

(Recomenda-se enfaticamente que o leitor - se tiver mais de 50 anos - pite unzinho ou tome umazinha ou os dois, aguarde uns 5 minutos e, só então, desfrute a leitura.
Se você tiver menos de 50 anos, o risco é seu.)

Festa de velhos. Doidões, ligadões, atualizadões mas, velhos. Todos se frequentam há mais de 40 anos. No mínimo. Isso significa que por trás de toda e qualquer frase estão implícitas imensuráveis doses de conhecimento mútuo, provocações, aceitações, implicâncias além de piadas e citações quase incompreensíveis pra quem chegou agora.

Essa é a minha situação. Já fui a mais de uma dúzia de festas dessa turma, tudo normal, bom papo, etc, mas... Não é a minha turma que eu conheço há mais de 40 anos. Resultado: a gente sempre vai ficar assim mais olhando, concorda?
Segue um extrato retirado a fórceps da densa névoa que tomou conta da minha mente.

Cenário: agradabilíssima casa afastada da cidade, varanda, sala/cozinha (isso tem um nome entre os decoradores cujo é claro que não me lembro), fundos, jardim, etc. Quinze ou vinte ou dezessete ou quatorze ou por aí, pessoas e, entre elas, 01 (hum) cidadão que é extremamente alérgico a cigarro.
Naquela fase em que todos já estão contemplando a vida do alto dos minaretes de Bagdá, acontece, na varanda, a seguinte conversa.

- Ele tem um nariz naziiista!
- É...
- E ele vigiiia o tempo todo!
- É... Vamos dar a volta, entrar pelas costas dele e fumar até ele chiar?
- Não adianta. Ele não vai deixar nem a gente entrar. Mas, vamos tentar. Pelo menos a gente chateia ele um pouquinho.

(O vento estava contra, ele nem notou, melou a brincadeira e segue a conversa. Agora nos fundos.)

- É incrível. Ele sempre foi o mais chatinho, o mais inteligente e o mais dominante. Todo mundo estrila, mas sempre acaba fazendo tudo que ele quer!
- Conheço a situação. Toda turma tem sempre aquele cara que todo mundo ama odiar e odeia amar, né?

(Explosão de riso incontido que dura uns dois minutos.)

- Cara! Que demais!! É isso mesmo!!! Sabe que eu sempre te saquei nessas nossas reuniões? Você fica quietinho no seu canto, mas quando abre a boca sempre tem uma coisa diferente!
- É porque eu não sou dessa sua turma. Então eu fico mais encolhido e dá mais tempo de pensar. Quer dizer, como não é a minha turma eu não tenho obrigatoriedade de falar merda o tempo todo. O que eu acho ótimo. Quando estou com a minha turma eu embarco nessa e não sai quase nada que preste. Puta besteira essa da gente sempre ter que falar merda nas reuniões com os amigos, né não?

(Outra explosão. Outros dois minutos. Um pouco de constrangimento: Será que eu falei merda?)

- É isso meeesmo! Você devia escrever isso, cara!! Você sacou tudo direitinho!!!
- Pois é (alívio). Mas é foda. Outro dia, numa noite assim, eu tive uma idéia que achei genial e resolvi anotar tudo. No dia seguinte, depois que eu consegui decodificar os garranchos, quase morri de vergonha. Achei de uma babaquice inenarrável! Essas bobagens que a gente fala só valem na hora...
(Última explosão, fomos todos jantar e, como mineiros autênticos, tomar o rumo de casa exatos 45 segundos depois de comer.
Estranhos hábitos das Alterosas...)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

TODA CELEBRIDADE (!?) TEM A ASSESSORIA QUE MERECE

Mulher Maçã quer fazer tatuagem em homenagem a "Esteve Jobs"

07/10/2011 - 16h05 – Folha de S. Paulo

Triste com a morte Steve Jobs, a dançarina Gracy Kelly, mais conhecida como Mulher Maçã, disse que vai fazer uma tatuagem em homenagem ao criador da Apple. Uma nota enviada pela sua assessoria explica que Gracy Kelly "se sentiu tocada com a morte de Esteve Jobs".
Leia o comunicado completo:
"Gracy Kelly a mulher maçã se sentiu tocada com a morte de Esteve Jobs. Ela acredita que boa parte de seu sucesso nacional e principalmente internacional tem haver [sic] com o símbolo da Apple que vem a ser uma maçã. No ano em que começou a aparecer na mídia como a mulher maçã por coincidência foi o mesmo da ascensão da empresa americana. Mesmo nunca tendo conhecido esse gênio inventor de grandes modernidades ela se sente profundamente agradecida pela maçã vir a ser o símbolo da empresa que vem a ser seu apelido desde adolescente na escola já chamavam ela assim. Ela promete fazer uma nova tatuagem com o símbolo da Apple para eternizar o seu agradecimento".

Fica a sugestão para a famosíssima Mulher Maçã:
Tatua uma anta na bunda! Tem muito mais “haver”...

A ANTA é o maior mamífero da América do Sul. De hábitos noturnos, esconde-se de dia na mata, saindo à noite para pastar. Nada bem, e sobe com eficiência terrenos íngremes. Uma lenda conta que, quando o mundo foi feito, o Criador formou a anta com partes tomadas de empréstimo de outros animais.
(Isto explicaria, entre outras peculiaridades, seu micro-cérebro, provavelmente emprestado de uma ameba.)

(Valeu, Alcione.)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

TIRO NO PÉ

Recentemente o Jornal da Manhã, líder na mídia impressa de Uberaba, publicou os resultados de uma pesquisa sobre as perspectivas eleitorais para o ano que vem.
E o concorrente, Jornal de Uberaba, sai com essa na edição de hoje:
Ora bolas!
Pra começar, "a reportagem do jornal percorreu várias regiões da cidade para saber sobre a credibilidade das pesquisas realizadas por institutos". Ou seja, sem nenhum critério, metodologia, etc, fizeram uma pesquisa pra dizer que as pessoas não acreditam em pesquisas.

E o pior: vai que, depois de amanhã, o bravo periódico consegue ultrapassar seu concorrente na preferência dos uberabenses.
Como ele vai comprovar e quem vai acreditar na suposta liderança? Hein? Hein?

Ê MUNDÃO!

Essa ótima charge é do cidadão Toninho Cartoon cujo pode ser encontrado no http://toninhocartoon.blogspot.com/

Seguem as informações dele no “Visualizar meu perfil completo”.
Sexo: Masculino
Atividade: Artes
Local: Uberaba MG Brasil
Quem sou eu: 33 anos, ilustrador, cartunista e diretor de arte. Possuo conhecimento em técnicas de desenho, design gráfico, publicidade e tratamento de imagem. Sou um cara de hábitos simples, amante da arte, cinema, metal extremo e torcedor do Galo.
Filmes favoritos: Drama suspense animação
Músicas favoritas: Death Metal
Livros favoritos: Só observo as gravuras
(Vai acabar se elegendo presidente...)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

TÉDIO PROGRAMADO


O amistoso entre Brasil e Costa Rica (a Tailândia caribenha) será no dia 7 de outubro no Estádio Nacional.
Após a partida, a Seleção segue direto para Torreón onde enfrenta a seleção mexicana no dia 11 de outubro.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

QUESTÕES HOMOGÊNICAS

Texto publicado na Revista da Folha de 12/07/95 por Caio Túlio Costa.

"Uma das brincadeiras preferidas de alguns jornalistas é a de coligir expressões distorcidas e usadas inadequadamente. São ditos mal compreendidos, frutos do ouvido distraído ou ignorância, repetidos de maneira que os tornam muito gozados, liberando a tristeza do erro. Frases que lembram as antigas confusões que o ex presidente corintiano Vicente Matheus costumava fazer, do tipo ‘quem sai na chuva é pra se queimar’ ou ‘me inclua fora disso’. A compilação das expressões que se seguem é fruto da observação de profissionais da palavra que se preocupam com a língua portuguesa sem perder o bom humor - riem com gosto a cada expressão garimpada.”

Advogar em casa própria - no lugar de advogar em causa própria.
Questão de forno íntimo - questão de foro íntimo.
O diabo aquático - diabo a quatro.
Nervos da cor da pele - nervos à flor da pele.
Vou me abastecer de dar opinião - vou me abster.
Isso não é da minha calçada - da minha alçada.
Ponho minha mãe no fogo - mão no fogo.
Aquela senhora sofreu um ABC - Acidente Vascular Cerebral.
Ele é muito presuntuoso - presunçoso.
Bife de sete cabeças - bicho-de-sete-cabeças.
Sistema de esquecimento central - aquecimento central.
Garagem mediterrânea - garagem subterrânea.
Casas germinadas - geminadas.
Armário enrustido - embutido.
Olhoforte - holofote.
Terreno baldinho - baldio.
Bagatela de argumentos - batelada de argumentos.
Joelho de Aquiles - calcanhar-de-Aquiles.
Faca de dois legumes - faca de dois gumes.
Aviso breve - aviso prévio.
Depois da tempestade vem a ambulância - vem a bonança.
Assustar o cheque - sustar.
Adoçar o cheque - endossar.
Pombo da discórdia - pomo da discórdia.
Bife de figo - bife de fígado.
Tem uma paciência de jóquei - paciência de Jó.

(Valeu, Morici.)

sábado, 1 de outubro de 2011

RRRESUMO DA SEMANA – ESPECIAL

Tuniquinha fez um ano essa semana. Então, segue o RRResumo Especial comemorativo de tão relevante data!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

SE ISSO NÃO É UM ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO...

Deu no “Público” de Portugal:

Detido em Portugal um dos homens mais procurados nos EUA
27.09.2011 - 19:36 Por Hugo Torres

As autoridades norte-americanas anunciaram a detenção de George Wright, um dos homens mais procurados nos Estados Unidos, que conseguiu evadir-se de um estabelecimento prisional em Nova Jérsia, há mais de 41 anos. O fugitivo foi encontrado e capturado em Portugal, nos arredores de Lisboa.


José Luís Jorge dos Santos, 68 anos, cidadão português natural da Guiné-Bissau. Era esta a segunda vida, numa pequena localidade em Sintra, de um dos homens mais procurados dos EUA, detido na segunda-feira pela Polícia Judiciária, ao fim de 41 anos, em cumprimento de um mandado de detenção internacional. Na verdade o seu nome era George Wright. Perderam-lhe o rasto em 1972, depois de ter aterrado na Argélia, num avião sequestrado com outros membros do Exército de Libertação Negra.

Após décadas de buscas, na semana passada deu-se um súbito desenlace: a polícia estabeleceu a coincidência entre as impressões digitais do fugitivo e um cartão de residência em Portugal.

George Wright, actualmente com 68 anos, foi condenado a uma pena de prisão de 15 a 30 anos, pelo homicídio de um veterano condecorado da Segunda Guerra Mundial durante um assalto a uma bomba de gasolina em Nova Jérsia. Walter Patterson, a vítima, tinha 70 dólares no bolso. Wright foi detido dois dias depois, a 13 de Dezembro de 1962.

A sentença do julgamento por homicídio foi lida a 15 de Fevereiro de 1963. George Wright passou alguns anos no cárcere, mas conseguiu escapar da prisão estadual de Leesburg, Nova Jérsia, onde cumpria a pena, a 19 de Agosto de 1970. Encontrava-se a monte desde então.

Wright não atravessou de imediato o Atlântico. A fuga levou-o para Detroit, onde se tornou membro do Black Liberation Army e se manteve durante cerca de dois anos, conta o FBI na nota em que deu conta da detenção, realizada ontem, segunda-feira.

A 31 Julho de 1972, um avião que seguia de Detroit para Miami foi sequestrado por três homens e duas mulheres, que levavam consigo três crianças. Quando chegaram ao destino, exigiram o maior resgate de que na altura havia memória, de um milhão de dólares. Receberam-no e acabaram por libertar os passageiros.

A história não acaba aí. George Wright, que as investigações subsequentes identificaram como um dos sequestradores, desviou depois, com os restantes companheiros, o avião para Boston, a fim de reabastecer e de conseguir mais um piloto para a viagem transatlântica. Conseguiram – e seguiram para a Argélia. A MSNBC, que recorda a cobertura do acontecimento, fala num dos sequestros mais “arrojados da História”.

Viajaram para aquele país do Norte de África com o intuito de ali conseguir asilo. Acabaram por ser detidos e, a pedido dos Estados Unidos, as autoridades argelinas devolveram o avião e o dinheiro do resgate. Dias mais tarde, o grupo foi libertado e desapareceu dos radares norte-americanos.

George Wright transformou-se num fugitivo solitário em 1976. Foi nesse ano, a 26 de Maio, que os quatro companheiros da aventura transatlântica foram detidos pela polícia francesa, em Paris. Foram julgados e condenados em França. Wright conseguiu manter-se longe do cárcere e entrou na lista dos mais procurados.

A detenção em Portugal foi comunicada pelo FBI, em parceria com os US Marshals e o Departamento Penitenciário de Nova Jérsia, nesta terça-feira. A nota informa que os “Estados Unidos estão a tentar a extradição de Portugal para que [George Wright] possa cumprir o que falta dos 15 a 30 anos da sentença por homicídio”. O texto não refere o eventual julgamento do crime pelo desvio do avião.

Aguarda-se para breve o lançamento de “Wright or Wrong” com Denzel Washington ou outro do mesmo naipe... (Perdão, leitores.)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

STING SESSENTÃO

Apesar do cidadão ser politicamente correto demais pro meu gosto, até que as músicas, principalmente da época do The Police, são boas de ouvir. Já ele falando... Se vocês tiverem paciência pra três minutos e meio de lugares comuns, é só clicar aí embaixo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

OLHA O IBN* AÍ, GEEENTE!

Como seria a vida sem notícias como essas?
(Cartas para a redação)

Gisele Bündchen chega despercebida em SP e participa de evento

Camila Pitanga e Mariana Ximenes prestigiam evento de poesia

Alinne Moraes e Thiago Fragoso gravam cenas quentes na praia

Daniele Suzuki passeia com o filho Kauai no Rio

Luciano Huck e Ronaldo prestigiam evento em São Paulo

Mayara Magri e Flávio Galvão estão namorando

* Índice de Babaquice Nacional

terça-feira, 27 de setembro de 2011

EMPRESA JAPONESA CRIA PRIVADA DE OURO

O que faz lembrar uma piada velha.

O cidadão chega de uma viagem a Porto Alegre e comenta com um amigo:
- Cara, Porto Alegre é demais! Uma loucura! Imagina que fui numa boate que tem uma privada de ouro!
- Quêisso?
- É sério! Uma privada todinha de ouro!

Passado um tempo, os dois vão para Porto Alegre e o primeiro diz, todo orgulhoso: - Você duvidou e agora vou te mostrar a privada de ouro. Acho que a boate é aqui perto.

Chegam na porta da boate, o cidadão pergunta pro porteiro:
- Não é aqui que tem uma privada de ouro?
O porteiro dá nele uma gravata e grita lá pra dentro:
- Ô Juvenal, corre aqui que eu peguei o fiadaputa que cagou no seu trombone!

domingo, 25 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

BALZAC MAIS DEZ

Esse texto já circulou bastante, pra variar.
Mas, tirante os exageros (itens 2 e 6) e quase impossibilidades (item 3), seria adorável se fosse real...

1. Uma mulher com mais de 40, nunca vai te acordar no meio da noite, para perguntar com o que você está sonhando... Simplesmente porque não lhe interessa com o que você está sonhando.

2. Se uma mulher com mais de 40 anos, não quer assistir um jogo de futebol, ela não fica reclamando e andando em círculos no meio da sala. Ela simplesmente vai fazer algo que ela quer fazer, com grandes chances de ser muito mais interessante.

3. Uma mulher com mais de 40 se conhece o suficiente para estar segura de si mesma, para saber o que quer, para saber quem quer. São poucas as mulheres com mais de 40 que se importam com o que você pensa delas.

4. Uma mulher com mais de 40 já tem completa a sua cota de relações "importantes" e "compromissos". A última coisa que quer, na sua vida, é outro amante possessivo.

5. As mulheres com mais de 40 são superiores. Nunca dão uma baixaria no meio do restaurante. Se você aprontou alguma, ela certamente pode até te acertar um tabefe, mas, em regra, simplesmente te abandonam.

6. As mulheres com mais de 40 geralmente são muito carinhosas, atenciosas e te elogiam muito. Elas sabem como é desagradável que a pessoa de quem gostamos não seja carinhosa e cuidadosa.

7. As mulheres com mais de 40 têm segurança o suficiente para te apresentar as suas amigas. Uma mulher mais jovem, quando está com você, pode ignorar a existência da sua melhor amiga.

8. As mulheres com mais de 40, independentemente da sua área de atuação, acabam se tornando meio psicólogas: você não precisa confessar os seus pecados, porque elas sempre sabem.

9. Uma mulher com mais de 40 fica absolutamente linda com um batom vermelho.

10. Uma mulher com mais de 40 é honesta e direta: vai te dizer que você é um completo imbecil, se pensar mesmo isso de você.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

INFORMAÇÕES FUNDAMENTAIS DE SEXTA-FEIRA

A bandeira do Brasil tem 27 estrelas. Elas correspondem ao número total de Estados brasileiros e também o Distrito Federal. O desenho celeste estampado na nossa bandeira representa o céu do Rio de Janeiro, às 20 horas e 30 minutos, no dia 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República. A estrela que está acima da faixa branca representa o Estado do Pará. O nome dela é Spica, a estrela alfa – a mais brilhante – da constelação de Virgem.

Vários fatores fazem com que o beija-flor seja a única ave capaz de voar para trás. Em primeiro lugar, a articulação de seus ombros é muito flexível e, portanto, pode ser movimentada mais livremente do que a de outras aves. A asa, em contrapartida, é pouco flexível, fazendo com que o conjunto se comporte como uma hélice. “Esta hélice, aliada a potentes músculos peitorais, faz com que o beija-flor seja capaz de se movimentar em qualquer direção”, afirma Luís Fábio Silveira, biólogo curador do Museu de Zoologia de São Paulo.

Acredita-se que o homem (ou a mulher...) tenha começado a falar cerca de 60 mil anos antes da Era Cristã. Essa possibilidade foi levantada após a descoberta de um osso hióide - situado na base da língua - em uma caverna do Monte Carmelo, em Israel.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

BRILHOU A PRESIDENTA

Acabei de ler o discurso do Supremo Baiacu da Nação* na abertura da assembléia geral da ONU onde a madame deitou e rolou!

Passeou por todos os temas recorrentes, com direito a pieguices feministas e foi direto ao ponto central: “Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo, mas como todos os países sofrem as consequências da crise, todos têm o direito de participar das soluções. Não é por falta de recursos financeiros que os líderes dos países desenvolvidos ainda não encontraram uma solução para a crise. É, permitam-me dizer, por falta de recursos políticos e algumas vezes, por clareza de idéias”.

Defendeu a presença do Brasil no Conselho de Segurança ressaltando que “O ex-presidente Joseph Deiss recordou-me um fato impressionante: o debate em torno da reforma do Conselho já entra em seu 18º ano. Não é possível, senhor presidente, protelar mais. O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea; um Conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial representantes dos países em desenvolvimento. O Brasil está pronto a assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho”.

E mais, lamentou “ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas”, salientando ainda: “Venho de um país onde descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia - como deve ser”.

* copyright Edson Aran

Não vi ao vivo. Ainda bem, porque ela falando é um desânimo.
Mas, no papel, ficou bom pra caramba.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

RIO 2016


Como vocês podem constatar, continuo muuito ocupado!

domingo, 18 de setembro de 2011

RRRESUMO DA SEMANA - 12

sábado, 17 de setembro de 2011

SETTIMANA D'ITALIA – FINAL

Sergio Endrigo, destaque do estilo “romântico derramado”, é o autor de Canzone per Te que deu a Roberto Carlos a vitória no Festival de San Remo / 1968. Além disso fez parceria com Vinícius de Moraes em algumas canções infantis e gravou A Rosa com Chico Buarque. Morreu patrioticamente (para nós) em 7 de setembro de 2005 aos 72 anos.

Rita Pavone estourou aos 17 anos de idade com La partita di pallone que está no vídeo aí embaixo. (Vou poupar vocês de Datemi um martello...) Fez muito sucesso, casou, mudou, se candidatou ao senado italiano, perdeu e hoje mora na Suíça vivendo a respeitável vida de uma senhora de 66 anos que, apesar das rugas, ainda tem a carinha de garoto levado.

Sergio Endrigo – Io che amo solo Te - 1965


Rita Pavone - La partita di pallone – 1962

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

SETTIMANA D'ITALIA - 4

Aos quatro anos de idade Giuseppe Faiella tocava piano para as tropas americanas que estavam sediadas na Ilha de Capri. Daí em diante, seguiu tocando e cantando nos bares da ilha até virar, é claro, Peppino di Capri.

Pino Donaggio, também ainda garoto, começou tocando violino e seguiu até descobrir o rock (?!?). Estourou, pra variar, no Festival de San Remo. Em 1965 lançou Io Che non vivo, seu maior sucesso, tendo sido gravado por inúmeros cantantes em inúmeras línguas, incluindo aí, Elvis Presley (You don't have to say you love me).


Peppino di Capri – Roberta - 1964



Pino Donaggio – Io che non vivo – San Remo/1965

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SETTIMANA D'ITALIA - 3

Bobby Solo, Gianni Morandi e mais uma penca de cantores e cantoras, deitaram e rolaram na década de sessenta com o Festival de San Remo e outros mais.

Seguem o “Elvis italiano” Bobby Solo com Una lacrima sul viso que deveria ter ganho o Festival de San Remo de 1965 (onde ele, com problemas vocais, se apresentou em play-back e foi consequentemente desclassificado) e o Gianni Morandi com In ginocchio da Te - cena de um filme cujo, ainda bem, não tenho a menor idéia de qual seja.

Bobby Solo – Una lacrima sul viso


Gianni Morandi – In ginocchio da Te

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

VONTADE POLÍTICA? BLEARGH!

Dentre as inúmeras coisas que me enojam na prática da tal da democracia, a tal da “vontade política” ocupa lugar de destaque.

“A vontade política é a capacidade de satisfazer as necessidades de uma sociedade, de forma reconhecida pela maioria dos seus integrantes. Quando se diz ‘o que falta é vontade política’, significa que ainda não foram reunidas todas as condições necessárias para que uma determinada necessidade social comece a ser satisfeita. Por isso a importância das associações de bairros, da escolha correta dos vereadores, deputados e senadores.”

Seria lindo se não fosse utópico.
O que vemos, pra variar, é o uso de uma bela definição deturpada pela safadeza reinante desde os tempos imperiais.

Segundo Roberto Maltchik n’O Globo de hoje, o Tribunal de Contas da União constatou que só na área da Saúde (uma coisa de somenos importância) foram desviados (roubados) mais de 2 bilhões e 300 milhões de reais entre 2002 e 2011.

São, aproximadamente, 256 milhões por ano, 21 milhões por mês, 700.000 reais por dia, 30.000 reais por hora, 500 reais por minuto durante os últimos 9 (nove) anos!

Será que o que falta é “vontade política” pra acabar com essa esbórnia?
Pi-ri-go, hein? 

SETTIMANA D'ITALIA - 2

Momento mela-cueca total.

Al Di Là com Emilio Pericoli em cena de Candelabro Italiano (filme de 1962 com Troy Donahue e Suzanne Pleshette) e Dio Come Ti amo (o hino nacional da zona) com a Gigliola Cinquetti também em cena de um filme feito pra ela se lançar.


Emilio Pericoli – Al Di Là (Candelabro Italiano – 1962)




Gigliola Cinquetti – Dio come Ti amo - 1966

terça-feira, 13 de setembro de 2011

SETTIMANA D'ITALIA – 1

Acho impressionante como a música italiana fez parte da nossa adolescência (“nossa” de quem tem mais de 50, bem entendido)
e depois foi fondo, foi fondo e... foi!
Mas, deixou marcas indeléveis. (“indeléveis” é ótimo, né não?)

Então, vamos lá, num esforço concentrado de hoje a sábado.

Começando com Domenico Modugno com, é claro, Volare (Nel blu di pinto di blu) e Nico Fidenco com Legata a um granello di sabbia.


Domenico Modugno – Volare - 1958




Nico Fidenco – Legata a un granello di sabbia

AINDA TEM “YEARS AFTER”?

Em 1966 Alvin Lee e Leo Lyons (mais Chick Churchill e Ric Lee) fundaram o Ten Years After assim batizado em louvor ao ano de 1956 quando Elvis Presley - ídolo de Alvin Lee - começou a arrebentar la bouche du balon.

Estiveram em Woodstock, gravaram uma dúzia de álbuns, duraram até 1974, ensaiaram alguns retornos em 1983, 88 e 94 e ficou tudo por isso mesmo.

Alvin Lee foi um tremendo guitarrista, etc, etc.
Mas, pra mim, o melhor que eles fizeram foi essa imbatível I’d Love to Change the World (but I don’t know what to do, so I’ll leave it up to you).

O vídeo é uma bosta, mas a música é ótima.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PAULICÉIA DESVAIRADA

ROUBO A BANCO MILIONÁRIO EM UMA
AGÊNCIA DO ITAÚ NA AVENIDA PAULISTA,
MÊS PASSADO.

O assalto ocorreu entre a noite do 27 de agosto e a madrugada do dia seguinte, mas só na semana passada a delegacia de roubo a bancos do Departamento de Investigação do Crime Organizado (Deic) foi acionada.

A ação durou dez horas. A quadrilha entrou na agência do Itaú pela porta da frente e roubou cerca de 170 cofres, levando jóias e dinheiro que podem chegar a milhões de reais. O alarme estava desligado e o botão de pânico foi desativado pelos criminosos, que foram até o subsolo do prédio.

Os ladrões levaram uma fortuna em jóias e dinheiro, que havia sido guardada pelos clientes nos cofres. Não é possível estimar o prejuízo exato, já que apenas os clientes sabiam o que estava guardado nos cofres.
Segundo o delegado, até agora, apenas cinco donos de cofres fizeram boletins de ocorrência.

Por que será que:
1. Quase duas semanas para o roubo ser denunciado?
2. Mesmo sendo de sábado para domingo, 10 (dez) horas configuram um tempo livre digno de enredo de filme, né não?
3. Dos 170 (cento e setenta) donos dos cofres, apenas 05 (cinco) fizeram boletim de ocorrência!!?

Sei não, tá parecendo que ou o prejuízo não foi tão grande assim ou é melhor ficar quietinho e jogar nas “perdas e danos”... Ou ainda, como diz o Chico Buarque, "Chame o ladrão, Chame o ladrão!"

domingo, 11 de setembro de 2011

JUANITA E RAMON

Talvez tenha sido uma combinação de charme, mistério e ascendência. Não importa. O fato é que Juanita estava, pela primeira vez na vida, completamente apaixonada. Havia conhecido Ramon durante as férias na Flórida e foram duas semanas de descobertas e paixão avassaladora.

Ela era funcionária de uma grande corretora de valores, profissional competente. Filha de pai americano e mãe porto-riquenha, bonita, o fogo latino, contido por muita disciplina, se reavivou. Bem mais novo, Ramon estava estudando alguma coisa em alguma faculdade.

De poucas e genéricas palavras, conquistou Juanita justamente por isso. Os dois eram introvertidos e Ramon dizia frases como “- A partir do alcance do olhar é que se inicia o inexplicável.”
O que não significa absolutamente nada mas Juanita achava profundo e lindo. Principalmente quando dito por aquela voz rouca e pausada, acompanhada de um olhar cheio de oitavas intenções. Além do mais ele era moreno, cabelos lisos e olhos muito pretos, o que incendiava Juanita. Foram para a cama no segundo dia e Ramon, burocrático e apressado, não foi lá esse futebol todo, mas Juanita, com a guarda
(y otras cositas mas) aberta, adorou.

Na realidade, formavam um belo casal de chatos. Não achavam graça em nada, gostavam de ficar quietos olhando o mar, comiam comidas sem imaginação, bebiam pouco e frequentavam eventos só por frequentar. (Foram assistir a um show do Joe Cocker e, quando o dinossauro cantou With a Little Help From My Friends, acenderam os isqueirinhos, levantaram os braços e ficaram balançando pra lá e pra cá só porque todos estavam fazendo a mesma coisa.)

Ao final das férias, voltaram para a rotina de suas respectivas vidas. Agora com pequenas alterações. Eram e-mails e telefonemas cruzando os ares, fortalecendo os sentimentos e amenizando as saudades. Promessas e planos se formavam mas, sempre, de forma quase indecifrável.
Ramon era incapaz de se exprimir com clareza. Juanita, que a princípio achava tudo ótimo, começou a ficar intrigada, curiosa e cobradora:
- O que você tanto estuda? Porque você sumiu dois dias? Quando é que a gente se vê?
- Minha querida, a imponderabilidade é como o vôo da borboleta.
(Isso é resposta que se dê a uma namorada carente?)
Todas as tentativas que Juanita fazia para saber o que ele estudava, o que fazia, eram candidamente rechaçadas com evasivas no gênero.

Numa oportunidade Ramon surgiu de surpresa no escritório da corretora. Juanita achou que estivesse vivendo um filme. Emoldurado na porta, com um buquê de flores na mão, o cabelo cuidadosamente descuidado, ele era o próprio canastrão de filme mexicano.
Ela achou lindo e comovente. Passaram o fim de semana entre beijos apaixonados, sexo apressado e as famosas frases de significado dúbio: “- Tudo o que pode ou não pode acontecer, é resultante de fatores interligados.”
Juanita interpretava do jeito lá dela e seguia em frente. Mas sentia, nas atitudes de Ramon, uma tensão e uma melancolia crescentes.
No aeroporto, minutos antes dele ir embora, tentou abordar com cuidado:
- Está tudo correndo bem com você?
- As pegadas do tempo deixam marcas somente na alma.
Um beijo rápido e ele embarcou.

Algum tempo depois Juanita abriu um e-mail de Ramon que terminava assim: “- Quero estar junto de você para sempre. Amor, Ramon.”
Ficou feliz e espantada com a objetividade. Porém conhecedora do namorado, começou a imaginar quais poderiam ser os significados ocultos da mensagem, uma vez que ele nunca falava diretamente.

No dia seguinte, terça-feira, chegou cedo no escritório e leu novamente o e-mail. Estava matutando sobre a vida, desejando que Ramon, pelo menos naquela vez, estivesse sendo claro e direto, quando uma sombra escureceu a sala e ela escutou um barulho de vidro quebrando. O nariz do Boeing estava entrando alguns andares abaixo e a cabine do piloto invadindo a sala.

A última coisa que Juanita viu foi Ramon - que na verdade se chamava Ahmed Al-Shariff - aqueles olhos muito pretos, o cabelo caindo na testa e, no rosto, uma estranha expressão de completa paz.


Obs.1: A preguiça e essa avalanche midiática de pieguices sobre a data em que Bin Laden mudou o curso da história me dão direito a esse pitaco.


Obs.2: Esse conto foi publicado no “Crônicas em Movimento” cujo está à venda aí no Haja Loja. (Baratinho, viu? Seus unhas de fome...)